Nova fase de
regulamentação do índice IDRS torna a avaliação mais rigorosa e pode impactar a
conta de luz a partir de 2026; Gree prepara dicas para ajudar o consumidor
O consumidor que pretende comprar um
ar-condicionado nos próximos meses vai encontrar mudanças importantes na
etiqueta de eficiência energética do Inmetro. Desde 2023, o órgão passou a adotar
o Índice de Desempenho de Resfriamento Sazonal (IDRS), metodologia que avalia o
consumo de energia dos equipamentos de forma mais próxima do uso real,
considerando variações de temperatura e funcionamento em carga parcial.
Na prática, a mudança torna os testes mais
rigorosos e alinhados a padrões internacionais. “Antes, a medição era feita em
condições fixas. Agora, o desempenho é avaliado ao longo do tempo, simulando
situações mais comuns do dia a dia”, explica Romenig Magalhães, supervisor de
P&D da Gree Electric Appliances, maior fabricante de ar-condicionado do
mundo.
O que muda para o consumidor
Uma das alterações mais visíveis está na escala da
etiqueta do Inmetro, que já passou de A a D para A a F. Com isso, equipamentos
que antes recebiam classificação A podem não manter o mesmo selo se não
atenderem aos novos critérios. Segundo especialistas, isso não significa
necessariamente que um produto seja ruim, mas que a régua ficou mais alta. “As
classificações A e B continuam indicando bons níveis de eficiência energética.
O importante é entender que agora a comparação é mais precisa”, afirma
Magalhães.
Impacto no bolso e na conta de
luz
Com o aumento do uso de ar-condicionado no verão e
a adoção recorrente de bandeiras tarifárias, a eficiência energética ganhou
ainda mais peso na decisão de compra. Equipamentos mais eficientes tendem a
consumir menos energia ao longo do tempo, o que faz diferença no orçamento
doméstico. “Um aparelho que opera de forma mais equilibrada, sem picos
constantes de consumo, contribui para reduzir o impacto da climatização na
conta de luz, especialmente em períodos de uso intenso”, explica o especialista.
Mudanças mais rigorosas a
partir de 2026
O IDRS prevê uma nova etapa a partir de 2026,
quando os critérios mínimos de eficiência serão novamente elevados. Isso deve
acelerar a substituição de modelos antigos e incentivar o desenvolvimento de
tecnologias mais eficientes no setor. “É um movimento que já aconteceu em
outros mercados. As normas evoluem para estimular inovação e reduzir o consumo
energético no longo prazo”, diz Magalhães.
A Gree, que possui laboratório psicrométrico
próprio homologado pelo Inmetro, realiza internamente as medições de desempenho
e eficiência de seus aparelhos, garantindo conformidade, precisão e agilidade
no desenvolvimento de novos produtos.
Como fazer uma escolha mais
consciente
Para o consumidor, algumas orientações ajudam a
evitar erros na hora da compra:
- Conferir
a etiqueta do Inmetro e comparar produtos da mesma categoria
- Priorizar
modelos com classificação A ou B
- Escolher
o dimensionamento correto (BTU/h) para o ambiente
- Avaliar
tecnologias que favorecem eficiência ao longo do uso, como sistemas
inverter.
“Entender essas informações permite uma decisão
mais consciente, que considera não só o preço do aparelho, mas também o custo
de uso ao longo do tempo”, conclui o especialista.
Gree
Electric Appliances
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