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quinta-feira, 26 de maio de 2022

Venda da casa própria como alternativa para quitação de dívidas

Uma nova modalidade de venda da casa própria promete a possibilidade de retorno do imóvel ao proprietário. A alternativa é vender o bem somente durante um período, locando-o do novo proprietário, e no final de 30 meses, optar por recomprá-lo. Por enquanto disponível apenas para a grande São Paulo, a opção promete se espalhar por todo país e resolver o problema de quem está endividado. 

Segundo informado pela empresa de investimento imobiliário, a primeira etapa do programa é fazer uma avaliação do imóvel e definir o preço da compra, que é por volta de 80% do seu valor de mercado. Ao mesmo tempo, é firmado um contrato de locação de 30 meses, por 0,5% sobre o valor da avaliação, com correção pelo IPCA a cada 12 meses. 

Neste mesmo documento é incluído o direito de recompra do imóvel pelo valor avaliado, sem qualquer correção pelo IPCA ou IGP-M no período. Terminado o período de dois anos e meio do contrato de aluguel, os ex-donos do imóvel devem decidir se querem exercer seu direito de recompra, quitando com recursos próprios, fazendo um financiamento imobiliário ou contando com um parcelamento direto com a plataforma de recompra do imóvel.

De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Mutuários da Habitação (ABMH), Vinícius Costa, a ideia é interessante para as pessoas que estão na corda bamba. Porém, se o imóvel for o único da família, está resguardado pela impenhorabilidade disposta na lei 8.009/90, que trata do bem de família. “Neste caso, vender o imóvel só é uma alternativa se a dívida for uma das exceções dispostas no artigo 3º, que diz que a ‘impenhorabilidade é oponível em qualquer processo de execução civil, fiscal, previdenciária, trabalhista ou de outra natureza’ e cita exceções a esta regra. Não sendo, o imóvel não poderá responder pelo pagamento da dívida.”

Outro ponto é que tanto a locação não possui valor fixo, ou seja, há correção da parcela da locação. “Mesmo que a correção não implique ganho, é importante destacar que de ano em ano a locação sofre um reajuste para mais, e esse capital não vai retornar para o imóvel, como ocorre com um financiamento habitacional, por exemplo. Logo, não pense que esta operação estará congelada pelo período do contrato”, destaca Vinícius Costa.

Por fim, o advogado diz que é importante destacar que esta operação não é um financiamento habitacional e não se enquadra nas regras do SFH e do SFI. “Como a empresa oferta esse serviço para consumidores finais, os contratos deverão ser interpretados sob a óptica do Código de Defesa do Consumidor. Por isso, antes de assinar qualquer documento, leve para apreciação de um advogado especialista para compreensão das cláusulas contratuais.”

 

Associação Brasileira dos Mutuários da Habitação - ABMH


5 mitos sobre profissões de tecnologia que quem pretende mudar de carreira precisa saber

É cada vez mais comum ver profissionais com interesse em migrar para carreiras de tecnologia como programação e desenvolvimento web - profissões tidas como as do futuro. No entanto,  após ler sobre longas horas de trabalho, baixa segurança no emprego e requisitos de habilidades intimidantes, parte dessas pessoas acaba voltando atrás.  

Para ajudá-los a superar quaisquer restrições sobre uma mudança de carreira, a Ironhack repassa alguns dos maiores mitos sobre carreiras em tecnologia. E o recado é claro: Tire isso da cabeça e trace um caminho para ganhos maiores e um trabalho mais agradável.

 

Mito 1: Você precisa de um diploma para avançar em tecnologia

A crença de que os desenvolvedores precisam de um diploma em um assunto relevante é um dos mitos mais persistentes de todos. Mas quando você olha para um escritório cheio de programadores e desenvolvedores da web, não está olhando para uma multidão de graduados em Ciência da Computação. As chances são de que a maioria das pessoas no escritório se formaram em algo completamente diferente, se é que foram para a faculdade. Na verdade, os empregadores estão muito menos interessados nos papéis que você adquiriu nas universidades do que no desejo que você tem de aprender. Quando avaliam candidatos que estão mudando de carreira, eles ficam mais impressionados com a participação em bootcamps intensivos de programação e realmente colocar essas habilidades em prática. Simplesmente construir credenciais não vai atrapalhar ninguém em uma equipe de desenvolvimento.

