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segunda-feira, 24 de maio de 2021

No Dia do Vestibulando, psicólogos dão dicas para quem vai encarar as provas

Ansiedade fora de controle pode prejudicar o desempenho de candidatos considerados excelentes: autoconhecimento ajuda a identificar sinais de alerta


O Brasil é o país mais ansioso do mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 19 milhões de brasileiros convivem com a ansiedade em níveis acima do ideal. Neste universo estão adolescentes e jovens em preparação para o vestibular, que veem a “boa” ansiedade – aquela que traz efeitos positivos, estimulantes e saudáveis ao ser humano – se transformar em um transtorno, uma fonte de sofrimento intenso e duradouro.

Supervisora do Serviço-Escola de Psicologia do UniCuritiba – instituição de ensino superior que faz parte da Ânima, uma das principais organizações educacionais do país, a psicóloga Daniela Jungles diz que embora pareça impossível acreditar, a ansiedade pode ser positiva, mas precisa se manter em níveis adequados.

“Se algumas situações ou atividades não geram ansiedade suficiente, corremos o risco de não reagir adequadamente a elas. Essa ansiedade normal e natural nos permite sentir o perigo e desencadear uma ação apropriada. O problema é quando a sintomatologia da ansiedade se torna frequente e sem controle”, explica.

É nesta hora que a ansiedade começa a “jogar contra” os vestibulandos. Para o mestre em psicologia Guilherme Alcântara Ramos, membro do Núcleo de Atendimento Psicopedagógico do UniCuritiba e orientador de projetos de qualidade de vida e bem-estar, é importante estar atento aos sinais. “Quando a ansiedade passa do limite, afeta o ciclo sono-vigília, a capacidade de relaxamento, provoca alterações na alimentação, no trato intestinal, na digestão, na respiração, aumenta a sudorese, acelera os batimentos cardíacos e causa dificuldades de concentração e memória, entre outros problemas”, diz.


Ansiedade de desempenho

A maioria dos estudantes, lembra a professora Daniela Jungles, está familiarizada com o estresse que antecede exames, apresentações orais e outras avaliações. Esse “nervosismo” é absolutamente normal e familiar, típico em anos de vestibular.

“A ansiedade em uma dose razoável leva os vestibulandos a estudar todos os dias e a manter o foco no objetivo final que é a aprovação. O problema está na autocobrança para alcançar excelentes resultados, o que pode causar um nível de estresse desmesurado. Quando esse medo do fracasso assume uma dimensão desproporcional, chamamos de ansiedade de desempenho.”


Preocupação com o futuro

De acordo com o psicólogo Guilherme Alcântara, o vestibular é um momento decisivo, de escolha para o futuro, e vem carregado de pressão social, familiar e pessoal. “A ansiedade aumenta porque os estudantes passam um ano ou mais muito focados em função do vestibular, o que se torna desgastante. Assim como a ansiedade nos prepara para enfrentar uma situação desafiadora, como o vestibular, ela também pode nos paralisar e comprometer o desempenho.”

Quem nunca ficou ansioso antes de uma prova? Ou sentiu aquele nó no estômago antes de um primeiro encontro? Daniela Jungles lembra que é perfeitamente normal ficar ansioso em situações que estão além do controle, mas a solução está na capacidade de gerenciar o estresse para que, em momentos difíceis, a ansiedade não domine inteiramente a situação.

 

DICAS PARA SE SAIR BEM NAS PROVAS

Para celebrar o Dia do Vestibulando (24/05) e ajudar os candidatos de olho nos processos seletivos deste ano, os professores do UniCuritiba Daniela Jungles e Guilherme Alcântara Ramos prepararam algumas dicas que vão ajudar a manter a ansiedade sob controle. Confira:

  • Fique atento aos sinais: a ansiedade exacerbada se mostra de várias maneiras, como alto estresse nos exames, ataques de pânico antes das avaliações, perfeccionismo exagerado no estudo ou enxaquecas, distúrbios digestivos, dificuldades para dormir etc. 
  • Equilibre os preparativos para as provas. Use estratégias que intercalem estudos com outras atividades sociais, de lazer e práticas esportivas. 
  • Não faça maratonas de estudo de 10h ou 12h. É melhor estudar um pouco todos os dias, por um período mais curto. Reserve os finais de semana de folga. 
  • Mantenha a prática de exercícios físicos regulares. Ainda que a agenda dos vestibulandos seja cheia, os cuidados com o corpo garantem a saúde mental. 
  • Alimentação balanceada e boas noites de sono ajudam na energia necessária para as rotinas de estudo. Não abra mão disso. 
  • Ficar dedicado somente aos estudos aumenta o estresse. Reserve tempo para os amigos e familiares. Boa saúde mental traz possibilidades de exercer melhor as competências intelectuais. 
  • Não deixe para pensar nas estratégias de controle da ansiedade somente na hora da prova. Você pode exercitar o autocontrole ao longo de todo o ano. Organização e planejamento nos estudos é um bom começo. 
  • Sempre que se sentir excessivamente ansioso, pratique a respiração de quatro tempos. Inspire o ar contando até cinco, segure o ar nos pulmões por cinco segundo, expire contando até cinco e segure o pulmão vazio por mais cinco segundos. 
  • O exercício de respiração pode ser feito diariamente e, é claro, antes e durante a prova, sempre que você perceber que a respiração está ofegante, a sudorese está aumentando e o ritmo cardíaco, acelerado. 
  • No dia anterior à prova, não exagere nas horas de estudo. Confie em você e na sua dedicação prévia. Revise no máximo alguma questão específica. Ninguém se sai bem quando está exausto. Esteja descansado para o vestibular. 
  • Antes de iniciar a prova, faça a respiração de quatro tempos e só então inicie as questões. Se perceber que os níveis de ansiedade estão subindo durante a prova, pare tudo e refaça o exercício respiratório.
  • No dia da prova (e na noite anterior), faça refeições leves. Alguns alimentos como carne vermelha, por exemplo, são de difícil digestão. Exercícios físicos devem ser moderados. Prefira atividades de relaxamento.·  
  • Certifique-se de que está com todos os documentos necessários para apresentar na hora da prova, leve caneta, máscaras (no caso de provas presenciais), água e um lanche leve.

