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domingo, 22 de junho de 2025

4 dicas (não óbvias) para variar seu treino no inverno e não desmotivar

Reformer pilates, aquecimentos e papo em dia, entenda como lidar com a falta de ânimo
 


A chegada do frio traz desânimo para a maioria das pessoas e, por isso, enfrentar esse desafio pode parecer cruel, principalmente, se a pessoa ainda não estiver acostumada com a rotina de treinos e atividades físicas, pois a cama quente e o conforto de casa podem ser irresistíveis. No entanto, com algumas adaptações no dia a dia será possível transformar o incômodo em estímulo para encontrar diferentes formas de manter o corpo em movimento e o bem-estar em dia, mesmo no inverno. 

Com isso podemos entender que o ambiente em que o indivíduo está inserido também é um fator decisivo: ele pode tanto despertar segurança quanto aumentar a dificuldade de manter o foco, desta forma é fundamental incluir não apenas a praticidade, mas também a sensação de acolhimento e conforto, na hota de criar uma rotina sustentável e prazerosa. Para tornar a opção mais fácil deixamos algumas dicas que podem fazer a diferença na hora do seu treino.
 

Variedade na grade de exercícios pode mudar o jogo 

Perceba que se o local que utiliza para dar uma pausa no dia e ter um momento de autocuidado for monótono e entediante pode interferir diretamente na sua evolução, pois se torna um fardo e deixa de promover o bem-estar por isso buscar por academias que ofereçam uma grade diversificada será um alívio, ainda mais, se a pessoa estiver em busca de movimento em aulas diversas. Por isso, encontrar academias que lhe tragam opções distintas é essencial para uma visão positiva dentro dessa rotina. 

Para Yohan Pacheco, (27), encontrar a aula certa é mais que adaptação é entender o seu estilo de vida. Em 2024 ele iniciou atividade físicas para controlar sua rotina e lutar contra a obesidade, entretanto manter apenas a musculação não foi suficiente e apenas se sentiu completo e empolgado quando teve contato com aulas coletivas. 

“Me sentia desmotivado pois não sou tão fã de musculação e isso me fez questionar se conseguiria manter a frequência, mas tudo mudou quando participei das aulas coletivas que a academia oferecia e assim pude dividir o momento com outras pessoas que estavam com objetivos alinhados, o que intensificou minha vontade”, relata Yohan. 

A variedade nas atividades é um fator determinante para manter a constância e garantir que haja opções que encaixem no perfil da pessoa, pois cada um se sentirá confortável à sua maneira.
 

Movimento com propósito: Por que o reformer pilates pode ser a escolha certa neste inverno 

Dentro de novas ideias para não escapar da academia, o Reformer Pilates pode ser uma opção perfeita para gerar movimento e ainda trazer equilíbrio para seu dia. 

A atividade utiliza, diferente do pilates tradicional solo, aparelho com molas, alças e trilhos que desafiam o corpo de forma controlada e precisa. A prática trabalha força, equilíbrio, postura e respiração ao mesmo tempo, sendo altamente indicada tanto para iniciantes quanto para pessoas que buscam desempenho com baixo impacto. Entretanto, nem todas as academias possuem a novidade, por isso a pessoa que tiver interesse deve buscar o local que atende a esta necessidade. Paulo Albuquerque, fundador da O2 Fitness, academia de luxo, diz que a empresa já possui e tem demandas frequentes por ser um diferencial bacana para quem busca diversas alternativas. 

“Possuímos Reformer Pilates na O2 e no frio é uma opção incrível para quem chega com outras motivações, afinal se trata de uma aula controlada, que exige concentração, aquece o corpo e permite que a pessoa se sinta ativa e pronta para os próximos exercícios ou mesmo para se adaptar com o ambiente, caso esteja no início da jornada”. Afirma Paulo.

Além disso, a O2 também oferece outros momentos para quem está buscando conforto, segurança e tranquilidade, como cafés na entrada, garçons que servem os clientes, estrutura pensada no conforto e segurança, além de professores qualificados para auxiliar em todo o processo.

 

Amigo é coisa pra se guardar… ou levar para academia 

Importante falar sobre a boa e velha tática de unir amigos e familiares para encontrar motivação juntos e não pular os treinos ou atividades que possam ser mais desafiadoras e até mesmo lembrar de não desistir durante um objetivo específico. Afinal, sozinho é mais difícil se controlar e auto regular em dias que estiver cansado, com preguiça ou sem vontade por conta do frio intenso.
 

O look fitness não serve só para postar, viu? 

Para alguns pode ser só uma questão de estética, mas para outros é conforto. Encontrar roupas que te mantenham flexível, aquecido e com liberdade de movimento é essencial. Tecidos térmicos, peças respiráveis e roupas que se ajustam bem ao corpo ajudam não só na execução dos exercícios, mas também na autoconfiança durante o treino. 

