Pesquisar no Blog

segunda-feira, 26 de agosto de 2024

5 iniciativas que contribuem com a equidade de gênero na saúde

 

A valorização das mulheres no mercado de trabalho é algo que precisa ser lapidado, principalmente quando o assunto é equidade salarial e de gênero. De acordo com dados do 1º Relatório de Igualdade Salarial do Ministério do Trabalho e Emprego, as mulheres ganham quase 20% a menos que os homens no Brasil. Motivo pelo qual, em julho/2023, começou a vigorar a Lei n.º 14.611/2023, lei que torna obrigatória o pagamento de salários iguais para homens e mulheres que exerçam a mesma função. 

Algumas empresas têm adotado iniciativas voltadas para a promoção da equidade de gênero, implementando políticas e programas que visam ampliar a participação de mulheres nas organizações. É o caso da Medtronic, líder em tecnologia na saúde, que possui hoje 65% da alta liderança composta por mulheres e 58% do quadro funcional representado pelo público feminino. “Já avançamos muito, mas sabemos que ainda podemos melhorar. O que tiramos de lição da caminhada até aqui é a importância de que as ações, de fato, façam parte e caminhem em conjunto com a estratégia da empresa”, comenta Claudia Morgental, diretora de Recursos Humanos da Medtronic no Brasil . 

De acordo com Claudia, o primeiro passo na caminhada de uma empresa mais igualitária é criar programas que ajudem a transformar, de forma intencional e prática, a realidade das empresas.
 

Mulher no comando

Ter uma mulher no comando traz mais luz para o tema diversidade nas empresas e colabora para que outras mulheres ocupem lugares de gestão. Além disso, conforme um estudo da McKinsey na América Latina, empresas com pelo menos uma mulher no quadro executivo tem 50% mais chance de aumentar a rentabilidade.

“Em 2023, a Medtronic passou a ter, pela primeira vez, uma mulher na posição de vice-presidente da companhia, o cargo máximo de liderança da empresa no Brasil”. A atuação da executiva Gisela Bellinello é marcada por grandes transformações nos modelos de negócios da companhia, compromisso com a ampliação de acesso à saúde e celeridade nas ações de ESG, com destaque para o pilar de Diversidade, Equidade & Inclusão.

 

Incentivo à liderança feminina

Promover a ascensão de mulheres em posições de liderança vai muito além de cargos C-Level. Para impulsionar as carreiras femininas da empresa, a Medtronic criou um “ERG - Employer Resource Group” ou Grupo de Recursos de Funcionários, em tradução livre: o MWN (Medtronic Women’s Network). O objetivo é discutir ideias sobre como ampliar e promover o desenvolvimento profissional das colaboradoras. “Entre as conquistas, o grupo estabeleceu a obrigatoriedade de sempre ter uma mulher na última etapa competindo nos cargos de liderança”, exemplifica Claudia.
 

Conscientização masculina

A equidade de gênero também passa pela conscientização e apoio dos homens. “É fundamental que os homens exerçam seu papel no trabalho de construção de um ambiente mais igualitário. Pensando nisso, criamos outro ERG fundamental para nossa política de diversidade, o MAE (Men Advocating for Equity)”. O programa interno foi instituído para envolver os homens e conscientizá-los sobre os preconceitos e impactos disso na vida das mulheres, tanto no ambiente pessoal como no corporativo. O objetivo é legitimar que o preconceito existe e que situações que inferiorizam as mulheres não podem mais ser vistas como “brincadeira” pela sociedade.
 

Diversidade de dentro para fora

Olhar para todo o ecossistema que envolve a empresa e promover a igualdade nestes ambientes também é fundamental. “Mais do que ter um ambiente interno acolhedor e transformador, queremos que as nossas profissionais encontrem em todo seu entorno um ambiente propício para sua atuação”, analisa Claudia. Com esse objetivo, a empresa promoveu o “Elas na Medicina”, manifesto e evento que contou com o apoio de 12 médicas renomadas para compartilhar suas experiências de preconceito e superação na trajetória da medicina. 


Capacitação de jovens profissionais 

Já para fomentar a presença feminina na medicina e reforçar a diversidade no setor de saúde, a Medtronic também idealizou o ELISA (Edições de Livre Iniciativa de Solidariedade e Apoio). Um programa direcionado a médicas em início de carreira que optaram por especialidades ainda dominadas por homens, como urologia, coloproctologia, ortopedia, cirurgia, entre outras áreas. A ação buscou médicas já conceituadas nessas áreas para promover mentorias com médicas recém-formadas e em curso, que possivelmente estão vulneráveis ao preconceito, por serem especialidades com maior predominância masculina.


Novo Marco Legal do Hidrogênio apresenta avanços, mas ainda faltam incentivos para ‘reindustrialização verde’

FecomercioSP fez uma série de propostas para aperfeiçoar texto sancionado pelo governo, como critérios de avaliação de impactos socioambientais e mecanismos que acelerem o processo de regulamentação


 
Uma das agendas mais importantes para o futuro do Brasil, o Marco Legal do Hidrogênio de Baixa Emissão de Carbono (HBC), sancionado parcialmente pelo Executivo no começo deste mês, é um passo importante em direção a uma nova postura do País no debate climático. No entanto, ainda carece de algo fundamental para que isso se materialize: um conjunto de incentivos para desenvolver uma indústria verde brasileira baseada nessa matéria-prima.
 
Tramitando no Congresso desde o ano passado, o projeto que desaguou no novo arcabouço legal recebeu algumas contribuições da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), por meio do seu Conselho de Sustentabilidade, durante o processo legislativo. A presença desses incentivos no texto final, porém, era um dos pilares da atuação da Entidade na discussão — e seguirá sendo, a partir de agora, na regulamentação do marco.
 