Diabetes aumenta em até 5 vezes o risco de desenvolver catarata

Doença é a principal causa de cegueira reversível no mundo


Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), a catarata é responsável por cerca de 51% dos casos de cegueira no mundo em pessoas com mais de 50 anos.

Como a idade é o principal fator de risco, o aumento da prevalência da doença está relacionado diretamente com o envelhecimento populacional no Brasil e em vários outros países. Com isso, a catarata se tornou um problema de saúde pública em todo o mundo.  
 
Segundo a oftalmologista Dra. Maria Beatriz Guerios, a catarata afeta o cristalino, cuja principal função é fornecer nitidez à visão. “O cristalino funciona como uma lente intraocular. Essa estrutura se localiza atrás da pupila e permite a passagem de luz até a retina. Essa, por sua vez, é composta de células nervosas que levam a imagem por meio do nervo óptico para que o cérebro as interprete”.
 
“A catarata ocorre quando o cristalino se torna opaco. Com isso, a visão fica embaçada. Na evolução do quadro, a luz não consegue chegar à retina, causando a perda da visão”.


 

Lentes embaçadas


A médica ressalta que a perda da visão que ocorre na catarata não é abrupta. “A pessoa começa a perceber aos poucos que sua visão não está boa. Há uma redução progressiva da capacidade de enxergar de perto e de longe, sendo que o uso de lentes corretivas não promove melhora da visão”.
 
“Além disso, há embaçamento e distorção dos objetos. Os pacientes costumam referir como uma névoa que cobre a visão. Há ainda redução da percepção do brilho, contraste, cores e dificuldade em enxergar contra a luz”, adiciona Dra. Maria Beatriz.


 
Fatores de risco


Em 90% dos casos, a catarata é consequência do processo natural do envelhecimento. Porém, há outros fatores de risco, como:
 
- Diabetes

- Traumas

- Colesterol alto

- Doenças do fígado

- Distúrbios hormonais

- Medicamentos

- Inflamações

- Cirurgias oculares prévias, como a vitrectomia
 


 
Diagnóstico é simples


O diagnóstico da catarata envolve alguns exames, como o teste de acuidade visual, o exame com lâmpada de fenda, o exame da retina e o exame de pressão ocular. Todos eles, normalmente, são realizados durante a consulta com o oftalmologista.
 
“Infelizmente, no Brasil muitas pessoas não têm acesso ao oftalmologista e/ou à cirurgia que corrige a catarata. Há longas filas de espera no sistema público de saúde. Todavia, mesmo quem têm acesso à especialidade, pode não ter o costume de realizar consultas preventivas”, lamenta Dra. Maria Beatriz.


 
Cegueira reversível


Felizmente, a cegueira causada pela catarata pode ser revertida por meio de uma cirurgia. O procedimento é feito para substituir o cristalino por uma lente artificial. A cirurgia é de baixa complexidade, rápida, feita com anestesia local e sem necessidade de internação. Porém, demanda cuidados pós-operatórios importantes.
 
O tipo de cirurgia e o tipo de lente intraocular (LIO) dependem de vários fatores. Portanto, a catarata requer um tratamento individual e personalizado. Além disso, como qualquer outra cirurgia, há risco de complicações. Por isso, é fundamental procurar um oftalmologista especialista em catarata para avaliação e tratamento.


 
Catarata e danos oxidativos


Ao longo dos anos, os estudos apontaram que a catarata relacionada à idade tem forte relação com os danos oxidativos que o cristalino sofre a partir da exposição crônica ao oxigênio molecular.
 
“O oxigênio é fundamental para a absorção dos nutrientes pelas células. A queima do oxigênio pelas células é chamada de oxidação. É nesse processo que são liberados os radicais livres, que também podem ser produzidos por fatores externos, como tabagismo, radiação solar, deficiências nutricionais, entre outros”, explica Dra. Maria Beatriz.  
 
O problema é que as moléculas de radicais livres aceleram o processo de envelhecimento celular e podem danificar as células. Esses fatores podem levar a doenças como a catarata senil.
 
Portanto, a partir dessas descobertas, é possível traçar algumas mudanças de hábitos que podem contribuir para prevenir a catarata relacionada à idade, como:
 

  • Sempre usar óculos de sol com proteção UVA/UVB e evitar olhar diretamente para o sol
  • Evitar o consumo de álcool e cigarro
  • Manter uma alimentação saudável, investindo em alimentos ricos em vitamina C
  • Realizar consultas oftalmológicas preventivas a partir dos 40 anos


As ameaças disfarçadas do tabagismo para a sua saúde bucal

70% das pessoas com câncer de boca fumam e o problema não está só no cigarro industrializado


Maio é o mês marcado pela luta contra o fumo, graças ao Dia Mundial sem Tabaco (31/5). Essa é uma das principais datas no calendário da Saúde e da Odontologia, uma vez que o tabagismo aumenta e muito o risco de câncer de boca, um dos tipos mais comuns entre fumantes - 70% das pessoas com câncer de boca fumam, revela o Instituto Nacional do Câncer (INCA). 

Diante desse cenário, o Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP) faz um alerta para os ‘novos cigarros’, opções mais atraentes do que o industrializado, mas que escondem grandes perigos. São os narguilés, os vapes - cigarros eletrônicos - e até as versões disfarçadas de naturais, com camomila, sálvia, jasmim ou essências de sabor, em que o próprio fumante prepara o cigarro. “Não existe consumo seguro de tabaco. Se tem tabaco, sempre tem o risco, pois são as substâncias que estão nele que prejudicam a saúde bucal e, consequentemente, o corpo em geral. Nicotina, alcatrão, monóxido de carbono e até a fumaça e o calor geram danos à mucosa da boca”, avisa a cirurgiã-dentista Silmara Regina da Silva, integrante da Câmara Técnica de Estomatologia do CROSP. 

São poucos os estudos que abordam os diferentes formatos, mas já se sabe, por exemplo, que “uma hora de cigarro eletrônico equivale a 10 cigarros convencionais fumados”, explica o presidente da mesma Câmara Técnica do CROSP, Fábio de Abreu Alves. A comparação é importante, pois as versões eletrônicas chamam a atenção por emitir menos fumaça e pela discrição, já a ameaça está na alta concentração de nicotina, provocando a depedência de forma mais intensa. 

