Os eventos climáticos extremos, como ondas de calor, secas, incêndios florestais, chuvas fortes e inundações devem se intensificar.
Os fenômenos climáticos são eventos naturais que ocorrem na atmosfera terrestre e moldam o tempo e o clima. Eles influenciam o regime de chuvas e temperaturas no mundo todo. No El Niño, a temperatura das águas do Oceano Pacífico Equatorial fica aquecida, na La Niña, elas esfriam. A mudança climática tem causado grandes alterações nestes fenômenos.
Pesquisadores compararam como eram os sistemas de baixa pressão semelhantes no final do século XX (1979-2001) e como estão agora, nas últimas décadas (2002-2023), quando o efeito das mudanças climáticas se tornou mais evidente. A análise faz parte do ClimaMeter, um projeto de investigação financiado pela União Europeia e pelo Centro Nacional de Investigação Científica (CNRS) francês.
Os achados do ClimaMeter destacam que as inundações ocorridas no Rio Grande do Sul foram intensificadas pela queima de combustíveis fósseis, não pelo El Niño.
“Essas inundações impactaram de forma desproporcional comunidades vulneráveis que ficaram injustamente sobrecarregadas pelas consequências, apesar de terem pouca responsabilidade pelas mudanças climáticas”, diz Davide Faranda, pesquisador do Instituto Pierre-Simon Laplace de Ciências do Clima e um dos autores do estudo.
O aumento da temperatura global, eventos climáticos extremos, o derretimento das calotas polares e o aumento do nível do mar são alguns dos fenômenos que têm causado grande preocupação entre cientistas e governos, sem contar os prejuízos e perigos para a população em geral.
“As mudanças climáticas que tem provocado várias calamidades, furacões, inundações, incêndios e secas prolongadas, preocupa as empresas, pois as operações sofrem implicações diretas e indiretas”, salienta Vininha F. Carvalho, economista, ambientalista e editora da Revista Ecotour News & Negócios.
Recentemente, a Allianz Commercial divulgou o Risk
Barometer, que identifica os principais riscos para as empresas. O estudo
destaca as preocupações corporativas mais importantes no ano e inclui
contribuições de mais de 3 mil especialistas em gerenciamento de riscos de 92
países.
Empresas altamente dependente de recursos naturais, como agricultura, pesca, energia e manufatura, são particularmente vulneráveis a essas mudanças. A incerteza em relação às condições climáticas futuras torna ainda mais desafiador para as empresas planejarem estrategicamente e mitigarem os riscos associados.
“O Relatório Síntese sobre Mudança Climática elaborado pelo
Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC) alerta que será muito
difícil controlar o aumento da temperatura dentro de 2 graus Celsius até o
final do século XXI, conforme a meta do Acordo de Paris. Como consequência,
deve ocorrer um agravamento da insegurança alimentar e hídrica, além de
mudanças irreversíveis em alguns ecossistemas, com impactos imensuráveis para a
biodiversidade e para determinadas populações que terão prejuízos financeiros e
até perda de vidas”, conclui Vininha F. Carvalho.
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