Conduzido pela
Pipe.Social e pelo Quintessa, o Mapa de Negócios de Impacto Socioambiental
chega à quarta edição, destacando análises de 1.011 negócios de impacto. O
levantamento, realizado a cada dois anos desde 2017, é composto por perfil do
empreendedor e dos negócios; panorama das finanças dos negócios mapeados
(acesso a recursos financeiros); modelos de negócio; tecnologias emergentes; e
cases de soluções de impacto socioambiental. Esse conjunto de dados analíticos
traça uma radiografia completa do ecossistema, compondo a maior pesquisa
nacional de negócios de impacto.
A edição 2023
conta com o patrocínio da Coalizão pelo Impacto, do Cubo Itaú ESG, Fundo Vale,
Instituto Helda Gerdau e Instituto Sabin. A iniciativa do Mapa de Negócios de Impacto Socioambiental é resultado da união da Pipe.Social e do Quintessa – protagonistas no
ecossistema de impacto nacional – que formam a Base de Impacto: responsável por
aumentar a oferta de benefícios aos empreendedores, ampliando a conexão com os
mercados.
Os negócios que resolvem problemas sociais e
ambientais compõem um modelo em franca expansão no Brasil: o empreendedorismo
de impacto. Com a proposta de contribuir para a transformação positiva da
sociedade, essas empresas atuam com produtos e serviços que endereçam respostas
– tecnológicas, inovadoras e com base em ciência – para desafios contemporâneos
nas áreas de inclusão produtiva, saúde, habitação, educação e serviços
financeiros, entre outros. Com um ecossistema mais maduro, os negócios de
impacto sobreviveram à pandemia de covid-19 e seguem ampliando os faturamentos,
influenciando a criação de mecanismos financeiros de captação de recursos e
alimentando novos setores como das Economias Verde e Prateada, além de mercados
emergentes como o de Carbono. Para analisar os movimentos e as tendências, a
Pipe.Social e o Quintessa conduziram a quarta edição do Mapa de
Negócios de Impacto Socioambiental, que reúne a
leitura de 1.011 empresas nacionais e mais de 11 mil empreendedores. O estudo
aconteceu com o suporte de 66 organizações espalhadas pelo país, que apoiam os
empreendedores.
Finanças dos negócios de
impacto
Na análise do faturamento em 2022, tendo por base
514 negócios que declararam seus ganhos, o Mapa de Negócios de Impacto Socioambiental
aponta que 29% das empresas faturaram até R$ 50 mil; 12%, de R$ 51 mil a R$ 100
mil; 21%, de R$ 101 mil a R$ 500 mil; 13%, de R$ 501 mil a R$ 1 milhão; 10%, de
R$ 1,1 milhão a R$ 2 milhões; 5%, de R$ 2,1 milhões a R$ 4 milhões; 3%,
de R$ 4,1 milhões a R$ 6 milhões; 2%, de R$ 6,1 a R$ 8 milhões; 2%, de R$
8,1 a R$ 10 milhões; e 3%, acima de R$ 10 milhões.
Na prática, em 2023, nota-se um crescimento no
volume de negócios que são sustentáveis financeiramente (em 2021, eram 20%),
entretanto, quando o dado é analisado por gênero, os times formados somente por
homens e os mistos tendem a crescer nas faixas de faturamento acima de R$ 4
milhões. “Entre os negócios com faturamento acima de R$10 milhões, não há times
formados somente por mulheres. Essa concentração se deve também a um menor
número de times formados apenas por mulheres em soluções verdes, que
representam a maioria da amostra. A análise aponta, ainda, que tecnologias
verdes e finanças compõem os negócios com maior faturamento. A diferença é que
as green
techs são maioria da amostra geral e as fintechs são
minoria”, afirma Mariana Fonseca, fundadora da Pipe.Social e uma das coordenadoras
do mapeamento.
De acordo com Anna de Souza Aranha, sócia e coCEO
do Quintessa e uma das coordenadoras do Mapa 2023, a nova edição revela um
amadurecimento do setor, com maior presença de negócios com estágio de
maturidade avançado. "Na edição anterior, apenas 3% dos negócios
declararam faturar mais de R$ 2,1 milhões por ano. Nesta edição, esse número
subiu para 15%. Ainda assim, persiste o grande desafio de superação do 'vale da
morte', com ganho de sustentabilidade financeira e definição de modelo de
negócio. Os dados mostram, ainda, que apenas 30% se autodeclaram com
sustentabilidade financeira; 15% disseram ainda não estar faturando em 2022;
dos 66% que declararam faturamento, 75% faturam até R$ 1 milhão/ano. Apenas 37%
se autodeclararam nos estágios de Tração e Escala", aponta Anna,
acrescentando que há uma clara demanda de qualificação dos apoios oferecidos
pelos atores do ecossistema em torno desse tema.
