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quarta-feira, 25 de outubro de 2023

Mapa de Negócios de Impacto Socioambiental revela que modelo de empreendedorismo de impacto avança no Brasil

Conduzido pela Pipe.Social e pelo Quintessa, o Mapa de Negócios de Impacto Socioambiental chega à quarta edição, destacando análises de 1.011 negócios de impacto. O levantamento, realizado a cada dois anos desde 2017, é composto por perfil do empreendedor e dos negócios; panorama das finanças dos negócios mapeados (acesso a recursos financeiros); modelos de negócio; tecnologias emergentes; e cases de soluções de impacto socioambiental. Esse conjunto de dados analíticos traça uma radiografia completa do ecossistema, compondo a maior pesquisa nacional de negócios de impacto.


A edição 2023 conta com o patrocínio da Coalizão pelo Impacto, do Cubo Itaú ESG, Fundo Vale, Instituto Helda Gerdau e Instituto Sabin. A iniciativa do Mapa de Negócios de Impacto Socioambiental é resultado da união da Pipe.Social e do Quintessa – protagonistas no ecossistema de impacto nacional – que formam a Base de Impacto: responsável por aumentar a oferta de benefícios aos empreendedores, ampliando a conexão com os mercados.

 

Os negócios que resolvem problemas sociais e ambientais compõem um modelo em franca expansão no Brasil: o empreendedorismo de impacto. Com a proposta de contribuir para a transformação positiva da sociedade, essas empresas atuam com produtos e serviços que endereçam respostas – tecnológicas, inovadoras e com base em ciência – para desafios contemporâneos nas áreas de inclusão produtiva, saúde, habitação, educação e serviços financeiros, entre outros. Com um ecossistema mais maduro, os negócios de impacto sobreviveram à pandemia de covid-19 e seguem ampliando os faturamentos, influenciando a criação de mecanismos financeiros de captação de recursos e alimentando novos setores como das Economias Verde e Prateada, além de mercados emergentes como o de Carbono. Para analisar os movimentos e as tendências, a Pipe.Social e o Quintessa conduziram a quarta edição do Mapa de Negócios de Impacto Socioambiental, que reúne a leitura de 1.011 empresas nacionais e mais de 11 mil empreendedores. O estudo aconteceu com o suporte de 66 organizações espalhadas pelo país, que apoiam os empreendedores.


Entre as análises, percepções e os
insights coletados pelo mapeamento do mercado de impacto socioambiental, destacam-se a conclusão de que, nos últimos dois anos, houve uma movimentação do ecossistema para dar suporte ao surgimento e crescimento de mais negócios com atuação fora do Sudeste; houve, ainda, aumento expressivo de ações para apoiar negócios voltados a territórios específicos; a pauta climática ganhou corpo com a chegada de capital atrelado ao ESG; novas oportunidades governamentais ligadas ao verde e à agricultura sustentável surgiram; cresceu o número de soluções de financiamento a negócios de impacto em estágios iniciais; e há mais suporte à inclusão e diversidade como solução proposta por negócios. Além disso, o pipeline tem empreendedores mais diversos. 


Finanças dos negócios de impacto

Na análise do faturamento em 2022, tendo por base 514 negócios que declararam seus ganhos, o Mapa de Negócios de Impacto Socioambiental aponta que 29% das empresas faturaram até R$ 50 mil; 12%, de R$ 51 mil a R$ 100 mil; 21%, de R$ 101 mil a R$ 500 mil; 13%, de R$ 501 mil a R$ 1 milhão; 10%, de R$ 1,1 milhão a R$ 2 milhões; 5%, de R$ 2,1 milhões a R$ 4 milhões; 3%, de  R$ 4,1 milhões a R$ 6 milhões; 2%, de R$ 6,1 a R$ 8 milhões; 2%, de R$ 8,1 a R$ 10 milhões; e 3%, acima de R$ 10 milhões.

Na prática, em 2023, nota-se um crescimento no volume de negócios que são sustentáveis financeiramente (em 2021, eram 20%), entretanto, quando o dado é analisado por gênero, os times formados somente por homens e os mistos tendem a crescer nas faixas de faturamento acima de R$ 4 milhões. “Entre os negócios com faturamento acima de R$10 milhões, não há times formados somente por mulheres. Essa concentração se deve também a um menor número de times formados apenas por mulheres em soluções verdes, que representam a maioria da amostra. A análise aponta, ainda, que tecnologias verdes e finanças compõem os negócios com maior faturamento. A diferença é que as green techs são maioria da amostra geral e as fintechs são minoria”, afirma Mariana Fonseca, fundadora da Pipe.Social e uma das coordenadoras do mapeamento.

De acordo com Anna de Souza Aranha, sócia e coCEO do Quintessa e uma das coordenadoras do Mapa 2023, a nova edição revela um amadurecimento do setor, com maior presença de negócios com estágio de maturidade avançado. "Na edição anterior, apenas 3% dos negócios declararam faturar mais de R$ 2,1 milhões por ano. Nesta edição, esse número subiu para 15%. Ainda assim, persiste o grande desafio de superação do 'vale da morte', com ganho de sustentabilidade financeira e definição de modelo de negócio. Os dados mostram, ainda, que apenas 30% se autodeclaram com sustentabilidade financeira; 15% disseram ainda não estar faturando em 2022; dos 66% que declararam faturamento, 75% faturam até R$ 1 milhão/ano. Apenas 37% se autodeclararam nos estágios de Tração e Escala", aponta Anna, acrescentando que há uma clara demanda de qualificação dos apoios oferecidos pelos atores do ecossistema em torno desse tema.


CONCEITO-CHAVE

Os negócios de impacto são empreendimentos que têm a intenção clara de endereçar um problema socioambiental por meio de sua atividade principal, ou seja, produto/serviço e/ou sua forma de operação. Esses negócios atuam de acordo com a lógica de mercado, com um modelo de negócio que busca retornos financeiros, e se comprometem a medir o impacto que geram. Fonte: O que são Negócios de Impacto | Aliança pelos Investimentos e Negócios de Impacto.