Fato é que, para a FecomercioSP, é fundamental que este seja uma ferramenta para a consolidação de uma indústria de hidrogênio no Brasil, no sentido de reinserir o País no mercado global não como mero exportador de uma nova commodity, mas como produtor de mercadorias feitas a partir do HBC, como fertilizantes. Por isso mesmo, essa é uma oportunidade única, ainda que dependa da disposição dos outros países a investir nesse tipo de produto.
 
De forma interna, o ponto relevante é justamente que será necessário uma série de impulsos para materializar essa nova indústria. De acordo com a Federação, isso passa por alguns dispositivos, como benefícios tributários oferecidos aos produtores que estiverem no novo Regime Especial de Incentivos para a Produção de HBC (Rehidro), criado com a lei. E esse custo não pode recair sobre os contribuintes e empresas, por exemplo, por meio de tributos e encargos setoriais que majoram as contas de eletricidade.
 
A proposta da Entidade é que esses recursos saiam ou do Tesouro Nacional ou de fundos com financiamentos internacionais, como o Fundo Clima. É importante também que esse capital seja liberado mediante análise das viabilidades técnica e econômica, bem como do aval do Ministério da Fazenda (já que são investimentos vultosos), e que retornem por meio dos impostos gerados com a consolidação da indústria verde baseada no HBC. Além disso, o novo marco depende de uma política de subsídios com prazos determinados — e, nesse sentido, foi a FecomercioSP que sugeriu que o texto estipulasse um período máximo (cinco anos) para que as empresas usufruíssem desses incentivos. A proposta foi acatada.
 
Se for efetivada, a nova indústria de HBC com selo brasileiro geraria empregos qualificados, aumentaria a massa de renda do País e posicionaria o Brasil como um exportador de produtos com maior valor agregado. Em outras palavras, é o horizonte que a FecomercioSP objetiva há anos em suas agendas institucionais.
 
Felizmente, a constatação desse reposicionamento industrial também ampara as discussões dentro do próprio governo, sobretudo a partir do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), com quem a Federação mantém uma interlocução favorável. Até por isso, a Entidade espera que o processo de regulamentação do Marco Legal do Hidrogênio de Baixo Carbono seja também o momento de tomar alguma decisão nesse sentido.
 
Outros elementos positivos do texto sancionado pelo Executivo foram a inclusão do etanol como fonte de produção do HBC, a criação de metas para os produtores que receberem fomentos pelo Rehidro e o veto a um plano de R$ 18 bilhões em incentivos fiscais para operações de comercialização do hidrogênio, já que o plano é, antes de tudo, investir na produção. 


 

PONTOS NEGATIVOS

Se é bastante positivo em termos gerais, o marco aprovado ainda apresenta alguns problemas. O principal diz respeito, como já dito, à ausência completa de mecanismos de incentivos para a reindustrialização verde brasileira a partir de produtos como fertilizantes. Esse era um dos pleitos da Federação desde o início da tramitação do projeto no Legislativo.
 
Nessa mesma lógica, o texto sancionado contemplou a retirada de um porcentual máximo de destinação do hidrogênio produzido para exportação, num ajuste feito no Congresso ao qual a Entidade se posicionou contrariamente. A FecomercioSP havia pedido que solicitações de benefícios para atividades relacionadas ao HBC passassem, obrigatoriamente, por estudos de viabilidades técnica e econômica, além de uma comprovação de atributos benéficos dentro da agenda socioambiental. O pleito não foi atendido. Da mesma forma, a Entidade queria que o marco estipulasse prazos para a estabilização da sua própria governança, assim como das regulamentações, de forma a dar celeridade ao processo — mas a sugestão também não foi acatada.
 
A FecomercioSP seguirá atuando firmemente no processo de regulamentação do Marco Legal do Hidrogênio de Baixo Carbono, principalmente por entender que esse arcabouço legal tem condições de iniciar uma trajetória de desenvolvimento do País em outros termos, retirando a sua condição de exportador de commodities para fornecedor de produtos “verdes”. É nessa empreitada que a Entidade trabalhará a partir de agora.




FecomercioSP
Facebook
Instagram
LinkedIn
Twitter 

A importância da educação financeira para prevenir superendividamento

O Brasil sofre com a inadimplência. De acordo com dados do Serasa, em junho deste ano, houve uma queda de 1,25% no endividamento em relação ao mês anterior. Mesmo com essa redução, ainda existem 72,5 milhões de brasileiros nessa situação. Esse cenário é alarmante e exige medidas urgentes para sua reversão.


Um olhar mais atento para os motivos por trás desses dados revela que o desemprego e a redução na renda foram os principais impulsionadores da inadimplência nos anos de 2022 e 2023. Isso significa que, além de políticas macroeconômicas voltadas para a geração de empregos e o estímulo à economia, é necessário capacitar os consumidores para gerirem suas finanças de maneira mais eficaz.

Uma das principais medidas para reduzir ainda mais estes índices tem foco na resolução do Banco Central. As regras, que entraram em vigor recentemente, determinam que instituições financeiras e de pagamento promovam ações de educação financeira para seus clientes. Essas iniciativas educativas têm o potencial de ajudar os brasileiros a melhorar sua organização e planejamento financeiro, estimulando a formação de poupança e prevenindo a inadimplência.

Para os bancos, investir na educação financeira de seus clientes não é apenas uma obrigação regulatória, mas também uma estratégia inteligente. Clientes financeiramente educados têm menos probabilidade de se tornarem inadimplentes, o que preserva a qualidade da carteira de crédito e reduz a necessidade de manter reservas adicionais.