CONCEITO-CHAVE
Os negócios de impacto são empreendimentos que têm
a intenção clara de endereçar um problema socioambiental por meio de sua
atividade principal, ou seja, produto/serviço e/ou sua forma de operação. Esses
negócios atuam de acordo com a lógica de mercado, com um modelo de negócio que
busca retornos financeiros, e se comprometem a medir o impacto que geram. Fonte: O
que são Negócios de Impacto | Aliança pelos Investimentos e Negócios de
Impacto.
PRINCIPAIS CONCLUSÕES DO MAPA
2023
# RETRATO DOS EMPREENDEDORES
:: POR NEGÓCIOS (base 1.011)
A distribuição dos fundadores e das lideranças pelos negócios aponta
para um misto de homens e mulheres (42%); e um equilíbrio entre fundadores e
fundadoras: 22% e 21%, respectivamente. Em raça e etnia, na composição da
liderança há 33% de times brancos; 25% de equipes com mais de uma raça/etnia;
11% somente pretos e pardos; e 1% amarelo e indígena. Segundo Mariana Fonseca,
fundadora da Pipe.Social e uma das coordenadoras do estudo, os times mistos
deram um salto de 19% (edição 2021) para 42% em 2023. “Além disso, as equipes
formadas apenas por mulheres e apenas por homens estão praticamente
equiparadas. Apareceram, também, pela primeira vez na série histórica do Mapa,
negócios com lideranças em outros gêneros, ou seja, há mais diversidade no pipeline.
A leitura de diversidade de raça e etnia, apesar de representar uma base menor
da amostra, aponta para um ambiente mais inclusivo e diverso. É a primeira vez,
inclusive, que o levantamento faz essa leitura dentro da composição de
lideranças/fundadores que representaram 11.174 pessoas. Por outro lado, os
negócios com fundadoras, pessoas pretas e pardas tendem a se concentrar nos
estágios iniciais da jornada de empreendedorismo e são minoria ainda entre os
negócios com maior volume de faturamento”, afirma.
Nos dados de orientação sexual, 15% dos negócios
têm na equipe fundadores/lideranças que integram o grupo LGBTQIAP+. A leitura
sobre pessoas com deficiência aponta que 5% dos negócios declararam ter
fundadores e lideranças com esse perfil. Um dos destaques da edição 2023 é que,
pela primeira vez, o Mapa tem uma base declarada suficiente
para apontar o número de pessoas entre lideranças/fundadores que estão nos
grupos LGBTQIAP+ e PcD.
A análise da formação aponta que 72% dos negócios
contam com pelo menos um empreendedor formado em Administração, Economia,
Contábeis e/ou STEM (Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática) –
graduações que aumentam a facilidade desses empreendedores de acessar e serem
acessados por investidores, porque esses conseguem dialogar melhor com o mundo
dos negócios.
# RETRATO DOS
EMPREENDEDORES
:: POR PESSOAS (base 11.174 pessoas)
Esta análise – que leva em consideração o número
total de empreendedores – revela que 51% dos fundadores/lideranças são homens;
48%, mulheres; e 1%, outros gêneros. Sobre a raça e etnia, há 49% de brancos;
19% de indígenas; 17% de pardos; 13% de pretos; e 2% de amarelos. Mariana
aponta que o número de indígenas se refere a negócios ligados a
associações/cooperativas, especialmente no Norte do país, que concentram algo
em torno de 200/300 associados considerados como sócios. “É importante notar
que os empreendedores brancos eram 66% em 2021, enquanto pardos e pretos
somavam 25% e indígenas 1%. Apesar de alguns negócios pesarem sozinhos nesses
dados, há mais diversidade de raça e etnia quando olhamos para o volume de
fundadores e de lideranças no total”, aponta.
Na faixa etária, considerando uma base de 910
entrevistados, temos: 2% (18 a 24 anos); 8% (25 a 29 anos); 15% (30 a 34 anos);
18% (35 a 39 anos); 16% (40 a 44 anos): 11% (45 a 49 anos); 10% (50 a 54 anos);
5% (55 a 59 anos); 4%(60 a 64 anos); e 2% (65 anos ou mais). Na escolaridade, a
maioria (61%) possui pós-graduação, mestrado, doutorado ou pós-doutorado; sendo
seguidas por 29% com ensino superior completo.