Mas, até o surgimento de problemas, existe um caminho: dos menos graves, como manchas nos dentes e doenças periodontais, ou seja, que afetam os tecidos de suporte, levando, muitas vezes, à perda de dentes e ao insucesso dos implantes dentários; até os de maior complexidade, sendo o câncer de boca o mais preocupante. Ainda segundo o INCA, a estimativa é de que 15 mil pessoas tenham desenvolvido a doença em 2020 no Brasil, além das mais de 6,6 mil mortes registradas em 2019. 

Esse percurso do tabagismo no corpo é silencioso e aumenta em até oito vezes o risco de uma pessoa desenvolver câncer de boca em relação a quem não fuma. “A doença é mais comum a partir dos 40 anos porque o tempo e a quantidade ingerida são fatores que influenciam. Mas, dependendo da suscetibilidade da pessoa, uma quantidade pequena já pode desencadear o câncer”, afirma Silmara. “Os sinais surgem em feridas que não cicatrizam por mais de 15 dias, manchas vermelhas ou esbranquiçadas e nódulos (caroços) em qualquer região da boca: língua, gengiva, bochecha ou palato (céu da boca), por exemplo. Ao notar um desses sintomas, é preciso procurar imediatamente por um serviço de Saúde”, enfatiza. 

Por não existir consumo seguro, também não há meios de prevenir os efeitos do cigarro na cavidade oral. “Nenhum cuidado com higiene bucal pode evitar os riscos trazidos pelo tabaco. Contudo, bons hábitos como a correta higienização, o consumo de frutas e vegetais e a periodicidade das consultas com o cirurgião-dentista são fundamentais para fazer o diagnóstico precoce e tratamento das possíveis alterações”, conta Silmara. 

Fábio recomenda que as visitas dos fumantes ao consultório sejam de duas a três vezes por ano. “O câncer de boca na fase inicial, em geral, não tem sintomas, por isso é tão importante a avaliação da cavidade oral por exames odontológicos. O diagnóstico precoce oferece 90% de chance de cura. No diagnóstico tardio, essa chance diminui para 50%”. 

O enfrentamento à dependência

O tabagismo é uma doença crônica de dependência química da nicotina, presente no tabaco, e faz parte do grupo de transtornos mentais e comportamentais pelo uso de substância psicoativa, conforme a Revisão da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID-10). 

“O Brasil é o segundo país no mundo, depois da Turquia, a promover um modelo exitoso de implementação da Convenção-Quadro para Controle do Tabaco (primeiro tratado internacional de saúde pública, assinado e ratificado por 181 países), um conjunto de medidas que permite o enfrentamento ao tabagismo. Isso possibilitou uma queda significativa na prevalência da doença, mas há muito a ser feito”, fala a coordenadora Estadual do Programa Nacional de Controle de Tabagismo de São Paulo, pelo Centro de Referência de Álcool, Tabaco e Outras Drogas (CRATOD), e integrante da Comissão de Políticas Públicas do CROSP, Sandra Marques. 

No ano passado, com o desafio da pandemia do novo coronavírus e o agravamento das condições de saúde mental, a Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou a campanha Comprometa-se a parar de fumar durante a Covid-19 para o Dia Mundial sem Tabaco de 2021. “O cirurgião-dentista tem papel fundamental na estratégia de ampliação das ações de enfrentamento ao tabagismo e integralidade do cuidado. Assumir esse protagonismo perante um grave problema de saúde pública nos remete à concepção do papel que exercemos enquanto profissionais de Saúde. Precisamos desmistificar a dependência química e entendê-la como patologia para tratá-la”, completa.




Conselho Regional de Odontologia de São Paulo - CROSP

www.crosp.org.br


Dia Mundial da Esclerose Múltipla: saiba como ajudar os pacientes da doença

Com mais de 2 milhões de pessoas em todo mundo com a doença degenerativa, campanhas de arrecadação online são a alternativa para os altos custos do tratamento

 

Marcado para toda última quarta-feira de maio, o Dia Mundial da Esclerose Múltipla (EM) surgiu em 2009 a fim de trazer visibilidade às vítimas da doença. Estima-se que mais de 2 milhões de pessoas ao redor do mundo foram acometidas pela doença degenerativa, responsável por atacar o sistema nervoso dos indivíduos. Por ser uma condição autoimune e sem cura, ou seja, que o próprio organismo ataca estruturas e células do corpo, os tratamentos que visam aumentar a expectativa e qualidade de vida dos pacientes costumam ser muito caros. A fim de trazer uma dose de esperança e proporcionar o bem-estar daqueles que sofrem de Esclerose Múltipla, as campanhas de arrecadação online na plataforma do Vakinha têm sido a alternativa que muitos buscam para que o enfretamento da doença seja o menos sofrido possível.

Um bom exemplo disso é a vaquinha online da Crispiniana Pereira de Andrade, do município de Quijingue, na Bahia. Crispiana foi diagnosticada com Esclerose Múltipla em abril de 2016 e, desde então, tem usado todos seus recursos para poder dar andamento em seus tratamentos, que incluem fisioterapia e uso de medicamentos. Agora, ela tem a oportunidade de fazer um novo tratamento para ter mais qualidade de vida, mas, para isso, conta com a solidariedade de todos para arrecadar R 30 mil.

Gabriel de Lima Santana também criou uma campanha online para custear seu tratamento contra a EM. Santana, que mora com os pais, foi diagnosticado com a doença em junho de 2020 e precisa arrecadar R 70 mil para que possa dar andamento em sua fisioterapia, comprar os remédios necessários, bem como dar entrada em uma casa que não possua escada, uma vez que suas habilidades motoras têm sido prejudicadas por conta da degeneração. Os interessados em ajudar podem contribuir por meio do link .