 

Mito 2: Apenas os obsessivos por ciência precisam se aplicar

O desenvolvimento da web e programação em geral ainda são vistas como ocupações geeks, quase totalmente ocupadas por vencedores de feiras de ciências. E embora haja muitos amantes da ciência na profissão, a realidade é que muitos programadores não começam com uma paixão por matemática ou ciências. E não existe um “cérebro de codificador” especial que desvenda os segredos do desenvolvimento. Ao mudar de carreira para tecnologia, tudo que você precisa é desejo de criar e interesse em dados. Essas são duas coisas que a maioria de nós tem, e você não precisa ter lido Stephen Hawking ou executar visualizações de dados todas as noites depois do trabalho. De qualquer maneira, muitos trabalhos de desenvolvimento tendem mais para o lado criativo. Saber como criar sites que funcionem e tenham uma boa aparência é tão valioso quanto as habilidades básicas de programação. Com o treinamento certo, quase qualquer pessoa pode dominar essas habilidades. Eles não são segredos místicos que apenas algumas pessoas podem entender. Se você estiver motivado e curioso, começará a trabalhar rapidamente.

 

Mito 3: O desenvolvimento web é um campo dominado por homens

Aqui está outro grande mito das carreiras de tecnologia que precisa ser eliminado imediatamente. Todos nós estamos familiarizados com o estereótipo do programador em seu moletom, focado em seus projetos e mal se comunicando com o resto do mundo. E esses personagens quase sempre são homens. No entanto, isso é apenas um estereótipo e dificilmente tem qualquer semelhança com a aparência e o comportamento dos desenvolvedores da web do mundo real. A porcentagem de mulheres que trabalham com programação tem aumentado continuamente para cerca de 31% em 2021. E em algumas empresas chega a 42%. Obviamente, não é onde precisamos estar, mas mostra como a tecnologia está rapidamente se tornando uma carreira lucrativa para as mulheres.

 

Mito 4: A tecnologia é uma carreira realmente instável e a segurança no emprego é quase zero

Este é realmente prejudicial para empresas de tecnologia que buscam recrutar talentos de outros setores. No passado, surgiu uma imagem de empresas de tecnologia explorando programadores e abandonando-os quando os projetos eram concluídos. E todo mundo parece conhecer alguém que foi contratado para desenvolver uma startup e em seguida, foi dispensado. Essas ideias podem ter sido verdadeiras 20 anos atrás, mas as carreiras de tecnologia de hoje são muito mais estáveis. Se você for contratado por uma empresa maior, poderá esperar benefícios banhados a ouro e progressão salarial. E mesmo se você se limitar a empresas iniciantes, o mercado de trabalho é tão restrito que encontrar emprego alternativo raramente é difícil. As empresas de tecnologia dos EUA continuam contratando em números recordes e isso não deve mudar rapidamente. Com inovações sempre a frente, o apetite por habilidades digitais não vai desaparecer, permitindo que você mude de emprego e encontre trabalho fácil se os projetos derem errado.

 

Mito 5: Horário de trabalho em tecnologia é insano

Outro fator importante que impede algumas pessoas de mudarem de carreira são os mitos sobre o trabalho dos profissionais de tecnologia. Novamente, todos nós já ouvimos histórias sobre programadores que trabalham 80 horas por semana e as consequências negativas que isso pode ter para sua saúde. Mas esse é um caso atípico e está se tornando muito menos comum. As empresas de tecnologia estão mudando com o tempo e aceitando o trabalho flexível como nunca antes. E os trabalhadores de tecnologia realmente nunca viveram de acordo com essa imagem. Na verdade, uma pesquisa de 2021 relata que 58% dos trabalhadores de tecnologia trabalham menos de 6 horas por dia. O trabalho flexível está se tornando comum, permitindo que você trabalhe de manhã e caminhe ou ande de bicicleta à tarde, tornando os trabalhos técnicos muito mais convenientes para os pais. Não presuma que você ficará preso a horários de trabalho impossíveis. Mesmo que os trabalhadores de tecnologia gostem de se gabar de suas horas de trabalho, provavelmente não são tão obcecados pelo trabalho quanto afirmam.