Entretanto, a responsabilidade não recai apenas sobre as instituições financeiras. Os próprios consumidores precisam reconhecer a importância de se planejar financeiramente e buscar conhecimento para tomar decisões conscientes sobre suas finanças. Em um momento de crescente inadimplência, a habilidade de gerenciar o orçamento de forma eficaz pode ser a diferença entre a estabilidade financeira e o endividamento descontrolado. A evolução contínua das tecnologias é um catalisador da inovação e reinvenção da forma como as pessoas se relacionam com o dinheiro e as empresas de soluções financeiras enfrentam um cenário dinâmico para operar de forma eficaz, antecipando as necessidades de clientes e desenvolvendo produtos que atendam às suas expectativas.

Empresas estão liderando esse movimento, oferecendo plataformas completas que não só proporcionam experiências financeiras satisfatórias, mas também promovem a educação financeira e a inclusão social. Com ferramentas inovadoras de atendimento ao cliente e produtos personalizados, essas companhias estão capacitando os consumidores a tomar melhores decisões financeiras e simplificando sua relação com o dinheiro.

Enfrentar o desafio da inadimplência requer uma abordagem multifacetada que combina regulamentação eficaz, educação financeira e inovação tecnológica. Somente assim poderemos construir uma sociedade financeiramente saudável e resiliente, onde todos tenham a oportunidade de prosperar.





Jorge Iglesias - CEO da Topaz, uma das maiores empresas de tecnologia especializada em soluções financeiras digitais da América Latina

 

Programa de Estágio do CPS oferece 613 vagas para Região Metropolitana da Capital

Roberto Sungi

Interessados devem se inscrever gratuitamente pela internet, até dia 2 de setembro, e realizar uma prova online


Ao todo, são mais de 1,4 mil vagas para estudantes de Ensino Médio, Técnico e Superior de diversas áreas atuarem em Etecs, Fatecs ou na Administração Central da instituição

 

O Centro Paula Souza (CPS), órgão do Governo do Estado de São Paulo, vinculado à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação, que administra as Escolas Técnicas (Etecs) e as Faculdades de Tecnologia (Fatecs) estaduais, está com inscrições abertas para a edição 2024 do seu programa de estágio até a próxima segunda-feira, 2 de setembro – no último dia, o prazo encerra-se ao meio-dia. Ao todo, estão disponíveis mais de 1,4 mil vagas para diferentes níveis de ensino e áreas de conhecimento. Os interessados em participar do processo de seleção devem se inscrever gratuitamente e realizar uma prova online, acessando o site cps.sp.gov.br/estagio.

“É muito produtivo para os estudantes praticar o conhecimento em um ambiente educacional. Isso facilita a troca de experiências e proporciona uma aprendizagem mais efetiva, estimulando o amadurecimento profissional”, avalia a diretora-superintendente do CPS, Laura Laganá.


Distribuição das vagas

As vagas estão distribuídas por todas as regiões do Estado. Para a Região Metropolitana de São Paulo, são oferecidas 613 vagas, distribuídas entre a Capital (378) e os seguintes municípios: Arujá (7), Barueri (15), Caieiras (5), Cajamar (3), Carapicuíba (10), Cotia (10), Diadema (8), Embu das Artes (7), Ferraz de Vasconcelos (8), Francisco Morato (5), Franco da Rocha (11), Guarulhos (10), Itapevi (2), Itaquaquecetuba (7), Jandira (5), Mairiporã (5), Mauá (8), Mogi das Cruzes (9), Osasco (21), Poá (2), Ribeirão Pires (4), Rio Grande da Serra (7), Santa Isabel (3), Santana de Parnaíba (18), Santo André (15), São Bernardo do Campo (12), São Caetano do Sul (11), Suzano e Taboão da Serra.

Os aprovados serão convocados para atuar em Etecs, Fatecs ou na Administração Central do CPS, localizada na Capital. Para jornada de seis horas diárias, a bolsa-auxílio mensal de nível superior é de R$ 937,59. Para estagiários de nível médio, o valor é de R$ 712,57, e para o nível técnico, de R$ 787,58. Também estão disponíveis vagas para jornada de quatro horas diárias, com bolsa no valor de R$ 475,05 para nível médio e R$ 525,05 para nível técnico. Todos os estagiários também terão direito a auxílio-transporte e alimentação. 

Para concorrer a uma vaga, é necessário ser maior de 16 anos, comprovar frequência no curso exigido e estar regulamente matriculado, a partir do primeiro ano ou semestre. Um total de 10% das vagas são reservadas a candidatos com deficiência. O contrato de estágio tem validade de um ano, com possibilidade de renovação por mais 12 meses, conforme a duração do curso. Confira o edital com as vagas por município. A lista de classificação preliminar será divulgada no dia 23 de setembro. 



Centro Paula Souza


Mudança na ISO 9001 leva empresas a colocar mudanças climáticas em pauta


Diante dos desafios climáticos globais, a Organização Internacional de Padronização (ISO) e o Fórum Internacional de Acreditação (IAF) publicaram, em fevereiro passado com aplicação imediata, a Emenda 1, com o objetivo de atualizar os requisitos das normas em relação ao contexto atual e futuro das organizações, em relação às mudanças climáticas. 

O texto foi integrado a 31 padrões de sistema de gestão existentes, incluindo ISO 9001 (Gestão da Qualidade), ISO 14001 (Gestão Ambiental) e ISO 45001 (Saúde e Segurança Ocupacional), entre outros. A emenda é sucinta, mas profunda, com duas frases críticas adicionadas: “As organizações devem avaliar a relevância das mudanças climáticas para suas operações (subcláusula 4.1)” e “As partes interessadas podem possuir requisitos relacionados às mudanças climáticas (subcláusula 4.2)”. 

As mudanças têm um duplo propósito: levar as empresas a considerar o impacto das mudanças climáticas sobre o negócio – e promover a discussão sobre a responsabilidade das organizações em relação às questões relacionadas ao clima. 

