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terça-feira, 11 de novembro de 2025

Dia do Solteiro: 5 dicas para curtir uma viagem de mochilão e praticar seu inglês pelo mundo

reprodução: melhores destinos
Entre os 81 milhões de solteiros do país, cresce o número de quem troca o romance por mochilão 

 

Viajar sozinho é uma experiência que mistura liberdade, descoberta e uma boa dose de autoconfiança. Cada destino se torna um convite para conhecer novas culturas e também a si mesmo. No ritmo da própria vontade, sem precisar combinar horários e roteiros, o viajante solo vive uma das formas mais autênticas de aproveitar o mundo. 

No Brasil, esse espírito independente tem cada vez mais adeptos. Segundo dados do IBGE (2023), o país já conta com 81 milhões de pessoas solteiras, número superior ao de casadas, que somam 63 milhões. E neste 11 de novembro, quando se celebra o Dia dos Solteiros, a data ganha um significado especial para quem enxerga o momento como sinônimo de autonomia e liberdade, inclusive para fazer as malas e embarcar rumo a novas experiências. 

Seja um mochilão pela América do Sul, um intercâmbio na Europa ou uma viagem de férias para os Estados Unidos, viajar sozinho pode ser uma jornada transformadora, principalmente quando o inglês se torna um aliado na bagagem. 

Confira 5 dicas da Minds Idiomas para quem quer curtir o Dia dos Solteiros planejando uma aventura pelo mundo:

  1. Planeje, mas mantenha o espírito aberto
    Ter um planejamento básico é essencial: defina o destino, as datas, o orçamento e garanta passagens e hospedagens com antecedência. Mas o verdadeiro encanto de viajar sozinho está em poder mudar os planos sem precisar negociar com ninguém. A liberdade é o maior luxo do mochilão solo.
     
  2. Invista no idioma antes de embarcar
    Falar inglês abre portas — literalmente. Desde pedir uma refeição até resolver imprevistos no aeroporto, o idioma é o passaporte para se sentir seguro em qualquer lugar. Mesmo um curso de curta duração pode fazer toda a diferença.

    “O inglês é a língua universal dos viajantes. Quando o aluno aprende o idioma com foco em situações reais de comunicação, ele ganha confiança e autonomia para aproveitar cada momento”, explica Leiza Oliveira, CEO da Minds Idiomas.
     
  3. Hospede-se em lugares que incentivem a troca cultural
    Optar por hostels ou casas de moradores locais é uma maneira incrível de mergulhar na cultura e praticar o idioma. Ambientes coletivos incentivam conversas espontâneas. Essas interações tornam o aprendizado do inglês mais leve e natural, além de render amizades internacionais.
     
  4. Entre em comunidades de viajantes solo
    Existem diversos grupos e fóruns dedicados a quem viaja sozinho, onde é possível trocar experiências, buscar companhia em trechos da jornada e receber alertas de segurança. Além de dicas práticas, essas comunidades oferecem apoio emocional e inspiram confiança em quem está começando a viajar por conta própria.
     

Leve curiosidade na mochila 

Viajar é mais do que tirar fotos, é sobre se conectar com culturas e formas diferentes de ver o mundo. Experimente aprender expressões novas e observar hábitos cotidianos. A curiosidade é o que transforma uma viagem em um aprendizado de vida.

 

Minds Idiomas
Acesse o nosso site, aqui!


Parentalidade e equidade: o que o Brasil pode aprender com modelos de licença parental

Evidências indicam que licenças extensas, compartilhadas e transferíveis apoiam fecundidade e permanência feminina no mercado de trabalho 


A literatura internacional associa políticas de licença parental bem desenhadas a melhores resultados de saúde materno-infantil, maior participação feminina no trabalho e redução da queda da fecundidade, segundo levantamento da População Mundial. 

A Suécia concede 480 dias de benefício por criança, aproximadamente 16 meses, com combinação de remuneração vinculada à renda e cota individual por genitor. Desde julho de 2024, parte dos dias pode ser transferida a avós ou outro cuidador indicado, o que aumenta a flexibilidade familiar, conforme destacou reportagem da Voice of America. 

Para a Profa. Dra. Marise Samama, presidente da AMCR, Associação Mulher, Ciência e Reprodução Humana do Brasil, que é uma organização constituída exclusivamente por mulheres pós-graduadas na área da saúde feminina e da reprodução humana, políticas assim não são luxo, mas infraestrutura social. “Licenças bem desenhadas reduzem a penalidade da maternidade, melhoram o retorno ao trabalho e criam um ambiente mais favorável às decisões reprodutivas.” 

