CRF-SP alerta que hábitos comuns de armazenamento podem comprometer o tratamento e destaca a importância da orientação farmacêutica para evitar riscos à saúde
Guardar medicamentos no banheiro,
sobre a geladeira, no porta-luvas do carro ou retirar comprimidos da embalagem
original são hábitos comuns que podem prejudicar sua conservação e comprometer
o tratamento.
O Conselho Regional de Farmácia do
Estado de São Paulo (CRF-SP) alerta que o calor, a umidade e a exposição à luz
podem afetar a qualidade dos produtos. Por isso, recomenda que a população
procure o farmacêutico para esclarecer dúvidas sobre como armazenar e
transportar cada medicamento.
“Quando o paciente recebe um
medicamento, precisa saber não apenas como e quando utilizá-lo, mas também como
conservá-lo. São orientações simples, que muitas vezes passam despercebidas,
mas que podem evitar problemas durante o tratamento. O farmacêutico está
preparado para esclarecer essas dúvidas e a população deve aproveitar esse
atendimento”, afirma a presidente do CRF-SP, Dra. Luciana Canetto.
O banheiro está entre os locais
menos indicados por causa da umidade e das mudanças de temperatura provocadas
pelos banhos quentes. Na cozinha, o calor do fogão e dos eletrodomésticos
também pode prejudicar a conservação. O mesmo acontece no carro, onde a
temperatura pode subir rapidamente. A recomendação é guardar os medicamentos em
locais secos, protegidos do calor e da luz solar, mantendo-os na embalagem
original e fora do alcance de crianças e animais.
Atenção à geladeira e aos organizadores
Nem todo medicamento deve ser guardado
na geladeira. A refrigeração só é indicada para produtos que exigem esse
cuidado. Nesses casos, deve-se evitar a porta, devido às oscilações de
temperatura, e o contato com o fundo ou com áreas próximas ao congelador.
Durante o transporte, medicamentos refrigerados também não devem ficar em
contato direto com gelo ou placas congeladas.
Os organizadores de comprimidos,
embora práticos, exigem atenção. Retirar os medicamentos do blister pode
expô-los à umidade e dificultar sua identificação. Quando possível e permitido,
o blister pode ser recortado, desde que cada comprimido permaneça protegido e identificado.
O CRF-SP lembra ainda que um medicamento mal conservado nem sempre apresenta
mudanças de cor, cheiro ou aparência.
Na dúvida, o paciente deve consultar
o farmacêutico antes de utilizá-lo. A assistência farmacêutica é um direito da
população, e a presença desse profissional é obrigatória durante todo o horário
de funcionamento das farmácias.
www.crfsp.org.br
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