São Paulo e
Salvador registram as maiores altas do mês; Rio de Janeiro segue no topo do
ranking da cesta, mesmo com a baixa variação; Manaus lidera o ranking de
variação acumulada no semestre;
O Rio de Janeiro segue como a capital com a cesta
de consumo básica mais cara do país, apesar de apresentar a menor variação
mensal entre os municípios estudados, de 0,21%, passando de R$ 987,32 em
dezembro 2025 para R$ 989,40 em janeiro de 2026. No acumulado dos últimos seis
meses, a cesta subiu de R$ 945,92, em agosto de 2025, para R$ 989,40 em janeiro
de 2026, representando um avanço de 4,60% e mantendo-se em patamar elevado no
primeiro mês deste ano.
São Paulo registrou alta de 1,56% no mês, com a
cesta passando de R$ 938,59 para R$ 953,25. Com o aumento apresentado em
janeiro, o acumulado semestral mostra alta de 2,47%, com o custo subindo de R$
930,24, em agosto de 2025, para R$ 953,25 em janeiro de 2026, sinalizando
recomposição gradual no período.
Em Fortaleza, a cesta apresentou alta de 1,06%,
passando de R$ 861,24 para R$ 870,37. No acumulado de seis meses, o movimento é
de alta (3,03%), com o valor subindo de R$ 844,76, em agosto, para R$ 870,37 em
janeiro, indicando variação moderada no semestre.
Manaus teve aumento mensal de 0,95%, com a cesta
passando de R$ 852,60 para R$ 860,72. No acumulado semestral, a capital se
mantém como principal destaque de alta, com avanço de 18,43%, subindo de R$
726,76 para R$ 860,72 no último semestre, refletindo pressões persistentes
associadas a custos logísticos e maior dependência de itens industrializados.
Salvador registrou a maior alta do mês de janeiro,
2,34%, com a cesta passando de R$ 829,58 para R$ 848,98. No acumulado de seis
meses, a capital apresenta elevação de 0,33%, com o custo subindo de R$ 846,22
para R$ 848,98 no mês de janeiro.
Brasília apresentou alta de 0,22% no mês, com a
cesta passando de R$ 829,05 para R$ 830,88. No acumulado semestral, a variação
é positiva em 2,53%, com o valor variando de R$ 810,34, em agosto, para R$
830,88 em janeiro.
Curitiba registrou uma alta mensal de 1,62%, com a
cesta passando de R$ 792,89 para R$ 805,73. No acumulado de seis meses, a
capital apresenta alta expressiva (9,24%), subindo de R$ 737,58 para R$ 805,73,
refletindo forte avanço no semestre.
Belo Horizonte, que permanece com a cesta mais
barata entre as capitais analisadas, teve aumento de 1,05% no mês, com o custo
passando de R$ 710,04 para R$ 717,49. No acumulado de seis meses, a capital
registra alta de 5,82%, com a cesta avançando de R$ 678,04 em agosto para R$
717,49 em janeiro de 2026, mostrando recomposição no período.
Quadro 1 – Preços médios da
cesta de consumo básica em janeiro/26, por capital
|
Capital |
Preço
Médio dezembro/25 (R$) |
Preço
Médio janeiro/26 (R$) |
Variação % |
|
Rio de
Janeiro |
987,32 |
989,40 |
0,21% |
|
Manaus |
852,60 |
860,72 |
0,95% |
|
São Paulo |
938,59 |
953,25 |
1,56% |
|
Salvador |
829,58 |
848,98 |
2,34% |
|
Curitiba |
792,89 |
805,73 |
1,62% |
|
Belo
Horizonte |
710,04 |
717,49 |
1,05% |
|
Fortaleza |
861,24 |
870,37 |
1,06% |
|
Brasília |
829,05 |
830,88 |
0,22% |
Fonte: Neogrid/FGV IBRE
Quadro 2 – Variação acumulada
da cesta de consumo básica em janeiro/26, por capital
|
Capital |
ago25 (r$) |
set25 (r$) |
out/25 (r$) |
nov25 (r$) |
dez25 (r$) |
jan/26 (r$) |
Variação 6 meses |
|
Belo
Horizonte |
678,04 |
705,02 |
697,15 |
695,47 |
710,04 |
717,49 |
5,82% |
|
Brasília |
810,34 |
806,83 |
802,21 |
817,74 |
829,05 |
830,88 |
2,53% |
|
Curitiba |
737,58 |
802,07 |
788,22 |
773,49 |
792,89 |
805,73 |
9,24% |
|
Fortaleza |
844,76 |
862,24 |
863,15 |
866,49 |
861,24 |
870,37 |
3,03% |
|
Manaus |
726,76 |
844,93 |
847,45 |
846,73 |
852,60 |
860,72 |
18,43% |
|
Rio de
Janeiro |
945,92 |
993,64 |
982,27 |
995,76 |
987,32 |
989,40 |
4,60% |
|
Salvador |
846,22 |
835,98 |
828,33 |
835,19 |
829,58 |
848,98 |
0,33% |
|
São Paulo |
930,24 |
940,56 |
940,67 |
924,53 |
938,59 |
953,25 |
2,47% |
Fonte:
Neogrid/FGV IBRE
Comportamento acumulado no semestre
No acumulado dos últimos seis meses, o
comportamento segue heterogêneo entre as capitais monitoradas. Manaus lidera
com ampla margem, acumulando alta de 18,43%, refletindo pressões persistentes
sobre custos logísticos e alimentos industrializados.