“A leitura que fazemos é que há mais maturidade
entre os empreendedores. Diminuiu o número de empreendedores entre 18 e 29
anos: em 2021, eram 22% da base. Cresceu o volume de empreendedores maduros,
acima de 50 anos: 21% da base está nessa faixa. Comparando com os dados de
2021, acima dos 45 anos, o número subiu de 26% para 32% das lideranças nessa
faixa etária. O maior volume, 60%, está entre 30 e 49 anos”, afirma Mariana,
acrescentando que há um volume grande de lideranças com um nível educacional
elevado, inclusive, entre os com mais de 60 anos.
“Esse dado acompanha tendências de longevidade da
população, mostrando que há uma parcela que empreende no momento que antes era
marcado como o início da aposentadoria, como mostram estudos da Pipe.Social e
Hype60+, como o Tsunami 60+. Um outro ponto importante na análise do perfil é
que muitos empreendedores técnicos – vindos de áreas como Educação, Saúde e
Ambiental – acabam criando negócios a partir de soluções encontradas em suas
formações e expertises em campo”, revela.
# RETRATO DOS NEGÓCIOS DE
IMPACTO
A análise da distribuição demográfica das sedes –
que leva em conta uma base de 1.011 negócios – mostra que 58% estão na região
Sudeste; 14%, Sul; 12%, Nordeste; 5%, Norte; e 4%, Centro-Oeste. Entre os
Estados, destaque para São Paulo (39%) e Rio de Janeiro (10%). O levantamento
mostra que 59% estão nas capitais e 35% no interior; a operação de 59% deles é
no Sudeste; 37%, no Nordeste; 37%, no Sul; 30%, no Centro-Oeste; e 28%, no
Norte. Por mais que os negócios tenham as sedes concentradas no Sudeste –
região com maior acesso a benefícios como networking, eventos, mentorias,
acelerações/incubações e até investimentos –, o impacto gerado por essas
soluções tem escala nacional e grande potencial para atuar em vários desafios
brasileiros, onde quer que estes estejam, como também apontam os dados de
operação no país.
O olhar para a estruturação dos 1.011 negócios analisados revela que 31%
têm de 2 a 5 anos; e 29% têm de 5 a 10 anos; 15% desses negócios têm mais de 10
anos, mostrando a maturidade do ecossistema. Um outro dado relevante é que 84%
dos negócios estão formalizados: 41% são Sociedade LTDA. “Na prática, 75% dos
negócios já existem há mais de dois anos, sendo que 44% há mais de cinco anos.
É interessante notar uma tendência: alguns negócios com maior tempo de atuação
do mercado geraram spin-offs – lançamento de uma solução
que se transforma em um negócio separado, a partir de uma empresa já existente.
Em tecnologias verdes, por exemplo, algumas soluções para a agricultura ou para
a gestão de resíduos desenvolveram braços de atuação para acolher o aquecimento
do mercado de carbono”, analisa Mariana, acrescentando que 84% dos negócios têm
fins lucrativos.
# MODELO DE NEGÓCIO &
COMERCIALIZAÇÃO
Quarenta por cento dos negócios têm por modelo a
venda direta, seguidos por prestação de serviços (36%); venda direta única
(32%); e assinatura (29%). Os demais são: 18% doações, patrocínios, premiações
ou editais; 17% Software como Serviço (SAAS - Software as a service);
17% Comissão/Success fee; 13% publicidade; 9% licenciamento de marca e
produtos/franquia; 9% plataforma como serviço (PAAS Platform as a service);
4% micropagamentos; 3% royalties; e 2% inteligência artificial
como serviço (AIAAS - Artificial Intelligence as a Service).
No modelo de comercialização, 59% são empresas que
vendem para empresas (B2B - business to business); 36% são
empresas que fazem parceria com outras empresas para chegarem ao consumidor (B2B2C -
business to business to consumer); 33% as cujo consumidor final é o
público-alvo das vendas de produtos ou serviços (B2C - business to
consumer); 26% com venda para organismos públicos, licitações e
pregões eletrônicos etc. (B2G - business to government); 18% com venda
de produto/serviço para institutos ou fundações; e 10% com negociação direta
entre os próprios consumidores (C2C - consumer to consumer).