A EM é uma doença silenciosa e, infelizmente, ainda não há cura. Por isso, a onda de solidariedade e a corrente de apoio tornam-se fundamentais para auxiliar os pacientes, familiares e amigos a terem uma vida mais longeva e saudável o possível. Para contribuir com as vaquinhas, basta que o usuário se cadastre na plataforma e doe para aquelas que mais se identifica. Além disso, quanto mais os colaboradores engajarem com a campanha e compartilharem em suas redes, maiores as chances de mais pessoas se impactarem com as histórias e realizarem suas doações.


Sobre o Vakinha:

Vakinha é o maior site de vaquinhas online do Brasil, lançado em janeiro de 2009 e que oferece uma solução com tudo o que é necessário para uma arrecadação coletiva. A empresa se consolidou no mercado de causas pessoais como a plataforma que oferece maior transparência, segurança e impacto para os envolvidos. Por dia, cerca de 3 mil campanhas são abertas no site.


Esquizofrenia: saiba mais sobre a doença que afeta 2 milhões de brasileiros

Dia Mundial da Pessoa com Esquizofrenia é lembrado anualmente em 24 de maio


Nesta segunda-feira (24) celebramos o Dia Mundial da Pessoa com Esquizofrenia. O objetivo da data é alertar sobre os sintomas, o tratamento e ainda mitigar os estigmas da doença que atinge 23 milhões de pessoas no mundo, segundo dados da OPAS (Organização Pan-Americana da Saúde). No Brasil, o Ministério da Saúde contabiliza que dois milhões de pessoas são portadoras deste distúrbio mental grave, que afeta a capacidade de distinguir a realidade de delírios e alucinações.

O distúrbio é marcado por surtos que envolvem paranoias, como ouvir vozes e acreditar que está sendo perseguido. Pedro Antonio Pierro Neto, neurocirurgião convidado pela farmacêutica Prati-Donaduzzi para falar sobre o tema, explica que em casos graves da doença é comum o paciente relatar conversas com seres de outro planeta e situações delirantes de vozes que conversam entre si. “Mas, nem todo esquizofrênico ouve vozes; às vezes o paciente é apenas desconectado do ambiente e da realidade em que vive”, afirma.

É comum que a doença se manifeste ainda na adolescência ou no início da vida adulta, entre 15 e 35 anos de idade, e não há incidência predominante entre os sexos. Existem casos mais brandos com características confusas, o que, muitas vezes, dificulta o diagnóstico. Hoje, há diferentes tipos de esquizofrenia:

- Esquizofrenia catatônica;

- Esquizofrenia paranoide;

- Esquizofrenia desorganizada;

- Esquizofrenia indiferente.


Causas da doença

As causas da esquizofrenia não são exatas e o diagnóstico é essencialmente clínico. Sabe-se que o fator genético tem grande influência na possibilidade do desenvolvimento da doença, ou seja, se há um membro da família que seja portador, existem chances de outros próximos também apresentarem o distúrbio.

Um conceito aceito e difundido na medicina é o da vulnerabilidade versus estresse, considerando que a junção da presença da vulnerabilidade com fatores estressantes, como o convívio em ambientes e situações que causam estresse e a falta de recursos para lidar com isso podem desencadear a doença. O uso de drogas psicoativas também é um potencial desencadeador da esquizofrenia.


O tratamento

A esquizofrenia é tratada, primordialmente, de forma medicamentosa, com o uso de antipsicóticos. Esses medicamentos evoluíram muito nas últimas décadas, os utilizados hoje em dia para o tratamento da patologia causam menos efeitos colaterais e ajudam o paciente a ter uma vida mais saudável e com mais qualidade.

“Em torno de 30% dos portadores da doença que fazem tratamento conseguem ter controle total. Os outros 70% terão controle parcial, ou nenhum, nos casos mais graves”, explica o neurocirurgião.

Junto com o tratamento medicamentoso é comum os pacientes realizarem psicoterapia e terapia ocupacional. Dessa forma, o esquizofrênico trabalha habilidades sociais para facilitar o convívio com os outros e permitir que haja integração social. O apoio da sociedade e dos familiares é muito importante para que isso ocorra. As informações sobre a patologia quebram preconceitos e acolhem as pessoas. O conhecimento é a chave para mudar vidas.


*Este conteúdo é elaborado pela indústria farmacêutica Prati-Donaduzzi, com o objetivo de levar mais informações sobre saúde à população. A empresa também oferece para médicos, de forma exclusiva, o acesso a conteúdos sobre diversas patologias, entre outros materiais no websitehttps://www.evolucaoparavida.com.br/.


Vacinação deve estar em dia mesmo na pandemia

Uma das opções para evitar aglomeração é usar o primeiro marketplace de vacinas em domicílio do Brasil que já conta com mais de 40 clínicas cadastradas atendendo em cidades do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, Goiás e Brasília 

 

Manter o calendário de vacinação em dia nesse período de pandemia está sendo um desafio e tanto para alguns pais. Além de precisar lidar com a casa, trabalho em home office, entre outros afazeres, não podem descuidar da saúde dos filhos, principalmente com a vacinação, que é muito importante para criar um sistema imune forte e efetivo para prevenir várias doenças! 

Embora muitas pessoas já tenham voltado para o trabalho externamente ou saindo mais de casa, a pandemia do Covid-19 ainda está longe de acabar, porém existem muitas pessoas que continuam com medo de ir a um hospital, consultório médico ou posto de saúde. E com isso a vacinação foi uma das coisas que foi deixada de lado. De acordo com o Ministério da Saúde, em meio à pandemia de Covid-19, a procura por serviços de saúde diminuiu devido ao medo da população de contrair o coronavírus. Nesse contexto, manter o calendário de vacinas em dia tornou-se um desafio que vem sendo enfrentado com campanhas de conscientização sobre o tema. Pela primeira vez em quase 20 anos, o Brasil não atingiu a meta para nenhuma das principais vacinas indicadas a crianças de até um ano completo. 

Mas como imunizar a população com as vacinas de rotina sem favorecer a aglomeração de pessoas e sem prejudicar o combate ao coronavírus? 