Na sequência, aparecem Curitiba (+9,24%) e Belo
Horizonte (+5,82%). Rio de Janeiro acumula alta de 4,60%, enquanto Fortaleza
(+3,03%), Brasília (+2,53%) e São Paulo (+2,47%) apresentam variações mais
moderadas. Salvador registra praticamente estabilidade no semestre, com leve
alta de 0,33%, mesmo apresentando a maior alta mensal.
“O início de 2026 mostra um movimento distinto
daquele observado no fechamento de 2025. Se antes tínhamos um cenário marcado
por volatilidade regional e, até mesmo, quedas relevantes em algumas capitais
do Nordeste, janeiro apresentou pressão disseminada em todas as oito capitais
monitoradas, evidenciando um encarecimento mais amplo da cesta de consumo
básica”, explica Anna Carolina Fercher, líder de dados estratégicos da Neogrid.
Ela destaca que as maiores altas do mês foram registradas em Salvador (+2,34%),
Curitiba (+1,62%) e São Paulo (+1,56%), enquanto o Rio de Janeiro, que já vinha
de um patamar elevado, avançou de forma mais moderada (+0,21%), mas ainda assim
manteve a cesta de consumo básica mais cara do país, atingindo R$ 989,40. “No
acumulado de seis meses, Manaus continua sendo o maior ponto de atenção, com elevação
de 18,43%, reflexo direto de desafios logísticos e da pressão sobre alimentos
industrializados. Curitiba (+9,24%) e Belo Horizonte (+5,82%) também seguem em
trajetória de aceleração”, destacou a especialista.
Itens que mais pressionam os preços da cesta de
consumo básica por capital
Em janeiro, as principais pressões de alta no custo da cesta de consumo básica vieram de legumes, frutas, carnes e derivados de milho, com comportamento desigual entre as capitais. Os legumes registraram avanço expressivo em todas as cidades, com destaque para Belo Horizonte e Fortaleza. As frutas também apresentaram variação positiva em todas as capitais analisadas, embora não tenham sido tão grandes quanto os legumes. Já a farinha de mandioca registrou variação moderada, com exceção de Belo Horizonte, que apresentou uma alta de 4,08%.
Quadro 3 – Maiores variações
de preços da cesta de consumo básica em janeiro/2026, por capital.
|
Capital |
Legumes |
Frutas |
Fubá e
Farinhas de Milho |
Bovino |
Farinha de
Mandioca |
|
Belo
Horizonte |
23,58% |
6,72% |
0,28% |
-2,86% |
4,08% |
|
Brasília |
11,11% |
1,48% |
3,45% |
0,69% |
-0,09% |
|
Curitiba |
13,73% |
4,36% |
-3,63% |
5,48% |
0,17% |
|
Fortaleza |
16,68% |
3,84% |
-0,80% |
0,66% |
0,09% |
|
Manaus |
10,14% |
2,88% |
-0,78% |
0,54% |
1,71% |
|
Rio de
Janeiro |
10,66% |
2,97% |
-1,06% |
3,05% |
0,31% |
|
Salvador |
8,75% |
6,55% |
6,42% |
2,44% |
1,29% |
|
São Paulo |
11,21% |
4,77% |
1,06% |
-3,55% |
-0,03% |
Fonte: Neogrid/FGV IBRE
Itens que ajudaram a conter o custo da cesta o mês
Quadro 4 – Menores variações
de preços da cesta de consumo básica em janeiro/2026, por capital.
|
Capital |
Suíno |
Leite UHT |
Óleo |
Pão |
Ovos |
|
Belo
Horizonte |
7,45% |
-2,85% |
-4,69% |
-2,12% |
-3,71% |
|
Brasília |
2,27% |
-1,52% |
-1,93% |
2,47% |
-1,85% |
|
Curitiba |
-0,54% |
-1,56% |
-0,91% |
-4,33% |
-1,26% |
|
Fortaleza |
-5,81% |
-0,20% |
-2,81% |
0,50% |
0,14% |
|
Manaus |
8,87% |
-6,76% |
-0,63% |
-2,76% |
1,26% |
|
Rio de
Janeiro |
-4,14% |
-2,01% |
-3,62% |
-0,61% |
-2,82% |
|
Salvador |
-11,13% |
-0,01% |
-2,86% |
-2,32% |
1,44% |
|
São Paulo |
-8,55% |
-3,12% |
-2,20% |
-0,48% |
-4,08% |
Fonte: Neogrid/FGV IBRE
Por outro lado, produtos como leite UHT, óleo de
soja, ovos e pão registraram quedas importantes em várias capitais, ajudando a
evitar uma alta ainda mais intensa da cesta.