No Brasil, a licença é assimétrica entre setores e perfis ocupacionais. A desigualdade de acesso penaliza mulheres em ocupações informais e de baixa renda, que justamente acumulam maiores responsabilidades de cuidado. Mulheres da ciência, que realizam pesquisa científica e dependem de bolsas, também são afetadas. Segundo levantamento publicado pela revista Piauí em junho de 2023, com base em dados do CNPq e da Capes, os prazos de entrega de pesquisas seguem inalterados durante o período de licença-maternidade, o que acentua a desigualdade na produção científica e nas posições de liderança. O estudo mostrou ainda que, em 2022, houve cerca de R$ 10 milhões a menos em bolsas de pesquisa concedidas a mulheres, enquanto o investimento em bolsas para homens foi o dobro desse valor. 

A AMCR defende um modelo progressivo: ampliação gradual de dias, cota intransferível para o segundo cuidador e incentivos para empresas que adotem políticas de retorno com flexibilidade. 

“Quando só a mulher se afasta, reforçamos o estereótipo de que o cuidado é ‘coisa de mãe’. Cotas para o outro cuidador aproximam homens do cuidado e reduzem a sobrecarga feminina”, diz Samama. 

Experiências nórdicas também mostram que a transferibilidade parcial e as cotas individuais elevam a adesão masculina sem reduzir a autonomia das famílias, conforme análises da Norden Publications. 

A AMCR recomenda, ainda, integração com creches públicas e programas de primeira infância, para que o retorno ao trabalho ocorra com segurança e continuidade de cuidado. 

“Equidade na parentalidade não é apenas uma pauta de direitos. É política de desenvolvimento que melhora produtividade e reduz evasão feminina de carreiras qualificadas”, conclui Samama. 

Para transformar o debate em ação, a AMCR instituiu um grupo de trabalho que irá reunir especialistas e pesquisadoras para mapear boas práticas internacionais e estimar o impacto econômico e social de diferentes modelos de licença no Brasil, buscando apoiar a formulação de políticas mais inclusivas e sustentáveis. 



AMCR – Associação Mulher, Ciência e Reprodução Humana do Brasil
Para mais informações, acesse o site.


segunda-feira, 10 de novembro de 2025

Último feriadão do ano: AutoZone dá dicas de manutenção para quem vai pegar a estrada

Com o aumento no fluxo de veículos durante o feriado de 20 de novembro, empresa alerta sobre a importância da revisão preventiva e o uso de peças de procedência garantida.

 

O feriado de 20 de novembro, que marca o Dia da Consciência Negra, promete movimentar estradas de todo o Brasil. Muita gente já se prepara para pegar a estrada em busca de descanso e lazer para aproveitar o último feriadão do ano. Antes de sair de casa, no entanto, a AutoZone — uma das maiores redes de autopeças do mundo — reforça a importância de uma manutenção preventiva completa, essencial para garantir segurança, economia e tranquilidade durante a viagem.

 

“Uma simples checagem antes da viagem pode evitar muita dor de cabeça. Itens como freios, pneus e óleo são básicos, mas fazem toda a diferença quando o carro é colocado à prova em longos trajetos e sob altas temperaturas”, explica o time técnico da AutoZone Brasil.

 

Confira abaixo as principais dicas da AutoZone para pegar a estrada com segurança:

 

1. Verifique os freios 

Pastilhas e discos devem estar em bom estado. Qualquer ruído ou vibração é sinal de que está na hora de trocar.

 

 2. Troque o óleo e o filtro 

Respeite sempre o intervalo indicado pelo fabricante. O óleo lubrifica o motor e evita o desgaste das peças internas.

 

3. Cheque os pneus e o estepe 

Verifique a calibragem, o desgaste e a validade dos pneus. Não esqueça de conferir se o estepe está em boas condições.

 

4. Complete os fluidos 

Óleo de freio, líquido de arrefecimento e água do limpador de para-brisa devem estar no nível correto.

 

5. Teste a bateria 

Longas viagens com ar-condicionado e som ligados exigem mais da bateria. Se estiver próxima do fim da vida útil, troque antes de viajar.

 

6. Confira lâmpadas e palhetas 

Visibilidade é sinônimo de segurança. Substitua palhetas ressecadas e lâmpadas queimadas.

