Cardiologista do Complexo Hospitalar Santa Casa de Bragança Paulista alertam sobre os impactos das variações térmicas intensas
As
mudanças climáticas têm provocado oscilações cada vez mais frequentes e
intensas de temperatura, com dias de calor extremo seguidos por quedas bruscas
no termômetro. Essa instabilidade térmica, além de causar desconforto, traz
impactos importantes à saúde, afetando a imunidade e aumentando o risco de
complicações cardiovasculares e infecciosas.
Segundo
o cardiologista do Complexo Hospitalar Santa Casa de Bragança Paulista, Dr.
Jocimar Antônio Machado, o organismo sofre para se adaptar a essas variações.
“O corpo humano trabalha para manter a temperatura interna estável. Quando há
mudanças bruscas, ocorre uma sobrecarga fisiológica que pode elevar a pressão
arterial, alterar a frequência cardíaca e aumentar o risco de eventos como
infarto e AVC, principalmente em idosos e pacientes com doenças crônicas”, explica.
Segundo
relatório divulgado durante a COP30 pelo Ministério da
Saúde do Brasil e pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a crise
climática já configura uma emergência global de saúde. Mais de 540 mil pessoas
morrem todos os anos em decorrência do calor extremo, enquanto um em cada 12
hospitais no mundo corre risco de paralisação por causas relacionadas ao clima.
Com o planeta já 1,5°C mais quente em relação aos níveis pré-industriais, entre
3,3 e 3,6 bilhões de pessoas vivem em áreas altamente vulneráveis às mudanças
climáticas, e os hospitais enfrentam hoje 41% mais risco de danos por eventos
extremos do que em 1990.
O
calor excessivo também exige atenção. “Altas temperaturas podem causar
desidratação, queda de pressão, exaustão térmica e agravar doenças já existentes,
especialmente em crianças, idosos e pacientes crônicos”, reforça o
cardiologista.
Entre
as principais recomendações dos especialistas estão manter boa hidratação,
alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, sono adequado e
vacinação em dia. Pacientes com doenças crônicas devem manter acompanhamento
médico regular e não interromper o uso de medicamentos sem orientação.
“O cenário climático atual exige adaptação e prevenção. Informação e cuidado contínuo são fundamentais para reduzir riscos e proteger a saúde”, conclui o cardiologista.
Complexo
Hospitalar Santa Casa de Bragança Paulista
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