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| Crédito: Ayla Meinberg Unsplash |
Mais do que alimentar o bebê, a amamentação representa um
dos primeiros investimentos na saúde física e emocional de mãe e filho. Além de
fornecer todos os nutrientes necessários para o desenvolvimento infantil, o
leite materno fortalece o sistema imunológico, contribui para o desenvolvimento
cerebral, favorece a construção do vínculo afetivo e ainda reduz o risco de
diversas doenças para a mulher.
Os benefícios da amamentação também alcançam o desenvolvimento emocional da
criança. Segundo a psicóloga Vladya Lira, professora do curso de Medicina da
Afya Jaboatão, “o contato pele a pele, o olhar, a voz, o cheiro e a forma como
a mãe responde às necessidades do bebê ajudam a construir uma relação de
segurança e confiança. Ao perceber que suas necessidades são acolhidas de
maneira consistente, a criança desenvolve uma base emocional segura,
fundamental para seu crescimento e desenvolvimento.”
A psicóloga ressalta, porém, que o vínculo afetivo não depende exclusivamente
da amamentação. “Muitas mulheres enfrentam dificuldades como dor, problemas na
pega, baixa produção de leite ou questões de saúde que podem impedir ou
interromper o aleitamento. Nessas situações, o afeto continua sendo construído
por meio da presença, do acolhimento e da qualidade das interações cotidianas.
Até mesmo a alimentação por mamadeira pode representar um momento de contato,
intimidade e conexão entre mãe e bebê.”
Outro aspecto essencial é a saúde mental materna, quadros de ansiedade,
depressão pós-parto, privação de sono, excesso de cobranças e falta de apoio
podem tornar esse período mais desafiador. Por isso, a participação da família
é considerada fundamental. Dividir tarefas, oferecer acolhimento emocional,
respeitar o tempo da mãe e evitar julgamentos contribuem para um ambiente mais
saudável e fortalecem o cuidado com o bebê.
A pediatra Eveline Magalhães, professora da Afya Garanhuns, incentiva o
aleitamento materno como promoção de um cuidado integral que reúne nutrição,
saúde física, desenvolvimento emocional e apoio familiar. “Mais do que um
alimento, a amamentação representa uma estratégia de promoção da saúde, capaz
de gerar benefícios duradouros para mães, crianças e toda a sociedade.”
A pediatra reforça que a amamentação faz parte da chamada programação
metabólica, conceito que mostra como os estímulos recebidos nos primeiros mil
dias de vida (da gestação aos dois anos de idade) influenciam a saúde e o risco
de doenças ao longo da vida.
“O leite materno é um alimento vivo e biologicamente ativo, capaz de se adaptar
às necessidades do bebê em cada fase do desenvolvimento. Além dos nutrientes,
ele contém anticorpos, hormônios, enzimas, células de defesa e compostos
bioativos que fortalecem o sistema imunológico, favorecem o desenvolvimento
cerebral e a maturação intestinal. Entre seus componentes estão proteínas de
alta qualidade, vitaminas, minerais e os oligossacarídeos do leite humano, que
ajudam a formar uma microbiota intestinal saudável e protegem a criança contra
infecções. Nos primeiros dias após o parto, o colostro se destaca pela alta
concentração de fatores imunológicos, sendo conhecido como a primeira vacina do
bebê”, destaca Eveline.
Afya
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