 

PRINCIPAIS CONCLUSÕES DO MAPA 2023

# RETRATO DOS EMPREENDEDORES

:: POR NEGÓCIOS (base 1.011)

 A distribuição dos fundadores e das lideranças pelos negócios aponta para um misto de homens e mulheres (42%); e um equilíbrio entre fundadores e fundadoras: 22% e 21%, respectivamente. Em raça e etnia, na composição da liderança há 33% de times brancos; 25% de equipes com mais de uma raça/etnia; 11% somente pretos e pardos; e 1% amarelo e indígena. Segundo Mariana Fonseca, fundadora da Pipe.Social e uma das coordenadoras do estudo, os times mistos deram um salto de 19% (edição 2021) para 42% em 2023. “Além disso, as equipes formadas apenas por mulheres e apenas por homens estão praticamente equiparadas. Apareceram, também, pela primeira vez na série histórica do Mapa, negócios com lideranças em outros gêneros, ou seja, há mais diversidade no pipeline. A leitura de diversidade de raça e etnia, apesar de representar uma base menor da amostra, aponta para um ambiente mais inclusivo e diverso. É a primeira vez, inclusive, que o levantamento faz essa leitura dentro da composição de lideranças/fundadores que representaram 11.174 pessoas. Por outro lado, os negócios com fundadoras, pessoas pretas e pardas tendem a se concentrar nos estágios iniciais da jornada de empreendedorismo e são minoria ainda entre os negócios com maior volume de faturamento”, afirma.

Nos dados de orientação sexual, 15% dos negócios têm na equipe fundadores/lideranças que integram o grupo LGBTQIAP+. A leitura sobre pessoas com deficiência aponta que 5% dos negócios declararam ter fundadores e lideranças com esse perfil. Um dos destaques da edição 2023 é que, pela primeira vez, o Mapa tem uma base declarada suficiente para apontar o número de pessoas entre lideranças/fundadores que estão nos grupos LGBTQIAP+ e PcD.

A análise da formação aponta que 72% dos negócios contam com pelo menos um empreendedor formado em Administração, Economia, Contábeis e/ou STEM (Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática) – graduações que aumentam a facilidade desses empreendedores de acessar e serem acessados por investidores, porque esses conseguem dialogar melhor com o mundo dos negócios.

 

 # RETRATO DOS EMPREENDEDORES

:: POR PESSOAS  (base 11.174 pessoas)

Esta análise – que leva em consideração o número total de empreendedores – revela que 51% dos fundadores/lideranças são homens; 48%, mulheres; e 1%, outros gêneros. Sobre a raça e etnia, há 49% de brancos; 19% de indígenas; 17% de pardos; 13% de pretos; e 2% de amarelos. Mariana aponta que o número de indígenas se refere a negócios ligados a associações/cooperativas, especialmente no Norte do país, que concentram algo em torno de 200/300 associados considerados como sócios. “É importante notar que os empreendedores brancos eram 66% em 2021, enquanto pardos e pretos somavam 25% e indígenas 1%. Apesar de alguns negócios pesarem sozinhos nesses dados, há mais diversidade de raça e etnia quando olhamos para o volume de fundadores e de lideranças no total”, aponta.

Na faixa etária, considerando uma base de 910 entrevistados, temos: 2% (18 a 24 anos); 8% (25 a 29 anos); 15% (30 a 34 anos); 18% (35 a 39 anos); 16% (40 a 44 anos): 11% (45 a 49 anos); 10% (50 a 54 anos); 5% (55 a 59 anos); 4%(60 a 64 anos); e 2% (65 anos ou mais). Na escolaridade, a maioria (61%) possui pós-graduação, mestrado, doutorado ou pós-doutorado; sendo seguidas por 29% com ensino superior completo.

“A leitura que fazemos é que há mais maturidade entre os empreendedores. Diminuiu o número de empreendedores entre 18 e 29 anos: em 2021, eram 22% da base. Cresceu o volume de empreendedores maduros, acima de 50 anos: 21% da base está nessa faixa. Comparando com os dados de 2021, acima dos 45 anos, o número subiu de 26% para 32% das lideranças nessa faixa etária. O maior volume, 60%, está entre 30 e 49 anos”, afirma Mariana, acrescentando que há um volume grande de lideranças com um nível educacional elevado, inclusive, entre os com mais de 60 anos.

“Esse dado acompanha tendências de longevidade da população, mostrando que há uma parcela que empreende no momento que antes era marcado como o início da aposentadoria, como mostram estudos da Pipe.Social e Hype60+, como o Tsunami 60+. Um outro ponto importante na análise do perfil é que muitos empreendedores técnicos – vindos de áreas como Educação, Saúde e Ambiental – acabam criando negócios a partir de soluções encontradas em suas formações e expertises em campo”, revela.


# RETRATO DOS NEGÓCIOS DE IMPACTO

A análise da distribuição demográfica das sedes – que leva em conta uma base de 1.011 negócios – mostra que 58% estão na região Sudeste; 14%, Sul; 12%, Nordeste; 5%, Norte; e 4%, Centro-Oeste. Entre os Estados, destaque para São Paulo (39%) e Rio de Janeiro (10%). O levantamento mostra que 59% estão nas capitais e 35% no interior; a operação de 59% deles é no Sudeste; 37%, no Nordeste; 37%, no Sul; 30%, no Centro-Oeste; e 28%, no Norte. Por mais que os negócios tenham as sedes concentradas no Sudeste – região com maior acesso a benefícios como networking, eventos, mentorias, acelerações/incubações e até investimentos –, o impacto gerado por essas soluções tem escala nacional e grande potencial para atuar em vários desafios brasileiros, onde quer que estes estejam, como também apontam os dados de operação no país.

 O olhar para a estruturação dos 1.011 negócios analisados revela que 31% têm de 2 a 5 anos; e 29% têm de 5 a 10 anos; 15% desses negócios têm mais de 10 anos, mostrando a maturidade do ecossistema. Um outro dado relevante é que 84% dos negócios estão formalizados: 41% são Sociedade LTDA. “Na prática, 75% dos negócios já existem há mais de dois anos, sendo que 44% há mais de cinco anos. É interessante notar uma tendência: alguns negócios com maior tempo de atuação do mercado geraram spin-offs – lançamento de uma solução que se transforma em um negócio separado, a partir de uma empresa já existente. Em tecnologias verdes, por exemplo, algumas soluções para a agricultura ou para a gestão de resíduos desenvolveram braços de atuação para acolher o aquecimento do mercado de carbono”, analisa Mariana, acrescentando que 84% dos negócios têm fins lucrativos.