Como solução para quem não quer correr risco saindo de casa, um serviço até então inédito no Brasil, acaba de ser lançado por uma startup: um marketplace de vacinas em domicílio usado através do aplicativo Vacine.me. Desenvolvido no Brasil, a proposta do aplicativo é justamente oferecer aos usuários uma ferramenta que disponibilize todos os tipos, marcas e preços de vacinas, para que seus usuários possam comparar e agendar a aplicação com a clínica que melhor atender seus critérios de decisão, seja ele preço ou marca (os mais comuns), com total segurança e sem taxas no conforto de casa. 

“A ferramenta nasceu na hora certa porque devido ao isolamento social causado pela pandemia existe hoje uma grande demanda reprimida que poderá ser suprida pela rede de clínicas particulares presentes no aplicativo, que já conta com mais de 40 clínicas de vacinação nas cidades do Rio de Janeiro como a capital, Niterói, São Gonçalo, Duque de Caxias, Nova Iguaçu, algumas de São Paulo, como a capital, Ribeirão Preto e Osasco, em Minas Gerais, Goiás e Brasília. A ideia é estar presente em todo o país até o final deste ano”, diz Cristiano Caldas, sócio e diretor comercial da empresa. 

Além de pedir vacinas em casa, o Vacine.me disponibiliza também uma ferramenta para montar carteirinhas de vacinação virtuais para o usuário e seus dependentes de forma muito simples. O usuário pode optar por preencher a carteira de vacinação manualmente, inserindo vacinas já tomadas e suas respectivas datas, ou por enviar uma foto da carteira atual impressa pelo próprio aplicativo que ela é montada em até dois dias úteis pela equipe do Vacine.me. 

"Desenvolvemos este recurso porque acreditamos ser muito útil para pessoas de todas as idades, em especial para mães com crianças de 0 a 6 anos, que tem um calendário mais intenso de vacinação, mas também para os adultos que muitas vezes não sabem que vacina tomar e quando", comenta Cristiano Caldas, que aproveita para fazer um alerta: "Quem tiver com receio de colocar as vacinas em dia nos postos de saúde, podem utilizar o Vacine.me para agendar a aplicação da vacina em casa, o importante é não deixar de se vacinar, em especial as crianças". 

O app oferece imunização para todas as faixas etárias: gestantes, bebês, crianças, adolescentes, adultos e idosos. No Vacine.me você encontra vacinas contra Poliomielite, Difteria, Tétano, Coqueluche Meningite, HPV Bivalente, Meningocócica ACWY e B, Pneumocócica 13 e 23, Rotavírus, Gripe, Hepatite A e B, BCG, HPV, Sarampo, Cachumba, Rubéola, Catapora, Febre Amarela, Herpes Zóster, entre muitas outras que muitas pessoas nem sabem que existe, como é o caso da vacina contra dengue por exemplo.  

O aplicativo, disponível na Google Play e App Store, é gratuito e bem simples de usar, funciona assim: o usuário insere o endereço onde quer receber a aplicação da vacina, seleciona a(s) vacina(s) que deseja e vai aparecer mais de uma clínica dependendo da sua localização, seleciona a clínica, agenda melhor data e hora e pronto!

 

Alimentação rica em fibras contribui para a saúde digestiva, orienta o Seconci-SP

Fibras solúveis e insolúveis são fundamentais em uma dieta saudável

 

O Dia Mundial da Saúde Digestiva (29 de maio) foi instituído pela Organização Mundial de Gastroenterologia, para mobilizar e orientar a população sobre a importância da prevenção e diagnóstico precoce de doenças do aparelho digestivo. Segundo a Organização, 20% da população global sofrem algum tipo de problema intestinal e 90% das pessoas não procuram orientação médica, recorrendo à automedicação ou não fazem nada para resolver o problema. O gastroenterologista do Seconci-SP (Serviço Social da Construção), dr. Moacir Augusto Dias, afirma que uma alimentação rica em fibras contribui para o bom funcionamento do sistema digestivo. 

Uma alimentação saudável começa pela escolha do local, onde serão feitas as principais refeições. “O recomendado é buscar um lugar tranquilo, não comer assistindo televisão e não se alimentar com pressa, pois isso vai comprometer a mastigação, que é o início da digestão. O ideal também é não beber líquido durante a refeição, pois dilui o suco gástrico, o que irá dificultar a digestão. E, principalmente, não beber refrigerante, pois os gases da bebida distendem o estômago”, explica o médico. 

Uma alimentação rica em fibras contribui para o aumento da saciedade, para a diminuição dos índices de colesterol, controla o diabetes, regula o intestino e evita o aparecimento de doenças diverticulares, mais prevalente em pessoas acima dos 60 anos. Outro ganho é que as fibras solúveis amolecem as fezes, evitando hemorroida e fissura anal.

 

Alimentos recomendados 

No grupo das fibras solúveis estão a aveia, soja, lentilha, mandioca, beterraba, ervilha, cenoura, maçã e as frutas cítricas, como laranja, abacaxi e limão. No grupo dos alimentos ricos em fibras insolúveis estão o feijão, milho, abóbora, verduras folhosas, farelo de trigo, pão integral, cereais inteiros e as cascas de frutas, que devem ser incorporadas aos sucos e vitaminas. 

“O consumo frequente de alimentos industrializados, que têm grandes concentrações de conservantes, sal e açúcar, compromete a saúde digestiva, assim como a ingestão de antibióticos por longos períodos, pois afeta a microbiota do intestino. O tabagismo e as bebidas alcoólicas também são fatores prejudiciais. Esses dois hábitos são a principal causa de câncer de esôfago”, alerta o dr. Dias. 

As principais doenças do aparelho digestivo são a gastrite, úlcera, doença do refluxo, intolerância à lactose, doenças inflamatórias intestinais e o câncer. “Entre os sinais de alarme estão irritações frequentes no estômago, queimação, refluxo, dor no abdômen, em especial do lado esquerdo; alteração do hábito intestinal (diarreia ou intestino preso), emagrecimento repentino e anemia. Esses sintomas recomendam uma visita ao médico, para consulta e exames.” 

A carga genética é um componente importante no aparecimento de doenças do trato digestivo. O dr. Dias cita o caso da polipose familiar, o aparecimento de pólipos no cólon, benignos ou malignos. “Para essa doença, o recomendado o rastreamento de todos os membros da família, independentemente da idade. Fora esse caso excepcional, a recomendação é fazer colonoscopia a partir dos 45 anos. Na impossibilidade, realizar ao menos o exame de pesquisa de sangue oculto nas fezes. Se o resultado da colonoscopia for normal, essa prática pode ser repetida a cada 5 anos. Mas diante de alguma alteração, o médico irá avaliar a frequência necessária”. 