Ainda que pareça ser uma novidade, a Emenda 1 não é exatamente algo novo. As normas já previam, no seu texto anterior, a necessidade de as organizações considerarem os fatores externos e internos que influenciam o seu desempenho, bem como as expectativas das partes interessadas. 

No entanto, a Emenda 1 torna mais explícito e detalhado o que se espera das organizações em relação às mudanças climáticas, que devem ser tratadas como um fator crítico para a continuidade do negócio, a médio e longo prazos. 

Assim, as empresas devem abordar essa questão não somente do ponto de vista burocrático, para atender aos requisitos da norma, mas aproveitar essa avaliação para se planejar às mudanças que são iminentes, buscando reduzir a sua pegada de carbono, aumentar a sua resiliência e inovar nas suas soluções.

 

Os riscos das mudanças climáticas

Ao longo das duas últimas décadas, o impacto da atividade econômica sobre o clima foi um tema amplamente debatido – pouco se falou, entretanto, sobre os riscos potenciais às empresas, e como as organizações precisam se preparar para esses impactos. As recentes enchentes no Rio Grande do Sul e seu impacto na produção local – desde o setor agrícola, passando por indústria, comércio e serviços – mostra o quanto estamos despreparados para lidar com esses fenômenos, que serão cada vez mais extremos. 

Os riscos são enormes, e podem incluir danos severos a pessoas, propriedade e também a infraestruturas críticas. As enchentes, por exemplo, poderão afetar quase 2 bilhões de pessoas, ou 23% da população global, diretamente expostos a profundidades de inundação maiores a 1,5m, segundo o Banco Mundial. Ao mesmo tempo, a Organização Mundial da Saúde estima que cerca de 700 milhões correm o risco de serem deslocadas como resultado da seca até 2030. 

Além dos riscos físicos, também existem os riscos de transição – que advêm dos custos comerciais mais altos por conta de novas políticas, legislações, e outras regulamentações projetadas para lidar com as mudanças climáticas. Os riscos de transição também podem surgir de mudanças em tecnologias e tendências de consumo, o que também pode levar ao risco de reputação na medida em que práticas comerciais deixam de ser consideradas éticas, dando lugar a novas formas de produção. 

Existem também os riscos de responsabilidade, que surgem justamente na falha em cumprir com as mudanças regulatórias e legais – causando um aumento no número de litígios relacionados a mudanças climáticas em todo o mundo. 

Ou seja, o impacto das mudanças climáticas sobre a operação das empresas a curto, médio e longo prazos é enorme. Cabe aos gestores mapearem esses impactos e endereçarem os riscos ao negócio por meio de estratégias de gestão. E a mudança do texto sugerida pela Emenda 1 traz às empresas mais clareza sobre o que deve ser mapeado e endereçado com o apoio dos sistemas de gestão. 

Por fim, a Emenda 1 da ISO é uma oportunidade para as empresas revisarem os seus sistemas de gestão da qualidade, incorporando a perspectiva das mudanças climáticas como um elemento estratégico. Ao fazer isso, as empresas não só estarão em conformidade com as normas, mas também estarão contribuindo para a construção de um futuro mais sustentável e competitivo.

 


Plinio Pereira - Gerente Geral de Sistemas de Gestão da TÜV Rheinland


TÜV Rheinland
www.tuv.com
 

Cientistas usam cinzas geradas pela queima do bagaço da cana para recuperar nutrientes da vinhaç

As cinzas foram mergulhadas em um líquido que
simula a vinhaça para a avaliação da metodologia
foto: Milena Maria Antonio

Método transforma o resíduo da produção de etanol em fertilizante rico em potássio e nitrogênio. Trabalho pioneiro da UFSCar foi divulgado no Journal of Environmental Management

 

O Brasil é responsável por 8% do consumo mundial de fertilizantes, sendo o potássio o principal nutriente aplicado nas lavouras. Cerca de 96% do potássio que o país consome é importado, segundo dados recentes do governo federal. Entretanto, é possível obter esse mineral a partir de resíduos da indústria sucroenergética, como a vinhaça.

“Em 150 metros cúbicos de vinhaça encontramos, em média, 340 quilos de potássio. Importamos esse insumo, sobretudo nitrato de potássio, enquanto jogamos fora uma imensa quantidade dele. Além do desperdício, é uma situação que nos deixa vulneráveis, até mesmo a conflitos, como, por exemplo, a guerra da Ucrânia, país que tradicionalmente nos fornece o fertilizante”, resume a química Roselena Faez, professora titular da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), campus de Araras.

Com seus orientandos do Programa de Pós-Graduação em Agricultura e Ambiente, Faez vem tentando encontrar meios de reutilizar o potássio e o nitrogênio da vinhaça, gerada em enormes quantidades pela indústria da cana. Para cada litro de etanol produzido são gerados de 12 a 18 litros de vinhaça.

Em um dos trabalhos, Faez e sua orientanda de mestrado Milena Maria Antonio usaram as cinzas resultantes da queima do bagaço da cana para retirar esses nutrientes da vinhaça. O estudo foi publicado no Journal of Environmental Management e contou com o apoio da FAPESP.


Cinzas

O bagaço da cana-de-açúcar é fonte de energia para a indústria, que queima o material. A cientista ressalta que essa combustão acontece em altos-fornos, sem parâmetros controlados, e gera basicamente dois resíduos: fuligem e cinzas. “O interessante das cinzas é que elas têm material carbonáceo, consistindo em uma parte de carbono e também sílica. Trata-se de um material poroso, que ajuda no processo de adsorção. Existem vários projetos para uso desse resíduo, principalmente como aditivo para material cerâmico, tijolo, asfalto. Mas utilizar as cinzas não modificadas para recuperar nutrientes da vinhaça é algo inédito.”