Por fim, entender que o caminho da saúde não precisa e nem deve ser solitário, chato ou monótono é essencial. Buscar a própria maneira de se motivar também é bem-estar e autoconhecimento. Afinal além de se movimentar e buscar melhorias para sua vida, pode ser inspiração para outras pessoas.


Brincar é coisa séria na Educação Infantil!

Em 2025, a Semana Mundial do Brincar teve como tema "Proteger o Encantamento das Infâncias". O objetivo principal é reforçar a importância de preservar a magia e o prazer de brincar das crianças. Esta iniciativa visa valorizar o brincar como um direito fundamental de toda criança. É também um meio essencial para o aprendizado e o desenvolvimento, além de ser um momento de alegria e conexão entre gerações.

Sabemos o quanto o universo lúdico, com livros, brinquedos, músicas, movimentos e imaginação — encanta as crianças e faz parte do seu cotidiano. Mas é importante destacar que, quando uma criança brinca, ela não está “apenas passando o tempo”, distraindo-se: ela está aprendendo, experimentando o mundo e construindo conhecimentos importantes sobre si, sobre o outro e sobre o ambiente ao seu redor.

A Base Nacional Comum Curricular - BNCC orienta que as brincadeiras e interações são eixos estruturantes da Educação Infantil e essenciais para garantir os direitos de aprendizagem das crianças — como expressar-se, explorar, conviver, participar, conhecer-se e brincar.

Nas escolas que atuo valorizamos profundamente as vivências lúdicas que fazem parte do cotidiano diário das crianças. As brincadeiras potencializam o jogo simbólico, no qual as crianças experimentam diferentes papéis sociais, encenam situações do cotidiano, expressam sentimentos e constroem narrativas. Ao "brincar de ser", elas desenvolvem a imaginação, a empatia, a linguagem, a criatividade e a capacidade de se colocar no lugar do outro, habilidades fundamentais para o desenvolvimento humano.

Por meio do brincar, a criança desenvolve diversas habilidades de forma natural e prazerosa, como:

- Atenção e autocontrole: - atividades como empilhar blocos, montar quebra-cabeças ou explorar jogos simples ajudam a criança a manter o foco, respeitando seu tempo e limites;

- Raciocínio e estratégia - ao brincar, a criança experimenta, erra, tenta de novo e cria suas próprias soluções;

- Compreensão de regras e limites - os jogos e brincadeiras ensinam sobre o convívio em grupo, o respeito aos combinados e a vez do outro;

- Consciência corporal - ao correr, pular, dançar ou fazer movimentos mais delicados, ela aprende sobre o seu corpo, suas possibilidades e limites;

- Criatividade e imaginação - transformar um lençol em castelo ou uma escova em microfone é mais do que faz de conta, é exercício de pensamento criativo e simbólico.

Quando as crianças têm oportunidades de brincar em ambientes preparados, com intencionalidade pedagógica e afeto, como fazemos aqui no Infantil, elas vivem experiências ricas que alimentam o pensamento, a linguagem, as emoções e os vínculos sociais. Essas vivências do brincar no presente é que são a base de um futuro potente. 

Por isso, convido vocês a olharem para as brincadeiras também como um ato de aprendizagem e desenvolvimento integral, tanto em casa quanto na escola. Enquanto brincam, nossas crianças crescem, experimentam, aprendem e se tornam autoras da própria história.

 

Ana Carla Cabral - Coordenadora pedagógica da Educação Infantil do Colégio Sagrado Coração de Jesus, Rede de Educação Missionárias Servas do Espírito Santo


Brasil e Santos diante do desafio do envelhecimento: ações que protegem, valorizam e incluem

Junho Violeta, em alusão ao Dia Mundial de Conscientização e Combate à Violência contra a Pessoa Idosa (15 de junho), convida à reflexão: o que temos feito para garantir os direitos, o respeito e a qualidade de vida de quem envelhece? 

O Brasil está se tornando um país cada vez mais envelhecido. Segundo os dados mais recentes do Censo 2022 do IBGE15,6% da população brasileira tem 60 anos ou mais – o equivalente a mais de 32 milhões de pessoas. A projeção é que, até 2030, o número de idosos supere o de crianças e adolescentes até 14 anos. 

Em Santos, esse cenário já é realidade. Com 25,3% da população formada por pessoas com 60 anos ou mais, a cidade é considerada uma das melhores do Brasil para envelhecer. E não é por acaso: o município desenvolve políticas públicas pioneiras e eficazes, combatendo o etarismo e promovendo uma rede de apoio que envolve saúde, assistência social, segurança, cultura, esporte, educação e tecnologia. 