Entre os modelos de monetização, a variação maior
ficou para a queda de negócios apostando em publicidade e o crescimento de
soluções de base tecnológica como o SAAS, o que demonstra novamente mais
maturidade de pipeline. Os modelos B2B saltam à frente no mapeamento 2023
como os mais recorrentes entre os empreendedores. Em estudos anteriores havia
mais paridade com os modelos B2C (em 2021, eram 48% e 45%, respectivamente). De
certa forma, um pipeline mais maduro trouxe também esse destaque, assim
como o crescimento do B2B2C. Os dois formatos também tendem a apontar um desejo
dos investidores – que visam a modelos B2B –, assim como mais abertura das
empresas para consumir e/ou investir em negócios de impacto.
:: FINANCIAMENTO
Entre os mecanismos de financiamento, 30% dos
negócios apontam que foram oriundos de participação (equity);
28%, de empréstimo; e 13%, de dívida conversível. Sobre as fontes de
financiamento, na base de 615 negócios, a maioria (65%) investiu recursos
próprios; 27% de FFF (amigos/familiares/fãs); 23% de sócio-investidor; 17% de
incubadoras/aceleradoras; 17% de institutos/fundações; 17% de instituições
públicas/governo ou bancos multilaterais; 13% de bancos comerciais privados;
12% de empresas privadas/corporate venture; 12% de
investidor-anjo profissional; 8% de bancos de fomento; 6% de outros fundos e
mecanismos de crédito de impacto; 5% de fundos de venture capital;
4% de Crowdfunding; 3% de Crowdequity/Crowdlending; e 1% de
fundos de private equity.
Com mais negócios ganhando maturidade no pipeline,
houve o crescimento de investimentos no modelo de equity: que pode
apontar a chegada de mais investidores profissionais aos negócios de impacto.
E, também, a variedade de bolsos e composição de mecanismos que podem apontar
para um fortalecimento dos negócios. Os dados de fonte de financiamento, em
contrapartida, demonstram certo desconhecimento por parte dos empreendedores
sobre os termos e modelos de financiamento. Por outro lado, eles corroboram o
dado sobre o aumento de equity com, especialmente, o
crescimento de sócios-investidores (o dado cresceu de 12%, em 2021, para 23%).
“Nos chama atenção o número de negócios, 30%, que
nunca recebeu nenhum tipo de financiamento. Por outro lado, dos 70% dos
negócios que receberam, a maioria (52%) foi por via de doação. Nós, do
Instituto Helda Gerdau, enxergamos no capital filantrópico um imenso potencial
de ajudar os negócios em estágio inicial a amadurecerem, crescerem, ganharem
escala e conseguirem outras fontes de captação. Acreditamos na importância do
capital catalítico para a construção de mais e melhores negócios de
impacto!", analisa Carolina Hermeling, executiva do Instituto Helda
Gerdau, um dos patrocinadores do estudo.
:: CAPTAÇÃO
Entre os negócios mapeados, 48% estão captando; 35%
ainda não, mas têm intenção; e 5% não estão e não têm intenção. Entre os que
estão captando, 47% buscam até R$ 500 mil – valor considerado baixo para o
mercado de investimento em startups, por exemplo. “Ressaltamos que
há 35% com a intenção de captar, sem ainda estar captando. Ou seja, os
empreendedores começam a entender a ideia de se preparar melhor para a captação
e, também, começam a aparecer captações maiores, desejos de valores acima de R$
10 milhões, mais típicos de negócios maduros. Por outro lado, há grande
concentração de captação que ainda se dá entre R$ 50 mil e R$ 1 milhão”,
analisa Mariana Fonseca, acrescentando que a análise sobre financiamento
ressalta duas tendências: a manutenção das fontes de financiamento não
reembolsáveis (doações, subvenções, prêmios) como pilar fundamental –
principalmente para negócios menos maduros – e o aumento, em relação ao mapeamento
anterior, de financiamento via participação acionária. “É provável que isso
seja resultado de termos no pipeline empresas mais maduras, com
faturamento crescente, capazes de atrair investidores de fundos de investimento
que trabalham tíquetes maiores”, aponta.
# TECNOLOGIA E INOVAÇÃO
A base de 1.011 negócios mostra que as tecnologias
emergentes mais empregadas pelas soluções são: 23% Big Data; 22% Inteligência
Artificial; 17% Geolocalização; 15% Machine Learning; 14% Chatbot; 13%
Biotech;
12% Internet das Coisas; 11% energias renováveis; 9% Sensores; 8% Blockchain;
8% Data
mining; 6% Deep Learning; 5% redes neurais; 4%
drones; 4% moedas virtuais; 4% computação cognitiva; 3% Impressão 3D; 3%
Realidade Aumentada; 3% Realidade Virtual; 3% Robótica; 3% Visão
computacional; 2% Realidade Mista; 2% Wearables; 1% Engenharia Genética; e 1%
Nanotecnologia.