Ela explica que as cinzas, com um perfil heterogêneo, compreendem vários tipos de partículas, do ponto de vista estrutural. Podem ser irregulares, esféricas, tubulares fibrosas ou prismáticas. As tubulares fibrosas apresentam maior porção carbonácea, as angulosas irregulares têm grande proporção de sílica. “Além de grande porosidade, essas partículas têm grupos hidroxilas e grupos carbonilas com cargas negativas que interagem com as cargas positivas dos íons em que estamos interessados [de potássio e nitrogênio]. Assim, além das interações físicas proporcionadas pela porosidade [adsorção], há também interações químicas [absorção].”

De acordo com Faez, muitas pessoas trabalham para melhorar a capacidade de sorção (adsorção e/ou absorção) das cinzas com modificação superficial das partículas ricas em sílica. “É possível adicionar outros grupos químicos ali, mas esse trabalho adicional não era desejável. A intenção era pegar dois resíduos brutos e saber o que a gente conseguiria fazer com eles, num processo com o menor gasto energético possível e que gerasse dois produtos interessantes. Assim, usamos as cinzas após simples lavagem e secagem. Partimos do princípio de que, quanto menos processamento for necessário, mais fácil será convencer a indústria sucroalcooleira a inserir essa nova etapa no processo produtivo.”


Vinhaça

O rejeito representa um problema por demandar muito oxigênio para decompor a matéria orgânica, tanto quimicamente quanto bioquimicamente (com a ajuda de microrganismos). Muito rica em potássio (aproximadamente 4 mil partes por milhão a cada 100 mililitros), além de fósforo e nitrogênio, é comumente usada como fertilizante, sendo jogada diretamente no solo, às vezes diluída. “Colocada diretamente no campo, que é o que geralmente se faz, pode provocar acidificação e salinização do solo.”

As normativas existentes exigem que a vinhaça seja tratada antes de empregada para tal finalidade. No Estado de São Paulo, maior produtor brasileiro de cana-de-açúcar, a aplicação da vinhaça no solo agrícola foi regulamentada pela Norma Técnica P 4.231, editada pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) em 2005.

“Entre os cientistas, já existe muita gente pensando na vinhaça, sempre no sentido de diminuir sua demanda bioquímica. Entretanto, não encontramos nenhum trabalho com o objetivo de reutilizar seus nutrientes”, garante Faez.

Segundo ela, a vinhaça é a continuação do processo de destilação e contém muitos compostos que vão gerando ácidos orgânicos ao longo do caminho. “Assim, no processo de sorção, certamente também estamos retirando outros componentes da vinhaça.”

As cientistas conseguiram não somente recuperar os nutrientes desejados, mas melhorar a própria vinhaça. “Melhoramos a sua acidez, deixando-a com o pH neutro, próximo a 7, graças ao caráter alcalino das cinzas. Além disso, demonstramos com sucesso o potencial das cinzas como sorvente de nutrientes eficazes para o tratamento da vinhaça.”

Elas começaram identificando as condições ideais de sorção usando, para isso, uma solução que simulava a vinhaça. As cinzas, mergulhadas no líquido, foram deixadas em uma mesa de agitação. Chegaram à proporção de 2,5 gramas (g) de cinzas e 6 horas (h) de tempo de contato entre as cinzas e o líquido.

Após a identificação das condições ideais de sorção, dois testes foram realizados com a vinhaça in natura. Primeiro, 2,5 g de cinzas e 100 mL de vinhaça foram misturados em condições predeterminadas por 6 e 24 horas. O segundo teste foi um processo de três etapas que totalizou 72 horas, com as cinzas sendo substituídas a cada etapa.

“No primeiro, usamos a menor quantidade possível de cinzas no tempo mais curto possível para avaliar a concentração dos íons de interesse. E vimos que, se deixássemos as mesmas cinzas na vinhaça por um período longo, como 24 horas, o processo não se mostrava eficiente. Então, fizemos um segundo teste, de 72 horas, em bateladas, trocando as cinzas a cada 24 horas.”

As cinzas ricas em potássio e nitrogênio resultantes do processo podem ser usadas como fertilizante, enquanto da vinhaça foi retirado seu caráter ácido, o que deve reduzir o impacto negativo para o solo. “Outra aluna está começando a avaliar o uso da vinhaça tratada no solo e seu efeito em comparação à não tratada”, adianta Faez.

Segundo a cientista, a ideia de sustentabilidade deu início a um processo revolucionário, no qual os ciclos produtivos não podem mais ficar abertos, devendo se fechar sem deixar pegadas. “Mas isso é histórico: a história da química é assim. Hoje, nosso grande problema é minimizar o uso de recursos minerais. E os fertilizantes que usamos são obtidos por mineração. Além disso, o uso excessivo desses compostos tem impacto. Não podemos perder mais nada, não existe mais resíduo. Aliás, essa palavra é imprópria. Resíduo é oportunidade e não problema.”

O artigo Unlocking Agronutrient Resources: Sorption Strategies for sugar-energy industry waste pode ser lido em: www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0301479724006200?via%3Dihub.

 

Karina Ninni
Agência FAPESP
https://agencia.fapesp.br/cientistas-usam-cinzas-geradas-pela-queima-do-bagaco-da-cana-para-recuperar-nutrientes-da-vinhaca/52577


Como ganhar eficiência no varejo em quatro pontos

Freepik
Aliar o preço reduzido com boa qualidade de produto é um dos fatores que mantêm as marcas próprias competitivas 


A última edição do estudo EY Future Consumer Index investigou as tendências para este ano e aprofundou os movimentos que podem ser feitos pelos varejistas para ganhar terreno em um ambiente caracterizado pela volatilidade. Confira quatro pontos para ganhar eficiência no varejo:


1 - Investimento para fortalecimento e reforço de diferenciais da marca

É essencial que a comunicação do produto seja orientada para o perfil do cliente atual e potencial da forma mais precisa possível. Afinal, há quem seja mais sensível a preço e quem opte pela qualidade e inovação.

