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segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Robótica no câncer de próstata: tecnologia pode ajudar a preservar funções importantes?

O diagnóstico de câncer de próstata costuma trazer uma preocupação além do tratamento da doença: os possíveis impactos da cirurgia sobre a continência urinária e a função sexual. 

Quando a prostatectomia radical é indicada, a cirurgia robótica é uma alternativa. A tecnologia permite ao cirurgião trabalhar com visão ampliada e movimentos mais precisos, o que pode favorecer a preservação de estruturas importantes ao redor da próstata. 

Segundo o urologista Dr. Fernando Leão, especialista em cirurgia robótica, a possibilidade de preservar essas funções depende principalmente das características do tumor e das condições individuais do paciente. 

"O principal objetivo é retirar o câncer com segurança. Quando as características da doença permitem, buscamos preservar as estruturas responsáveis pela continência urinária e pela função sexual. A cirurgia robótica é uma importante ferramenta nesse processo."

 

Nem todo paciente pode ter os nervos preservados

Ao redor da próstata existem estruturas nervosas relacionadas à ereção. Entretanto, quando o tumor está próximo ou comprometendo essas estruturas, a preservação pode não ser segura do ponto de vista oncológico. 

"Não podemos prometer a preservação da função sexual em todos os casos. A prioridade sempre será o controle do câncer. A possibilidade de preservar os nervos é avaliada individualmente."

 

Robótica não significa recuperação imediata

Mesmo quando estruturas importantes são preservadas, a recuperação da continência e da função sexual pode levar tempo e varia de acordo com cada paciente. 

O acompanhamento após a cirurgia também é importante e pode incluir medidas de reabilitação, como fisioterapia do assoalho pélvico e estratégias para recuperação da função sexual. 

"A cirurgia é apenas uma etapa. O acompanhamento após o procedimento também é fundamental para ajudar o paciente a recuperar suas funções e retomar a qualidade de vida."

 

Dr. Fernando Leão, urologista - Médico formado pela Universidade Severino Sombra, com residência em Urologia na Santa Casa de Misericórdia de Campinas. Membro da SBU, American Urological Association e European Association of Urology.



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