 

Acabar com esses mitos e fazer a mudança

Na Ironhack, nós queremos que você descubra seu desenvolvedor interior. Não importa o que você faz agora ou onde estudou. Se você se inscrever em um de nossos bootcamps intensivos em Desenvolvimento Web, Cibersegurança, Análise de Dados ou UX/UI Design, você será capaz de desenvolver as habilidades e a confiança necessárias para ter sucesso em qualquer lugar no mundo da tecnologia. Não deixe que os mitos o desencorajem e não tema a mudança. Quando você treinar conosco, descobrirá que mudar de carreira para se tornar um programador ou desenvolvedor é muito mais fácil do que você jamais imaginou ser possível. Então inscreva-se hoje e mude sua carreira. Não se contente com algo que você odeia. Em vez disso, encontre um emprego que você ame.

 

Ironhack - escola de tecnologia global de renome internacional, que oferece bootcamps e cursos imersivos em Desenvolvimento Web, UX/UI Design, Data Analytics e Cibersegurança. Com campus em Madrid, Barcelona, Miami, Paris, Cidade do México, Berlim, Amsterdam, São Paulo, Lisboa, Dusseldorf, Tampa e Londres.

https://www.ironhack.com/br

 

Alfabetização financeira: É o momento para os trabalhadores investirem em ações da Eletrobras?

Por conta da pandemia de COVID-19 , muitos trabalhadores tiveram acesso ao saque emergencial do FGTS para ajudar a quitar as dívidas, além de aliviar um pouco o orçamento apertado e, em muitos casos, reduzido nesse período. Será que agora o momento é aproveitar a oportunidade para investir esse dinheiro em ações? Rebeca Toyama, especialista em bem-estar financeiro, alerta a importância da alfabetização financeira e traz 5 dicas para os brasileiros aproveitarem as oportunidades eliminando as crenças limitantes. 

O assunto vem à tona pois os trabalhadores de qualquer setor que tenham saldo no FGTS poderão utilizar até 50% desse valor para comprar ações da Eletrobras em meio ao processo de privatização da empresa, esperado para acontecer entre meados de junho e agosto deste ano. Mas vale a pena fazer isso?

Historicamente, o uso do FGTS em privatizações já ocorreu em três ocasiões: Petrobras, em 2000; Vale do Rio Doce, 2002; e Petrobras novamente, em 2010.

Para Rebeca Toyama, esse pode ser um ótimo negócio para estimular as pessoas a fazer investimentos e ainda traz espaço para ser discutido a importância da alfabetização financeira. De acordo com especialista, se o brasileiro não buscar conhecimento sobre finanças e investimentos, não conseguirá aproveitar as oportunidades.

“Os brasileiros não têm a cultura de planejar suas finanças pessoais, poupar e investir. Muito pelo contrário, pelos indicadores de endividamento e inadimplência notamos que o hábito de gastar antes de ganhar se faz mais presente”, comenta Rebeca Toyama, especialista em bem-estar financeiro.


Alfabetização financeira - A importância

O conceito de alfabetização financeira se dá com as habilidades e conhecimentos necessários para se alcançar o bem-estar, além disso, é a capacidade de gerenciar dinheiro para não contrair dívidas e garantir segurança no futuro.

Portanto, quem possui alfabetização financeira consegue compreender melhor:

  • Como o dinheiro é ganho e gasto.
  • O que são receitas ou despesas ativas e passivas.
  • O que é um empréstimo e como usá-lo.
  • Como o dinheiro perde valor (inflação) e cresce (investimento).
  • Como planejar um orçamento e priorizar despesas.
  • Como definir metas financeiras e economizar dinheiro para o futuro.

“Principalmente em períodos de inflação em alta, é necessário se ter uma boa base de conhecimento e habilidades financeiras para driblar a perda do poder de compra, principalmente para os assalariados e famílias de baixa renda. Mas aqui no Brasil existe o tabu sobre dinheiro, e as pessoas têm crenças que as distanciam da busca por conhecimento financeiro e até de oportunidades, e o prejuízo vai se acumulando a longo prazo”, revela Toyama.


Crenças limitantes

Um estudo do Banco Itaú - Unibanco sobre dinheiro, feito em parceria com o Datafolha em âmbito nacional, mostra que ainda no Brasil o assunto dinheiro é tabu e que é construído a partir de tensões que vem de quatro dimensões: individual, familiar, social e cultural. 97% dos brasileiros consideram ter dificuldades em lidar com o próprio dinheiro, e 46% preferem não olhar para o próprio dinheiro por acreditar estar fazendo algo errado em termos financeiros. 