Os setores de inovação têm 52% de tecnologias
verdes (green techs); 40% de cidadania (civic tech); 31%
de educação (edtech); 22% cidades (smart cities); 17% de saúde (health tech);
e 13% finanças (fintech).
Sobre patentes, 10% reportam que estão iniciando um
processo de estudo/pesquisa para pedir patente; 7% iniciaram um processo de
pedido de patente; e 10% já têm. Realidade aumentada e robótica são mais recorrentes
(três de 10) entre as soluções de educação, assim como os wearables
aparecem em três de 10 negócios em saúde. Já as soluções verdes lançam mão do
uso de biotech, energias renováveis e nanotecnologias (cinco de
10). Os negócios que tendem a ter mais patentes são os de tecnologias verdes,
quatro de 10. Eles também são os que, em geral, já iniciaram ou estão em
processo de pedido de patente. Educação e Cidadania são as temáticas cuja
demanda por patentes menos se aplica a soluções.
# DEMANDAS DOS EMPREENDEDORES
Questionados sobre as ajudas necessárias para o
negócio, as cinco principais são: 41% apontam dinheiro; 20% parcerias e networking;
20% vendas; 18% comunicação; e 17% apoio com time/equipe. Em relação aos Mapas
anteriores, há um crescimento nas demandas por ajuda com vendas e estruturação
de time/equipe. Sobem, também, os pedidos por ajuda com tecnologia (7% em
2023). “Quanto mais qualificados, mais específicos são os pedidos dos
empreendedores. Com exceção do dinheiro, que parece genérico, os demais
crescimentos mostram um desejo por propostas de valor claras de ajuda e uma
oportunidade para organizações intermediárias. Aceleração, por exemplo, está
com 3%, mas boa parte das demandas de ajuda tratam de pautas abordadas e
contidas nas propostas de valor de acelerações”, aponta Anna de Souza Aranha.
METODOLOGIA | O Mapa de Negócios de Impacto Socioambiental é composto a
partir de uma chamada nacional focada em empreendedores que lideram negócios de
impacto socioambiental. Entre maio e agosto de 2023, mais de 66 organizações do
ecossistema e cinco patrocinadores se mobilizaram para falar diretamente com
2.187 empreendedores. Foram realizados sete eventos de apoio e conexão, que
resultaram em 1.036 cadastros com dados autodeclarados e respostas a 65 questões.
Os dados coletados foram analisados, tendo por base conceitual o estudo O que são negócios de impacto (Aliança
pelos Investimentos e Negócios de Impacto, com análise da Pipe.Social, 2019). A
infografia e os dados destacados no mapeamento têm base final de 1.011
negócios de impacto operacionais.
As estatísticas foram produzidas a partir do
cruzamento de dados coletados em 2023 e da leitura comparativa com as bases de Mapas anteriores
(2019 e 2021), tendo uma margem de erro de três pontos percentuais e um nível
de confiança de 95% para leituras na amostra geral. No campo qualitativo – por
meio de conteúdos digitais disponibilizados por parceiros e organizações
nacionais e internacionais de negócios de impacto –, a equipe da Pipe.Social
analisou as falas recorrentes e tendências apontadas pelos empreendedores,
repercutindo-as via escuta de 14 especialistas (entrevistas em profundidade).
Como resultado, a edição 2023 do Mapa de Negócios de Impacto Socioambiental
traz uma retrospectiva e movimentações dos últimos dois anos do campo; perfil
dos empreendedores e dos negócios de impacto socioambiental brasileiros;
tendências e recomendações que emergem do ecossistema.
PIPE.SOCIAL - A pesquisa e a inteligência na leitura de
dados e cenários são a vocação da Pipe.Social – startup especializada em
pesquisa e análises de negócios de impacto social e ambiental do Brasil e da
América Latina. Fundada em 2016 por Mariana Fonseca, um dos principais produtos
de conhecimento é o Mapa de Negócios de Impacto Socioambiental, que compõe a
vitrine de negócios Pipe.Social. www.pipelabo.com.
QUINTESSA - Ecossistema de soluções empreendedoras e
inovadoras para os desafios sociais e ambientais centrais do país, www.quintessa.org.br.

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