A segmentação de conteúdo a partir de faixa etária, gênero ou classe social é um dos recursos que podem ser utilizados com o apoio da inteligência artificial. Existem grupos mais sensíveis a preço e é para eles que deverá ser voltado o foco em comunicar suas ofertas. Em contrapartida, há segmentos que buscam inovação e qualidade, entre outras características, e, para esse público, o foco é deixar claro os benefícios dos produtos – tanto na própria embalagem quanto em outras comunicações.

O consumidor pode avaliar sua compra sob duas perspectivas. A do custo-benefício: quando o desembolso naquele momento não é uma barreira, e a prioridade é levar mais por menos, por exemplo, embalagens maiores com relação entre custo/volume mais vantajosa.

E a do desembolso: quando o desembolso do consumidor é uma barreira, permitindo que ele leve somente a opção que cabe no seu orçamento, como embalagens menores e mais baratas, mesmo que a relação entre custo/volume seja menos vantajosa.

Dessa forma, acontece um movimento de ampulheta, ou seja, ou o consumidor gasta mais e tem uma relação custo/volume melhor, ou gasta menos e tem uma relação custo/volume menos vantajosa.

 

2) Sustentabilidade como parte do DNA da empresa

Os consumidores querem ver a sustentabilidade como parte do negócio, e não apenas na embalagem de um produto ou no relatório anual para investidores. Inclusive, estão dispostos a pagar mais por isso. As empresas devem se adaptar com produtos e políticas empresariais baseados em tendências de mercado em sustentabilidade – pesquisas mostram que o consumidor está disposto a pagar até 20% a mais para ter um item sustentável/saudável. Porém, políticas devem de fato alterar a visão do negócio e as atitudes empresariais e não ser levadas apenas pelas aparências.

 

3) Soluções tecnológicas para criação de valor

A criação de valor se conecta na agenda de ganho de eficiência e redução de custos porque o value creation pode promover melhora de inventory management e de cash flow – em geral, uma melhora das grandes linhas do P&L. Esses ganhos permitem o investimento em outras áreas que o consumidor está pedindo.

A criação de valor vem do que já existe de capacidade instalada, como manejo de estoque e contrato com o fornecedor, para que ocorra ganho de eficiência e, como consequência, de margem.

 

4) Adoção de estratégias de diferenciação a partir do que os clientes desejam

Entender quem são seus clientes (e clientes potenciais), assim como seus concorrentes, é fundamental para identificar pontos de diferenciação interessantes. Nesse aspecto, a empresa deve gerar identificação e engajamento com o seu público a partir dos atributos desejados por ele. Algumas possibilidades para o varejo são:

- Loja como experiência: traz ganho de escala e aproxima a marca do consumidor, permitindo que ele mergulhe no universo da marca;

- Loja como hub de distribuição: favorece a estratégia de quick commerce (entrega em até 15 minutos, por exemplo), já que a loja está mais próxima do consumidor;

- Repensar a estratégia para private labels a fim de alinhar seu posicionamento ao foco do seu público-alvo.

Além disso, buscar alternativas para garantir custo-benefício é imperativo para grandes varejistas – aliar o preço reduzido com boa qualidade de produto no private label é um dos fatores que mantêm as marcas próprias competitivas.


 Agência EY

 

Carro novo ou usado: qual é o melhor para o seu bolso?

Especialista em finanças pessoais explica os principais cuidados que se deve ter ao comprar um carro, citando também as vantagens e as desvantagens da contratação do seguro 

 

Comprar um carro, seja novo ou usado, é uma decisão importante na vida de uma pessoa, pois envolve altas quantias de dinheiro e provavelmente várias parcelas para quitar o valor total do bem. Por essa razão, antes de escolher o carro dos seus sonhos, é essencial considerar diversos aspectos para garantir um bom negócio e assim conseguir evitar problemas futuros.

Segundo o especialista em finanças pessoais, João Victorino, quando se trata de um carro novo, é importante pesquisar e comparar diferentes marcas e modelos que atendam suas necessidades, considerando alguns fatores como consumo de combustível, manutenção, segurança e tecnologia embarcada. Além de verificar todas as condições de pagamento, para comparar taxas de financiamento e avaliar o custo total, negociando as melhores condições.

João explica que é válido considerar o custo do seguro para o modelo desejado, escolhendo uma apólice adequada às necessidades e verificando a cobertura oferecida. “Leia avaliações e testes de especialistas e consumidores sobre o modelo, observando resultados de testes de segurança e desempenho. Procure sempre entender os termos da garantia oferecida pela montadora e informe-se sobre a rede de concessionárias e oficinas autorizadas”, afirma.

Quando se trata de um carro usado, o especialista reforça que o ideal é solicitar o histórico do veículo para verificar os registros de acidentes, leilões ou sinistros, confirmando se todas as revisões e manutenções foram realizadas regularmente. Também é fundamental fazer uma inspeção no carro, verificando a quilometragem, lataria, pintura, pneus e interior, além do funcionamento dos equipamentos eletrônicos e acessórios.

Segundo João, nestes casos, a atenção deve ser redobrada. “Leve o carro a um mecânico de confiança para uma avaliação completa e verifique se a documentação está em ordem, sem débitos pendentes, como multas e IPVA. Faça test drive para checar o conforto, desempenho e possíveis ruídos, testando em diferentes vias, tanto urbanas quanto estradas, para sentir a dirigibilidade. Negocie o preço com base nas condições do veículo e no valor de mercado, e verifique se é possível obter garantias adicionais para carros usados”, ressalta.