Rebeca comenta também sobre as crenças que podem limitar os brasileiros cuidarem de seu bem-estar financeiro. “Trazemos muitas influências em nossa bagagem, uma vez que a formação de uma pessoa foi influenciada pelas crenças de sua família, experiências vividas, ambiente no qual vive e sua própria visão de mundo. Por isso, pessoas acabam tomando decisões que nem sempre as levam aos resultados esperados, principalmente, quando analisamos a longo prazo”, finaliza a especialista em bem-estar financeiro.

Vale lembrar que é necessário educar as pessoas para que passem a buscar a alfabetização financeira e planejar seu bem-estar financeiro e um dos objetivos é ressignificar a relação dos brasileiros com seu próprio dinheiro, entendendo que essa é uma relação subjetiva que não será resolvida apenas com planilhas, e que, portanto, não existe uma fórmula mágica para todos.

Rebeca Toyama, especialista em bem-estar financeiro, selecionou 5 dicas para ajudar os brasileiros aproveitarem as oportunidades eliminando as crenças limitantes, e que serão úteis especialmente nesta oportunidade de investir melhor o FGTS:

1.Dedique tempo a sua alfabetização financeira, busque conhecimento para aproveitar as oportunidades que estão disponíveis no mercado;

2. Invista em seu autoconhecimento para entender melhor seu processo de tomada de decisão;

3. Planeje seu bem-estar financeiro para garantir qualidade de vida no presente sem colocar seu futuro em risco;

4. Acredite na sua capacidade de influenciar seus resultados financeiros e seja altamente motivado para manter-se fiel a suas metas;

5.
Controle seus impulsos de consumo e pense criativamente para enfrentar desafios inesperados.

 


Rebeca Toyama - fundadora da ACI que tem como missão desenvolver competências dentro e fora das organizações para um futuro sustentável. Especialista em educação corporativa, carreira e bem-estar financeiro. Possui formações em administração, marketing e tecnologia. Especialista e mestranda em psicologia. Atua há 20 anos como coach, mentora, palestrante, empreendedora e professora. Colaboradora do livro Tratado de psicologia transpessoal: perspectivas atuais em psicologia: Volume 2; Coaching Aceleração de Resultados e Coaching para Executivos. Integra o corpo docente da pós-graduação da ALUBRAT (Associação Luso-Brasileira de Transpessoal), da Universidade Fenabrave e do Instituto Filantropia.

 

Pesquisa “Gerações” revela como as famílias brasileiras enxergam o papel da escola e do educador no futuro

Levantamento realizado em março pela consultoria educacional Rabbit com mais de 15.000 famílias de diferentes gerações procura entender quais são os itens mais valorizados pelos pais

 

O estudo “Gerações”, inédito no Brasil e encabeçado pelo Grupo Rabbit, aplicado em mais de 15 mil famílias brasileiras, revela como os pais de diferentes gerações enxergam os papéis que escolas e educadores devem ter no futuro em relação à educação de seus filhos.

Uma escola pouco atraente e desconexa com o dia a dia é uma queixa recorrente por parte dos estudantes. Porém, como as famílias enxergam esse problema? Quais características mais importantes para uma instituição de ensino atualmente? E para os educadores? A pesquisa “Gerações” produzida pelo Grupo Rabbit mostra como as diferentes gerações pensam a respeito do tema.

Além disso, a empresa especializada em gestão e pesquisa também avaliou metodologias, o futuro das instituições de ensino, critérios dos familiares na escolha, carreiras dos educadores, impactos da pandemia, entre outros.

“O aumento médio de vida do ser humano proporcionou um distanciamento entre as gerações e, consequentemente, um gap maior no que se refere à visão de mundo entre indivíduos”, afirma Christian Coelho, CEO do grupo e coordenador da pesquisa. A avanço da medicina permitiu que muitos professores postergassem a aposentadoria e trabalhassem por mais tempo, em razão da necessidade ou por vontade própria.

De acordo com dados do Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional (Iede), com base no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) de 2015, apenas 3,3% dos estudantes brasileiros de 15 anos queriam ser professores. A projeção de escassez para a profissão pressiona a busca por professores cada vez mais preparados para lidar com um público nativo digital, criando um conflito que passa a permear os critérios de avaliação das famílias.