Uma das ações mais recentes foi a assinatura de um termo de colaboração com a Casa do Sol, que amplia o atendimento a idosos desospitalizados – especialmente aqueles sem vínculos familiares. A iniciativa oferece cuidado, dignidade e proteção. 

"É um passo importante para garantir dignidade e cuidado a quem mais precisa. Essa parceria é inédita, muito positiva e traz um modelo de gestão democrática e resolutiva, reafirmando o nosso compromisso com a população idosa”, destaca o prefeito Rogério Santos

“Diante do envelhecimento progressivo da população, é fundamental que cidades como Santos desenvolvam e consolidem políticas públicas voltadas ao cuidado e à proteção da pessoa idosa”, afirma Ana Bianca Ciarlini, coordenadora de Políticas para a Pessoa Idosa (Coppi). 

Imagens Prefeitura de Santos

 


Políticas que fazem a diferença 

Santos conta com dezenas de programas e serviços que valorizam a experiência e a autonomia das pessoas idosas, promovendo um envelhecimento ativo, saudável e livre de preconceitos. A seguir, um panorama das principais iniciativas da cidade, divididas por área de atuação:

 

SAÚDE E BEM-ESTAR

  • Movimente-se com a Música e com a Dança: promove saúde física e emocional por meio da dança sênior.
  • Pelotão da Saúde: caminhadas semanais em policlínicas.
  • Terapia Comunitária: rodas de conversa para escuta e apoio emocional.
  • Televida: pioneiro no país, o serviço oferece atendimento de emergência por botão acionado em pulseira ou colar.

 

APOIO A CUIDADORES

  • Quem cuida de quem cuida?: grupo de apoio para quem cuida de pessoas com demência.
  • Cuidador, Gente de Valor: curso com orientações práticas e valorização do papel do cuidador.

 

DESENVOLVIMENTO SOCIAL E ACOLHIMENTO

  • Vovô Sabe Tudo (Seds): inclusão produtiva de idosos como anfitriões em ONGs e centros comunitários.
  • Centro Dia: cuidado a idosos com dependência (reabertura prevista após reformas).
  • Seção de Repúblicas: moradias subsidiadas para idosos sem rede de apoio.
  • Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV): fortalecimento de laços familiares e comunitários.

 

ATIVIDADE FÍSICA E LAZER

  • Centros esportivos com atividades exclusivas 60+: musculação, pilates, ginástica, tai-chi-chuan, surfe (Escola Radical 50+) e esportes náuticos.

·         Novo Quebra-Mar e Postos de Salvamento: academias ao ar livre e circuitos funcionais.

Prefeitura de Santos


CULTURA, EDUCAÇÃO E TECNOLOGIA

  • Vila Criativa Sênior 50+: oficinas artísticas, culturais e de bem-estar.
  • Inovação e Longevidade (Parque Tecnológico): curso para uso de tecnologia com apoio de universitários.
  • Vovonauta: ensino digital com foco em inclusão e segurança online.
  • Aulas culturais exclusivas para 60+: teatro, fotografia, balé, além de eventos como bailes e concertos.

 

ECONOMIA CRIATIVA E SOLIDARIEDADE

  • Fundo Social de Solidariedade: cursos gratuitos para reinvenção pessoal e geração de renda (mais de 780 certificados em 2024).

 

ENVELHECER NOS TERRITÓRIOS

  • Parceria com o Instituto Federal de São Paulo para mapear a realidade de pessoas idosas em diferentes bairros. A iniciativa visa identificar demandas e planejar ações personalizadas para garantir direitos e ampliar o acesso à cidadania.

 

 COMO DENUNCIAR VIOLÊNCIA CONTRA IDOSOS

  • Disque 100 – Violação de Direitos Humanos
  • Disque 190 – Polícia Militar
  • Delegacia do Idoso: Av. Conselheiro Nébias, 204 – (13) 3222-5825
  • Ministério Público: Rua Bittencourt, 139 – (13) 3878-3300
  • Conselho Municipal do Idoso: Rua XV de Novembro, 119 – (13) 3202-1900

 

Cuidar de quem chegou antes é garantir um futuro mais digno para todos. Em Santos, a longevidade é celebrada com políticas públicas de verdade – eficazes, humanas e inovadoras. Um modelo que merece ser conhecido, replicado e, acima de tudo, valorizado.



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LITERATURA & JORNADAS HUMANAS

A última das liberdades 

Escolher nossa atitude diante de qualquer circunstância e escolher o nosso próprio caminho é, segundo o psiquiatra austríaco Viktor Frankl, a última das liberdades humanas. No best-seller internacional Em busca de um sentido, o autor relata sua experiência em campos de concentração durante o regime nazista.

