Endocrinologista
alerta: a triagem neonatal é a ferramenta de diagnóstico precoce de doenças
raras
28 de
fevereiro – Dia Mundial das Doenças Raras
“O objetivo do
teste do pezinho - um dos testes da triagem neonatal - é diagnosticar e impedir
o desenvolvimento de doenças genéticas ou metabólicas que podem levar à
deficiência intelectual ou causar prejuízos à qualidade de vida e até levar a
óbito. Mas se não for coletado em até 5 dias após o nascimento do bebê, não tem
como tratar”, afirma a endocrinologista Dra. Tânia Sanchez Bachega, membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia Regional São Paulo
(SBEM-SP)
Como é feito o
Teste: com uma agulha bem fina, são retiradas gotinhas de sangue do calcanhar
do bebê. Elas são colocadas em um papel que é enviado para um laboratório
público ou privado habilitado a realizar o teste. O furo é praticamente indolor
e o sangue é coletado rapidamente.
Uma
das doenças rastreadas pelo Teste do Pezinho é o hipotireoidismo congênito, caracterizado pela diminuição da quantidade dos hormônios
tireoidianos, essenciais para todo o organismo, especialmente o cérebro da
criança. O hipotireoidismo congênito é a principal causa de
deficiência intelectual que pode ser prevenida quando o diagnóstico e
tratamento são feitos precocemente. Nas crianças não tratadas, as complicações
podem ser irreversíveis, como prejuízos no desenvolvimento mental e no
crescimento.
Outra doença
detectada pelo Teste do Pezinho é a hiperplasia adrenal congênita, que
afeta os hormônios essenciais à vida, como cortisol e aldosterona. Sem o tratamento
precoce, a hiperplasia adrenal congênita leva o bebê à desidratação grave nos
primeiros dias de vida, podendo evoluir para óbito.
O Teste do Pezinho
também pode identificar a fenilcetonúria, uma doença rara,
congênita e genética, que afeta o sistema neurológico.
É importante fazer
o teste do pezinho porque ele diagnostica e permite tratamento precoce de
doenças graves, que não apresentam sinais evidentes, nos primeiros dias de
vida, durante a avaliação médica.
As maternidades da rede particular fazem a coleta do material. Já no sistema público, isso não acontece em todos os municípios, e os pais precisam ficar atentos ao prazo (até o quinto dia após o nascimento) para levar o recém-nascido a uma Unidade Básica de Saúde para coletar o sangue. “O importante não é somente coletar o sangue, mas também cobrar a liberação rápida dos resultados”, alerta Dra. Tânia.
SBEM-SP - Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia do Estado de São Paulo
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