Nesse sentido, o estudo mostra quais características são as mais valorizadas pelas famílias ao matricular os filhos em uma instituição de ensino. Estabelecendo um ranking de prioridades, todas as gerações entrevistadas escolheram o acolhimento como o aspecto mais importante. A pandemia, segundo Coelho, impactou diretamente essa avaliação. “Acolher nesse sentido significa ir além de uma simples receptividade. Aqui, entram aspectos extra educacionais, como preocupação das capacidades emocionais, mentais e de pertencimento a uma comunidade”, explica.

Um outro comportamento interessante é que pais das gerações pós-internet (Y e Z), devido ao aumento do nível cultural e redução da importância de bens materiais, privilegiam mais a qualidade da prestação dos serviços educacionais. A preocupação com o preço vai se perdendo com as gerações mais novas, que se preocupam com a modernização do ensino praticado, inclusive com a preferência de metodologias baseadas em projetos.

 

Educadores na berlinda

Perguntados sobre o que esperam de um educador, as gerações de pais mais jovens começam a requisitar do profissional maior envolvimento com técnicas e metodologias pedagógicas modernas, e aliá-las ao que a tecnologia pode oferecer de melhor no aprendizado.

“Nesses casos, os choques entre as gerações pré e pós-internet trazem significados diferentes. As gerações mais antigas, que valorizam a estabilidade financeira e um projeto de carreira longínquo, tendem a classificar a escola pela tradição e pelo preço. As mais novas, por outro lado, vivem uma realidade em que a inovação é constante e a iniciativa pessoal é valorizada, então preferem um modelo em que isso seja praticado desde cedo”, diz.

Como deve ser a escola do futuro permanece como um dos assuntos mais debatidos por especialista e educadores. As projeções indicam que a tecnologia será parte central do processo de aprendizagem. As novas formas de aprendizado proporcionadas pela internet têm trazido para o centro do sistema educacional a necessidade de compreender em qual momento as escolas se encontram atualmente e para onde elas devem seguir.

No entanto, é certo que, da geração Baby Boomers às gerações nascidas na pandemia, todas elas trazem um novo olhar ao mundo, sempre se transformando. “Estar atualizado nunca foi tão importante como agora”, finaliza Coelho.

 

Grupo Rabbit

 

Brasil produz 900 toneladas de erva-mate por ano e diversificação no mercado mostra universo muito além do chimarrão

Em busca da erva-mate perfeita, profissionalização enriquece experiência multissensorial. Aperfeiçoamento de técnicas mostra que nem só de vinhos ou cervejas vive um Sommelier


Sommeliére de Mate vai muito além de experimentar chás 


O Brasil produz hoje cerca de 900 mil toneladas de erva-mate, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e o portfólio da planta, que foi fundamental ao desenvolvimento da região Sul do País, é bem mais extenso do que se pensa. Embora maciçamente a produção dos ervais ainda remeta ao passado e transforme folha em chimarrão ou tereré, uma grande linha de novos produtos aparece com força no mercado, provando que é possível mudar a forma de consumo iniciada há um século. Chás, drinks e temperos feitos a partir da planta ganham as gôndolas, mesas e os paladares. “A erva-mate é realmente uma planta que vai muito além do chimarrão”, assegura a empresária, Tea Blender e futura Sommelier da Gourmate, Carla Mikolaiewski.

A Gourmate, aliás, empresa paranaense, mas que comercializa para todo o Brasil, procurou aproveitar esse momento de refinamento degustativo para materializar uma nova forma de utilizar a erva-mate. A marca é resultado de um estudo fundamentado da anatomia da erva-mate e de tudo o que ela pode oferecer. Oportunidade observada na Agroindústria Qualitá do Brasil, fazenda com certificação orgânica da família de Carla, a Gourmate foi criada justamente para buscar novas oportunidades e reúne itens saudáveis, práticos e saborosos.

Carla Mikolaiewski
No caso dos chás, por exemplo, os blends podem ser consumidos quentes ou frios, em drinks (alcoólicos ou não) ou adicionados ao popular chimarrão. Já as releituras dos temperos chimichurri, ervas de Provence, lemon pepper e mix prático podem ser usadas na maioria dos pratos salgados. "A Gourmate foi pensada não apenas para buscar as funcionalidades, mas sim experiência de sabor, novos sabores para a erva-mate", destaca.