# MODELO DE NEGÓCIO & COMERCIALIZAÇÃO

Quarenta por cento dos negócios têm por modelo a venda direta, seguidos por prestação de serviços (36%); venda direta única (32%); e assinatura (29%). Os demais são: 18% doações, patrocínios, premiações ou editais; 17% Software como Serviço (SAAS - Software as a service); 17% Comissão/Success fee; 13% publicidade; 9% licenciamento de marca e produtos/franquia; 9% plataforma como serviço (PAAS Platform as a service); 4% micropagamentos; 3% royalties; e 2% inteligência artificial como serviço (AIAAS - Artificial Intelligence as a Service). 

No modelo de comercialização, 59% são empresas que vendem para empresas (B2B - business to business); 36% são empresas que fazem parceria com outras empresas para chegarem ao consumidor (B2B2C - business to business to consumer); 33% as cujo consumidor final é o público-alvo das vendas de produtos ou serviços (B2C - business to consumer); 26% com venda para organismos públicos, licitações e pregões eletrônicos etc. (B2G - business to government); 18% com venda de produto/serviço para institutos ou fundações; e 10% com negociação direta entre os próprios consumidores (C2C - consumer to consumer).

Entre os modelos de monetização, a variação maior ficou para a queda de negócios apostando em publicidade e o crescimento de soluções de base tecnológica como o SAAS, o que demonstra novamente mais maturidade de pipeline. Os modelos B2B saltam à frente no mapeamento 2023 como os mais recorrentes entre os empreendedores. Em estudos anteriores havia mais paridade com os modelos B2C (em 2021, eram 48% e 45%, respectivamente). De certa forma, um pipeline mais maduro trouxe também esse destaque, assim como o crescimento do B2B2C. Os dois formatos também tendem a apontar um desejo dos investidores – que visam a modelos B2B –, assim como mais abertura das empresas para consumir e/ou investir em negócios de impacto.


 :: FINANCIAMENTO

Entre os mecanismos de financiamento, 30% dos negócios apontam que foram oriundos de participação (equity); 28%, de empréstimo; e 13%, de dívida conversível. Sobre as fontes de financiamento, na base de 615 negócios, a maioria (65%) investiu recursos próprios; 27% de FFF (amigos/familiares/fãs); 23% de sócio-investidor; 17% de incubadoras/aceleradoras; 17% de institutos/fundações; 17% de instituições públicas/governo ou bancos multilaterais; 13% de bancos comerciais privados; 12% de empresas privadas/corporate venture; 12% de investidor-anjo profissional; 8% de bancos de fomento; 6% de outros fundos e mecanismos de crédito de impacto; 5% de fundos de venture capital; 4% de Crowdfunding; 3% de Crowdequity/Crowdlending; e 1% de fundos de private equity.     

Com mais negócios ganhando maturidade no pipeline, houve o crescimento de investimentos no modelo de equity: que pode apontar a chegada de mais investidores profissionais aos negócios de impacto. E, também, a variedade de bolsos e composição de mecanismos que podem apontar para um fortalecimento dos negócios. Os dados de fonte de financiamento, em contrapartida, demonstram certo desconhecimento por parte dos empreendedores sobre os termos e modelos de financiamento. Por outro lado, eles corroboram o dado sobre o aumento de equity com, especialmente, o crescimento de sócios-investidores (o dado cresceu de 12%, em 2021, para 23%).

“Nos chama atenção o número de negócios, 30%, que nunca recebeu nenhum tipo de financiamento. Por outro lado, dos 70% dos negócios que receberam, a maioria (52%) foi por via de doação. Nós, do Instituto Helda Gerdau, enxergamos no capital filantrópico um imenso potencial de ajudar os negócios em estágio inicial a amadurecerem, crescerem, ganharem escala e conseguirem outras fontes de captação. Acreditamos na importância do capital catalítico para a construção de mais e melhores negócios de impacto!", analisa Carolina Hermeling, executiva do Instituto Helda Gerdau, um dos patrocinadores do estudo.


:: CAPTAÇÃO

Entre os negócios mapeados, 48% estão captando; 35% ainda não, mas têm intenção; e 5% não estão e não têm intenção. Entre os que estão captando, 47% buscam até R$ 500 mil – valor considerado baixo para o mercado de investimento em startups, por exemplo. “Ressaltamos que há 35% com a intenção de captar, sem ainda estar captando. Ou seja, os empreendedores começam a entender a ideia de se preparar melhor para a captação e, também, começam a aparecer captações maiores, desejos de valores acima de R$ 10 milhões, mais típicos de negócios maduros. Por outro lado, há grande concentração de captação que ainda se dá entre R$ 50 mil e R$ 1 milhão”, analisa Mariana Fonseca, acrescentando que a análise sobre financiamento ressalta duas tendências: a manutenção das fontes de financiamento não reembolsáveis (doações, subvenções, prêmios) como pilar fundamental – principalmente para negócios menos maduros – e o aumento, em relação ao mapeamento anterior, de financiamento via participação acionária. “É provável que isso seja resultado de termos no pipeline empresas mais maduras, com faturamento crescente, capazes de atrair investidores de fundos de investimento que trabalham tíquetes maiores”, aponta.


# TECNOLOGIA E INOVAÇÃO

A base de 1.011 negócios mostra que as tecnologias emergentes mais empregadas pelas soluções são: 23% Big Data; 22% Inteligência Artificial; 17% Geolocalização; 15% Machine Learning; 14% Chatbot; 13% Biotech; 12% Internet das Coisas; 11% energias renováveis; 9% Sensores; 8% Blockchain; 8% Data mining; 6% Deep Learning; 5% redes neurais; 4% drones; 4% moedas virtuais; 4% computação cognitiva; 3% Impressão 3D; 3% Realidade Aumentada; 3% Realidade Virtual;   3% Robótica; 3% Visão computacional; 2% Realidade Mista; 2% Wearables; 1% Engenharia Genética; e 1% Nanotecnologia.

Os setores de inovação têm 52% de tecnologias verdes (green techs); 40% de cidadania (civic tech); 31% de educação (edtech); 22% cidades (smart cities); 17% de saúde (health tech); e 13% finanças (fintech).

Sobre patentes, 10% reportam que estão iniciando um processo de estudo/pesquisa para pedir patente; 7% iniciaram um processo de pedido de patente; e 10% já têm. Realidade aumentada e robótica são mais recorrentes (três de 10) entre as soluções de educação, assim como os wearables aparecem em três de 10 negócios em saúde. Já as soluções verdes lançam mão do uso de biotech, energias renováveis e nanotecnologias (cinco de 10). Os negócios que tendem a ter mais patentes são os de tecnologias verdes, quatro de 10. Eles também são os que, em geral, já iniciaram ou estão em processo de pedido de patente. Educação e Cidadania são as temáticas cuja demanda por patentes menos se aplica a soluções.


