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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Diagnóstico de alta precisão apoia combate à gripe K no Brasil

Os kits de qPCR são capazes de identificar diferentes genótipos
 de Influenza, incluindo a variante associada à gripe K
O crescimento dos casos da doença reforça a importância desse tipo de exame para a identificação das variantes da Influenza


O aumento recente dos casos de Influenza, incluindo a chamada gripe K, tem mobilizado autoridades de saúde ao redor do mundo. Em nota técnica divulgada em 29 de janeiro de 2026, o Ministério da Saúde reforçou a necessidade de manter a vigilância epidemiológica dos vírus respiratórios, apesar de não haver, até o momento, evidências de maior gravidade clínica associada à variante.

A circulação da linhagem K do vírus da gripe teve início na Europa e, depois, na Ásia e na África. Na América do Norte, Estados Unidos e Canadá registram aumento progressivo de casos, segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). Na Nova Zelândia e na Austrália, o vírus também foi identificado.

Já em relação ao Brasil, segundo dados oficiais, 17 casos foram confirmados em Santa Catarina e três em Mato Grosso do Sul, números ainda baixos, mas suficientes para acender o alerta para o monitoramento contínuo, especialmente diante da possibilidade de intensificação precoce da circulação viral neste ano.

Os sintomas da gripe K são semelhantes aos da Influenza tradicional, incluindo febre, tosse, dor de garganta, dores no corpo, mal-estar e fadiga. A vacinação segue como a principal estratégia de prevenção, além de medidas como higienização frequente das mãos, uso de máscara em caso de sintomas respiratórios e manutenção de ambientes bem ventilados.

Nesse contexto, a bióloga, mestre em Genética e Genômica e assessora científica da Biomédica - Inteligência Diagnóstica, Thaís Ignez, destaca a importância do diagnóstico molecular para a detecção correta das variantes circulantes. A empresa disponibiliza kits de qPCR capazes de identificar diferentes genótipos de Influenza, incluindo H1N1, H3N2, H5N1, H7N9 - entre eles, a variante associada à gripe K -, todos com certificação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Os testes são utilizados, principalmente, por secretarias estaduais de saúde, com destaque para a Secretaria de Saúde de São Paulo, além de hospitais e laboratórios ligados ao poder público. Desde novembro, a Biomédica observa crescimento na demanda por exames de Influenza e painéis respiratórios, movimento sazonal comum nos meses de verão, mas que tem se intensificado neste período.

Ainda segundo a especialista, o diagnóstico laboratorial preciso é fundamental não apenas para a condução clínica adequada, mas para a vigilância epidemiológica. “A identificação rápida e correta do subtipo de Influenza permite orientar melhor o manejo do paciente e fornece dados essenciais para o monitoramento da circulação viral no país, especialmente em momentos de surgimento de novas variantes”, afirma.

Além dos testes específicos para a Influenza, a Biomédica também oferece painéis respiratórios por qPCR com até 22 alvos, capazes de detectar, simultaneamente, vírus e bactérias como Adenovírus, Bocavírus, Influenza A e B, RSV, Coronavírus e Pneumococo, otimizando tempo e recursos laboratoriais.

No Brasil, a Biomédica é a única empresa a comercializar o teste Flu Typing II da Certest Viasure, capaz de identificar diferentes subtipos de Influenza, incluindo a variante associada à gripe K. Além disso, embora existam outros exames no mercado, nenhum deles é liofilizado - característica que permite armazenamento em temperatura ambiente e validade de até 24 meses, o que facilita a logística em um país de dimensões continentais como o Brasil.

Embora o Ministério da Saúde não tenha identificado aumento de gravidade associado à gripe K até o momento, o cenário global reforça a necessidade de vigilância contínua e preparo dos serviços de saúde. “O diagnóstico molecular tem um papel estratégico na detecção precoce de surtos e na diferenciação entre vírus com sintomas semelhantes, o que impacta nas decisões clínicas e em políticas públicas de saúde”, finaliza Thaís.

 

Biomédica - Inteligência Diagnóstica 


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