Garantir a delicadeza da introdução da planta seja na alta gastronomia ou no dia-a-dia é fruto de um trabalho de imersão que está sendo vivenciado por  alguns profissionais visionários do setor que buscam diversificar a produção e transformação da matéria-prima. A novíssima criação de uma especialização em Sommelier de Mate eleva a capacidade de interpretação de todas as fases do produto. Além de resgatar a história da planta, conjunturas para descrever sobre terroir [fatores naturais que influenciam a produção] e dos principais métodos de processamento da Ilex paraguariensis, o Sommelier de Mate não apenas entende os tons e as notas da folha ou harmonizações, mas, como profissional, compreende o valor e o papel do produto na economia, se tornando então, um grande propulsor do desenvolvimento de modo mais amplo e concreto. "Me tornar Sommeliére de Mate ajuda entender melhor da planta, fazer análises sensoriais e me dá a capacidade de ampliar o repertório para muito além do chimarrão. Como profissional, o sommelier fecha uma lacuna muito importante na cadeia produtiva da erva-mate assim como aconteceu com o vinho, café, cerveja e chá", afirma Carla.

O universo da erva-mate vive um novo capítulo há algum tempo, mas não deixa, ainda assim, de ser uma potência econômica, gerando empregos e renda ao longo de toda a sua cadeia produtiva. "E, observando o exemplo de outras bebidas, já podemos otimistas nos colocar a pensar sobre a riqueza cultural, sensorial e financeira em si pode estar sendo construída através deste novos desbravadores da Erva-mate!  Voilá!", comemora. 

 

Gourmate

https://www.gourmate.com.br

 

Quase 40% dos profissionais de obra preferem o outono para obras e reformas

De acordo com levantamento da Juntos Somos Mais, 8 em cada 10 profissionais percebem um aumento na demanda por serviços de construção civil durante a época 

 

O planejamento para construir ou reformar espaços leva em conta diversos fatores. Um deles é a estação do ano ideal para evitar interferências climáticas e atrasos nas etapas de construção. Os profissionais de obra bem sabem dos contratempos que podem acontecer durante os períodos chuvosos ou de sol intenso. E é com essa percepção que especialistas elencaram o outono como a melhor época para início de serviços, de acordo com levantamento da Juntos Somos Mais, maior ecossistema do varejo da construção civil. 

 

Na pesquisa, registrou-se que 36,9% dos profissionais da construção preferem a estação do ano, que começa em abril e se estende até junho. "A época é caracterizada por períodos mais amenos, redução na quantidade de chuvas e noites mais longas. A sugestão é para que se dê início a pequenas reformas, reparos e ajustes em casa e no escritório”, diz Fernando Frota, Head de Profissionais da Juntos Somos Mais. A indicação pela preferência se deu tanto de forma espontânea, ou seja, quando perguntados sem dar uma ideia de resposta, como no questionário estimulado.

 

A pesquisa foi realizada pelo time de Inteligência da Juntos Somos Mais em maio, via e-mail, com profissionais da construção civil de todo o país. Outro ponto curioso observado no levantamento foi que, entre as outras estações analisadas pelos profissionais de obra, o verão figurou em segundo lugar, com 27,2% das respostas. Tradicionalmente, o verão é a estação com mais chuvas no Sul e Sudeste do Brasil. A primavera (23,3%) e o inverno (12,6%) completaram o ranking, que contou com a participação de 103 entrevistados.

 

Serviços mais desejados pelos consumidores 

 

O estudo também mediu a percepção da procura de serviços. “Para quase 80% dos entrevistados, a demanda por reformas e início de obras aumenta durante o outono. As instalações e restaurações de componentes hidráulicos estão no topo da lista dos mais procurados para a estação, com 19,4% das respostas”, explica Ivan Ormenesse, Head de Inteligência e Dados da startup. Em seguida, construções de estruturas de alvenaria (17,6%) e pintura (13,9%) compõem o top três dos serviços mais requisitados.