Após escolher qual carro é o melhor para a sua realidade atual, novo ou usado, é normal que muitas pessoas pensem em ter um seguro para o veículo em questão. No entanto, essa também é uma decisão que envolve a análise de vários fatores antes de ser tomada, para que assim, seja possível escolher uma apólice que atenda às necessidades específicas e se encaixe no orçamento.

Neste sentido, o especialista em finanças pessoais, João Victorino, resolveu fazer uma lista com as vantagens e as desvantagens da contratação de um seguro automotivo, para que você possa decidir se é a melhor opção no momento.


Vantagens:

  1. Proteção financeira: o seguro oferece proteção financeira contra perdas significativas decorrentes de acidentes, furtos, roubos e danos ao veículo. Em caso de sinistro, a cobertura dos custos de reparo ou reposição do carro alivia o impacto financeiro;
  2. Cobertura de responsabilidade civil: protege contra os custos relacionados a danos materiais ou corporais causados a terceiros, evitando problemas legais e despesas elevadas;
  3. Assistência 24 horas: serviços como guincho e socorro mecânico estão disponíveis 24 horas, oferecendo conveniência e segurança em situações de emergência;
  4. Tranquilidade: ter um seguro automotivo pode reduzir o estresse e a preocupação com imprevistos.


Desvantagens:

  1. Custo do prêmio do seguro: o custo pode ser significativo, para veículos novos ou de luxo, e varia conforme alguns fatores. Em caso de sinistro, o segurado precisa pagar uma franquia antes da seguradora cobrir os custos de reparo ou reposição, o que pode representar um desembolso adicional. Alguns modelos de carros têm um custo de seguro mais alto (carros blindados, por exemplo) e é necessário avaliar de maneira racional se vale a pena ter seguro completo ou somente contra terceiros;
  2. Apólices com limitações de coberturas: algumas apólices excluem tipos de danos ou situações, o que requer leitura atenta dos termos do contrato para evitar surpresas desagradáveis;
  3. Desvalorização do veículo: a indenização pode ser baseada na tabela Fipe, o que irá resultar em um valor menor do que o pago inicialmente pelo carro. 
  4. Burocracia: o processo de acionar o seguro pode ser demorado e burocrático, causando inconveniências e atrasos na resolução do problema.

 

João Victorino - administrador de empresas, professor de MBA do Ibmec e especialista em finanças pessoais, formado em Administração de Empresas, tem MBA pela FIA-USP e Especialização em Marketing pela São Paulo Business School. Após vivenciar os percalços e a frustração de falir e se endividar, a experiência lhe trouxe aprendizados fundamentais em lidar com o dinheiro. Hoje, com uma carreira bem-sucedida, João busca contribuir para que pessoas melhorem suas finanças e prosperem em seus projetos ou carreiras. Para isso, idealizou e lidera o canal A Hora do Dinheiro com conteúdo gratuito e uma linguagem simples, objetiva e inclusiva.


Temporada de descontos transforma o Panamá em destino que une compras internacionais e contato com a natureza

Turistas do mundo todo voltam suas atenções para o Panamá no mês de setembro, em busca de promoções e descontos que vão até 70% em diversos produtos


Destino paradisíaco para quem busca diversão, sustentabilidade e até um inigualável roteiro gastronômico, o Panamá também é reduto de grandes promoções no mês de setembro. Antecipando a Black Friday, o país, localizado no istmo que liga a América Central à do Sul, atrai visitantes do mundo inteiro que buscam unir passeios em cenários naturais deslumbrantes e compras com super descontos que incluem roupas, perfumaria, acessórios, produtos tecnológicos e os mais diversos segmentos que se possa imaginar no frenético comércio da cidade do Panamá.

Graças a esse movimento, denominado de Panamá Black Weekend, desde 2017 turistas voltam suas atenções para o Panamá como um destino de compras. Agência e operadores de viagens também combinam em seus pacotes roteiros que misturam a rica cultura e natureza do Panamá a passeios nos principais shoppings e centros de compras da capital e demais cidades panamenhas, em um roteiro completo que fomenta a ampliação das estadias e as oportunidades de vendas dos pacotes turísticos. 

O Panamá Black Weekend - campanha criada pelo PROMTUR Panamá, vertical do Ministério de Turismo do país - impulsiona o comércio varejista local, mas também setores como companhias aéreas, restaurantes, hotéis e agências de viagens. Com a campanha, o destino ganha mais um atrativo, com os operadores turísticos e todo o setor produtivo do país aderindo ao período de vendas. O evento gera impacto positivo na economia nacional, beneficiando diversas indústrias e fortalecendo o crescimento econômico do país ao atrair turistas que estendem ou complementam sua estadia colocando no roteiro os dias 13 e 15 de setembro (fim de semana da Black Weekend no Panamá).

De acordo com a Associação Panamenha de Shopping Centers (Apacecom), desde a sua criação, o Panamá Black Weekend cresceu significativamente, permitindo que mais de três mil empresas maximizassem suas vendas. No ano passado, o evento registrou vendas superiores a 80 milhões de dólares, com boa parte desses recursos sendo trazidos por visitantes internacionais ávidos por boas promoções, que chegam a até 70% de desconto nos preços originais de eletroeletrônicos, roupas, acessórios, perfumaria e diversos outros segmentos. 

A campanha conta com o apoio e promoção da Autoridade de Turismo do Panamá, PROMTUR Panamá, a Câmara de Turismo do Panamá, Copa Airlines, APATEL, ARAP, APOTUR, APAVIT e Câmara de Comércio e Indústrias de Panamá, que fortalecem a promoção do destino como um  atraente local para compras, ao mesmo tempo em que oferece riqueza cultural, gastronómica e natural.

