A osteoporose costuma ser silenciosa: cerca de 80% dos brasileiros que têm a doença não sabem disso até que ocorra a primeira fratura. Em 20 de outubro, Dia Mundial da Osteoporose, o alerta recai sobre a mais grave dessas fraturas, a de quadril.
O
Ministério da Saúde estima que cerca de 10 milhões de brasileiros vivem com
osteoporose. A fratura de quadril é considerada uma das complicações mais
graves da osteoporose. Estudo publicado na Revista Brasileira de Ortopedia, que
acompanhou pacientes idosos internados por essa fratura, encontrou uma taxa de
mortalidade de 28,7% no primeiro ano após o evento.
Além
deste risco, apenas cerca de metade dos pacientes recupera o nível de
mobilidade que tinha antes da fratura, o que muitas vezes significa perda de
independência para atividades básicas do dia a dia.
"A
fratura de quadril no idoso é uma emergência que pede rapidez. Quanto antes o
paciente é operado, idealmente nas primeiras 24 a 48 horas, menor o risco de
complicações como trombose e pneumonia, que são frequentes em quem fica muito
tempo imobilizado. A cirurgia de reconstrução não serve só para tratar a
fratura. Ela devolve ao paciente a chance de voltar a andar e manter sua
independência", afirma o Dr. Fábio Elói, cirurgião ortopédico e
oncológico, especialista em quadril.
A
melhor estratégia, no entanto, é prevenir as fraturas. A densitometria óssea é
o exame de referência para o diagnóstico da osteoporose antes da primeira
fratura, especialmente recomendada para mulheres na pós-menopausa e em pessoas
acima de 65 anos. Medidas simples, como ingestão adequada de cálcio e atividade
física regular também ajudam a preservar a densidade óssea.
Identificar
a doença antes da fratura salva mobilidade e, muitas vezes, a própria vida.
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