 

7. Escolha sempre peças de procedência confiável 

Peças paralelas ou falsificadas podem comprometer a segurança do carro e gerar prejuízos maiores. A AutoZone recomenda adquirir produtos apenas em lojas especializadas e reconhecidas no mercado.

De acordo com o time da AutoZone, as mais de 150 lojas da rede no Brasil contam com atendimento técnico especializado e milhares de itens disponíveis em estoque imediato, incluindo baterias, fluidos, palhetas, filtros e peças para todas as marcas e modelos de veículos.


“Nosso papel é apoiar o motorista em todas as etapas da jornada automotiva — da prevenção à solução de imprevistos. Garantir segurança e confiança é prioridade. Antes de pegar a estrada, reserve um tempo para revisar o carro. Assim, o último feriadão do ano será lembrado apenas pelos bons momentos — e não por contratempos no caminho”, reforça a marca. 



Sabin divulga edital para Residência e Especialização em Radiologia

 

 Oportunidade para médicos que buscam formação de excelência em um dos maiores players de medicina diagnóstica do país, com atuação em Brasília (DF) 

 

O Sabin Diagnóstico e Saúde, terceiro maior player de medicina diagnóstica do Brasil , anuncia a abertura dos editais para os programas de Residência Médica (R1) e Especialização Complementar (R4) em Radiologia e Diagnóstico por Imagem, em Brasília. Com início previsto para março de 2026, os programas são uma oportunidade para médicos que desejam construir uma carreira sólida, aliando conhecimento técnico de vanguarda a uma cultura de cuidado humanizado. 

Reconhecidos pelo Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR), os programas oferecem uma formação imersiva, com vivência prática em um ecossistema de saúde de alta complexidade, acesso a tecnologias de ponta e mentoria com um corpo clínico de especialistas renomados. A iniciativa reforça o compromisso do Sabin com a educação, a inovação e o desenvolvimento de novos talentos para o setor. 

"Nosso objetivo é preparar profissionais completos, capazes de aliar excelência técnica e sensibilidade humana, que são pilares da nossa cultura. As formações refletem o compromisso do Sabin em não apenas oferecer diagnósticos precisos, mas também em contribuir ativamente para o futuro da medicina no país", destaca o Paulo Sérgio Rocha Mendlovitz, coordenador dos programas. "Os residentes e especializandos terão uma imersão completa em nossa rotina, participando de discussões de casos e manejando equipamentos de última geração, o que os prepara para os desafios reais do mercado." 

Os editais completos, com todas as informações sobre o processo seletivo, documentação e fichas de inscrição, estão disponíveis no site do Sabin.


Residência em Radiologia (R1)  

Duração: 3 anos

Vagas: 3

Inscrições: 05 a 10/01/2026

Prova: 13/01/2026, às 8h30 – Sede do Grupo Sabin, Brasília (DF)

Taxa: R$ 100

Bolsa: Remunerada, com dedicação exclusiva

Envio de documentação: residencia@sabin.com.br 

 

Especialização Complementar (R4) 

Duração: 1 ano

Vagas: 8 (distribuídas entre as áreas de Radiologia Musculoesquelética, Neurorradiologia, Medicina Interna e Medicina da Mulher)

Inscrições: 24/11 a 04/12/2025

Prova: 05/12/2025, às 8h30 – Sede do Grupo Sabin, Brasília (DF)

Taxa: R$ 100

Remuneração: por plantões e produtividade

Envio de documentação: residencia@sabin.com.br 

 

Grupo Sabin
acesse o site da companhia


Mulheres em pleno vapor: saúde, ciência e carreira após os 40

Freepik
Dra. Ana Maria Passos defende que cuidar da saúde feminina é essencial para garantir longevidade profissional e qualidade de vida


A presença feminina no mercado de trabalho evoluiu significativamente nas últimas décadas. Se antes a expectativa era que mulheres se dedicassem exclusivamente à vida doméstica, hoje elas ocupam cargos de liderança, se especializam e mantêm carreiras sólidas por mais tempo. Mas essa conquista exige atenção à saúde, especialmente a partir dos 40 anos.

A médica ginecologista Dra. Ana Maria Passos, especialista em saúde da mulher 40+, acompanha de perto os impactos da perimenopausa e da menopausa na vida profissional. Para ela, o avanço da ciência e o acesso à informação são fundamentais para que as mulheres mantenham sua produtividade e bem-estar. “Quanto mais cedo a mulher entende as mudanças que o corpo vai enfrentar, maiores são as chances de prevenção e qualidade de vida. A informação é a principal aliada nesse processo”, afirma.


