Captação de rins,
pele e córneas no Hospital Sapiranga renova a esperança de pacientes na fila de
transplantes
O Hospital Sapiranga realizou, no último sábado
(21/02), mais uma captação de órgãos e tecidos, um gesto de compromisso com a
vida e com a solidariedade. O procedimento envolveu rins, pele e córneas, que
foram destinados a pacientes que aguardavam na fila por um transplante. A ação
ocorreu na própria instituição e envolveu a mobilização da equipe assistencial,
da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante
(CIHDOTT) e da Central de Transplantes do Estado, garantindo segurança,
agilidade e respeito em todas as etapas do processo.
A iniciativa integra o trabalho permanente do
hospital para estimular a cultura da doação de órgãos, orientando familiares e
assegurando que o procedimento ocorra de forma ética, técnica e humanizada.
Cada captação representa a possibilidade concreta de salvar ou transformar
múltiplas vidas, especialmente em um cenário em que milhares de pessoas
aguardam por um órgão compatível.
O presidente da Comissão Intra-Hospitalar de Doação
de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT), Pedro Lima, explica que o
processo segue protocolos rigorosos e envolve uma atuação integrada entre
diferentes equipes.
“A atuação da CIHDOTT está fundamentada nas
diretrizes do Ministério da Saúde e nos princípios da legalidade, da ética e da
humanização. Em um momento de dor profunda, nosso compromisso é garantir que a
família compreenda plenamente o diagnóstico de morte antes de qualquer conversa
sobre doação, oferecendo informação clara, escuta qualificada e tempo para
reflexão, sempre com absoluto respeito à autonomia familiar”, explica.
O médico também destaca a importância do acolhimento
às famílias em um momento de extrema sensibilidade.
"Não se trata de pedir a doação de órgãos, mas
de cuidar de pessoas enlutadas. A decisão, seja positiva ou negativa, é
integralmente respeitada, sem pressão ou insistência. Nosso papel é acolher,
esclarecer com transparência e assegurar que todo o processo aconteça com
dignidade, sensibilidade e humanidade”, complementa.
O Hospital Sapiranga reforça que a doação de órgãos
depende, fundamentalmente, da autorização familiar e da manifestação prévia do
desejo de doar. Conversar sobre o tema em casa é uma das formas mais efetivas
de ampliar as chances de que esse gesto de solidariedade se concretize.
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