“Evitar o sobrepeso, o consumo de álcool e cigarro, manter uma alimentação diversificada, privilegiando os alimentos integrais e deixando de lado os industrializados e a prática diária de 30 minutos de exercícios físicos são a chave para manter a saúde digestiva.”

 

Dia Nacional de Enfrentamento ao Glaucoma chama a atenção para uma das principais doenças oculares que pode levar à cegueira



Tratamento do glaucoma envolve o uso de colírios
Divulgação

De acordo com documento produzido pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia, estima-se que entre 2-3% da população brasileira acima de 40 anos possam ter a doença, representando cerca de 1,5 milhão de pessoas

 

O Glaucoma é uma doença do nervo óptico, uma neuropatia óptica glaucomatosa, e é considerada uma das principais enfermidades da oftalmologia. Ela não tem cura e, quando não tratada corretamente, pode levar à cegueira irreversível. Para incentivar a conscientização em prol da prevenção e diagnóstico precoce, o Dia Nacional de Enfrentamento ao Glaucoma, lembrado no dia 26 de maio, foi criado e decretado por meio de uma lei brasileira em 12 de maio de 2002.

Muitas vezes silenciosa, a doença não apresenta sintomas, agravando o quadro com perda progressiva da visão, levando à cegueira total. Por isso, é essencial o diagnóstico precoce, que pode ser feito na clínica, em consultas de rotina, por um médico oftalmologista.

De acordo com o documento "As Condições da Saúde Ocular no Brasil 2019" produzido pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), mostra que a cegueira atinge 1.577.016 brasileiros, o equivalente a 0,75% da população. A pesquisa ainda revela que a incidência do glaucoma é estimada de 1 a 2% na população geral, aumentando após os 40 anos (2%), podendo chegar a 6 ou 7% após os 70 anos de idade. Estima-se que entre 2-3% da população brasileira acima de 40 anos possam ter a doença (o que representa cerca de 1,5 milhão de pessoas)

Um estudo feito pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (IBOPE), em 2020, entrevistou 2.700 brasileiros em São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Bahia, Ceará e Pernambuco. Intitulada “Um olhar para o Glaucoma no Brasil”, o estudo mostrou que 10% dos entrevistados assumem que nunca foram a um oftalmologista e 25% afirmaram que frequentam um especialista raramente, apenas ao sentir qualquer tipo de incômodo nos olhos. Além disso, ainda mostra que metade dos entrevistados não sabe que o Glaucoma é a maior causa de cegueira irreversível no mundo e 41% sequer conhecem a doença. “Vivemos em um cenário em que as pessoas ainda não aderiram ao acompanhamento médico de rotina e só costumam procurar por ajuda quando apresentam sintomas, o que já é tarde. O resultado disso é o alto número de casos da doença em nossa sociedade”, afirma Alexandre Misawa, médico oftalmologista do Hospital HSANP.


Sintomas

Quando há sintomas, os mais comuns são: redução do campo visual periférico, dor ocular, lacrimejamento, vermelhidão dos olhos ou visão embaçada, dificuldade para enxergar no escuro, náusea e vômito ou até mesmo ou aumento da pupila.

Em sua fase mais avançada, a pessoa passa a ter a visão mais turva, com dificuldade de enxergar os objetos que estejam próximos de si, por exemplo. Além disso, o paciente passa a enxergar por um campo de visual tubular e, assim, só enxerga por um campo central.


Como diagnosticar?

O Glaucoma pode ser diagnosticado por meio de um exame oftalmológico detalhado, capaz de medir a pressão intraocular, chamado Tonometria.


Fatores de Risco

O principal fator de risco é o aumento da pressão intraocular. “O glaucoma pode ser definido como o aumento da pressão intraocular, que não tem nenhuma relação com a pressão do corpo, pois não existe máxima nem mínima, ela varia em torno de 10 e 20 mmHg (milímetros de mercúrio)”, esclarece o especialista. Além da pressão, pessoas que tenham histórico familiar da doença, indivíduos com mais de 40 anos, pessoas negras, pacientes com alto grau de miopia e diabéticos são considerados como grupo de risco da doença, devendo ter ainda mais atenção ao tratamento.


Tratamento

Infelizmente, essa doença não tem cura, mas existe o controle, que possibilita também qualidade de vida ao paciente. O tratamento mais indicado e utilizado para o Glaucoma é feito por meio de colírios que atuam na redução ou estabilização da pressão intraocular. Dependendo da evolução do caso, estes colírios podem até ser combinados com o uso de medicamentos de via oral. Outra opção que tem sido utilizada no tratamento é a trabeculoplastia seletiva a laser, que pode ser tão eficaz quanto os colírios. Mas o oftalmologista reforça que cada caso deve ser avaliado de forma individual. Por fim, ainda há outra alternativa: trata-se da cirurgia a laser, que tem por objetivo reduzir a pressão intraocular. O procedimento é realizado normalmente com anestesia local e, na maioria das vezes, em ambiente totalmente ambulatorial.

“Muito importante esclarecer que glaucoma não é sinônimo de pressão alta nos olhos, pois há casos em que a pressão ocular está normal, inclusive, é muito comum em orientais. Se avaliar apenas a pressão intraocular e não analisar os outros parâmetros, o diagnóstico pode ser incorreto”, conclui Misawa.

 


HSANP


AD Shopping realiza parceria nacional com H. Hemo para apoiar banco de sangue com campanha de coleta itinerante

Após promover campanha nacional de conscientização e incentivo à vacinação, o Grupo AD Shopping, que conta com 40 shoppings em seu portfólio, estabelece mais uma ação nacional que visa contribuir para a doação e coleta de sangue, por meio do projeto Parceiros do Bem, em parceria com o Grupo H.Hemo, a maior rede de hemoterapia do País. 