Arte de Sofia Moura/Dezoito

 

Saúde e cognição: pilares da longevidade profissional


A saúde feminina impacta diretamente na performance profissional. Sintomas como névoa mental, alterações de memória e declínio cognitivo estão associados à queda de estradiol no cérebro, hormônio que, quando em baixa, pode aumentar o risco de doenças como Alzheimer. “Para produzir e estar no auge, a mulher precisa dormir bem, se sentir disposta, ter clareza de pensamento, foco e concentração. Tudo isso depende de uma saúde que acompanhe o ritmo da vida profissional”, explica.

A reposição hormonal com hormônios bioidênticos, feita com acompanhamento médico, é uma das estratégias que contribuem para manter a saúde cerebral e física em dia. “Hoje sabemos que esse tipo de tratamento não aumenta o risco de câncer, AVC ou trombose. Pelo contrário, ele ajuda a preservar a  cognição, e a longevidade no trabalho”, reforça.


Ciência e carreira: avanços que transformam vidas

A perimenopausa, que costuma começar por volta dos 40 anos, coincide com o auge profissional de muitas mulheres. Identificar essa fase e iniciar o tratamento precocemente é um dos grandes avanços da medicina nos últimos anos. “Se a mulher não entende o que está acontecendo com ela, pode perder motivação, foco e até a posição que conquistou. A ciência nos dá ferramentas para evitar isso”, diz a médica.

Além da reposição hormonal, práticas como alimentação anti-inflamatória, atividade física regular, suplementação e manejo do estresse são essenciais para manter o corpo compatível com a rotina profissional prolongada.


Ambientes corporativos e políticas de apoio

Apesar dos avanços científicos, o ambiente corporativo ainda precisa se adaptar para acolher mulheres em plena maturidade. Países como Austrália, Nova Zelândia e Reino Unido já adotam o selo “menopausa friendly”, que reconhece as necessidades específicas dessa fase e oferece suporte médico e flexibilidade.

“Infelizmente, no Brasil ainda não temos esse tipo de iniciativa. Mas seria um grande passo para valorizar mulheres experientes, que têm muito a contribuir”, afirma Ana Maria. Ela defende que empresas ofereçam apoio à saúde física e mental, permitindo que essas profissionais sigam a todo vapor, colocando em prática tudo o que estudaram e vivenciaram ao longo dos anos.

 

Dra. Ana Maria Passos - Com mais de 19 anos de experiência como ginecologista e obstetra, Dra. Ana Maria Passos oferece um atendimento especializado em saúde da mulher, com foco na prevenção e promoção de um envelhecimento saudável. Atuando na AME Clínica, em Porto Alegre (RS), ela é especialista em perimenopausa, menopausa, endometriose, síndrome dos ovários policísticos e gestação. A Dra. Ana Maria é reconhecida por sua abordagem humanizada e atualizada, utilizando reposição hormonal e suplementação para promover o bem-estar feminino, especialmente em mulheres acima dos 40 anos.


Novembrinho Azul: meninos também podem ter câncer de próstata

Foto: Camila Hampf/Hospital Pequeno Príncipe
Hospital pediátrico reforça a importância do diagnóstico precoce e também dos cuidados com a saúde sexual e reprodutiva desde a infância


Você sabia que meninos também podem ter câncer de próstata? Novembro Azul é conhecido como o mês dedicado às campanhas para o cuidado com a saúde masculina, mas desde 2023, quando foi sancionada em âmbito nacional a Lei n.º 14.694/2023, chamada de Novembrinho Azul, as campanhas foram ampliadas para alertar e conscientizar meninos com até 15 anos sobre a importância dos cuidados com a saúde sexual e reprodutiva e sobre o diagnóstico precoce do câncer de próstata. Por isso, o Pequeno Príncipe, que é o maior e mais completo hospital pediátrico do país, reforça a importância do acompanhamento pediátrico regular para garantir a saúde de crianças e adolescentes. 

De acordo com a oncologista pediátrica Ana Paula Kuczynski, do Hospital, o Novembrinho Azul também traz à tona questões sobre o câncer infantil, com ênfase no rabdomiossarcoma, tipo raro de câncer que pode afetar a próstata. “Nas crianças, o câncer primário de próstata é o rabdomiossarcoma, que apresenta uma incidência muito baixa, inferior a 2% em relação a outros tipos de câncer. A taxa de sobrevida pode ser alta, até 80%, se a doença for diagnosticada precocemente, sem metástases. Caso haja metástases, as chances de cura são mínimas, em torno de 5%”, explica a médica. 