 # DEMANDAS DOS EMPREENDEDORES

Questionados sobre as ajudas necessárias para o negócio, as cinco principais são: 41% apontam dinheiro; 20% parcerias e networking; 20% vendas; 18% comunicação; e 17% apoio com time/equipe. Em relação aos Mapas anteriores, há um crescimento nas demandas por ajuda com vendas e estruturação de time/equipe. Sobem, também, os pedidos por ajuda com tecnologia (7% em 2023). “Quanto mais qualificados, mais específicos são os pedidos dos empreendedores. Com exceção do dinheiro, que parece genérico, os demais crescimentos mostram um desejo por propostas de valor claras de ajuda e uma oportunidade para organizações intermediárias. Aceleração, por exemplo, está com 3%, mas boa parte das demandas de ajuda tratam de pautas abordadas e contidas nas propostas de valor de acelerações”, aponta Anna de Souza Aranha.


METODOLOGIA | O Mapa de Negócios de Impacto Socioambiental é composto a partir de uma chamada nacional focada em empreendedores que lideram negócios de impacto socioambiental. Entre maio e agosto de 2023, mais de 66 organizações do ecossistema e cinco patrocinadores se mobilizaram para falar diretamente com 2.187 empreendedores. Foram realizados sete eventos de apoio e conexão, que resultaram em 1.036 cadastros com dados autodeclarados e respostas a 65 questões. Os dados coletados foram analisados, tendo por base conceitual o estudo O que são negócios de impacto (Aliança pelos Investimentos e Negócios de Impacto, com análise da Pipe.Social, 2019). A infografia e os dados destacados no mapeamento têm base final de 1.011 negócios de impacto operacionais.

As estatísticas foram produzidas a partir do cruzamento de dados coletados em 2023 e da leitura comparativa com as bases de Mapas anteriores (2019 e 2021), tendo uma margem de erro de três pontos percentuais e um nível de confiança de 95% para leituras na amostra geral. No campo qualitativo – por meio de conteúdos digitais disponibilizados por parceiros e organizações nacionais e internacionais de negócios de impacto –, a equipe da Pipe.Social analisou as falas recorrentes e tendências apontadas pelos empreendedores, repercutindo-as via escuta de 14 especialistas (entrevistas em profundidade). Como resultado, a edição 2023 do Mapa de Negócios de Impacto Socioambiental traz uma retrospectiva e movimentações dos últimos dois anos do campo; perfil dos empreendedores e dos negócios de impacto socioambiental brasileiros; tendências e recomendações que emergem do ecossistema.

 

PIPE.SOCIAL - A pesquisa e a inteligência na leitura de dados e cenários são a vocação da Pipe.Social –  startup especializada em pesquisa e análises de negócios de impacto social e ambiental do Brasil e da América Latina. Fundada em 2016 por Mariana Fonseca, um dos principais produtos de conhecimento é o Mapa de Negócios de Impacto Socioambiental, que compõe a vitrine de negócios Pipe.Social. www.pipelabo.com.

QUINTESSA - Ecossistema de soluções empreendedoras e inovadoras para os desafios sociais e ambientais centrais do país, www.quintessa.org.br.

 

ERP: quais os desafios de implementação?

Implementar um software na empresa é, por si só, uma tarefa complexa. Além disso, esse trabalho pode se intensificar ainda mais quando se pensa na integração de um ERP (Enterprise Resource Planning), uma vez que ele requer um planejamento cuidadoso e a execução de estratégias para superar eventuais desafios.

Para que a jornada de implementação de um ERP alcance o resultado esperado, é fundamental seguir alguns passos durante o caminho. E, por se tratar de um projeto de alta complexidade e que envolve diversas áreas da empresa, essas etapas são primordiais para garantir a integração da ferramenta com os objetivos da empresa – apesar dessa ainda não ser uma realidade em muitas organizações. Como prova disso, segundo pesquisas da Gartner, 70% das estratégias do ERP não estão alinhadas com a do negócio.

Certamente, durante a execução da integração do ERP, podem aparecer alguns obstáculos que, quando não superados, podem acarretar o desempenho da ferramenta. Dentre eles, os desafios mais comuns que se destacam são:


#1 Requisitos mal definidos: essa falta de clareza e compreendimento pode levar a resultados insatisfatórios do software. Sendo assim, antes de tudo, é necessário documentar e entender quais são esses pontos, para direcionar com exatidão aquilo que espera obter com a ferramenta.

#2 Criação de expectativas não realistas: é preciso ter cautela. Antes de criar altas metas, é fundamental conhecer a fundo a real capacidade do software para evitar frustrações, principalmente se o sistema não tiver estrutura para atender a todas as expectativas.


#3 Falta do envolvimento dos usuários: de nada adianta implementar um ERP, sem que aqueles que utilizarão a ferramenta no dia a dia não participarem ativamente deste processo – o que pode levar a problemas. Ou seja, é necessário que os colaboradores sejam englobados neste processo, a fim de garantir que o software irá atender as necessidades do negócio.


#4 Resistência à mudança: receios quanto a adotar um novo sistema são algo comum, infelizmente. Toda transformação pode causar desconforto, desta forma, é crucial comunicar as vantagens e benefícios que a ferramenta irá agregar e fornecer treinamentos para preparar os times.


#5 Integração com sistemas legados: complementado o tópico anterior, muitas organizações iniciam a implementação do ERP ainda utilizando o software anterior. Isso pode causar um esforço a mais para garantir que os dados sejam transferidos de forma correta, além de abrir margem para eventuais problemas técnicos.


#6 Gerenciamento de mudanças: a chegada de um novo software envolve mudanças nos processos e rotinas. Mas, através de um gerenciamento correto dessas etapas, é possível minimizar os impactos e garantir uma transição eficaz.


#7 Limites orçamentários e de prazos: restrições em relação a verba e tempo de conclusão do projeto podem afetar a implementação do software. Desta forma, é essencial estabelecer um orçamento condizente com a realidade, bem como levar em conta todo o escopo do projeto.

#8 Eficácia do software: atualmente, existem diversas opções no mercado. No entanto, problemas como falhas no desempenho precisam ser registradas durante a implementação. E, para isso, é importante realizar rigorosos testes para identificar e corrigir tais pontos.