Com a pandemia da covid-19, os estoques de sangue em todo o País caíram cerca de 20%, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde. “A reposição frequente dos estoques de sangue é importante e necessária, sabemos do nosso papel social e, por isso, apoiamos a campanha, colocando os shoppings à disposição da H. Hemo e da população”, afirmou Christian Magalhães, Head de Marketing da AD Shopping.  

Os doadores poderão agendar data e horário para coleta através das redes sociais e Whatsapp da H.Hemo Banco de Sangue Paulista, mas também aqueles que se dirigirem diretamente ao local serão atendidos. “Nesta parceria, unimos a nossa escala nacional com o Grupo AD Shopping, para atender ainda mais pessoas em um momento tão necessário. Seguimos protocolos rígidos de proteção e o processo é totalmente seguro”, afirmou Carlos Henrique Maciel, Diretor de Marketing e Comunicação do Grupo H.Hemo. 

A coleta de sangue itinerante tem início em 27 de maio, e cada shopping receberá a campanha a cada três meses, como parte do calendário anual de ações do Grupo AD Shopping. Confira o cronograma:

 

  • Shopping Atrium – 27 e 28 de maio, das 11h às 17h.

 

  • Complexo Tatuapé – 31 de maio e 1º de junho, das 10h às 19h.

 

  • Shopping ABC – 10 e 11/Jun, das 10h às 19h.

 

 

Para doar sangue nos shoppings, basta estar em bom estado de saúde e seguir os seguintes passos:

 

  • Apresentar documento original com foto.
  • Estar alimentado e evitar consumir alimentos gordurosos nas três horas que antecedem a doação de sangue.
  • Caso seja após o almoço, aguardar duas horas.
  • Ter dormido pelo menos seis horas nas últimas 24 horas.
  • Pessoas com idade entre 60 e 69 anos só poderão doar sangue se já o tiverem feito antes dos 60 anos.
  • A frequência máxima é de quatro doações anuais, para o homem, e de três doações anuais, para as mulheres.
  • O intervalo mínimo entre uma doação de sangue e outra é de dois meses, para os homens, e de três meses, para as mulheres.

 

Serviço:

Campanha Parceiros do Bem – Coleta de Sangue Itinerante

 

  • Shopping Atrium – 27 e 28 de maio, das 11h às 17h.

Rua Giovanni Battista Pirelli, 155, Vila Homero Thon – Santo André, SP Tel.: (11) 3135-4500.

 

  • Complexo Tatuapé – 31 de maio e 1º de junho, das 10h às 19h.

 

- Shopping Metrô Tatuapé

Rua Dr. Melo Freire s/n, Tatuapé – São Paulo, SP 

Tel.: (11) 2090-7400.


- Shopping Boulevard Tatuapé

Rua Gonçalves Crespo, esquina Rua Tuiuti, Tatuapé – São Paulo, SP 

Tel.: (11) 2225-7000.

 

  • Shopping ABC – 10 e 11/Jun, das 10h às 19h.

Av. Pereira Barreto, 42, Vila Gilda – Santo André, SP 

Tel.: (11) 3437-7222.



Grupo AD  

www.adshopping.com.br, www.admall.com.br e www.alugueon.com.br.

 

Mês do celíaco: especialistas explicam o que é a doença e quais os cuidados fundamentais

Saiba ainda o que fazer para tratar do problema com dicas práticas e fáceis no dia a dia


Você sabia que maio é o mês do celíaco? Você sabe o que é isso? Julio Veloso, gastroenterologista e Endoscopista do Hospital Anchieta de Brasília explica. De acordo com ele, essa é uma condição autoimune caracterizada pela produção de auto-anticorpos direcionados contra as células intestinais com função absortiva, existentes no intestino delgado. "Essa situação pode ocorrer pela ingestão de glúten em indivíduos geneticamente predispostos", aponta.

Conforme o especialista, ela acomete aproximadamente de 0,5 a 1% da população de uma forma geral, com predomínio entre as mulheres, podendo ocorrer em qualquer idade. E o que é o glúten? Dr. Julio comenta que o glúten é o termo geral usado para as proteínas existentes em vários cereais, incluindo o trigo, centeio e cevada. Ele é uma das poucas proteínas resistentes à digestão consumidas cronicamente em quantidades significativas, e é constituído por vários peptídeos imunogênicos.

"Essas duas características podem ajudar na quebra de tolerância a essas proteínas, quando o sistema imune é ativado e passa a contribuir com um processo inflamatório crônico, enquanto perdurar a ingestão do glúten, o qual ocasionará a lesão das células e tecidos intestinais responsáveis pelo processo de digestão e absorção dos nutrientes da dieta", complementa Veloso.

Como mencionado anteriormente pelo médico, a doença celíaca acontece em qualquer idade, desde a infância até a velhice, com dois picos de ocorrência: um após desmame nos dois primeiros anos de vida e o outro, na segunda ou terceira décadas de vida.

Ele aponta que o diagnóstico pode ser um grande desafio já que os sintomas podem variar significativamente de paciente para paciente. "A forma intestinal caracterizada por diarréia, perda de apetite, distensão abdominal e retardo de crescimento e desenvolvimento, é mais comumente detectada em crianças", afirma. O especialista continua: "as crianças mais velhas e os adultos podem se queixar de diarréia, gases, constipação, dor abdominal e perda de peso. Esse último fator é raro em adultos, sendo mais comum o encontro de constipação, alternância de constipação com diarréia e a presença de náuseas e vômitos".

Veloso ressalta que também há sintomas extraintestinais, comuns tanto em crianças quanto adultos. "Podem incluir anemia por deficiência de ferro ou vitamina B12, osteoporose, aftas orais, esterilidade, abortos espontâneos, partos prematuros, dores de cabeça, ansiedade e depressão", exemplifica. Ele cita outras doenças autoimunes que podem estar presentes, tais como: dermatite herpetiforme, diabetes mellitus tipo 1, tireoidite de Hashimoto entre outras.



Mas então, como é ter um diagnóstico correto? Há tratamento?

Para o gastroenterologista, o diagnóstico é baseado na presença de sintomas clínicos sugestivos, presença de auto-anticorpos circulantes, e no encontro de atrofia vilositária nas biópsias de intestino delgado realizadas durante exame de videoendoscopia digestiva alta.