A oncologista ressalta que, embora o rabdomiossarcoma seja raro, os pais e os pediatras devem estar atentos a sinais como dor abdominal, tumorações na região da pelve, dificuldade ou dor ao urinar e diminuição do volume urinário, que podem indicar problemas sérios. O diagnóstico precoce é essencial e inclui exames de imagem, como a ressonância magnética, além de biópsias para confirmação.

 

Atenção à saúde masculina desde cedo

O acompanhamento pediátrico regular é fundamental para garantir a saúde e o bem-estar dos meninos. Os pediatras devem realizar consultas de rotina, com frequência mensal até o primeiro ano de vida, a cada três meses entre 2 e 4 anos e, depois, pelo menos a cada seis meses. Durante essas consultas, o exame da genitália é imprescindível para detectar possíveis alterações e doenças. Pais e cuidadores devem ficar alerta a queixas urinárias, como dificuldade para urinar ou dor, além de observar se há inchaço ou dor no abdômen, sinais que podem indicar complicações graves, como o rabdomiossarcoma. 

A campanha Novembrinho Azul tem como objetivo alertar sobre a importância da saúde sexual e reprodutiva masculina, desmistificando o tema e promovendo a conscientização desde a infância. Para isso, são realizadas ações de conscientização nas escolas, nas redes sociais e nas unidades de saúde, com o intuito de estimular o diálogo aberto sobre o tema e garantir que meninos de todas as idades recebam o acompanhamento médico adequado. 

O Hospital Pequeno Príncipe reforça que, para a saúde masculina ser preservada ao longo da vida, a prevenção e o cuidado devem começar desde cedo. O Novembrinho Azul é uma oportunidade para que os pais e profissionais de saúde tenham um papel ativo na conscientização e cuidado da saúde dos meninos.

 

Hospital Pequeno Príncipe 


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Como ampliar sua vida saudável em até 10 anos, segundo a ciência

Nas últimas décadas, avanços na medicina, na ciência da nutrição e na tecnologia contribuíram para que a expectativa de vida aumentasse em todo o mundo. No entanto, viver mais não significa, necessariamente, viver melhor. É nesse contexto que surge o conceito de healthspan, cada vez mais presente em debates sobre saúde, nutrição e bem-estar.

Diferente de lifespan (expectativa de vida), o healthspan refere-se ao período da vida em que o indivíduo permanece saudável, ativo e funcional, sem limitações significativas causadas por doenças crônicas ou degenerativas. Portanto, é um indicador que coloca a qualidade de vida no centro da discussão.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), embora a expectativa média de vida global seja de aproximadamente 73 anos, a expectativa de vida saudável é de 63 anos. Isso significa que, em média, as pessoas vivem ao menos uma década com limitações de saúde e o desafio contemporâneo está em reduzir esse hiato.

A boa notícia é que o healthspan pode ser ampliado por meio de escolhas cotidianas. Fatores como alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, sono reparador, gestão do estresse e vínculos sociais são determinantes para um envelhecimento saudável.

Um estudo do Harvard T.H. Chan School of Public Health, publicado no British Medical Journal (2020), demonstrou que adotar cinco hábitos saudáveis: manter peso adequado, praticar atividade física, ter alimentação nutritiva, não fumar e consumir álcool de forma moderada; pode acrescentar até 14 anos de vida para mulheres e 12 anos para homens. Mais do que isso, aumenta os anos vividos com saúde, reduzindo a incidência de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2 e câncer.

Quando se fala em healthspan, a nutrição é um dos pilares mais estudados, já que uma dieta baseada em ingredientes naturais, com variedade de frutas, legumes, proteínas de qualidade e gorduras boas, tem efeito protetor contra processos inflamatórios e degenerativos. Além disso, nutrientes específicos vêm sendo investigados pela ciência como aliados diretos da longevidade saudável. Pesquisas do Frontiers in Aging Neuroscience apontam benefícios do ômega-3 na função cognitiva, da vitamina D na saúde óssea e imunológica e de antioxidantes naturais no combate ao envelhecimento celular.

Entre os compostos com maior respaldo científico para preservação da saúde muscular e funcional está a creatina, cuja suplementação tem sido associada ao aumento da força, melhor desempenho físico e preservação da massa magra, fatores essenciais para manter autonomia em todas as fases da vida. O HMB (β-hidroxi-β-metilbutirato), metabólito do aminoácido leucina, é outro composto que tem demonstrado auxiliar na preservação da massa muscular, força e função muscular durante o envelhecimento.