Manaus apresentou recuo expressivo no leite UHT
(-6,76%), enquanto Belo Horizonte registrou queda relevante no óleo (-4,69%).
Em São Paulo, ovos (-4,08%) e suíno (-8,55%) contribuíram para moderar o
resultado final. No Rio de Janeiro, as reduções do óleo de soja (-3,62%) e dos
ovos (-2,82%) também exerceram efeito de contenção.
Cesta Ampliada: movimentos mistos entre as capitais
A cesta de consumo ampliada, que reúne os 18 itens
da cesta de consumo básica mais 15 produtos de higiene e limpeza, apresentou
comportamento variado em janeiro.
Todas as capitais apresentaram alta em janeiro:
- Salvador:
1,98%, alcançando R$ 1.939,27;
- Belo
Horizonte: 1,87%, totalizando R$ 1.912,40;
- Brasília:
1,42%, fechando em R$ 2.038,59;
- Fortaleza:
1,06%, somando R$ 1.934,20;
- Rio
de Janeiro: 1,03%, alcançando R$ 2.252,31, mantendo-se como a cesta mais
cara do país;
- São
Paulo: 0,72%, totalizando R$ 2.089,06;
- Curitiba:
0,55%, alcançando R$ 1.817,13;
- Manaus:
0,17%, fechando em R$ 1.879,34.
Em Brasília, alimentos processados como a batata
congelada e requeijão registraram aumento de 5,52% e 4,91%, respectivamente,
enquanto, em Fortaleza, os queijos apresentaram incremento de 4,38%. Em São
Paulo e Belo Horizonte, a elevação no preço médio das verduras (4,32% e 3,75%)
também contribuiu para sustentar a pressão do mês.
Destaques por capital:
- Manaus:
verduras (2,76%);
- Brasília:
batata congelada (5,52%);
- Rio
de Janeiro: requeijão (3,24%);
- São
Paulo: verduras (4,32%);
- Belo
Horizonte: xampu (4,70%);
- Curitiba:
xampu (2,12%);
- Fortaleza:
queijos (4,38%);
- Salvador:
queijos (3,55%)
Quadro 5 – Preços médios em R$
da cesta de consumo ampliada em janeiro/26, por capital.
|
Capital |
Preço
Médio (R$) dezembro/25 |
Preço
Médio (R$) janeiro/26 |
Variação % |
|
Rio de
Janeiro |
2229,29 |
2252,31 |
1,03% |
|
Belo
Horizonte |
1877,27 |
1912,40 |
1,87% |
|
São Paulo |
2074,17 |
2089,06 |
0,72% |
|
Curitiba |
1807,17 |
1817,13 |
0,55% |
|
Fortaleza |
1913,95 |
1934,20 |
1,06% |
|
Salvador |
1901,70 |
1939,27 |
1,98% |
|
Manaus |
1876,07 |
1879,34 |
0,17% |
|
Brasília |
2010,05 |
2038,59 |
1,42% |
Fonte: Neogrid/FGV IBRE
Quadro 6 – Maiores variações de preços da cesta de consumo ampliada em janeiro/2026, por capital.
|
Capital |
Batata
Congelada |
Requeijão |
Shampoo |
Queijos |
Verduras |
|
Belo
Horizonte |
0,67% |
2,86% |
4,70% |
1,41% |
3,75% |
|
Brasília |
5,52% |
4,91% |
0,49% |
-1,33% |
1,66% |
|
Curitiba |
-1,44% |
1,59% |
2,12% |
-0,87% |
1,62% |
|
Fortaleza |
-0,49% |
-0,66% |
-0,67% |
4,38% |
0,42% |
|
Manaus |
1,70% |
1,38% |
1,28% |
-1,60% |
2,76% |
|
Rio de
Janeiro |
1,15% |
3,24% |
1,47% |
1,12% |
0,08% |
|
Salvador |
2,27% |
0,40% |
2,28% |
3,55% |
-0,59% |
|
São Paulo |
-1,23% |
0,02% |
0,58% |
2,97% |
4,32% |
|
|
|
|
|
|
|
Fonte: Neogrid/FGV IBRE
Neogrid e o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE) (https://portalibre.fgv.br/) se uniram para lançar a plataforma Cesta de Consumo. O serviço monitora a variação de preço de duas cestas de consumo típicas brasileiras pela análise da leitura mensal de mais de 35 milhões de notas fiscais: a Cesta de Consumo Básica, que conta com 22 alimentos básicos com maior presença nas compras do shopper, e a Cesta de Consumo Ampliada, contendo mais de 50 produtos de consumo, incluindo bebidas e itens de limpeza, higiene e beleza.
https://hub.neogrid.com/painel-insights-ecossistema-neogrid
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