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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Fevereiro e altas temperaturas acendem alerta para assaduras: o que muda no cuidado com o bebê no verão

Com calor intenso e maior transpiração, especialistas orientam sobre  ajustes simples na rotina que ajudam a proteger a pele delicada dos pequenos 

 

Fevereiro é tradicionalmente um dos meses mais quentes do ano no Brasil — e, junto com as altas temperaturas, cresce também a incidência de assaduras e irritações na pele dos bebês. O calor excessivo, combinado ao uso contínuo de fraldas, cria um ambiente mais úmido e propício para inflamações, exigindo atenção redobrada de pais e cuidadores. Por isso, Huggies traz orientações do pediatra Miguel Liberato sobre pequenos ajustes na rotina que podem fazer diferença significativa no conforto e na saúde da pele infantil durante o verão. 

A pele do bebê é naturalmente mais fina e sensível. Em dias quentes, o aumento da transpiração e da umidade na região coberta pela fralda favorece a maceração da pele — deixando-a mais vulnerável a irritações causadas pelo atrito e pelo contato prolongado com urina e fezes.  Por isso, segundo o médico, durante o calor intenso, a frequência de troca de fraldas deve ser maior. “Embora não exista um número fixo definido, a recomendação é aumentar a vigilância e, na prática, realizar trocas mais frequentes para ajudar a preservar a integridade da barreira cutânea e permitir um melhor monitoramento do volume urinário, o que também é relevante para avaliar a hidratação da criança durante o calor”, conta. Segundo ele, essa conduta deve sempre ser individualizada, considerando o padrão de evacuação, a sudorese, os sinais de irritação e as condições ambientais. 


Redobrando atenção no verão 

Existem alguns erros que são bem comuns que pais e cuidadores cometem no uso da fralda durante os dias mais quentes. Um deles é que muita gente aumenta o tempo entre as trocas para evitar “incomodar” o bebê e as trocas insuficientes prolongam o contato da pele com urina e fezes, aumentando o atrito. A higienização inadequada, seja por limpeza insuficiente após evacuações ou pelo uso de produtos irritantes também contribuem para a irritação da pele. “Apertar demais a fralda, reduzindo a ventilação ou manter o bebê por longos períodos com roupas muito quentes também são questões que podem agravar o problema”, revela. 

O uso de fraldas com baixa capacidade de absorção também é um fator importante pois retém calor e umidade. “Além de observar esses aspectos ao escolher a fralda, os pais devem prestar atenção no ajuste anatômico adequado para reduzir atrito, o uso de materiais com menor potencial irritativo e a ausência de fragrâncias excessivas”, revela. Hoje há tecnologias que diminuem o contato direto da pele com fezes líquidas também contribuem para manter a região mais seca e proteger a barreira cutânea. “O uso de talcos não é recomendado, tanto pelo risco respiratório quanto pelo possível efeito irritativo. Muitas vezes, os sinais iniciais de irritação são subestimados, o que retarda intervenções mais simples e que poderiam evitar a progressão da assadura para quadros mais extensos ou infecciosos”, completa. 

Outra recomendação para evitar assaduras e manter a pele do bebê saudável é a a aplicação regular de cremes de assaduras, como os que contêm petrolato e óxido de zinco, após as trocas. “Sempre que possível, é ideal também permitir períodos curtos sem fralda para ajudar na ventilação da pele”, indica, acrescentando que dar banhos regulares, com secagem cuidadosa, aplicação consistente de cremes de assaduras, ambientes ventilados e o uso de roupas leves são medidas importantes. 



Quando a assadura passa a exigir avaliação médica? 

Quando as lesões persistem por mais de três a sete dias ou quando, apesar das medidas adequadas, há piora progressiva do quadro ou surgimento de pápulas ou pústulas satélites sugestivas de candidíase. “Também é importante procurar avaliação se as lesões apresentarem líquido, erosões extensas ou ulceração, dor forte, irritabilidade ou alteração do comportamento da criança, presença de febre ou sinais sistêmicos”, explica. Quando o aspecto das lesões levanta suspeita de outros diagnósticos, como psoríase, dermatite atópica ou infecção bacteriana pode ser necessário tratamento específico, como antifúngicos ou antibióticos tópicos, além de investigação diagnóstica adequada. 

 

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