Na prática, isso significa que pequenas escolhas diárias, como manter uma alimentação equilibrada, exercitar-se, priorizar o bem-estar e, quando necessário, utilizar a suplementação, podem ter impacto direto no prolongamento do healthspan. Mais do que buscar longevidade, o desafio contemporâneo é cultivar hábitos e escolhas que proporcionem uma vida longa e, sobretudo, saudável. Dessa forma, os anos a mais serão sempre bem vividos.

 

Anna Emilia Bragança - Sócia-Conselheira da Integralmedica. Nutricionista formada, atua na gestão estratégica e no desenvolvimento de soluções voltadas à saúde e bem-estar


Dia Nacional de Combate à Surdez: OMS alerta que 1 bilhão de jovens correm risco de perda auditiva, afirma presidente da Sociedade Brasileira de Otologia

 

Hoje, dia 10 de novembro, Dr. Robinson Koji Tsuji destaca que o uso excessivo de fones de ouvido se tornou a principal causa evitável de surdez na nova geração, superando os riscos tradicionais.

 

O Dia Nacional de Prevenção e Combate à Surdez, celebrado em 10 de novembro, chega em 2025 com um alerta focado em uma nova geração. Se antes as principais preocupações se voltavam ao envelhecimento e a doenças, hoje o maior risco é silencioso, autoimposto e está nos ouvidos de crianças e adolescentes: o uso de fones de ouvido em volume excessivo. 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que mais de 1 bilhão de pessoas entre 12 e 35 anos correm o risco de ter a audição prejudicada devido à exposição prolongada e excessiva a ruídos recreativos, incluindo músicas em fones de ouvido e shows. No Brasil, onde dados do IBGE indicam que mais de 10 milhões de pessoas já convivem com algum grau de deficiência auditiva, a prevenção na juventude tornou-se a pauta central. 

Para o Prof. Dr. Robinson Koji Tsuji, presidente da Sociedade Brasileira de Otologia e um dos maiores especialistas em surdez do país, o cenário é alarmante. "Estamos criando uma geração de futuros deficientes auditivos. O dano causado pelo ruído é cumulativo e irreversível. A perda auditiva não 'dói', ela acontece aos poucos, e quando o paciente percebe, geralmente já é tarde demais", afirma.
 

A "epidemia" dos fones de ouvido  

Segundo o Dr. Tsuji, a popularização de dispositivos de áudio pessoais mudou o perfil da perda auditiva. "O grande vilão é a intensidade versus o tempo de exposição. O uso de fones de ouvido, especialmente os intra-auriculares, por horas a fio e em volumes que ultrapassam os 85 decibéis – o equivalente ao ruído de um liquidificador – causa lesões permanentes nas células sensoriais da cóclea. Estamos vendo pacientes cada vez mais jovens em consultório com perda auditiva que, antes, só esperaríamos em idosos", explica o médico.
 

Prevenção: a regra do 60/60  

O especialista reforça que a maioria dos casos de surdez induzida por ruído é 100% evitável. "A prevenção é a única solução", diz o Dr. Tsuji. "A principal recomendação é a regra do 60/60: nunca utilizar os fones de ouvido acima de 60% do volume máximo e por, no máximo, 60 minutos seguidos. É preciso fazer pausas, deixar o ouvido descansar. E, para quem frequenta shows ou ambientes muito barulhentos, o uso de protetores auriculares é fundamental."
 

Diagnóstico precoce e os tratamentos modernos  

O Dia Nacional de Prevenção e Combate à Surdez também serve para reforçar a importância do diagnóstico. A recomendação é que qualquer pessoa que se exponha a ruídos com frequência realize uma audiometria anualmente.

Para os casos em que a perda já se instalou e é de grau severo a profundo, o Dr. Tsuji lembra que a tecnologia é uma aliada poderosa. "A surdez não significa mais silêncio. Para pacientes que não se beneficiam de aparelhos auditivos convencionais, o implante coclear é o tratamento padrão-ouro, capaz de restaurar a percepção sonora de forma eficaz. Mas, antes de chegar a esse ponto, precisamos focar na prevenção, especialmente nesta data."
 

Prof. Dr. Robinson Koji Tsuji - atual coordenador do Grupo de Implante Coclear do HC-FMUSP e Presidente do comitê de implantes cocleares da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia. É um dos médicos mais respeitados do país na área de otologia e surdez, com mais de 1000 cirurgias de implante coclear realizadas.