 

 

O cheiro acre confundia-lhe os sentidos. Confinado naquele espaço diminuto, era-lhe impossível enxergar a imensidão do oceano. Quantos dias mais tardaria até chegar à terra firme? Curvado em um canto, numa tentativa vã de acalmar o oco no estômago, o homem — saudoso do passado e temeroso quanto ao futuro — aguardava seu destino.

Naqueles longos dias de espera e sofrimento, buscava, na teoria apreendida nos anos de estudo sobre a mente humana, uma razão para não se entregar ao desânimo que esmagava sua fé. Quantas vezes havia se colocado em situações hipotéticas para melhor compreender as pessoas as quais auxiliava como psicólogo? Agora, ele próprio estava numa situação-limite, atormentado por dúvidas. Mas o que estava buscando? Uma razão para não sucumbir — essa foi a resposta imediata.

“Tudo pode ser tirado de um homem, menos a última das liberdades humanas: escolher nossa atitude diante de qualquer circunstância e escolher nosso próprio caminho.” A reflexão surgiu em sua mente ao lembrar-se do psiquiatra austríaco Viktor Frankl, autor do best-seller internacional Em busca de um sentido, no qual relata sua experiência em campos de concentração durante o regime nazista.

A leitura, feita anos antes, não lhe pareceu razoável à época, como se o autor tentasse atenuar um sofrimento sem precedentes. “O pintor procura transmitir-nos uma imagem do mundo como ele o vê; o oftalmologista procura capacitar-nos a enxergar o mundo como ele é na realidade.” Agora, diante daquela perspectiva, vendo a si próprio em uma realidade angustiante, desprovido de condições básicas para sua subsistência, as palavras do psiquiatra começaram a fazer eco em sua alma. Sim, há de se viver para sentir.

Estar em seu país não era mais seguro; os conflitos armados faziam milhares de vítimas diariamente. E ele não estava sozinho, ainda que à sua volta os rostos expectantes fossem desconhecidos.

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) aponta que, nos últimos doze anos, houve um aumento significativo de pessoas que foram forçadas a se deslocar de seus países de origem. A estimativa é de que esse número chegue a 120 milhões de pessoas no mundo e 800 mil no Brasil. O número de refugiados oficialmente reconhecidos sob mandatos do ACNUR e da UNRWA está em torno de 43,4 milhões.

À deriva, essas pessoas não tinham como voltar atrás. As condições de vulnerabilidade (geográfica, política e social, dentre outras), que as empurravam para frente, estavam carregadas de desafios — adaptação a uma nova cultura, aprendizado de outro idioma, a ausência de entes queridos, perda da própria identidade, uma vez que sempre serão vistas como “não pertencentes”, o que nos remete a episódios de xenofobia tão constantes em um mundo que ainda não compreende que fronteiras deveriam ser pontes, não muros ou cercas.

Escrita em apenas nove dias em 1946, a obra Em busca de um sentido, além de ser um corajoso relato sobre a experiência do autor ao ser submetido a condições desumanas, com privações físicas extremas e torturas psicológicas indescritíveis, nos traz explicações sobre a Logoterapia — também conhecida como Terceira Escola Vienense de Psicoterapia —, uma abordagem terapêutica que tem como pilar a busca do sentido da vida como força motriz do ser humano. A Logoterapia reconhece a dimensão espiritual (não religiosa) e a liberdade interior do indivíduo, enfatizando que, mesmo diante de um sofrimento extremo, é possível configurar a própria existência de forma que ela tenha significado até o último suspiro.

Diante de traumas profundos, rupturas culturais e sociais, muitos enfrentam um vazio existencial e dificuldades para reencontrar um significado na própria trajetória; são feridas, algumas invisíveis, que ainda sangram. Nesse cenário, a Logoterapia propõe recursos sensíveis para trabalhar essas questões, incentivando o indivíduo a descobrir um propósito genuíno para a construção de uma vida que, mesmo em meio ao sofrimento, possa ser — e é — repleta de significado.

Em um estado de extrema fragilidade, marcado pela ganância e brutalidade ainda tão recorrentes na sociedade contemporânea, alimentar a resiliência e a esperança traduzem-se em um ato heroico, uma forma de insubmissão diante das adversidades. Escolher lutar pela sobrevivência, sustentado pela certeza de que a vida tem um propósito, é o que afirma nossa humanidade. 

Ele, num esforço para não desistir de tudo, acostumado a usar sua mente analítica, capturou mais uma citação de Frankl: “O homem não deve perguntar qual o sentido da vida, mas sim reconhecer que é ele quem está sendo questionado pela vida”.

