Com a queda da patente e a chegada de
novos medicamentos mais baratos ao mercado no segundo trimestre, o uso de
canetas emagrecedoras no país acumula alta de 244% no primeiro semestre de 2026
ante o mesmo período de 2025
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| Divulgação: Scanntech |
A Scanntech, empresa líder em inteligência de dados para o varejo
e a indústria de bens de consumo de alto giro, atualiza os números do estudo
sobre o mercado de medicamentos à base de GLP-1 no Brasil, divulgado
originalmente em junho. Os dados mais recentes confirmam a aceleração do
consumo: somando mercado formal e a estimativa de consumo informal, o uso
desses medicamentos cresceu 281% no primeiro trimestre de 2026 e 217% no
segundo trimestre, sempre na comparação com os mesmos períodos de 2025. No
acumulado do primeiro semestre, a alta chega a 244%.
O mercado formal, sozinho, também segue em expansão acelerada, com
crescimento de 67% no primeiro semestre de 2026 ante o mesmo período do ano
anterior, e avançou 20% do primeiro para o segundo trimestre deste ano,
mostrando que a aceleração não se limita ao canal informal.
A atualização também refina a estimativa sobre a participação do
mercado informal no total de doses consumidas no País: no primeiro semestre de
2026, 53,8% das doses de GLP-1 em circulação no Brasil têm origem fora dos
canais formais de comercialização em farmácias, ante 46,2% do mercado formal.
Para Priscila Ariani, CMO da Scanntech, os dados mais recentes
confirmam que a tendência identificada em junho se aprofundou, com o mercado
informal assumindo a maior fatia do consumo total. “O mercado informal deixou
de ser uma parcela minoritária e hoje já responde pela maior fatia das doses
consumidas no País, um comportamento que tende a se intensificar com a chegada
de novas opções mais acessíveis”, afirma a executiva.
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| Divulgação: Scanntech |
Queda da patente acelera o consumo no segundo trimestre
Parte da aceleração observada no segundo trimestre é explicada por
dois marcos regulatórios e de mercado: a chegada de novos medicamentos ao
mercado brasileiro com a queda da patente, comercializados a partir de R$ 452,
valor sensivelmente abaixo do praticado pelas marcas de referência até então.
Para Priscila Ariani, a queda da patente e a chegada de medicamentos
mais baratos reduzem uma barreira financeira que até então limitava o acesso a
esses tratamentos. “Isso tende a acelerar tanto a formalização do consumo, à
medida que a diferença de preço entre um medicamento formal e um informal se
reduz, quanto a expansão da base total de usuários”, completa a diretora.
O estudo publicado em junho já havia identificado esse movimento
como uma tendência a ser observada: a pesquisa quantitativa da Scanntech,
realizada com mais de 2 mil consumidores adultos, mostrou que 37% dos
entrevistados que nunca usaram canetas emagrecedoras, ficariam mais
interessados em iniciar ou retomar o tratamento com GLP-1 diante da entrada de
novas opções no mercado, exatamente o movimento que os dados do segundo
trimestre agora confirmam.
O que já sabíamos: impacto no carrinho de compras
A atualização reforça as conclusões do levantamento original sobre
o efeito do GLP-1 na cesta de consumo dos brasileiros. Após isolar o
crescimento do consumo dos medicamentos de fatores externos como renda,
emprego, endividamento e condições climáticas, a Scanntech estima que o uso de
medicamentos à base de GLP-1 reduza em 0,49% ao ano o volume total de alimentos
vendidos nos supermercados brasileiros, com impacto mais intenso nas cestas
associadas à indulgência: bebidas (-0,91%), perecíveis embalados (-0,66%),
mercearia (-0,53%) e mercearia básica (-0,43%). Entre as categorias, cerveja
(-1,03%), petiscos e snacks (-0,82%) e chocolate (-0,72%) lideram as quedas.
Do outro lado, o impacto positivo aparece em categorias associadas
à saúde e ao bem-estar: alimentos frescos (+11,5%), academia e bem-estar
(+9,6%), suplementos proteicos (+9,1%), água com e sem gás (+7,9%) e vitaminas
e suplementos (+7,4%).
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| Divulgação: Scanntech |
A pesquisa quantitativa da Scanntech também mostrou que os usuários de GLP-1 são consumidores contumazes em quase todas as outras categorias: em comparação aos não usuários, consomem de quatro a cinco vezes mais cerveja, destilados, delivery, restaurantes e fast food, além de gastarem de duas a três vezes mais com academias, suplementos e vitaminas, o que ajuda a explicar por que o impacto do GLP-1 sobre o varejo é tão relevante, mesmo com uma penetração ainda concentrada: os dados originais indicam que 6% dos brasileiros adultos já fazem uso desses medicamentos.
Sobre o estudo
Para estimar a dimensão do mercado informal de medicamentos à base
de GLP-1, a Scanntech analisa a evolução das vendas de seringas em farmácias e
constrói uma linha de base histórica associada ao consumo de insulina. O
crescimento das vendas desse material de aplicação injetável observado acima da
tendência esperada para o consumo de insulina é utilizado como indicador do uso
de medicamentos adquiridos fora dos canais formais de comercialização. O estudo
original, divulgado em junho de 2026, incluiu ainda uma pesquisa quantitativa
com mais de 2 mil consumidores adultos representativos da população brasileira,
avaliando penetração, perfil de consumo, motivações de uso e disposição a iniciar
o tratamento diante de eventual redução de preços.



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