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quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Arritmias cardíacas afetam mais de 20 milhões de brasileiros

Distúrbios no ritmo do coração podem ter consequências graves, como desmaios, insuficiência cardíaca e até morte súbita

 

A frequência com que episódios cardíacos têm pautado as conversas e o noticiário acende um alerta para a necessidade de cuidar do ritmo do coração em todas as fases da vida. Segundo a Sociedade Europeia de Cardiologia, estima-se que o risco de uma pessoa desenvolver o problema ao longo da vida seja de um em cada três indivíduos. No Brasil, a Sobrac (Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas) aponta que as arritmias cardíacas afetam cerca de 20 milhões de brasileiros e causam 320 mil mortes por ano no país. 

Em ritmo normal, o coração de uma pessoa em repouso bate de 50 a 90 vezes por minuto (bpm). Quando os batimentos ficam mais lentos, mais acelerados ou irregulares, é caracterizada uma arritmia cardíaca. “Muitas vezes, a descoberta da doença acaba sendo acidental, podendo até ser a morte súbita a primeira e única manifestação. Nos casos em que a arritmia apresenta sintomas, os mais comuns são palpitações, escurecimento da vista, tonturas, desmaios, palidez, sudorese, mal-estar, dores no peito e falta de ar”, explica o Dr. José Carlos Pachón, cardiologista e diretor do Centro de Arritmias do Hcor. 

O problema pode atingir pessoas de qualquer idade, embora seja mais comum na faixa etária de 45 a 74 anos. “Aqueles que já possuem histórico cardiovascular ou alguma doença preexistente devem ficar mais atentos e manter idas ao médico mais regulares. Outras condições importantes que podem ser causadoras de arritmias, são: hipertensão, obstrução de artérias coronárias, envelhecimento do coração e até mesmo doenças virais”, afirma. 

O diagnóstico dessas condições requer frequentemente o uso de tecnologias avançadas, como monitores cardíacos implantáveis e exames de eletrofisiologia, “Uma vez diagnosticado, o tratamento pode incluir o uso de medicamentos específicos, ablação por cateter ou implante de dispositivos, como marcapassos e desfibriladores automáticos. Fazendo a intervenção adequada no tempo correto, a pessoa consegue se recuperar rapidamente, retornar às atividades cotidianas e ter uma vida normal com qualidade”, comenta.
 

Autoexame do pulso

Como a maioria das arritmias não apresenta sintomas precoces, fazer o autoexame da pulsação pode ajudar a identificar sinais de alterações nos batimentos do coração. Para começar, é preciso estar em repouso.

  1. Coloque os dedos indicador e médio sobre o punho do braço oposto, cuja palma da mão deve estar virada para cima;
  2. Quando encontrar a pulsação (próxima da base do polegar), conte os batimentos por 30 segundos. Multiplique o número por 2 para ter o valor por minuto.
  3. Repita algumas vezes para confirmar e fique atento a irregularidades no ritmo, tais como pausas ou acelerações bruscas. 

O ideal é realizar o autoexame do pulso regularmente. Ao perceber qualquer alteração ou se tiver dúvidas sobre os achados, procure um médico imediatamente.

 

Hcor

 

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