Ao lembrar-se da situação vivida pelo psiquiatra no campo de concentração, ele não tinha a intenção de comparar dores — não era esse o caso. A questão presente era o que motivava alguém a transcender a própria dor, ressignificando episódios traumáticos. “Aquele que tem um porquê para viver, pode suportar quase qualquer como.” A reflexão de Friedrich Nietzsche, citada por Viktor Frankl, enfatiza a força transformadora que um propósito maior tem em nossa existência. A história está repleta de relatos comoventes sobre superação. Viver por alguém, para alguém, por uma causa, uma missão é o que nos move diariamente.

Foi o que aquele homem fez quando decidiu mudar de país, pois permanecer havia se tornado impossível. Poderia ter sido somente um dia como tantos outros, mas suas escolhas modificaram o rumo dos acontecimentos.

Decidido, ele ergueu a cabeça e sentiu o calor de um raio de sol, passageiro discreto num abril que surgiu no calendário naquela manhã. 

Ao responder à vida — fosse para ter segurança, cumprir uma missão ou manter sua dignidade —, aquele homem deu à própria história novos contornos, mesmo diante dos desafios trazidos pelos ventos do flagelo humanitário. Agora, só lhe restava conservar a esperança de que a nova terra fosse um verdadeiro refúgio — solo de segurança e oportunidades —, acolhendo aqueles que carregam a dor do exílio no corpo e no coração.  

 

Tânia Lins - bacharel em Administração de Empresas, licenciada em Letras e pós-graduada em Língua Portuguesa e Comunicação Empresarial e Institucional. Atua há mais de quinze anos no mercado editorial, com experiência profissional e acadêmica voltada à edição, preparação e revisão de obras, gerenciamento de produção editorial, leitura crítica e análise literária. Atualmente, é coordenadora editorial na Editora Vida & Consciência.



Ou bem eu, ou bem o/as outro/as

Certas vidas, certos riscos. O sujeito, em condições adversas, põe-se a transitar pela estrada interditada. O provável acidente acontece. Desacordado, perde o controle do frágil e secreto equilíbrio em que se vinha mantendo entre as duas famílias que constituíra.

No quarto do hospital, exposto ao debate travado entre pessoas envolvidas na sua vida, acaba tendo que assumir, justificar e, por fim, defender a sua “causa”. “Causa” um tanto comum, mas comumente não sabida, ou, “não sabida” porque convém “não saber”.

Enquanto A Descida do Monte Morgan se desenrola como comédia, um tema existencial prende a plateia: é possível ser fiel a si e à\os outro\as ao mesmo tempo? A vida é a busca livre da felicidade ou o cumprimento compulsório dos compromissos rituais da Sociedade?

A mim, a peça me disse que acabamos nos traindo e nos transtornando por darmos demasiada atenção aos moralismos dominantes. A maioria da crítica vê o enredo como uma discussão sobre o individualismo; eu prefiro vê-lo como um discurso sobre a individualidade.

Todo\as temos vontades, peculiares elas mesmas ou as maneiras de vivê-las. Gostaríamos de realizá-las, mas nos deparamos com fórmulas sociais postas, às vezes por nós mesmo\as, como condição para cumpri-las, e acabamos forçando nossa vida a caber numa delas.

Lyman, o marido multiplicado, não fugiu da fórmula mais comum de viver o amor: a condição matrimonial; casou-se, assim como as pessoas em geral se casam. Mas multiplicou-a, amando duas mulheres, constituindo duas famílias, havendo filho\as nos dois lares.

Gozava a vida, mas o seu modo de ser feliz, ademais de ser oficialmente inexistente, era interditado pelos costumes, então estava certo de que um dia aconteceria um encontro com uma baita confusão. Aconteceu. Um acidente pediu famílias em correria ao ente querido.

Por conta sua, mas à sua revelia, o acidentado, com dois objetos de amor e objeto do amor de duas, provocou uma reunião de três com intervenção de cinco, a contar filho\as, ou de sete, a se somar advogado e enfermeira. Portanto, uma discussão ampliada de relação.

O marido tem que se explicar a todo\as; ele o faz sobre coisas que sabia. Mas as mulheres, Theodora e Leah, não sabiam de nada; elas têm, assim, que se explicar a si mesmas: afinal, que tipo de existência levavam, para nem ao menos saber com quem estavam vivendo?

Como soía acontecer às mulheres, sucedia a ambas: as suas vidas próprias eram menos as próprias vidas e mais a vida do marido comum. As duas, de início, claudicam, mas depois se aprofundam no saber o que são: uma era mulher do lar; a outra, negociante.

A peça baseia-se em texto de Arthur Miller (dramaturgo, 1915-2005; entre outros, escreveu Morte de um Caixeiro Viajante); sua instigante biografia está na internet. Reparto algumas das tantas boas reflexões que me fazem declarar gosto pelo espetáculo: “O que é o principal?”

O principal é a felicidade? A felicidade se escondia sob o não saber. Não se sabia que alguém convivia com duas alguéns; esse dessaber fazia a felicidade geral. Sabê-lo não mudaria os fatos, apenas se os cotejaria com as expressões ideológicas das regras sociais.