Atraídos por esse mix variado, visitantes da Costa Rica, Colômbia, Guatemala, República Dominicana, Peru, Argentina, Equador e Brasil concentram grande parte da demanda para visitas ao Panamá no período promocional, viajando para conhecer grandes centros comerciais como o Albrook Mall, Megamall, Los Andes Mall, Westland Mall, Atrio Mall, Los Pueblos, Los Pueblos Juan Díaz, Town Center Costa del Este, Balboa Boutique, Altaplaza Mall, Chiriquí Mall, Santiago Mall, Soho City Center e Plaza Terrestre.


Por que escolher o Panamá?

Além das promoções, o Panamá reúne atrativos que vão desde arranha-céus modernos, cassinos e casas noturnas a construções coloniais e florestas tropicais. Há muito o que fazer e visitar na cidade do Panamá. Fora da capital, os pacotes turísticos também abrem espaço para visitas a comunidades ancestrais, florestas e montanhas, contando ainda com a visita, ao mesmo tempo, aos oceanos Pacífico e Atlântico — algo possível apenas no país. 


Roteiro gastronômico 

“Cidade gastronômica criativa”, reconhecida pela  Unesco desde 2017, a Cidade do Panamá é um espetáculo à parte quando se pensa em bons pratos a preços acessíveis. Reunindo sabores de toda a parte do mundo, o Panamá apresenta o que há de melhor na alta gastronomia, mas sem abrir mão de suas tradições locais. “Sancocho”, “Caramañolas”, “Guacho” e “Rondón” são algumas das delícias do país. 


Rota do café 

O Panamá possui o Circuito do Café, desenvolvido pela Autoridade de Turismo do Panamá (ATP) e o Centro de Competitividade da Região Oeste (CECOMRO), com fazendas deslumbrantes em cada região que abrem as portas para receberem visitantes. O país também tem uma cena cafeeira incomparável, desde as três regiões cafeeiras localizadas no ponto mais temperado e mais alto e o renomado Geisha - conhecido por ser o mais valioso e de maior qualidade do mundo.


Divulgação
 Promtur Panamá

 

Casco Antiguo/Viejo 


Distrito histórico do Panamá, a região é patrimônio arqueológico do país. O distrito é considerado Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO e é datado em 1673. Conta com praças vibrantes e ruas pitorescas pavimentadas com tijolos e cercadas por edifícios coloridos. A área é ideal para caminhar, descobrir a história e desfrutar de uma diversa e sofisticada culinária. 


Divulgação
 Promtur Panamá


Canal do Panamá


O Canal do Panamá é um canal artificial de navios com 77,1 quilômetros de extensão, localizado no Panamá e que liga o oceano Atlântico ao oceano Pacífico. Com barcos no circuito, a visita  pode durar cerca de uma hora, com narração sobre a história e importância de uma das maiores obras de engenharia construídas pelo homem. Visite também o Museu do Canal do Panamá para saber mais sobre o famoso canal.


Divulgação
 Promtur Panamá

Parque Nacional Coiba


O Parque Nacional Coiba é um dos 50 Patrimônios Mundiais Marinhos da Unesco e protege 38 ilhas menores e as áreas marinhas circundantes no Golfo de Chiriqui. A floresta tropical húmida do Pacífico de Coiba mantém diversidade de animais, aves e plantas endémicas devido à evolução contínua de novas espécies.

Divulgação
 Promtur Panamá

Parque Nacional de Darien 

A maior área protegida do Panamá, abrangendo 574 hectares ao longo do sudeste, o Parque Nacional Darien é uma Reserva da Biosfera e o foco de muitos esforços de conservação no país. Lar de uma variedade de habitats que promovem uma rica biodiversidade contendo vida selvagem notável, incluindo florestas tropicais, cadeias de montanhas, pântanos, costas e muito mais.


Reservas Talamanca Range-La Amistad / Parque Nacional La Amistad

Com a maior parte da terra coberta por florestas tropicais abrangendo a paisagem montanhosa acidentada, o Parque Nacional La Amistad tem uma rica variedade de espécies, incluindo mais de 10 mil plantas com flores, 215 espécies de mamíferos, 600 espécies de aves, 250 espécies de répteis e anfíbios e 115 espécies de peixes de água doce.


Ngäbe-Buglé X Soloy

É possível conhecer a majestosa paisagem natural de Soloy - a porta de entrada para uma das místicas regiões indígenas do Panamá, onde tradições, lendas e modos de vida foram preservados por milhares de anos. Além disso, também há a possibilidade de viver com a população local e aprender sobre a cultura Ngäbe por alguns dias, além de encantar-se com a cachoeira Kiki, saborear a cozinha tradicional Ngäbe e embarcar em uma excursão épica de rafting.

Divulgação / Promtur Panamá

Comunidade Achiote X Caribe de costa a costa

Colón, uma das províncias do Caribe panamenho, é caracterizada por cores vibrantes, praias de águas cristalinas, cultura ancestral e gastronomia requintada. Esta é a chance de acordar na Costa Arriba, localizada na Comunidade Achiote, caminhar pela trilha El Trogón, ver as Ilhas Colón e explorar três patrimônios mundiais declarados pela Unesco.


Golfo do Panamá

Com uma extensão de 250 quilômetros a 220 de profundidade, é a única rota marítima que liga o Oceano Pacífico ao Canal do Panamá, abrigando vários golfos e baías menores, como a Baía do Panamá, o Golfo do Parita e o Golfo de San Miguel. Localizado no centro do Golfo do Panamá, o arquipélago das Ilhas das Pérolas possui mais de 200 ilhas desabitadas e ilhotas para pesca premium durante todo o ano.


Posts mais acessados