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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

No dia mundial de combate às LER/DORT, Firjan SESI convida Indústria para conscientização sobre prevenção contínua

 Atuando na saúde do trabalhador da indústria fluminense, a Firjan SESI amplia o debate sobre Ergonomia, Gestão de riscos ocupacionais e Cultura Preventiva nas Empresas.

 

As Lesões por Esforços Repetitivos (LER) e os Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT) permanecem entre os principais desafios da saúde ocupacional no país. Embora o tema ganhe visibilidade especial em 28 de fevereiro, data mundialmente relevante para quem atua em Segurança e Saúde do Trabalho, a pauta é essencial e estratégica para trabalhadores e empresas. 

“Não se trata apenas de dor localizada ou desconforto passageiro. As LER/DORT envolvem processos inflamatórios e degenerativos que atingem músculos, tendões, articulações e nervos, frequentemente associados à repetitividade, posturas inadequadas, sobrecarga, ritmo intenso e fatores organizacionais. Em muitos casos, o adoecimento evolui de forma silenciosa, até que a limitação funcional se torne evidente e impacte diretamente a capacidade laboral”, explica Luiz Humberto Werdine, especialista em Medicina do
Trabalho e coordenador de Produtos em Medicina da Firjan SESI.
 

Os números permitem mapear e rastrear os impactos. Dados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) indicam que, entre 2007 e 2024, os afastamentos por dorsalgia lideraram os registros previdenciários, seguidos por lesões em ombros e joelhos. No estado do Rio de Janeiro, levantamento do Observatório da Segurança e Trabalho aponta que, somente em 2024, cerca de 53,5 mil afastamentos não acidentários estiveram relacionados a distúrbios osteomusculares e do tecido conjuntivo, representando mais de 1/4 dos casos analisados. 

Para além das estatísticas, o impacto se traduz em absenteísmo, presenteísmo, queda de produtividade, aumento do FAP e passivos trabalhistas. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) estima que acidentes e doenças ocupacionais gerem perdas equivalentes a 4% do PIB global por ano, um indicador que reforça que a prevenção não é apenas obrigação legal, mas decisão de gestão.

“É nesse cenário que a atuação institucional ganha densidade. Temos intensificado o diálogo com a indústria fluminense para reforçar que ergonomia e gestão de riscos precisam caminhar juntas. Como parceira das empresas na proteção da saúde do trabalhador, nossa federação tem chamado atenção para a necessidade de olhar técnico e contínuo sobre como os fatores biomecânicos e organizacionais podem favorecer o adoecimento”, destaca Henrique da Fonseca Marques, gerente de Saúde Integrada da Firjan SESI. 

Marques comenta, também, que a atualização da NR-01, com a consolidação do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO), e as diretrizes da NR-17 reforçam essa mudança de paradigma. “A ergonomia que, infelizmente, ainda é encarada por muitos como apenas um ajuste de mobiliário, deve ser priorizada para se tornar parte estruturante da análise dos processos produtivos, pois envolve, além dos aspectos físicos, os fatores cognitivos e organizacionais. Avaliações ergonômicas preliminares, análises ergonômicas do trabalho conduzidas de forma aprofundada, capacitação de equipes de SST e ações integradas de promoção da saúde são algumas das frentes que vêm sendo desenvolvidas para apoiar as empresas na identificação precoce de riscos e na implementação de melhorias sustentáveis”, completa o gerente. 

Ao estimular a participação ativa dos trabalhadores, revisar organização de tarefas, ritmos e pausas, e integrar saúde física e mental na agenda corporativa, as empresas não apenas atendem às exigências normativas, mas fortalecem sua governança e reduzem vulnerabilidades jurídicas. A prevenção de LER/DORT passa, assim, a ser entendida como parte da estratégia do negócio e não como resposta reativa a afastamentos ou notificações.



Mais informações: firjan.com.br/sesi/sesi-saude/saude-seguranca-trabalho.


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