Constrangido\as ou hipócritas, de fato, entregues demasiado às circunstâncias, não fazemos a conta do que é o fundamental em nossa existência. “Só queria dizer em voz alta.” Não pensamos em voz alta, ainda que declaremos admiração à sinceridade alheia.

“Qual será o seu futuro arrependimento?” Deixaríamos de fazer alguma coisa se soubéssemos no que daria? Não há garantias, não é? “Eu decidi enrolar.” Não é incomum decidirmos não decidir, o que, em muitas ocasiões, pode ser mesmo a melhor decisão.

“Por que continuamos juntos depois que descobrimos com quem estamos?” Alguém, mesmo tendo o nosso querer, já não nos vale muito, a nosso próprio sentir, entretanto permanecemos, embora desenganado\as, vencido\as e desrespeitado\as, num caso de amor.

“Se eu for perdoado, terei que passar o resto da vida de joelhos.” Perdões convertem-se em créditos sempre exigíveis. Exigíveis, todavia impagáveis: já porque não podemos pagá-los, já porque não se quer recebê-los. Todo perdoado carrega uma dívida pesada e inacabável.

É “impossível ser fiel a si e aos outros ao mesmo tempo e ainda ser feliz.” De fato, ninguém servirá plenamente, nem às tantas exigências que nos são feitas pelo\as outro\as, nem muito menos às que nos são feitas por nós próprio\as, que ninguém se dá basta de se pedir mais.

Isso porém não significa: ou eu, ou os outro\as. É, apenas, não ser tributário\a de formas infelizes de viver; quem alcançar ser feliz deve de sê-lo, “e não se desculpar por isso.” Desculpar-se é “não ter coragem de optar, deixar coisas para trás, seguir com o que tem vontade”.

“Fazer o que se quer é falta de lucidez?” Penso que o herói da trama não se preocupou em infligir seu querer, buscando “violar a lei da hipocrisia”. Sustento que ele, ainda que à margem da própria vontade, premido pelas circunstâncias do acidente, temporariamente a revogou.

 

Léo Rosa de Andrade
Doutor em Direito pela UFSC.
Psicanalista e Jornalista.



Inverno e Saúde Mental: Psicanalista explica sobre Transtorno Afetivo Sazional (TAS)


Quando pensamos em inverno, a busca pelo aquecimento e aconchego interno, nos remete à necessidade de rompimento de casulos que nem sempre são físicos. Muitos deles podem ser materializados apenas na mente e na alma, mas possuem um alto poder destrutivo. 

 

O primeiro pensamento é se aquecer, proteger-se da temperatura baixa e até gelada, em alguns estados. Odiado por alguns e amado por outros, o inverno tem essa força que suscita a necessidade de acolhimento, proteção e autocuidado intenso.

 

E como cuidar da saúde mental nessa época do ano? Como não se permitir deprimir por conta dos dias nublados e tristes, que trazem a ideia de solidão e abandono em muitas situações?

 

Segundo a psicanalista Andrea Ladislau ter equilíbrio físico e mental, independente da estação, é fundamental.

 

Segundo a especialista, algumas dicas são importantes para enfrentar o inverno com leveza. Uma das principais é não fugir do sol, mesmo aquele sol tímido, fraco, que aparece aos poucos, é importante para evitar o surgimento do Transtorno Afetivo Sazional (TAS).

 

Um tipo de transtorno que deflagra sintomas de humor deprimido, isolamento social, perda de interesse em atividades comuns, desânimo, falta de energia, fadiga e dificuldade de concentração. A exposição ao sol estimula a produção de vitamina D que impede a manifestação desses sintomas e regula a Serotonina que é um neurotransmissor responsável pelo nosso bem estar.

 

Andrea complementa que é preciso praticar atividades físicas de forma regular, pois também auxiliam para o sentimento de vivacidade que, muitas vezes, se perde ao longo de dias com baixas temperaturas.

 

"Os exercícios físicos liberam a endorfina, estimula o humor, elimina o desânimo e, consequentemente, combate a depressão. Além disso, potencializa a sensação de estar vivo e o desejo de se manter ativo", diz Andrea que também é neuropsicóloga.

 

Andrea complementa que um outro aspecto interessante a se observar no inverno é a nossa relação com a alimentação. A tendência em tempos mais frios, é comermos comidas mais pesadas que geram um sentimento de conforto e acolhimento.

 

"No entanto, é necessário estar atento ao desejo do corpo em ser nutrido por alimentos saudáveis e ricos em vitaminas e proteínas boas. É ideal comer alimentos com Triptofano, como bananas, ovos, nozes, castanhas, assim como linhaça, peixes que possuem ômega 3. Não esquecendo de frutas, legumes e verduras verdes escuras. Também é fundamental evitar o excesso de álcool, de açúcar e alimentos ultra processados", alerta.

