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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Pediatria: primeiros sinais de puberdade precoce em meninas

 

A puberdade é um marco importante no desenvolvimento infantil, mas quando ocorre antes dos 8 anos em meninas, pode indicar puberdade precoce, uma condição que merece atenção médica e acompanhamento especializado. Estudos epidemiológicos sugerem que essa condição não é tão rara quanto se imaginava: em uma revisão global de pesquisas, a prevalência estimada de puberdade precoce em meninas foi de aproximadamente 7,87%, um número que chama a atenção de pediatras e endocrinologistas em todo o mundo. (Springer Nature Link).


Segundo a Dra. Mariana Bolonhezi, pediatra, identificar os primeiros sinais é essencial para que a família procure avaliação adequada o quanto antes. “Observar o desenvolvimento de características sexuais antes do esperado — como o crescimento de mamas, aparecimento de pelos pubianos ou axilares e mudanças no odor corporal — é fundamental para diferenciar variações do desenvolvimento normal de alterações que exigem investigação”, explica.  



Os primeiros sinais de puberdade precoce em meninas podem incluir:


Desenvolvimento de mamas (thelarche) antes dos 8 anos;


Sinais de pelos pubianos ou axilares;


Aceleração significativa na velocidade de crescimento;


Aumento da oleosidade da pele ou surgimento de acne;


Menstruação antes dos 8 anos.


A puberdade precoce pode ocorrer sem causa aparente (idiopática) ou estar associada a alterações hormonais ou outras condições médicas específicas, o que reforça a importância do acompanhamento pediátrico e endocrinológico.

Além dos aspectos físicos, a condição também pode ter impactos emocionais e sociais para a criança, que pode enfrentar dificuldades relacionadas à imagem corporal e ao convívio com colegas da mesma faixa etária. Por isso, a orientação profissional deve considerar não apenas os aspectos clínicos, mas também o desenvolvimento psicossocial da criança. 


“A avaliação médica permite não apenas identificar possíveis causas, mas também orientar as famílias sobre o processo de desenvolvimento, garantindo suporte físico e emocional e preservando o bem‑estar da menina em todas as fases de crescimento”, afirma a Dra. Bolonhezi.



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