Com calor intenso e maior transpiração, especialistas orientam sobre ajustes simples na rotina que ajudam a proteger a pele delicada dos pequenos
Fevereiro é
tradicionalmente um dos meses mais quentes do ano no Brasil — e, junto com as altas
temperaturas, cresce também a incidência de assaduras e irritações na pele dos
bebês. O calor excessivo, combinado ao uso contínuo de fraldas, cria um
ambiente mais úmido e propício para inflamações, exigindo atenção redobrada de
pais e cuidadores. Por isso, Huggies traz orientações do
pediatra Miguel Liberato sobre pequenos ajustes na rotina que podem fazer
diferença significativa no conforto e na saúde da pele infantil durante o
verão.
A pele do bebê é naturalmente mais fina e sensível. Em dias quentes, o aumento
da transpiração e da umidade na região coberta pela fralda favorece a maceração
da pele — deixando-a mais vulnerável a irritações causadas pelo atrito e pelo
contato prolongado com urina e fezes. Por isso, segundo o médico, durante
o calor intenso, a frequência de troca de fraldas deve ser maior. “Embora não
exista um número fixo definido, a recomendação é aumentar a vigilância e, na
prática, realizar trocas mais frequentes para ajudar a preservar a integridade
da barreira cutânea e permitir um melhor monitoramento do volume urinário, o
que também é relevante para avaliar a hidratação da criança durante o calor”,
conta. Segundo ele, essa conduta deve sempre ser individualizada, considerando
o padrão de evacuação, a sudorese, os sinais de irritação e as condições
ambientais.
Redobrando
atenção no verão
Existem alguns
erros que são bem comuns que pais e cuidadores cometem no uso da fralda durante
os dias mais quentes. Um deles é que muita gente aumenta o tempo entre as
trocas para evitar “incomodar” o bebê e as trocas insuficientes prolongam o
contato da pele com urina e fezes, aumentando o atrito. A higienização inadequada,
seja por limpeza insuficiente após evacuações ou pelo uso de produtos
irritantes também contribuem para a irritação da pele. “Apertar demais a
fralda, reduzindo a ventilação ou manter o bebê por longos períodos com roupas
muito quentes também são questões que podem agravar o problema”, revela.
O uso de fraldas
com baixa capacidade de absorção também é um fator importante pois retém calor
e umidade. “Além de observar esses aspectos ao escolher a fralda, os pais devem
prestar atenção no ajuste anatômico adequado para reduzir atrito, o uso de
materiais com menor potencial irritativo e a ausência de fragrâncias
excessivas”, revela. Hoje há tecnologias que diminuem o contato direto da pele
com fezes líquidas também contribuem para manter a região mais seca e proteger
a barreira cutânea. “O uso de talcos não é recomendado, tanto pelo risco
respiratório quanto pelo possível efeito irritativo. Muitas vezes, os sinais
iniciais de irritação são subestimados, o que retarda intervenções mais simples
e que poderiam evitar a progressão da assadura para quadros mais extensos ou
infecciosos”, completa.
Outra recomendação para evitar assaduras e manter a pele do bebê saudável é a a
aplicação regular de cremes de assaduras,
como os que contêm petrolato e óxido de zinco, após as trocas. “Sempre que
possível, é ideal também permitir períodos curtos sem fralda para ajudar na
ventilação da pele”, indica, acrescentando que dar banhos regulares, com
secagem cuidadosa, aplicação consistente de cremes de assaduras, ambientes
ventilados e o uso de roupas leves são medidas importantes.
Quando a assadura passa a exigir avaliação médica?
Quando as lesões
persistem por mais de três a sete dias ou quando, apesar das medidas adequadas,
há piora progressiva do quadro ou surgimento de pápulas ou pústulas satélites
sugestivas de candidíase. “Também é importante procurar avaliação se as lesões
apresentarem líquido, erosões extensas ou ulceração, dor forte, irritabilidade
ou alteração do comportamento da criança, presença de febre ou sinais
sistêmicos”, explica. Quando o aspecto das lesões levanta suspeita de outros
diagnósticos, como psoríase, dermatite atópica ou infecção bacteriana pode ser
necessário tratamento específico, como antifúngicos ou antibióticos tópicos,
além de investigação diagnóstica adequada.

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