 

O sono também é afetado no inverno. Os dias mais escuros e frios, naturalmente, aumentam o sono. E isso é favorável desde que, não se deixe exagerar na quantidade de tempo dormindo.

 

"O tempo de sono adequado é aquele que permite relaxar e ter uma noite de sono restauradora. Do contrário, dormir além da conta, irá provocar o isolamento social, a baixa produtividade, a perda de foco e o rompimento dos laços sociais. Aliás, fortalecer os laços, socializar com família e amigos, ajuda a se sentir vivo e pertencente", diz.

 

Enfim, as temperaturas frias do inverno possuem um certo charme e deve ser encarado como uma estação do ano, assim como as outras, que favorece o autocuidado, a busca pela saúde física e mental.

 

Para Andrea é preciso ficar atento ao menor sinal de depressão, tristeza persistente, falta de apetite, sono desregulado e desânimo constante.

 

É fundamental para enfrentar o inverno com a alma, o corpo e a mente saudáveis e equilibrados, durante todo o ano", finaliza. 

 

Andrea Ladislau - graduada em Letras e Administração de Empresas, pós-graduada em Administração Hospitalar e Psicanálise e doutora em Psicanálise Contemporânea. Possui especialização em Psicopedagogia e Inclusão Digital. É palestrante, membro da Academia Fluminense de Letras e escreve para diversos veículos. Na pandemia, criou no Whatsapp o grupo Reflexões Positivas, para apoio emocional de pessoas do Brasil inteiro.: Instagram: @dra.andrealadislau



Separação dos pais sempre afeta os filhos? Psicóloga perinatal explica

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Mesmo com os pais presentes, conflitos ou afastamento podem prejudicar o desenvolvimento emocional das crianças, alerta especialista 

 

O fim de um relacionamento nem sempre é sinônimo de trauma para os filhos. Segundo a psicóloga perinatal Rafaela Schiavo, fundadora do Instituto MaterOnline, o divórcio só causa danos quando há afastamento parental, exposição a brigas ou uso da criança como instrumento de disputa.

“É melhor que a criança perceba que seus pais estão melhores separados do que viver num ambiente de brigas, tristeza ou tensão”, afirma.

De acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o Brasil registrou mais de 440 mil divórcios em 2023, alta de 4,9% em relação ao ano anterior. Em um cenário com tantas rupturas, entender como proteger a saúde emocional das crianças se torna ainda mais importante, aponta Rafaela.


Conflitos e afastamento são os principais vilões

A psicóloga perinatal explica que o maior risco ocorre quando há afastamento de um dos pais, alienação parental ou conflitos constantes que envolvem os filhos. Ela também pontua que o impacto no desenvolvimento infantil não é causado pela separação em si, mas sim pela forma como ela é conduzida.

“Se a criança deixa de ver um dos genitores ou é colocada no meio das brigas, isso sim pode afetar sua saúde mental. O que acaba é a relação de casal, mas o amor pelos filhos continua. A separação precisa ser entre os dois adultos, não entre pais e filhos”, alerta. 

Ela lembra que, nas últimas décadas, principalmente nos anos 1990 e 2000, muitas crianças cresceram em meio a separações mal resolvidas, com brigas intensas e pouco preparo emocional dos pais. O resultado foi uma geração marcada por inseguranças, dúvidas sobre o afeto parental e ausência de convivência com um dos genitores.


Atitudes que podem prejudicar as crianças

Entre os comportamentos mais prejudiciais para os filhos estão: 

  • Falar mal do(a) ex-parceiro(a) para a criança
  • Disputas pela guarda com intenção de ferir o outro
  • Reduzir o contato da criança com um dos pais sem justificativa
  • Usar a criança como “mensageira” entre os adultos

Por outro lado, separações saudáveis, com guarda compartilhada e respeito mútuo, podem preservar o bem-estar da criança. “O ideal é que a criança continue convivendo com ambos os pais com frequência, sentindo-se amada e segura”, diz Rafaela.


Como saber se a criança está sofrendo?

De acordo com a especialista, crianças pequenas também sofrem com o afastamento, mas expressam isso de forma diferente. Mudanças de comportamento são o principal sinal de alerta. Tristeza persistente, regressões, irritabilidade e recusa em conviver com um dos genitores podem indicar sofrimento emocional.

“A criança pode não dizer com palavras, mas sente. Ela percebe a ausência, se pergunta por que não vê mais aquele pai ou mãe. Isso precisa ser acolhido com cuidado. Nesses casos de mudanças significativas, o apoio psicológico pode fazer toda a diferença”, conclui.



