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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Mpox: exame disponível em 14 estados é capaz de diagnosticar nova variante

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Caso confirmado em Porto Alegre (RS), após 43 notificações no estado de São Paulo, pode indicar que o vírus circula pelo país 

 

A confirmação há poucas semanas de um caso de infecção por Mpox em Porto Alegre (RS) reforçou a perigosa suspeita de que o vírus está circulando pelo país. Até o momento, há 88 casos notificados, 62 só no estado de São Paulo. Os pacientes confirmados foram notificados pelas cidades Araraquara, Bauru, Capital, Caraguatatuba, Franco da Rocha, Jales, Mogi das Cruzes, Osasco, Piracicaba, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Santo André, Santos, São João da Boa Vista, São José do Rio Preto, São José dos Campos, Sorocaba, Taubaté e Campinas –que, sozinha, informou 5 notificações. 

A transmissão da doença ocorre pelo contato com outra pessoa que esteja infectada, por materiais contaminados ou por roedores silvestres contaminados. Ao perceber possíveis sintomas, a pessoa deve procurar atendimento médico e, se possível, se isolar e evitar contato com outras pessoas. A higiene das mãos também é fundamental para evitar novas infecções. 

O diagnóstico é realizado por exames laboratoriais. O teste RT PCR Mpox, desenvolvido pelo Sabin Diagnóstico e Saúde, é capaz de detectar os casos de Mpox causados pela variante 1b. O exame é realizado em uma amostra coletada com swab, uma espécie de cotonete específico para coleta de amostras de análises clínicas.

O profissional treinado para a função faz a coleta em lesões cutâneas (pele) ou mucosas que possuam aspecto de vesículas, úlceras ou crosta. O exame está disponível para agendamento da coleta, já que o paciente deve ser manter em isolamento. “Considerando a recente reclassificação da doença como Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional pela OMS, realizamos análises de bioinformática em nosso setor de Biologia Molecular que confirmam que o teste de detecção do vírus Mpox por PCR ofertado pelo Sabin é capaz de detectar a nova variante”, explica a biomédica Graciela Martins, gerente do Núcleo Técnico Operacional (NTO) do Sabin.


Sintomas e contaminação | Segundo a OMS, a Mpox pode apresentar quadros diferentes de sintomas para casos suspeitos em humanos. Quando uma pessoa apresenta bolhas na pele de forma aguda, acompanhadas de dor de cabeça, febre acima de 38,5 °C, linfonodos inchados (ínguas), dores musculares e no corpo, dor nas costas, fraqueza e calafrios, deve procurar um médico, que vai avaliar a necessidade de exames laboratoriais para confirmar a enfermidade.

O Ministério da Saúde, por sua vez, informa que se trata de doença causada pelo vírus MPXV, do gênero Orthopoxvirus e família Poxviridae. Trata-se de uma doença zoonótica viral, em que sua transmissão para humanos pode ocorrer por meio do contato com pessoa infectada pelo vírus, materiais contaminados ou animais silvestres infectados (roedores). O MS também informou que o surto apresenta baixo nível de transmissão fora do continente africano até o momento e mantém a vigilância da doença como prioritária.

O intervalo de tempo entre o primeiro contato com o vírus até o início dos sinais e sintomas da Mpox (período de incubação) é tipicamente de três a 16 dias, mas pode chegar a 21 dias. Após a manifestação de sintomas como erupções na pele, o período em que as crostas desaparecem, a pessoa doente deixa de transmitir o vírus a outras pessoas. As erupções na pele geralmente começam dentro de um a três dias após o início da febre, mas às vezes, podem aparecer antes da febre.


Protocolo e Tratamento | Atualmente, o Ministério da Saúde recomenda o isolamento de 21 dias do paciente positivo para Mpox. A doença geralmente é autolimitada, ou seja, a enfermidade costuma desaparecer de forma espontânea, sem necessidade de tratamento. O paciente deve receber atenção clínica para aliviar os sintomas, evitando complicações graves, especialmente, em crianças, mulheres grávidas ou pessoas com imunossupressão devido a outros problemas de saúde. 



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