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quarta-feira, 26 de agosto de 2026

ASBAI lança plataforma Anafilaxia Brasil para ampliar a informação sobre reações alérgicas graves

 

A Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI) lança a plataforma Anafilaxia Brasil, um serviço de informação voltado ao público para ampliar o conhecimento sobre a anafilaxia, a forma mais grave de reação alérgica.

 

Disponível em asbai.org.br/anafilaxia-brasil, o site apresenta conteúdos educativos sobre a condição, seus possíveis desencadeadores e os sinais que exigem atendimento imediato. A iniciativa busca facilitar o acesso a informações confiáveis e contribuir para que pacientes, familiares e a população em geral saibam identificar uma possível emergência alérgica.

 

Adrenalina autoinjetável - Essa medicação é a única capaz de salvar a vida de uma pessoa com anafilaxia e deve ser aplicada assim que os sintomas surgirem. Após a aplicação, o paciente deve ser levado imediatamente a um serviço de emergência.

Infelizmente, o Brasil ainda não dispõe do dispositivo de adrenalina autoinjetável pela ausência de registro na Anvisa, sendo necessária sua importação.

 

“Para a ASBAI, ampliar o acesso à adrenalina autoinjetável é uma medida de segurança do paciente. Não basta saber que a adrenalina salva vidas: é preciso que o medicamento esteja efetivamente ao alcance da pessoa de risco quando a anafilaxia acontece”, enfatiza a presidente da ASBAI, Dra. Fátima Rodrigues Fernandes.

 

Dados da Anafilaxia - A ASBAI mantém um Registro Brasileiro de Anafilaxia para mapear as reações que acontecem no país. Na atualização mais recente, foram analisados 406 pacientes registrados entre junho de 2021 e fevereiro de 2026. Os principais desencadeantes foram alimentos, medicamentos e picadas de insetos como abelhas, formigas e vespas.

 

“Um dado importante é que 48,3%, quase metade, das reações ocorreu dentro de casa. Apesar de a adrenalina ser o tratamento de primeira escolha da anafilaxia, ela foi utilizada em aproximadamente 59% dos casos, enquanto anti-histamínicos e corticoides foram utilizados com muito mais frequência”, aponta a presidente da ASBAI. Apenas 28 (7%) dos 406 pacientes receberam adrenalina por autoinjetor.

 

Foram registrados ainda 17 casos de anafilaxia bifásica e duas mortes, ambas relacionadas a picadas de himenópteros; nenhum desses dois pacientes possuía autoinjetor de adrenalina. Para a ASBAI, esses dados mostram que ainda é preciso avançar no reconhecimento precoce da anafilaxia, na utilização adequada da adrenalina e no acesso da população brasileira ao tratamento de emergência.

 

“Por isso, o lançamento do site Anafilaxia Brasil representa um importante serviço de orientação à população. A informação pode ajudar a reconhecer rapidamente uma reação grave, entender seus possíveis desencadeadores e buscar atendimento adequado no momento certo, evitando desfechos trágicos”, comenta a Dra. Marisa Ribeiro, coordenadora do Departamento Científico de Anafilaxia da ASBAI.

 

O que é a anafilaxia? - A anafilaxia é uma resposta alérgica sistêmica que pode levar o paciente à morte se não houver intervenção a tempo. Alimentos, ferroadas de insetos, látex e medicamentos estão entre as principais causas da anafilaxia.

 

Os sintomas surgem rapidamente e envolvem diferentes sistemas do corpo ao mesmo tempo. Entre as manifestações possíveis estão alterações na pele e nas mucosas, como coceira, vermelhidão, manchas e inchaço no rosto, além de sintomas respiratórios, como sensação de sufocamento, tosse, chiado no peito, rouquidão e até parada respiratória.

 

O quadro também pode incluir náuseas, vômitos, cólicas e diarreia; queda acentuada da pressão arterial, desmaios e alterações nos batimentos cardíacos; além de tontura, confusão mental, crises convulsivas, sensação de morte iminente e outros sinais de alarme. 



ASBAI A Associação Brasileira de Alergia e Imunologia
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