 

Hidráulica

21

19,4%

Alvenaria

19

17,6%

Pintura

15

13,9%

Elétrica

14

13,0%

Instalação de Pisos e Revestimentos

10

9,3%

Instalação de Portas e Janelas

7

6,5%

Instalação e Reparos de Telhados

7

6,5%

Projeto de Engenharia/Arquitetura

3

2,8%

Marcenaria

2

1,9%

Marmoraria

2

1,9%

Montagem de Móveis

2

1,9%

Instalação de Gás

2

1,9%

Vidraçaria

1

0,9%

Serralheria

1

0,9%

Serviços de Gesso e Drywall

1

0,9%

Ar-Condicionado

1

0,9%

Serviços contratados no outono

Divulgação: Juntos Somos Mais

O planejamento, em todos os casos, é essencial para uma boa construção. “O período do outono permite um melhor aproveitamento das condições climáticas, mas o ideal é sempre se planejar, procurar profissionais qualificados e bons materiais para a obra sair da melhor maneira possível”, finaliza Fernando Frota.   

 

Quem comprou imóvel nos últimos cinco anos pode ter dinheiro a receber

Joel Santana/Pixabay

Advogado Fabricio Posocco orienta sobre cobrança errada do ITBI 


O consumidor que comprou imóvel residencial ou comercial, terreno ou lote, nos últimos cinco anos, pode ter direito à restituição do valor pago a mais pelo Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis (ITBI). Isso porque o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu recentemente que essa taxa, cobrada pelas prefeituras, deve ser calculada com base no valor de mercado, isto é, o valor real pago pela compra. Antes da decisão, os municípios usavam a base de cálculo que fosse maior: IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), valor do negócio ou valor venal de referência.

“A pessoa descobre se pagou a mais observando os valores relacionados à transação imobiliária específica. Basta ver na respectiva escritura e nos documentos de lançamento do imposto qual foi a base de cálculo utilizada para o pagamento: se foi o valor da transação (que consta na escritura), se foi o valor venal do
imóvel (que consta no carnê de IPTU) ou se foi o valor venal de referência utilizado pela Prefeitura. Sendo que os dois últimos denotam a ilegalidade manifesta e o direito à devolução”, orienta o advogado Fabricio Posocco, do escritório Posocco & Advogados Associados.

O proprietário lesado pode entrar com ação de repetição do indébito a fim de reaver a diferença com juros aplicados desde a data do pagamento cobrado de maneira errada. “Em caso de dúvida, o comprador pode procurar um advogado de sua confiança ou a OAB da sua cidade para que um profissional analise as regras do município e verifique os valores cobrados”, indica Posocco.

 

 

Emanuelle Oliveira



Posocco & Advogados Associados

www.posocco.com.br


Dia dos Namorados: 4 maneiras de atrair consumidores e vender mais pela internet e apps

Especialista elenca dicas de como aproveitar a data para investir em diferentes formatos de venda online e ações que podem potencializar resultados

 

Os lojistas virtuais costumam aproveitar o Dia dos Namorados, comemorado em 12 de junho, para aumentar o número de vendas com promoções, descontos, cupons e brindes. No ano passado, a data fez o varejo digital faturar mais de R$ 6 bilhões.

Além de oferecer condições diferenciadas de compra, é importante definir estratégias específicas para diferentes canais de venda e relacionamento, pensadas no público e em oferecer a melhor experiência e atendimento possíveis.

Pensando nisso, Paulo Pereira, CEO da Desbrava - startup que une inteligência artificial ao data digital Mmarketing - traz quatro dicas para varejistas e comerciantes atraírem e venderem mais pela internet e apps e oferecerem boas experiências de compra neste Dia dos Namorados.


Embarque no TikTok

O TikTok é um dos aplicativos mais utilizados no Brasil e no mundo e uma excelente plataforma para quem deseja aumentar as vendas. São mais de 143,7 milhões de usuários mensais no Brasil, de acordo com o relatório anual “Latin America Social Network Users 2022”, elaborado pelo eMarketer/Insider Intelligence.

“Em poucos segundos, um produto é capaz de viralizar no TikTok, ganhando milhões de visualizações, além de ser compartilhado em outras redes sociais, como Instagram, Facebook e WhatsApp. O Dia dos Namorados é uma ótima oportunidade para fazer divulgações via TikTok e muitos consumidores estarão em busca de tendências e ideias para surpreender seus parceiros, das mais simples às mais sofisticadas. Basta o lojista construir suas estratégias de acordo com o público-alvo e suas preferências e necessidades”, explica Pereira.