Todos os desafios apontados podem surgir durante o processo de implementação do ERP. No entanto, algumas práticas ajudam efetivamente a mitigar esses riscos, como realizar uma análise detalhada para prevenir eventuais obstáculos; desenvolver um planejamento detalhado do processo, englobando as etapas de cronograma, recursos, e definição das responsabilidades e, sobretudo, envolver todas as partes interessadas por meio de treinamentos a fim de sua máxima participação na execução do projeto.

Enfrentar os desafios e superar as dificuldades durante a implementação do ERP é algo contínuo. Desta forma, contar com o apoio de uma consultoria especializada nessa abordagem pode ser uma excelente alternativa para atravessar esses processos com maior eficácia.

Independente do porte e segmento, sem dúvidas, investir no uso de um software como um ERP é uma excelente alternativa para garantir uma melhor gestão e organização da empresa. No entanto, sua implementação é algo desafiador, uma vez que envolve diversos elementos e etapas que precisam ser seguidas, a fim de garantir sua máxima eficiência. Por sua vez, com um planejamento adequado, é possível atravessar todos os obstáculos e garantir o resultado esperado: mais do que agilidade, qualidade e eficiência.



Tailan Oliveira - Vice-presidente de Growth da ALFA Sistemas.


ALFA Sistemas
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Para leigos: 10 termos que você precisa conhecer na hora de comprar seu roteado

 

Descubra os principais termos técnicos na hora de escolher o melhor Wi-Fi para sua casa e garanta uma conexão eficiente, segura e de qualidade.

 

Para quem tem dificuldade em acompanhar a rapidez da evolução da tecnologia, é comum não entender novos jargões e termos técnicos que parecem bem complicados. Ao pensar em melhorar o Wi-Fi da sua casa, por exemplo, você pode se deparar com algumas expressões e nomenclaturas que parecem um tanto estranhas. Mas, não se preocupe! Os especialistas da Mercusys prepararam um guia simplificado para ajudar a entender o básico e ainda facilitar a escolha do melhor roteador para você.
 

1 - MU-MIMO: Vamos começar por uma tecnologia com nome bem fofo. Traduzindo para o nosso dia a dia, é como se os roteadores, que possuem essa função, conseguissem conversar com vários dispositivos ao mesmo tempo, tornando a conexão mais rápida e estável. Os dispositivos MU-MIMO usam várias antenas para entregar essa conexão simultânea, enquanto os roteadores tradicionais criam uma fila para distribuir a conexão entre os dispositivos.
 

2 - 2.4GHz e 5GHz: Agora vamos para algo que só parece complexo, principalmente porque une números e letras. Mas é mais simples do que você pensa, estas são as frequências de rádio presentes nos roteadores modernos. A conexão 2.4 tem um maior alcance e é mais eficaz em penetrar paredes, porém uma velocidade reduzida comparada a 5G, que é mais rápida, mas é indicada para ambientes sem muitos obstáculos, como paredes, espelhos e etc.
 

3 - Wi-Fi 6: Essa é uma boa para você ficar atualizado nas rodas de conversa. Se você busca mais desempenho e segurança, esse é o padrão de Wi-Fi do momento e o que você que vai querer ter em casa. Imagine uma avenida mais larga e segura para os dados viajarem, Wi-Fi 6 oferece velocidades de conexão até 40% mais rápidas em comparação com a geração anterior o Wi-Fi 5. Permitindo que mais dispositivos operem na mesma rede sem reduzir a velocidade da conexão.
 

4 - OFDMA: Quanta letra agora, né! Bora simplificar. Essa é uma tecnologia que faz seu roteador conectar mais dispositivos ao mesmo tempo sem perder qualidade. Ou seja, com OFDMA, vários dispositivos podem transmitir e receber dados simultaneamente, reduzindo o tempo de espera e melhorando a eficiência geral da rede. Para você que ficou curioso, OFDMA significa "Orthogonal Frequency Division Multiple Access" (Acesso Múltiplo por Divisão Ortogonal de Frequência, em português). E é simplesmente uma técnica de modulação e acesso múltiplo usada em comunicações sem fio.
 

5 - Beamforming: Imagine uma lanterna apontando diretamente para onde você precisa. Esse é o papel do Beamforming, levando o sinal do Wi-Fi diretamente para o aparelho conectado. Ao direcionar o sinal, há menos probabilidade de interferência com outros dispositivos eletrônicos e redes próximas. Isso é feito ajustando a fase dos sinais em várias antenas para concentrar o sinal na direção desejada, resultando em uma conexão mais forte, menos interferência e maior eficiência na comunicação sem fio, incluindo radares e celulares.


6 - Porta Gigabit vs. Porta Fast Ethernet: Simplificando, a primeira é para quem busca velocidades maiores na internet (acima de 100Megas e até 1.000 Mbps), ideal para redes de alta velocidade e para suportar múltiplas conexões. E a segunda, mais antiga, para velocidades menores, compatível com aparelhos mais antigos.

 

7 - Criptografias (WPA3 vs WPA2): Bom, esses são os soldados que protegem o seu Wi-Fi. A WPA3 é a mais moderna e segura, evitando invasões indesejadas. Como você parece estar já bem familiarizado vamos aprofundar um pouco mais. Essa segurança introduz criptografia mais forte, proteção contra senhas fracas e dificulta consideravelmente os ataques de força bruta reduzindo as chances de um hacker invadir a rede.
 

8 e 9 - Halo Mesh e EasyMesh: Essa é para você que busca uma solução para aquela área da casa que o Wi-Fi não chega. Os roteadores Mesh permitem expandir o Wi-Fi para todos os ambientes da casa usando dois ou mais roteadores espalhados por diferentes cômodos. A diferença é que o EasyMesh segue um padrão internacional e é compatível com diversas marcas. Ou seja, você só precisa adquirir um novo dispositivo e aproveitar melhor o pacote de internet contratado.
 

10 - Controle de Pais: É uma ferramenta oferecida todos roteadores da Mercusys, que permitem aos pais ou administradores da rede monitorar e restringir o acesso à internet de dispositivos específicos. Muito além de garantir a segurança dos pequenos, permite controlar e monitorar o que é acessado na sua rede Wi-Fi, definindo horários e limites e até mesmo como segurança, pois permite acompanhar os pequenos que estiverem conectados fora de casa servindo como ferramenta de rastreio e localização.
 

