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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Diabetes Fato ou Fake

  

Imagem que tem circulado na internet

Medir a glicose por meio do suor ainda é ficção, afirma Sociedade Brasileira de Diabetes


É tentador imaginar uma tecnologia capaz de medir a glicose de forma cada vez menos invasiva, sem agulhas, sem sensores subcutâneos e com total conforto para o paciente. Nos últimos meses, surgiram rumores nas redes sociais e em alguns sites de tecnologia sobre um suposto departamento de saúde da Samsung que estaria desenvolvendo um patch capaz de medir a glicose por meio do suor, o que, naturalmente, despertou grande interesse e expectativa. 

No entanto, do ponto de vista científico e fisiológico, a medição da glicose pelo suor apresenta limitações importantes, alerta a Sociedade Brasileira de Diabetes. A concentração de glicose no suor é muito menor e extremamente variável, sofre influência direta de fatores como hidratação, temperatura, estresse, atividade física, taxa de sudorese e até resíduos na pele.

Além disso, não existe uma correlação direta, linear e confiável entre a glicose no suor e a glicemia sanguínea, o que compromete a precisão necessária para decisões clínicas. Soma-se a isso o atraso fisiológico ainda maior em relação ao sangue, tornando a detecção de picos glicêmicos e hipoglicemias especialmente insegura. 

Por fim, e esse é o ponto mais importante, não existe até o momento nenhum comunicado oficial da Samsung, nenhum artigo científico robusto publicado e nenhuma aprovação por órgãos regulatórios que confirme a existência ou validação clínica de um patch capaz de medir glicose pelo suor com segurança e confiabilidade médica. Até agora, por exemplo, a Samsung apenas informou que pretende usar Inteligência Artificial para novos dispositivos para a área de saúde, sem maiores especificações.

Assim, até que dados científicos consistentes e informações oficiais sejam apresentados, esse assunto deve ser tratado com cautela e, no estado atual, como um rumor sem comprovação (ou seja, uma possível Fake News)

Tecnologia em saúde é bem-vinda, mas não pode substituir ciência, evidência e ética médica.


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