Profª-Dra. Rafaela de Almeida Schiavo - psicóloga perinatal e fundadora do Instituto MaterOnline. Desde sua formação inicial, dedica-se à saúde mental materna, sendo autora de centenas de trabalhos científicos com o objetivo de reduzir as elevadas taxas de alterações emocionais maternas no Brasil. Possui graduação em Licenciatura Plena em Psicologia e em Psicologia pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho. Além disso, concluiu seu mestrado em Psicologia do Desenvolvimento e Aprendizagem e doutorado em Saúde Coletiva pela mesma instituição. Realizou seu pós-doutorado na UNESP/Bauru, integrando o Programa de Psicologia do Desenvolvimento e Aprendizagem. Tem experiência na área de Psicologia, com ênfase em Desenvolvimento Humano, atuando principalmente nos seguintes temas: Desenvolvimento pré-natal e na primeira infância; Psicologia Perinatal e da Parentalidade.

 

Como a nutrição consciente pode ajudar adolescentes a se relacionarem melhor com o próprio corpo

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Abordagem sem restrições, com foco na autonomia e no bem-estar, guia o novo projeto da Clínica Seven focado nos jovens 

 

A adolescência é uma fase marcada por intensas mudanças físicas, emocionais e sociais, e entender como o metabolismo atua nesse período pode ser um divisor de águas na construção de hábitos saudáveis e duradouros. Pensando em transformar a vida desse público por meio de escolhas conscientes, a Clínica Seven, especializada em nutrição e emagrecimento saudável, acaba de lançar o Seven Teens, projeto completo de reeducação alimentar e desenvolvimento pessoal para adolescentes a partir dos 13 anos de idade.

Para se ter uma ideia da importância de uma abordagem personalizada, em abril deste ano, a FDA (Agência de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos) anunciou a retirada progressiva de corantes sintéticos de alimentos vendidos no país. A medida reforça um alerta crescente, a preocupação global com os efeitos dos ultraprocessados na saúde de crianças e adolescentes. 

No Brasil, dados divulgados em 2024 pela  UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) indicam que os alimentos ultraprocessados representam 28% da energia consumida por adolescentes. E mais, entre os que têm consumo elevado desses produtos, mais da metade apresenta padrões inadequados de sono, o que interfere diretamente no metabolismo, no humor e até no desempenho escolar.


Tecnologia, escuta ativa e plano flexível: o tripé do programa

Os dados apresentam um cenário preocupante sobre os hábitos alimentares dos jovens, reforçando a importância de estratégias preventivas, educativas e empáticas. “Por meio de um atendimento online, plano alimentar flexível e um aplicativo exclusivo com diário alimentar, lembretes e receitas acessíveis, o projeto Seven Teens oferece suporte técnico e emocional para o jovem e sua família”, explica Maryane Malta, diretora técnica de nutrição da Clínica Seven. 

Segundo  a especialista, o autoconhecimento metabólico é uma das chaves para ajudar os jovens a adotarem uma alimentação equilibrada, sem restrições e com mais autonomia. “Ao entender seu metabolismo, o adolescente passa a perceber como seu corpo responde aos alimentos, aos horários, à qualidade do sono e até ao estresse. Isso tira o foco da estética e coloca a saúde no centro da conversa. 

Diferente de abordagens tradicionais, o Seven Teens não utiliza dietas prontas nem trabalha com metas estéticas. Com duração de 12 meses, o acompanhamento nutricional é individualizado, oferece escuta ativa e orientações práticas adaptadas à rotina dos adolescentes, sem radicalismos, sem restrições excessivas e sem foco na estética. 

“O maior desafio é alinhar a orientação alimentar às particularidades da adolescência, uma fase de transformações intensas no corpo, nas emoções e nos hábitos. É nesse contexto de descobertas que o Seven Teens atua como um apoio próximo e sem julgamentos, ajudando os jovens a desenvolverem autonomia, ajustarem o paladar e construírem uma relação mais consciente e equilibrada com a comida. Mais do que ensinar o que colocar no prato, o programa busca inspirar escolhas saudáveis que façam sentido para o momento de vida de cada um, respeitando seu ritmo, preferências e individualidade”, avalia Maryane.


Angélica e Pietra Quintela: vozes que inspiram mães e adolescentes

Com propósito bem definido, linguagem acessível e uma campanha recentemente lançada, o programa conta com o apoio de personalidades como a apresentadora Angélica — mãe de três filhos e referência de cuidado e leveza, e da atriz e influenciadora Pietra Quintela, ícone da geração teen, que dialogam com diferentes gerações. O Seven Teens marca um novo momento na história da Clínica Seven: mais próximo dos jovens, mais conectado com as famílias e mais comprometido com um futuro em que saúde e bem-estar caminham juntos desde cedo.

 

Clínica Seven


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