E, uma dica extra: Muitos dispositivos da Mercusys, uma das principais fabricantes mundiais de dispositivos de rede, contam com os aplicativos que garantem que a instalação do novo roteador seja feita em minutos, ou seja, caso você só queira simplicidade, essa e outras muitas funções facilitam as configurações e te auxiliam no dia a dia. Consulte os modelos compatíveis em no Site.

Saiba mais através do QR Code:






 

 

 





Mercusys

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7 passos essenciais para a construção de uma marca vendedora

Construir uma marca de sucesso é um processo complexo que requer atenção cuidadosa a diversos fatores. Além da qualidade dos produtos, atendimento adequado e preços competitivos, a imagem da marca desempenha um papel fundamental na conquista de clientes e no alcance de resultados positivos.

A marca deve representar o "DNA" da empresa, estabelecendo uma conexão com os clientes e construindo confiança e fidelidade. Ela vai além de uma simples imagem, sendo necessário demonstrar a capacidade do negócio em atender às necessidades do consumidor, proporcionando satisfação e uma experiência superior.

Para criar ou modificar uma marca, é essencial iniciar com um planejamento prévio, realizando pesquisas junto ao público-alvo, parceiros e funcionários. Esse processo ajuda os empresários a compreenderem a imagem que seu negócio transmite e verificar se está alinhada às expectativas.

Ângelo Vieira, especialista em marcas e diretor de comunicação e operações da Farmarcas, administradora de redes farmacêuticas, destaca a importância de um cuidado minucioso nesse processo. Ele afirma: "Quando vamos criar ou realizar alguma alteração em uma de nossas marcas, nos preparamos para uma verdadeira operação de guerra, pois temos que estar atentos para que nenhuma falha ocorra nesse processo."

Vieira ressalta que a criação da marca é apenas o primeiro passo. É necessário contar com profissionais que acompanhem constantemente o uso da marca nas redes e tomem ações corretivas imediatas diante de qualquer inconsistência. Ele enfatiza a importância da prevenção e destaca como uma marca bem trabalhada pode resultar em lucros para os associados.

A seguir, apresentamos sete passos essenciais na construção de uma marca:
Parta da estratégia da empresa: O desenvolvimento da marca deve estar alinhado com a missão, visão e valores da empresa, assim como sua estratégia e posicionamento.

Comprometimento dos gestores: É fundamental que os gestores estejam comprometidos com a mudança, pois sem sua confiança, os demais participantes da empresa não se engajarão adequadamente.

Projeções futuras do negócio: Considere as projeções futuras do negócio, levando em conta as atividades e o público-alvo, para evitar dificuldades futuras relacionadas à marca.

Comunicação adequada: O desenvolvimento da arte da marca deve transmitir a mensagem desejada, sendo atraente e original.

Harmonia entre identidade verbal e visual: A marca deve apresentar harmonia entre a identidade verbal (o que é dito) e a identidade visual (o que é mostrado), sendo bem especificada em todos os materiais de comunicação.

Planeje o lançamento da marca: O início do uso da marca deve ser planejado minuciosamente. Não basta realizar todo o trabalho e simplesmente mudar. É necessário pensar em como e onde iniciar a divulgação da marca, considerando o público-alvo e o alcance desejado.

Desenvolva um manual de uso da marca: Um manual detalhado deve ser criado para orientar todos os cuidados e limites na utilização da marca. Esse manual deve abranger tanto os aspectos impressos quanto os digitais, bem como a arquitetura e a decoração, garantindo uma comunicação consistente em todos os aspectos do negócio.

Além disso, é essencial manter a marca e realizar revisões periódicas, especificando como será feita a sua manutenção. A gestão da marca deve englobar todo o universo da empresa, desde o produto até o ambiente, com o objetivo de valorizar a imagem do negócio e garantir consistência e continuidade no uso da marca ao longo do tempo.

No processo de criação da marca, há desafios que devem ser enfrentados. Segundo Rosa Sborgia, sócia da Bicudo & Sborgia Marcas e Patentes, a marca deve ser tratada como um dos ativos mais importantes da empresa. Ela explica que a imagem contida na marca alcança o lado emocional do consumidor, despertando o desejo pelo produto ou serviço e facilitando a memorização. O logotipo desempenha um papel fundamental na identificação da personalidade da marca e na conexão com o público consumidor.

Um desafio para profissionais de publicidade e criadores de marcas é criar sinais visuais que sejam facilmente interpretados e facilitem a fixação na memória do público consumidor, evitando logotipos complexos e de difícil compreensão.

Além de uma apresentação correta da marca, com um logotipo moderno e dinâmico que atenda ao público consumidor, a empresa deve garantir a proteção legal efetiva da marca, incluindo o logotipo, para protegê-la contra possíveis violações e piratarias. Portanto, a construção de uma marca de sucesso requer cuidado, planejamento estratégico e atenção aos detalhes. Ao seguir esses passos e superar os desafios, as empresas podem estabelecer uma marca forte e consistente, que se conecta com o público-alvo, constrói confiança e fidelidade, e impulsiona o crescimento e o sucesso do negócio.



Enxurrada de ações devem chegar à Justiça do Trabalho questionando contribuição sindical

Foto ilustrativa: Pressfoto/Freepik
JusDocs já contabiliza aumento de procura por contestações para sindicalistas e trabalhadores 


 

O JusDocs, site com mais de 25 mil modelos de peças jurídicas criadas por especialistas, informa que registrou um aumento de 30% nos acessos às petições de contribuição sindical, desde que o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu que a taxa assistencial pode ser cobrada dos trabalhadores. 

“A decisão da Corte foi tomada no dia 11 de setembro. A partir desta data, tanto sindicatos quanto empregados têm acionado profissionais do direito perguntando como garantir a execução e também recusá-la”, conta Carlos Stoever, sócio do site de compartilhamento de peças jurídicas entre advogados em todo o Brasil. 

De acordo com o representante do JusDocs, isso acontece porque o STF regularizou três pontos:

 

- A contribuição assistencial, destinada prioritariamente ao custeio de negociações coletivas, pode ser instituída por acordo ou convenção coletiva;

 

- Quando aprovada, vale para todos os empregados da categoria, até mesmo os que não sejam sindicalizados;

 

- O sindicato deve assegurar o direito de oposição do trabalhador, isto é, o direito de não contribuir.