Quanto ao tratamento, Dr Julio explica que o único existente atualmente é a dieta isenta de glúten por tempo indeterminado. "O não cumprimento dessa dieta restritiva, além de manter os sintomas, pode induzir o surgimento de complicações, tais como a jejunoileíte ulcerativa e o linfoma intestinal", alerta.



Substituições

A nutricionista e professora do CEUB, Karina Aragão, acrescenta que há diversas estratégias para tirar o glúten da alimentação. "No mercado, existem mixes de farinhas que não levam glúten, substituindo por outras opções, que se assemelham a função a do glúten, o psyllium, por exemplo", diz. Mas ela lembra que o resultado nunca será igual ao do glúten, pois a função de deixar as massas mais fofas e macias é dele. Segundo Karina, a diferença dos produtos é nítida.

"O ideal é que o celíaco coma alimentos que não tenham glúten, evitando tudo que tem trigo, aveia, centeio e cevada", relata. Ela continua: hoje há uma gama muito grande de produtos já prontos, como pizzas sem glúten, pães sem glúten, bolo sem glúten e entre outras opções".

Para a professora do Ceub, o importante é se adaptar e se preparar para o dia a dia. "Se a pessoa for a algum evento também deve estar preparada, comer algo sem glúten antes ou levar seu próprio alimento. Além disso, o acompanhamento com um nutricionista é muito importante para direcionar preparações de alimentos sem glúten", conclui.


Nova lente para controlar miopia chega ao Brasil

Estudo revela queda de 30% a 55% na progressão da miopia entre crianças de 8 a 12 anos. Entenda.

  

O isolamento na pandemia de coronavírus disparou a miopia infantil, dificuldade de enxergar à distância. É o que mostra estudo realizado na China de 2015 a 2020 com mais de 120 mil crianças de 6 a 8 anos. O levantamento aponta que o confinamento no ano passado aumentou a miopia em 400% entre crianças de 6 anos, 200% aos 7 anos e 40% aos 8 anos em comparação aos quatro anos anteriores. 

Segundo o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto do Instituto Penido Burnier de Campinas acaba de chegar ao Brasil uma nova lente de contato que diminui de 30% a 55% a progressão da miopia na infância. Esta é a principal conclusão de um estudo randomizado realizado durante três anos com 135 crianças de 8 a 12 anos. 

A primeira criança no Brasil a fazer o tratamento é João Vitor (6), paciente de Queiroz Neto que faz parte de um seleto grupo de especialistas no País com certificação para adaptar a nova lente. O médico afirma que detectou 4,5 de miopia em João Vitor. Decidiu pela adaptação da lente de contato com a mãe porque a idade inicial da miopia está intimamente relacionada ao grau final em adultos e às graves doenças oculares relacionadas à progressão. Para conter o avanço do grau é necessário usar a lente por três anos. 

A pedagoga, Dayane Santos (31), mãe do menino, conta que nunca percebeu a dificuldade de enxergar do filho. O mais comum é professores notarem quando uma criança não enxerga bem, comenta.  “No ano passado devido a pandemia as aulas foram online e o celular não exige boa visão de longe. Este ano as aulas presenciais só começaram há poucas semanas. Acredito que que por isso João Vitor não percebeu que estava com dificuldade para enxergar de longe” afirma. A miopia do menino foi descoberta por acidente, literalmente.  “Recentemente mudamos de casa, ele bateu o olho em um degrau da piscina e estourou uns vasinhos na parte branca. Depois do acidente marquei uma consulta e quase caí para trás quando Dr. Queiroz Neto me disse que Vitor está com 4,5 de miopia”, conta. 

A boa notícia é que a Coopervision, fabricante da lente, está disponibilizando o tratamento inicial. Segundo Daiane, está indo muito bem. Logo que colocou a lente pela primeira vez, apontava imagens distantes para que identificasse e ele respondia tudo corretamente. “Estamos muito felizes com este tratamento. Ele está enxergando bem melhor e não sente a lente no olho”, comenta.

 

Como funciona

Queiroz Neto afirma que no míope a córnea, lente externa do olho, é mais curva que o normal e o cumprimento do olho é maior. Por isso, as imagens se formam na frente da retina, invés de se formarem sobre a retina. Resultado: a visão à distância fica embaçada. Pontua. A nova lente tem dois arcos concêntricos na periferia que diminuem o crescimento do olho e com isso o avanço da miopia.  provocando uma miopia periférica sem alterar o foco central responsável pela visão nítida para todas as distâncias.  periferia que fazem as imagens se formarem na frente da retina. “Isso provoca uma miopia periférica que não altera o foco central, mas diminui o crescimento do olho. Este é o segredo do tratamento”, salienta.

 

Fatores de risco na pandemia

O oftalmologista que foi pioneiro no Brasil em estabelecer a correlação entre miopia infantil e o uso abusivo de telas digitais, afirma que este um dos fatores que explica o aumento da miopia infantil no mundo todo. João Vitor é uma prova viva disso, pondera. A dica ao pais é ensinar a criança distanciar os olhos da tela para pontos distantes, piscar mais diante dos equipamentos e intercalar o uso dos eletrônicos com exercícios físicos.

As atividades ao ar livre são essenciais na contenção da miopia, salienta. Isso porque, no Brasil são poucos os alimentos enriquecidos com vitamina D e o sol responde por 70% da disponibilidade desta vitamina entre brasileiros. 

A córnea, lente do olho responsável por 60% da refração, tem receptores da vitamina D que regula 900 pares de genes associados à miopia, salienta, O nutriente também está relacionado à produção do hormônio do bem-estar, a dopamina, que controla o crescimento do comprimento do olho.

 

Benefícios do controle da miopia

Queiroz Neto destaca que de acordo com um artigo científico recente, cada grau adicional de miopia aumenta o risco de maculopatia mióptica em 57%, do glaucoma em 20%, da catarata capsular posterior em 21% e do descolamento de retina em 30%. “O maior perigo do uso de lente de contato é a contaminação da córnea que tem na higienização incorreta e uso além do prazo as causas mais recorrentes. A nova lente que é de descarte diário. Por isso, os benefícios supera o risco.


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