Especialista em recuperação judicial,
Filipe Denki explica como a falta de mecanismos de controle pode aumentar
riscos jurídicos e comprometer a imagem das companhias
Empresas que deixam programas de
compliance de lado podem ficar mais expostas a fraudes, irregularidades,
processos judiciais e prejuízos financeiros. Além dos impactos no caixa, falhas
de controle também podem comprometer a reputação da companhia diante de
clientes, fornecedores e parceiros.
“O compliance funciona como uma
ferramenta de prevenção. Quando a empresa possui mecanismos de controle,
consegue identificar riscos com mais rapidez e agir antes que uma
irregularidade se transforme em um problema maior”, explica Filipe Denki,
especialista em recuperação judicial.
Entre as medidas que podem ser adotadas
estão códigos de conduta, treinamentos, canais de denúncia, políticas internas
e mecanismos de fiscalização. A estrutura permite acompanhar processos e
identificar falhas antes que elas provoquem consequências mais graves para o
negócio.
O problema é que, quando esses
controles não existem ou não são aplicados de forma efetiva, uma irregularidade
pode gerar não apenas perdas financeiras, mas também processos, multas,
rompimento de contratos e dificuldades nas relações comerciais. “Uma fraude
pode começar com um problema aparentemente pequeno e terminar afetando
diretamente o caixa e a continuidade da empresa”, afirma Denki.
A reputação também entra na conta. Em
um ambiente de rápida circulação de informações, uma denúncia ou descoberta de
irregularidade pode atingir consumidores e parceiros em pouco tempo. Para o
especialista, a confiança construída ao longo dos anos pode ser um dos
principais patrimônios de uma companhia.
“Reputação também é patrimônio.
Recuperar a confiança do mercado depois de uma crise pode ser muito mais
difícil do que investir em prevenção”, ressalta.
Na avaliação de Denki, o compliance
também deve ser considerado dentro da estratégia de gestão e de prevenção de
crises. A identificação antecipada de riscos pode ajudar empresas a corrigirem
problemas antes que eles comprometam o caixa, a operação ou a própria
continuidade do negócio.
Por isso, o especialista destaca que o
programa precisa funcionar na prática e não apenas existir formalmente. “Não
basta ter um manual de compliance. É necessário que as regras sejam conhecidas,
aplicadas e fiscalizadas. A cultura de integridade precisa fazer parte das
decisões da empresa”, conclui.
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