Especialista revela como ajustes na luz ambiente podem ser decisivos na luta contra doenças oculares
Metade
da população mundial pode ser míope até 2050, segundo projeções da Organização
Mundial da Saúde (OMS). O dado acende um alerta para a necessidade de mudanças
nos hábitos visuais, especialmente em relação à iluminação dos ambientes, ao
tempo de exposição às telas digitais e às atividades ao ar livre.
O Dia da Saúde Ocular, celebrado em 10 de julho, é uma data dedicada à
conscientização sobre os cuidados com a visão e à prevenção de doenças que
podem comprometer a qualidade de vida. A iniciativa busca alertar para hábitos
simples, como manter boa iluminação nos ambientes, realizar consultas
oftalmológicas regulares e incentivar atividades ao ar livre, que ajudam a
reduzir o avanço da miopia e outras complicações visuais.
Estudos publicados na revista científica ‘Ophthalmology’ associam o
esforço prolongado de visão para perto ao avanço da miopia. Manter smartphones
e tablets a menos de 30 cm obriga o músculo ciliar a trabalhar continuamente para
focalizar. Em crianças e adolescentes, esse esforço pode sinalizar ao globo
ocular que ele “cresça” para melhorar o foco de perto, o chamado alongamento
ocular, mecanismo central da miopia.
Neste contexto, a especialista em iluminação saudável, Adriana Tedesco,
oferece uma perspectiva valiosa sobre como a iluminação adequada pode ser uma
aliada importante na prevenção de problemas visuais. Tedesco adverte contra o
uso de luminárias que causam ofuscamento ou excesso de contrastes nos
ambientes, com brilho muito intenso, e lâmpadas expostas sem difusor, que podem
exacerbar ou até mesmo desencadear condições oculares adversas.
"Os sintomas da fadiga visual relacionados ao ofuscamento da luz
elétrica são: dor de cabeça, sensação de vista cansada, ardência nos olhos,
vermelhidão, visão turva, inchaço na região, visão dupla e embaçada, coceira,
lacrimejo e ressecamento dos olhos," explica Tedesco. A iluminação
artificial inadequada, sem variação de intensidade ou temperatura de cor,
desregula o ciclo circadiano, afetando sono e bem-estar.
A verdade é que muitas vezes, a importância da saúde ocular é
subestimada, com poucas pessoas reconhecendo os riscos cotidianos que nossos
olhos enfrentam, especialmente em ambientes internos. A iluminação em nossas
casas e locais de trabalho, embora essencial para o nosso bem-estar e
produtividade, pode, se não for devidamente considerada, contribuir
significativamente para problemas de visão.
A falta de consciência sobre como a luz afeta diretamente a saúde dos nossos olhos
leva muitos a ignorar práticas de iluminação saudável, expondo-se a longo prazo
a condições oculares que poderiam ser evitadas.
Esta fadiga acontece como um mecanismo de defesa para evitar lesões na
retina, para compensar o ofuscamento causado pelas luminárias. "Se estes
sintomas acontecem no cotidiano e sobretudo no final do dia, o risco é
maior e preocupante, pois podem comprometer a saúde ocular, agravando ou
desencadeando doenças oculares", pondera.
Ela ressalta ainda a importância de um projeto de iluminação que leve em
consideração a saúde ocular, recomendando o uso de peças com recuo ou difusores
para mitigar os riscos.
"É muito importante que o projeto de iluminação contemple esta assessoria
especializada, capacitada para avaliar os equipamentos de iluminação, a fim de
evitar peças que possam comprometer a saúde ocular, especificando peças com
recuo, onde a lâmpada fica camuflada, ou então peças com difusores".
A especialista afirma que criar uma harmonia visual, equilibrando os índices de
iluminância dos ambientes, é fundamental para o conforto visual. "A
intensidade da luz também precisa ser adequada às tarefas dos ambientes",
alerta.
Além disso, Tedesco oferece conselhos práticos para melhorar a iluminação
nos espaços habitados: "Evitar lâmpadas com fluxo muito intenso, sem
qualquer tipo de proteção, expostas em pendentes sem um difusor acrílico ou
vidro, em spots focais faceados na própria peça ou abajures de leitura nas
mesmas condições. Evitar muito contraste no ambiente, ou seja, áreas muito
iluminadas e outras não, causando sombras marcantes, onde o aparelho visual
precisa ficar em constante adaptações (claro e escuro)."
A combinação de um diagnóstico precoce, tratamento adequado e uma
iluminação cuidadosamente planejada pode significar a diferença entre manter
uma boa saúde ocular e enfrentar desafios visuais no futuro. Este enfoque
holístico na prevenção da perda de visão, especialmente entre as mulheres, é um
passo importante para combater a crescente prevalência de deficiências visuais
em todo o mundo.
Adriana Tedesco - tem como missão projetar ambientes luminosos saudáveis, trazendo experiências da natureza para dentro de nossos espaços, permitindo que o corpo humano reconheça e se sincronize com os ciclos naturais. Seu trabalho visa proporcionar bem-estar e qualidade de vida, transformando a iluminação em uma ferramenta de cura e reconexão com a própria essência. Ela é titular do Studio Guido Projetos de Iluminação Integrativa, referência no setor, onde lidera o desenvolvimento de projetos que aliam luz e saúde. Seu escritório é um dos poucos especializados nessa abordagem inovadora, que considera os impactos da iluminação no ser humano. Ela se aprofundou nos impactos da luz artificial na saúde e no comportamento humano, especializando-se em Lighting Design com foco em neurociência e bem-estar. É pós-graduada em Naturopatia, capacitada em Neuroiluminação pelo Instituto Poli Design de Milão e possui MBA em Neuroarquitetura e Iluminação pelo Instituto Franklin Covey. Como especialista em design biofílico, Adriana une diferentes áreas do conhecimento para criar uma metodologia própria na projeção da iluminação nos ambientes construídos. Sua abordagem humanizada coloca as pessoas no centro dos projetos, minimizando os impactos negativos da luz artificial e promovendo um ambiente mais harmônico e equilibrado.
Studio Guido Projetos de Iluminação Integrativa
Rua Guaiaó, 66 - sala 809 - Praiamar Corporate - Santos - SP.
Telefone: (13) 3234-3445.

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