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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Um gesto de amor que transforma vidas

Captação de rins, pele e córneas no Hospital Sapiranga renova a esperança de pacientes na fila de transplantes 

 

O Hospital Sapiranga realizou, no último sábado (21/02), mais uma captação de órgãos e tecidos, um gesto de compromisso com a vida e com a solidariedade. O procedimento envolveu rins, pele e córneas, que foram destinados a pacientes que aguardavam na fila por um transplante. A ação ocorreu na própria instituição e envolveu a mobilização da equipe assistencial, da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT) e da Central de Transplantes do Estado, garantindo segurança, agilidade e respeito em todas as etapas do processo.

A iniciativa integra o trabalho permanente do hospital para estimular a cultura da doação de órgãos, orientando familiares e assegurando que o procedimento ocorra de forma ética, técnica e humanizada. Cada captação representa a possibilidade concreta de salvar ou transformar múltiplas vidas, especialmente em um cenário em que milhares de pessoas aguardam por um órgão compatível.

O presidente da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT), Pedro Lima, explica que o processo segue protocolos rigorosos e envolve uma atuação integrada entre diferentes equipes.

“A atuação da CIHDOTT está fundamentada nas diretrizes do Ministério da Saúde e nos princípios da legalidade, da ética e da humanização. Em um momento de dor profunda, nosso compromisso é garantir que a família compreenda plenamente o diagnóstico de morte antes de qualquer conversa sobre doação, oferecendo informação clara, escuta qualificada e tempo para reflexão, sempre com absoluto respeito à autonomia familiar”, explica.

O médico também destaca a importância do acolhimento às famílias em um momento de extrema sensibilidade.

"Não se trata de pedir a doação de órgãos, mas de cuidar de pessoas enlutadas. A decisão, seja positiva ou negativa, é integralmente respeitada, sem pressão ou insistência. Nosso papel é acolher, esclarecer com transparência e assegurar que todo o processo aconteça com dignidade, sensibilidade e humanidade”, complementa.

O Hospital Sapiranga reforça que a doação de órgãos depende, fundamentalmente, da autorização familiar e da manifestação prévia do desejo de doar. Conversar sobre o tema em casa é uma das formas mais efetivas de ampliar as chances de que esse gesto de solidariedade se concretize.

  

Marcelo Matusiak


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