 

Mas, não regulamentou sobre o valor limite a ser descontado do salário do empregado, o prazo e a forma para recusa, se haverá responsabilidade do empregador pela recolha da contribuição, se poderá haver cobrança retroativa, entre outros. Por causa dessas incertezas, é esperado um alto número de ações na Justiça do Trabalho. 

“As discussões jurídicas podem ocorrer entre sindicatos e empresas, Ministério Público do Trabalho e sindicatos, trabalhador e empregador”, cita Carlos Stoever, sócio do site de petições personalizáveis JusDocs.

 

O que é sindicato? 

O sindicato é uma instituição formada por pessoas que se unem para alcançar objetivos comuns. 

Existe o sindicato do trabalhador ou laboral, que cuida dos direitos dos empregados filiados de uma determinada categoria profissional. Ou seja, cada sindicato de uma classe atua por melhorias salariais, melhores condições de trabalho, assistência médica e outros benefícios. 

Há também o sindicato patronal ou de empregadores, que fomenta os interesses econômicos e sociais das suas organizações membros. 

Os sindicatos exercem importante papel de representação em diversos âmbitos da sociedade. E, segundo o ministro do STF Gilmar Mendes, em seu voto a favor da criação da contribuição assistencial, a taxa assegura a existência desse sistema. 

Para saber mais, basta acessar o site JusDocs (https://jusdocs.com).

 



Emanuelle Oliveira
Mtb 59.151/SP


Como fazer seu podcast decolar com TikTok

 Crédito: Divulgação/Spotify
Complementar seu podcast com conteúdo no aplicativo viral pode ampliar o alcance e aumentar o crescimento orgânico da sua base de fãs

 

Quando você pensa no TikTok, provavelmente um podcast não é a primeira coisa que vem à cabeça. Mas o TikTok pode ser uma ferramenta essencial para fazer seu podcast decolar, atrair novos fãs e criar uma comunidade em torno do conteúdo dele. Uma estratégia diferenciada para o TikTok pode complementar o podcast com conteúdo que envolve os fãs, como os bastidores de gravações, e integrar diferentes formatos para criar narrativas visuais poderosas. Descubra como bombar seu podcast com o aplicativo viral. 

Deixe os fãs entrarem no seu mundo. Uma ótima maneira de fazer isso é mostrar cenas das gravações. Se você tiver um podcast com vídeo, poste pequenos cortes. Mas se seu podcast for só de áudio, use outros recursos interativos, como vídeos, imagens, animações ou outros efeitos especiais. Você também pode envolver seu público no processo de criação e produção. Que tal mostrar como é o corre para fazer o programa ou um pouco do seu dia a dia? 

Crie uma comunidade com o público para gerar interesse e conexão. Curtir outros conteúdos, responder aos comentários nos seus vídeos e comentar os vídeos de outros criadores são outras práticas recomendadas de engajamento. 

Use efeitos para deixar seu conteúdo ainda mais interessante. Além de brincar com sua aparência e dar contexto, a plataforma tem recursos inovadores que oferecem outras oportunidades criativas e de colaboração para podcasters. Esses recursos podem repaginar o conteúdo com elementos visuais impactantes. 

Acompanhe o que está em alta entre os usuários com as ferramentas de descoberta de tendências do TikTok. Elas dão insights valiosos sobre músicas, tipos de conteúdo, assuntos, criadores e hashtags que estão bombando em qualquer momento. Assim, você garante que seu conteúdo seja relevante e chegue a mais pessoas no momento certo. As hashtags podem ajudar na visibilidade do seu conteúdo. Além de usar as que estão em alta, não deixe de usar outras relacionadas especificamente ao assunto do seu podcast para aparecer nas buscas dos usuários. 

Não deixe de acompanhar o desempenho do seu conteúdo nas estatísticas do TikTok para descobrir o que está funcionando ou não. Entender seu público e quais conteúdos funcionam melhor ajuda você a selecionar no que focar e o que deixar de lado. 

Confira também as métricas do seu podcast. Todas as ferramentas de acompanhamento e mensuração são acessíveis pelo smartphone ou computador usando o aplicativo do Spotify for Podcasters

 

Pesquisa aponta que 70% dos clientes estão dispostos a gastar mais com empresas que oferecem experiência de compra

 Quando experiências ruins acontecem no processo de venda, cerca de 73% dos compradores buscam a concorrência. 


O relacionamento entre vendedor e comprador é fundamental para a efetivação de uma venda. Cada vez mais a venda passa a ser tratada como uma construção de relação com o comprador, que por sua vez, busca uma experiência completa na hora da compra. Prova disso é que 70% dos clientes estão dispostos a gastar mais com empresas que oferecem uma experiência perfeita em seus serviços, como aponta o relatório da Zendesk CX Trends 2023. Ainda de acordo com o relatório, quando experiências ruins acontecem no processo de venda, cerca de 73% dos compradores buscam a concorrência. 

Os dados revelam que atualmente as empresas que estão vendendo um produto ou serviço precisam se dedicar para construir uma boa relação que vá além da venda. Como é o caso da Huvispan Têxtil, empresa que trabalha com beneficiamento de malhas e tecidos em rolo. O gerente comercial da empresa, Douglas Wruck,  explica que entender o bom relacionamento nos serviços é primordial para construir um relacionamento de fidelização com o cliente. “Nós apostamos no relacionamento pré, durante e pós-vendas como uma forma de garantir que todo o processo seja bem feito e a satisfação do cliente seja alcançada, não apenas com o produto ou serviço adquirido, mas também a experiência de um bom atendimento em todo esse processo”. 

Como resultado, a Huvispan já supera a marca de 80% de clientes fiéis através de serviços prestados. “A importância da abordagem inicial, por meio do atendimento comercial, é de praxe, pois é a abertura da oportunidade para iniciar a degustação dos serviços”, declara Wruck. 

Fases de um relacionamento de venda

Para estabelecer um relacionamento sólido e duradouro com o cliente, é importante pensar na venda como um relacionamento em construção. Wruck revela que existem três fases que separam essa relação, sendo elas:

Pré-venda: O relacionamento com o cliente começa antes mesmo da proposta de venda. “O primeiro passo é saber com clareza sobre o produto ou serviço que a empresa está oferecendo e qual é o mercado que se busca atingir. Quando o público-alvo for escolhido e os clientes começarem a surgir, a empresa deve pensar em ações para informar e divulgar o produto ou serviço oferecido, educando seus compradores. Investir na educação e na comunicação estabelece um vínculo de confiança entre vendedor e cliente. Essa confiança é importante para fazer com que o cliente escolha aquela empresa ou produto para investir o próprio dinheiro”, explica. 