Garanta agilidade pelo WhatsApp

O WhatsApp é um dos principais canais de venda na atualidade, tanto em sua versão convencional, quanto no WhatsApp Business - versão voltada a empresas e lojistas. A rede social também se tornou a melhor ferramenta para fidelização de clientes. Uma pesquisa da Opinion Box aponta que 76% dos usuários se comunicam com as empresas por meio da plataforma.

“O WhatsApp aproximou o varejo dos consumidores. Ficou muito mais acessível para o cliente entrar em contato direto com as empresas para tirar dúvidas sobre um produto, preço ou prazo de entrega, por exemplo, e essa facilidade também vem sendo aproveitada para a realização de vendas. Para isso, é essencial que a comunicação seja realizada de maneira ágil, porque é isso que o consumidor busca quando usa o WhatsApp como canal de comunicação escolhido para comprar”, ressalta o executivo.


Monitore suas estratégias de marketing

A análise combinada de KPIs das redes sociais, incluindo conteúdo orgânico e anúncios, números de conversão de leads e vendas, permite às marcas e empresas monitorarem se uma estratégia de marketing está surtindo efeito, além de ser possível também acompanhar a concorrência e tendências e oportunidades de negócio.

“Os dados extraídos do monitoramento de mídia trazem insights valiosos para o planejamento de novas ações e para o redirecionamento de estratégias. É preciso acompanhar constantemente as ações realizadas e seus resultados, para corrigir rotas quando necessário e identificar outras oportunidades. Ter uma ferramenta de monitoramento das redes sociais é fundamental para ações mais assertivas”, recomenda Pereira.


Aposte em influenciadores

Estudo do Business Insider prevê que, até o final de 2022, o setor do marketing de influência tenha valor aproximado de R$ 79 bilhões, valoração que está diretamente ligada ao impacto dessa estratégia no faturamento do e-commerce. No Brasil, 44,3% das marcas nacionais já possuem budget dedicado em suas empresas para trabalhar com Marketing de Influência, de acordo com a pesquisa “O Marketing de Influência no Brasil”, publicado pela influency.me.

Contudo, para alcançar os resultados pretendidos, a escolha do influenciador não pode se limitar ao número de seguidores ou seu alcance na internet.

“É importante analisar o comportamento e interesses do público-alvo, para encontrar o influenciador que pode gerar maior identificação junto ao público. Nem sempre será aquele com maior número de seguidores ou com maior engajamento. Muitas vezes, é um detalhe que faz determinada pessoa ser a mais indicada para uma estratégia de marketing de influência e isso é percebido a partir do monitoramento das redes e de uma análise bem aprofundada dos dados disponíveis”, explica o CEO.

Paulo também ressalta a importância das empresas utilizarem plataformas de monitoramento de insights, para analisarem os resultados das campanhas. “Mais de 70% das empresas que trabalham com marketing de influência, mostram dificuldades em obter e analisar métricas, de acordo com o relatório da Nielsen. Isso mostra o potencial em ter ferramentas para esse monitoramento”.


Desbrava


Lei proíbe penhora de bens de Santas Casas de Misericórdia e hospitais filantrópicos


O presidente Jair Bolsonaro sancionou a Lei n.º 14.334, que torna impenhorável os bens de hospitais filantrópicos e Santas Casas de Misericórdia mantidas por entidades certificadas como beneficentes de assistência social. Portanto, essas unidades de saúde não responderão por qualquer tipo de dívida civil, comercial, fiscal, previdenciária ou de outra natureza, salvo em algumas hipóteses. 

A proibição de penhora engloba os imóveis sobre os quais se assentam as construções, as benfeitorias de qualquer natureza e todos os equipamentos, inclusive os de uso profissional, ou móveis que guarnecem o bem, desde que quitados. Poderão ser penhorados obras de arte e os adornos suntuosos (itens considerados supérfluos).

“Os credores agora terão que penhorar outros direitos para receberem seus créditos das dívidas, pois a Lei impede que os hospitais e Santas Casas percam suas unidades de atendimento”, disse Sergio Emerenciano, advogado sócio do escritório Emerenciano, Baggio & Associados Advogados. 

 


Sergio Emerenciano  - advogado especializado em Direito Empresarial, Litígio Empresarial, Cível e Criminal, assim como em Recuperação Judicial e Falência.

 www.emerenciano.com.br  

 

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