A Associação
Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI) lança a plataforma Anafilaxia
Brasil, um serviço de informação voltado ao público para ampliar o conhecimento
sobre a anafilaxia, a forma mais grave de reação alérgica.
Disponível em asbai.org.br/anafilaxia-brasil, o site apresenta conteúdos educativos sobre a condição,
seus possíveis desencadeadores e os sinais que exigem atendimento imediato. A
iniciativa busca facilitar o acesso a informações confiáveis e contribuir para
que pacientes, familiares e a população em geral saibam identificar uma
possível emergência alérgica.
Adrenalina
autoinjetável - Essa medicação é a única capaz de
salvar a vida de uma pessoa com anafilaxia e deve ser aplicada assim que os
sintomas surgirem. Após a aplicação, o paciente deve ser levado imediatamente a
um serviço de emergência.
Infelizmente, o
Brasil ainda não dispõe do dispositivo de adrenalina autoinjetável pela
ausência de registro na Anvisa, sendo necessária sua importação.
“Para a ASBAI,
ampliar o acesso à adrenalina autoinjetável é uma medida de segurança do
paciente. Não basta saber que a adrenalina salva vidas: é preciso que o
medicamento esteja efetivamente ao alcance da pessoa de risco quando a
anafilaxia acontece”, enfatiza a presidente da ASBAI, Dra. Fátima Rodrigues
Fernandes.
Dados
da Anafilaxia - A ASBAI mantém um Registro Brasileiro
de Anafilaxia para mapear as reações que acontecem no país. Na atualização mais
recente, foram analisados 406 pacientes registrados entre
junho de 2021 e fevereiro de 2026. Os principais desencadeantes foram
alimentos, medicamentos e picadas de insetos como abelhas, formigas e vespas.
“Um dado
importante é que 48,3%, quase metade, das reações
ocorreu dentro de casa. Apesar de a adrenalina ser o tratamento de primeira
escolha da anafilaxia, ela foi utilizada em aproximadamente 59% dos
casos, enquanto anti-histamínicos e corticoides foram
utilizados com muito mais frequência”, aponta a presidente da ASBAI. Apenas 28 (7%) dos
406 pacientes receberam adrenalina por autoinjetor.
Foram registrados
ainda 17 casos de anafilaxia bifásica e duas mortes, ambas relacionadas a
picadas de himenópteros; nenhum desses dois pacientes possuía autoinjetor de
adrenalina. Para a ASBAI, esses dados mostram que ainda é preciso avançar no
reconhecimento precoce da anafilaxia, na utilização adequada da adrenalina e no
acesso da população brasileira ao tratamento de emergência.
“Por isso, o
lançamento do site Anafilaxia Brasil representa um importante serviço de
orientação à população. A informação pode ajudar a reconhecer rapidamente uma
reação grave, entender seus possíveis desencadeadores e buscar atendimento
adequado no momento certo, evitando desfechos trágicos”, comenta a Dra. Marisa
Ribeiro, coordenadora do Departamento Científico de Anafilaxia da ASBAI.
O que
é a anafilaxia? - A anafilaxia
é uma resposta alérgica sistêmica que pode levar o paciente à morte se não
houver intervenção a tempo. Alimentos, ferroadas de insetos, látex e
medicamentos estão entre as principais causas da anafilaxia.
Os sintomas surgem
rapidamente e envolvem diferentes sistemas do corpo ao mesmo tempo. Entre as
manifestações possíveis estão alterações na pele e nas mucosas, como coceira,
vermelhidão, manchas e inchaço no rosto, além de sintomas respiratórios, como
sensação de sufocamento, tosse, chiado no peito, rouquidão e até parada
respiratória.
O quadro também pode incluir náuseas, vômitos, cólicas e diarreia; queda acentuada da pressão arterial, desmaios e alterações nos batimentos cardíacos; além de tontura, confusão mental, crises convulsivas, sensação de morte iminente e outros sinais de alarme.
ASBAI A Associação Brasileira de Alergia e Imunologia
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