Durante as vendas: Quando o processo de venda começar, é importante manter uma comunicação efetiva e direta. “É normal o cliente ter dúvidas, então a empresa precisa responder esses questionamentos da melhor forma. Para uma boa comunicação, é preciso também manter um acompanhamento constante da venda. Dessa forma é possível garantir que o cliente está satisfeito com o processo de compra”, aponta Wruck. 

Pós-vendas: Wruck pontua que após a venda ser realizada, a empresa deve ouvir o feedback do comprador, para saber no que acertou e no que errou durante o processo. “Além disso, é importante garantir um suporte ao cliente, dependendo do produto ele pode precisar de alguma assistência ou resolução de problemas. O momento de pós-venda serve principalmente para fidelizar o cliente. A empresa pode construir um contato a longo prazo com o cliente, entregando um resultado que o faça voltar mais vezes”. 

  

Huvispan - distribuidora de fios para o Brasil, como elastano, fios metálicos e poliamida.

 

RH 5.0: confira sete tendências para o setor em 2024

Já se foi o tempo que o setor de RH se resumia em atividades exclusivas de processos administrativos que garantiam o bom funcionamento da empresa. Assim como diversas áreas sofreram transformações ao longo do tempo, com os Recursos Humanos não foi diferente. Atualmente, a atuação da área vai muito mais além, tendo suas funções focadas nas pessoas.

Os primórdios do setor, considerado RH 1.0, tratava-se de uma área burocrática e responsável apenas por tarefas de admissão e demissão. Com a chegada da fase do RH 2.0, ali foram dados os primeiros passos em prol do desenvolvimento de carreira do colaborador, compreendendo sua importância na organização – mas, o departamento ainda era norteado por inúmeros processos. E, com o início da revolução digital, o RH 3.0 passou a integrar o uso de ferramentas de gestão para reduzir e agilizar os processos. Assim, chegamos a fase do RH 4.0, na qual uso da tecnologia se tornou primordial para garantir desde o sucesso até sua eficiência.

E, considerando os diversos avanços tecnológicos que surgem e ganham popularidade, chegamos a fase do RH 5.0, cuja atuação vai ao encontro das pessoas e tem como princípio unificar o uso da tecnologia com foco no bem-estar do colaborador e nos negócios. Para auxiliar o departamento pessoal nessa atual jornada de transição operacional, destaco sete tendências de mercado fundamentais para elevar os ganhos do setor:

#1 Tecnologia All In One: tudo em um só lugar. É fundamental que o setor de RH invista no uso de softwares que tenham capacidade de executar todos os processos da área em um só lugar. É isso o que irá ajudar a simplificar as atividades, bem como obter ganhos de agilidade e rastreabilidade, favorecendo tomadas de decisões mais assertivas.

#2 Inteligência Artificial (IA): de acordo com a Gartner, 81% dos líderes de RH já exploraram ou implementaram soluções de IA para melhorar a eficiência dos processos nas suas organizações. Ainda há muito potencial a ser descoberto com essa tecnologia, no entanto, já é comprovado que seu uso no departamento pessoal pode favorecer na gestão, coleta e análise de dados, trazendo ainda mais confiança nas informações obtidas.

#3 RH Digital e Salário Emocional: a digitalização dos processos é inevitável, uma vez que vemos, até mesmo, ações governamentais visando facilitar as tratativas que podem ser executadas digitalmente. Sendo assim, a ferramenta em questão tem a capacidade de unir dados e processos e ajudar nesse aspecto. E, com a eliminação da burocracia, cabe ao RH destinar o foco em prol de compreender e desenvolver ações que atendam ao novo perfil do colaborador, o qual tem como prioridade máxima obter benefícios e flexibilidades no trabalho.

#4 Teletrabalho: sim, a pandemia de Covid-19 foi um divisor nos modelos de trabalho. Já notamos se consolidar um cenário em que o home office foi amplamente aderido, e a tendência é continuar. Deste modo, o RH precisa, mais do que tudo, estar preparado para administrar os diferentes regimes de trabalho e auxiliar a organização como um todo a aceitar essa mudança.  

#5 Avaliação do desempenho: ter feedbacks constantes pode fazer total diferença nas operações. Isso é, essa frequência é benéfica para que o colaborador tenha margem para aprimorar aquilo que seja necessário, bem como se sinta cuidado e incluso nos planos de crescimento da empresa.

#6 Programas de capacitação: complementando a tendência anterior, esse é mais um aspecto que precisa estar no radar do RH. É necessário que, após a avaliação, sejam oferecidos para o colaborador treinamentos que os capacitem e orientem frente ao objetivo almejado – gerando, assim, uma rede de apoio e investimento no talento profissional de cada um.

#7 Privacidade de dados (Cibersecurity): a segurança segue sendo um ponto crucial para o RH. Constantemente, as organizações estão sujeitas a vazamento de dados através de ataques e, dessa forma, é essencial que o software utilizado esteja alinhado com a LGPD, assegurando a máxima proteção na indexação de informações e registros da empresa.

Todas as tendências têm em comum o fato de utilizarem a tecnologia a favor das pessoas, o que vai ao encontro do conceito de RH 5.0. Porém, vale frisar que a escolha de uma solução ou software para o departamento pessoal deve ser pautada na busca pela opção que irá atender as necessidades da empresa, bem como ofereça qualidade, segurança e seja condizente com a realidade do negócio.

Certamente, todo processo de mudança cultural causa dor e desconforto durante o caminho. Por isso, ter o auxílio de uma consultoria especializada nesse tipo de abordagem também é um excelente recurso a ser considerado, uma vez que estes profissionais poderão ajudar desde na gestão de ferramenta, até na obtenção de resultados.

Com a proximidade de 2024, é hora do setor de RH dar início ao seu planejamento estratégico, fazendo uma análise aprofundada do que há de melhor no mercado. A tecnologia no setor é indispensável, e as previsões são que, até 2025, novas conjecturas para a área sejam instauradas, o que irá acometer numa maior necessidade de adequação. Por isso, o quanto antes o departamento pessoal estiver preparado, melhores serão seus resultados frente as suas próximas fases de evolução.

 

 Érico Almeida - sócio-gerente do Grupo Skill

Grupo Skill
https://gruposkill.com.br/



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