Por que o tempo desacelera quando nos movemos rápido? Neurocientista explica como a física afeta nosso corpo em alta velocidade

Dr. Fabiano de Abreu Agrela, pós-PhD em Neurociências e especialista em Genômica e Física Quântica, interpreta as bases da relatividade para explicar como o movimento influencia o tempo e o funcionamento do corpo humano.

 

A ideia de que o tempo passa de forma diferente quando nos movemos muito rápido parece coisa de ficção científica. No entanto, esse é um dos princípios mais bem estabelecidos da física moderna. De forma simplificada, quanto mais próximo da velocidade da luz um corpo com massa se desloca, mais lentamente ele “experimenta” o tempo e isso afeta diretamente os processos biológicos, como envelhecimento e metabolismo.

Quem ajuda a traduzir esse fenômeno para o público é o Dr. Fabiano de Abreu Agrela Rodrigues, pós-PhD em Neurociências, pós-graduado em Biologia Molecular e Genômica e também em Física Quântica e Molecular. Conhecido por sua atuação em pesquisa científica multidisciplinar, ele explica como a estrutura do universo impõe limites e adaptações ao corpo humano em movimento extremo.

“Nós não conseguimos mover o corpo biológico mais rápido que a velocidade da luz porque essa é a velocidade limite do universo para tudo o que tem massa. Ao invés de ultrapassarmos essa barreira, o que acontece é uma troca entre movimento no espaço e movimento no tempo”, afirma o neurocientista.


O tempo desacelera, mas só para quem está se movendo

Segundo Dr. Fabiano, essa troca afeta diretamente como os átomos do nosso corpo operam. Todas as reações químicas, elétricas e biológicas que mantêm nosso organismo ativo seguem um ritmo ditado pelas leis da física, especialmente pela constância da velocidade da luz.

“Imagine que todos os processos vitais, desde os elétrons a girar em torno do núcleo, até as reações químicas do cérebro, estão sincronizados com um relógio universal baseado na luz. Quando nos movemos rápido, quebramos essa sincronia com o mundo externo”, explica.

O efeito não é uma ilusão: o tempo realmente abranda para o corpo em movimento, do ponto de vista de um observador que permaneceu parado. Isso significa que, se uma pessoa viajasse por anos próxima à velocidade da luz e voltasse à Terra, ela teria envelhecido muito menos do que as pessoas que ficaram. O nome disso é dilatação temporal, um fenômeno descrito pela Teoria da Relatividade de Einstein.

“O nosso ritmo interno desacelera em relação ao mundo externo, mas tudo funciona de forma perfeitamente natural e coerente com as leis do universo. O espaço-tempo se ajusta para que a luz continue se propagando no ritmo que ela deve propagar”, reforça Dr. Fabiano.


Física, biologia e percepção: tudo é relativo

Na prática, o que se altera é a relação entre tempo e espaço: quanto mais rápido nos movemos pelo espaço, menos nos movemos pelo tempo, e vice-versa. Isso afeta diretamente a forma como percebemos a realidade, como metabolizamos energia e até como registramos memórias e experiências.

Essa perspectiva não é apenas teórica. Tecnologias como o GPS precisam compensar efeitos relativísticos para manter a precisão dos cálculos. Da mesma forma, pesquisas em neurociência e biotecnologia começam a explorar como alterações no tempo físico podem influenciar a atividade neuronal, a plasticidade cerebral e a biologia do envelhecimento.

“A biologia não está à parte da física. Nossos corpos são feitos de átomos que obedecem às mesmas leis que regem estrelas e partículas subatômicas. Ao entender isso, conseguimos integrar ciência, tecnologia e percepção em uma mesma narrativa sobre o que é existir e se mover no universo”

Tudo é adaptável. Assim como a neuroplasticidade permite que o cérebro se reorganize, o espaço-tempo também se ajusta à dinâmica do universo físico. Há uma sincronia absoluta e universal que conecta mente, matéria e movimentoconclui Dr. Fabiano.

 

Dr. Fabiano de Abreu Agrela Rodrigues - pós-PhD em Neurociências, com especializações em Genômica Comportamental, Biologia Molecular e Física Quântica. Atua como pesquisador multidisciplinar, desenvolvedor de modelos de IA personalizados e referência em divulgação científica com base técnica interpretável.

