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sábado, 28 de fevereiro de 2026

Botox: dermatologista esclarece riscos, possíveis assimetrias e se é possível reverter o procedimento

Especialista explica o que é comum após a aplicação, quando procurar avaliação e por que a escolha do profissional é decisiva para a segurança 

 

A aplicação de toxina botulínica, conhecida popularmente como botox, está entre os procedimentos estéticos mais realizados no país. Minimante invasivo e com recuperação rápida, o tratamento ainda gera dúvidas frequentes entre pacientes, principalmente sobre riscos, falhas no resultado e possibilidade de reversão.

 

De acordo com a dermatologista Isabela Dupin, professora da pós-graduação em Estética e Cosmiatria da Afya Educação Médica São Paulo, os efeitos adversos mais comuns são leves e temporários. “Os efeitos mais frequentes são vermelhidão, inchaço, sensibilidade ou pequenos hematomas no local da aplicação, que costumam durar poucos dias”, explica.

 

Segundo a especialista, também podem ocorrer queda temporária da pálpebra ou da sobrancelha e pequenas assimetrias faciais. “Isso acontece quando o produto se espalha para um músculo próximo ao local da aplicação. Na maioria dos casos, a melhora ocorre em algumas semanas”, afirma.

 

Complicações mais sérias são raras. Alterações na fala ou na deglutição podem ocorrer em situações específicas, geralmente associadas a técnica inadequada ou dose incorreta. Eventos graves, como botulismo, são extremamente incomuns.


 

Assimetria pode acontecer e tem manejo


Uma dúvida recorrente é se o botox pode “pegar” em uma parte do rosto e em outra não. Segundo Isabela Dupin, não há evidências científicas que indiquem eficácia desigual da toxina em diferentes áreas, mas assimetrias podem ocorrer na prática clínica.

“Cada pessoa tem variações na musculatura e na força de cada músculo. Além disso, algumas regiões podem responder mais rapidamente do que outras. Isso pode dar a impressão de que o botox funcionou de um lado e não do outro”, explica.

 

Quando há diferença perceptível no resultado, o manejo é individualizado. Após avaliação, o profissional pode indicar pequenas doses adicionais para equilibrar a musculatura. “Normalmente reavaliamos o paciente após cerca de 15 dias, quando o efeito já está estabelecido. Se necessário, aplicamos pequenas quantidades adicionais nos pontos específicos para deixar o resultado mais harmonioso”, detalha.

 

Mesmo quando a correção não é total, o efeito da toxina é temporário e regride naturalmente ao longo de alguns meses.


 

É possível reverter o botox?


Outra pergunta comum é se existe forma de remover a toxina após a aplicação. A resposta é não.

 

“Não é possível retirar a toxina depois que ela é aplicada. Ela começa a agir logo após a injeção e não existe um antídoto que faça o efeito desaparecer imediatamente”, esclarece a dermatologista.

 

O próprio organismo é responsável por metabolizar o produto gradualmente. Em geral, o efeito dura entre três e quatro meses, período após o qual os músculos recuperam sua função de forma natural.

 

Caso surja algum resultado indesejado, como leve queda da pálpebra, o manejo é feito com medidas de suporte. “Em alguns casos, podemos usar colírios específicos para aliviar o incômodo, mas eles não removem o botox; apenas ajudam até que o organismo se recupere”, explica.

 

Para a especialista, a principal medida de segurança acontece antes mesmo da aplicação. “A escolha de um profissional habilitado, com conhecimento aprofundado da anatomia facial e uso correto das doses, é fundamental para reduzir riscos. Também é essencial informar histórico de saúde e uso de medicamentos durante a consulta”, orienta.

  

Afya
https://educacaomedica.afya.com.br/


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