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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Paraguai, México e Colômbia: como esses países atraem empresas brasileiras?



Paraíso das compras. Durante anos, esse foi o principal motivo da ida de brasileiros ao Paraguai. Mas essa realidade mudou. Hoje, vemos cada vez mais empresários cruzando a Ponte da Amizade incentivados pela busca por um ambiente de negócios que oferece benefícios fiscais e custos operacionais reduzidos. Não à toa, dados internos indicam que mais de 200 empresas nacionais já estão em atividade no país vizinho.

Embora a capital paraguaia esteja nos holofotes, a Colômbia também tem gerado forte atratividade. De acordo com a revista britânica The Economist, a economia colombiana registrou, em 2025, o melhor desempenho da América Latina e o quarto melhor do mundo.

Por falar em vizinhança, não podemos deixar de lado o México. Desde 2023, o país vive um forte boom industrial impulsionado pelo nearshoring (a relocalização de cadeias produtivas para mercados próximos ao consumidor final). A nação segue atraindo investimentos estrangeiros em automação, setor automotivo e tecnologia. No quarto trimestre de 2025, segundo o Instituto Nacional de Estatística e Geografia (Inegi), o PIB cresceu 0,8%, revertendo a contração de 0,3% registrada no terceiro trimestre do ano passado.

Certamente, esse breve histórico ajuda a demonstrar o que torna essas nações atrativas para o mercado brasileiro: vantagens tributárias, custos laborais competitivos e leis trabalhistas menos burocráticas. Contudo, por mais que o processo de internacionalização pareça simples, cada mercado possui particularidades que precisam ser respeitadas. Entre os principais passos para o sucesso, destacam-se:

#1 Estudo de mercado: Antes de realizar a mudança, é fundamental analisar a viabilidade da expansão. Apesar de sermos latino-americanos, existem barreiras que vão desde a língua até diferenças culturais que precisam ser ponderadas na escolha do destino.

#2 Avaliação da cultura local: Complementando o tópico anterior, a expansão internacional não é uma mera replicação. Por mais que existem semelhanças por pertencermos ao mesmo continente, cada mercado possui processos específicos e legislações próprias que exigem conformidade total (compliance).

#3 Gestão de questões legais e burocráticas: Após o reconhecimento do mercado, a organização precisa estruturar a operação — desde a abertura do CNPJ até a viabilização de contas bancárias. Na prática, são tarefas que envolvem assinaturas, traduções juramentadas e validações que exigem rigor técnico.

#4 Estabelecimento de operações rotineiras: Com a empresa constituída, é necessário recrutar mão de obra, gerenciar a contabilidade, exercer a gestão fiscal e instituir a tesouraria local. A falta desse gerenciamento pode resultar em multas e prejuízos que comprometem o desenvolvimento da operação.

#5 Escolha do parceiro ideal: São diversas etapas e, nesse sentido, contar com uma consultoria que ofereça serviços integrados em todas as fases da internacionalização é uma estratégia inteligente para reduzir custos e mitigar riscos.

Essa jornada não precisa ser um "bicho de sete cabeças", mas o apoio de especialistas é crucial para uma caminhada assertiva. O movimento de empresas brasileiras expandindo para países vizinhos deve se tornar ainda mais recorrente, pois as vantagens vão desde a diversificação cambial até o acesso a novos mercados, garantindo sustentação em caso de adversidades econômicas no Brasil.

O crescimento da Colômbia e do México, somado à migração para o Paraguai, elucida que as companhias brasileiras não precisam ir longe para se internacionalizar. A América Latina oferece um mar de oportunidades, mas, para aproveitá-las, é preciso saber remar a favor da maré.




Cássio Menezes - Sales Manager na H&CO Brasil.

Guilherme Kleinert - Global Expansion Advisor na H&CO.

H&CO
https://www.hco.com/


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