 

O perigo do som alto: hábitos do dia a dia estão acelerando a perda auditiva, alerta especialista

Imagem de prostooleh no Freepik
No Dia Nacional de Prevenção e Combate à Surdez, médica explica que a exposição a ruídos, o uso incorreto de fones e doenças crônicas estão entre os principais fatores que comprometem a audição em todas as idades

 

Hoje, dia 10 de novembro, o Brasil celebra o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Surdez, uma data que chama atenção para algo silencioso, mas que pode transformar completamente a vida de quem é afetado: a perda auditiva. O alerta é essencial, já que a deficiência auditiva pode atingir pessoas de todas as idades — e, muitas vezes, se instala de forma gradual, passando despercebida até causar impacto direto na comunicação, na convivência social e na saúde mental. 

De acordo com a Dra. Raquel Rodrigues, médica otorrinolaringologista do HOPE – Hospital de Olhos de Pernambuco, há diversos fatores que podem levar à surdez, e muitos deles estão relacionados ao estilo de vida atual. “A exposição a ruídos é um fator de risco importante — e não apenas no ambiente de trabalho. É comum que, no lazer, as pessoas fiquem próximas de caixas de som ou usem fones em volume alto, sem perceber o quanto isso pode danificar a audição”, explica. A médica também destaca outros riscos, como infecções de ouvido, uso de medicamentos ototóxicos e doenças crônicas. “Hipertensão e diabetes precisam estar sob controle para manter a saúde auditiva”, alerta. 

Embora a perda auditiva seja mais frequente entre idosos, ela não deve ser considerada algo natural do envelhecimento. Segundo a especialista, a presbiacusia — perda auditiva relacionada à idade — precisa ser investigada e tratada. “É perigoso normalizar o problema. Quando não reabilitada, a perda auditiva aumenta o risco de quadros demenciais e depressão, pois contribui para o isolamento social. Precisamos dos nossos sentidos em todas as fases da vida, e o idoso precisa ainda mais”, reforça a Dra. Raquel. 

Ela ressalta que a audição está diretamente ligada à atividade cerebral. “Quem escuta, na verdade, é o cérebro. O ouvido transforma o som em estímulo, mas é o córtex auditivo que interpreta. Por isso, manter a audição ativa ajuda a preservar outras funções cognitivas”, explica. 

Os sinais de alerta vão muito além de escutar baixo. Muitas vezes, o primeiro sintoma é a dificuldade de compreender o que se ouve. “O paciente diz que escuta, mas não entende. Ele começa a fazer leitura labial, aumenta o volume da televisão, ou percebe dificuldade em conversar ao telefone, ou em ambientes ruidosos. Esse esforço para compreender o som já é um indício de perda auditiva”, observa a otorrino. 

Outro ponto de atenção é a surdez súbita, que pode ocorrer de um dia para o outro e exige atendimento médico urgente. “É uma alteração repentina da audição, geralmente em um dos ouvidos. Nem sempre há uma causa definida, mas pode estar relacionada as infecções virais. O fundamental é procurar o otorrinolaringologista quanto antes, porque o tratamento precoce aumenta muito as chances de recuperação”, orienta a Dra. Raquel. 

Para preservar a qualidade auditiva, os cuidados devem começar cedo. “Evitar o excesso de ruído, ter atenção ao uso de fones e não ignorar sintomas como dor, abafamento ou perda repentina de audição é essencial. Muitas situações poderiam ser revertidas se o paciente procurasse ajuda logo no início”, afirma a médica. 

Ela também reforça a importância da avaliação auditiva em todas as idades. “A perda de audição pode ser congênita, aparecer na infância, na vida adulta ou na velhice. A audiometria é o exame que nos ajuda a identificar o tipo e o grau da perda e definir o tratamento adequado”, destaca. 

Com os avanços da medicina, a reabilitação auditiva se tornou cada vez mais eficaz e discreta. “Os aparelhos de audição evoluíram muito. Hoje são pequenos, confortáveis e oferecem uma qualidade de som excelente. Existem vários modelos e, mais importante, eles permitem que a pessoa volte a se comunicar bem e viva com autonomia”, diz a Dra. Raquel Rodrigues. 

Para ela, a principal mensagem do Dia Nacional de Prevenção e Combate à Surdez é clara: não ignore os sinais. “Perder a audição não é normal. Devemos e merecemos ouvir bem. E hoje a medicina oferece meios de diagnosticar e reabilitar com qualidade. O que não pode é deixar o tempo passar e comprometer a saúde auditiva e mental”, finaliza a Dra. Raquel Rodrigues, otorrinolaringologista do HOPE - Hospital de Olhos de Pernambuco.


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