Pesquisar no Blog

quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Fratura de quadril pode ser sinal de osteoporose

  Especialista destaca a gravidade da fratura de quadril em idosos e a importância do diagnóstico antes que ela aconteça

 

A osteoporose costuma ser silenciosa: cerca de 80% dos brasileiros que têm a doença não sabem disso até que ocorra a primeira fratura. Em 20 de outubro, Dia Mundial da Osteoporose, o alerta recai sobre a mais grave dessas fraturas, a de quadril.

 

O Ministério da Saúde estima que cerca de 10 milhões de brasileiros vivem com osteoporose. A fratura de quadril é considerada uma das complicações mais graves da osteoporose. Estudo publicado na Revista Brasileira de Ortopedia, que acompanhou pacientes idosos internados por essa fratura, encontrou uma taxa de mortalidade de 28,7% no primeiro ano após o evento.

 

Além deste risco, apenas cerca de metade dos pacientes recupera o nível de mobilidade que tinha antes da fratura, o que muitas vezes significa perda de independência para atividades básicas do dia a dia.

 

"A fratura de quadril no idoso é uma emergência que pede rapidez. Quanto antes o paciente é operado, idealmente nas primeiras 24 a 48 horas, menor o risco de complicações como trombose e pneumonia, que são frequentes em quem fica muito tempo imobilizado. A cirurgia de reconstrução não serve só para tratar a fratura. Ela devolve ao paciente a chance de voltar a andar e manter sua independência", afirma o Dr. Fábio Elói, cirurgião ortopédico e oncológico, especialista em quadril.

 

A melhor estratégia, no entanto, é prevenir as fraturas. A densitometria óssea é o exame de referência para o diagnóstico da osteoporose antes da primeira fratura, especialmente recomendada para mulheres na pós-menopausa e em pessoas acima de 65 anos. Medidas simples, como ingestão adequada de cálcio e atividade física regular também ajudam a preservar a densidade óssea.

 

Identificar a doença antes da fratura salva mobilidade e, muitas vezes, a própria vida.

 

Dr. Fábio Elói - cirurgião de quadril pela Sociedade Brasileira de Quadril (SBQ), especialista em ortopedia e traumatologia pela Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) e oncologista ortopedista pela Associação Brasileira de Oncologia Ortopédica (ABOO).


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Posts mais acessados