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sexta-feira, 6 de novembro de 2026

Morte de apresentadora após choque anafilático acende alerta: reação alérgica grave pode ser fatal em poucos minutos

 Amigo de longa data da apresentadora Janaína Barbosa, o farmacêutico Jamar Tejada explica como reconhecer os primeiros sinais da anafilaxia, quais substâncias podem desencadear a reação e por que o atendimento imediato é decisivo para salvar vidas

 

A morte da apresentadora Janaína Barbosa, atribuída a um choque anafilático, chama a atenção para uma emergência médica que pode evoluir rapidamente e colocar a vida em risco. A anafilaxia é uma reação alérgica grave e potencialmente fatal, capaz de comprometer a respiração e a circulação sanguínea em questão de minutos.

Amigo pessoal da apresentadora, o farmacêutico homeopata Jamar Tejada destaca a importância de ampliar o conhecimento da população sobre os sinais de uma reação alérgica grave. Embora muitas pessoas associem alergias apenas a coceiras, espirros ou manchas na pele, algumas reações podem desencadear alterações intensas no organismo, exigindo atendimento de emergência.

O choque anafilático é a manifestação circulatória grave da anafilaxia, caracterizada por queda importante da pressão arterial e comprometimento da circulação. Nem toda anafilaxia evolui para choque, mas todas as suspeitas de anafilaxia exigem ação imediata.
 

O que acontece no corpo durante um choque anafilático?

Segundo Jamar Tejada, a anafilaxia ocorre quando o sistema imunológico desencadeia uma resposta exagerada a determinada substância. Durante essa reação, células do organismo liberam mediadores químicos, como a histamina, que provocam alterações nos vasos sanguíneos, nas vias respiratórias e em outros órgãos.

Os vasos podem se dilatar e permitir a saída de líquidos para os tecidos, provocando inchaço e queda da pressão arterial. Ao mesmo tempo, pode ocorrer estreitamento dos brônquios, dificultando a passagem do ar.

Essa combinação explica por que uma reação inicialmente percebida como uma alergia pode evoluir para dificuldade respiratória, perda de consciência e parada cardiorrespiratória.
 

Quais são os primeiros sinais de alerta?

Um dos maiores perigos da anafilaxia é a rapidez com que os sintomas podem surgir. Em muitos casos, a reação começa poucos minutos após o contato com a substância desencadeante.

Entre os principais sinais estão:

  • Coceira intensa, vermelhidão e placas na pele;
  • Inchaço nos lábios, língua, rosto ou garganta;
  • Sensação de garganta fechando ou dificuldade para engolir;
  • Falta de ar, chiado no peito e tosse persistente;
  • Tontura, fraqueza intensa e desmaio;
  • Náuseas, vômitos, cólicas e diarreia;
  • Queda acentuada da pressão arterial.

Um detalhe importante é que nem toda anafilaxia provoca manchas na pele. Em algumas situações, os primeiros sinais podem ser respiratórios ou circulatórios, o que dificulta o reconhecimento da gravidade.
 

Medicamentos, alimentos e picadas: o que pode provocar anafilaxia?

A reação pode ser desencadeada por diferentes substâncias, e nem sempre a pessoa sabe previamente que apresenta sensibilidade a determinado agente.

Entre os desencadeantes mais conhecidos estão medicamentos, como alguns antibióticos e anti-inflamatórios; alimentos, incluindo amendoim, castanhas, leite, ovos, peixes e frutos do mar; além de picadas de insetos, especialmente abelhas e vespas.

O látex e determinadas substâncias utilizadas em procedimentos médicos também podem provocar reações graves.

Jamar ressalta que o risco não depende necessariamente da quantidade de substância à qual a pessoa foi exposta. Em indivíduos sensibilizados, pequenas quantidades podem ser suficientes para desencadear uma reação importante.

Também é possível desenvolver uma alergia mesmo depois de contatos anteriores aparentemente seguros com determinada substância.
 

Por que não se deve esperar para ver se a reação melhora?

Um dos erros mais perigosos diante de uma suspeita de anafilaxia é acreditar que os sintomas desaparecerão espontaneamente ou que um antialérgico comum será suficiente.

A adrenalina intramuscular é o tratamento de primeira linha para a anafilaxia. Quando administrada prontamente, conforme os protocolos médicos, ela ajuda a reverter alterações potencialmente fatais, como a queda da pressão arterial e o comprometimento das vias respiratórias.

Os anti-histamínicos podem aliviar manifestações cutâneas, como coceira e urticária, mas não substituem a adrenalina nem tratam adequadamente o comprometimento respiratório e circulatório.

Diante de sinais compatíveis com anafilaxia, é fundamental acionar imediatamente o SAMU, pelo número 192, e informar a suspeita de reação alérgica grave. Pessoas que possuem autoinjetor de adrenalina prescrito devem utilizá-lo sem demora, conforme orientação médica.

Enquanto o socorro não chega, a pessoa deve permanecer preferencialmente deitada, com as pernas elevadas, se tolerado. Em caso de dificuldade respiratória, pode ser necessário manter uma posição que facilite a respiração, evitando que ela fique em pé ou caminhe. Se estiver inconsciente, mas respirando, deve ser colocada em posição lateral de segurança. Em caso de parada cardiorrespiratória, é necessário iniciar manobras de reanimação.

Mesmo quando os sintomas melhoram após o tratamento, a avaliação hospitalar é indispensável, pois algumas pessoas podem apresentar recorrência da reação horas depois.
 

Quem já teve uma reação alérgica leve pode sofrer um choque anafilático?

Sim. A gravidade de uma reação anterior não permite prever com segurança a intensidade de uma exposição futura.

Pessoas com histórico de anafilaxia precisam de avaliação com alergista ou imunologista para investigar o desencadeante, receber orientações preventivas e, quando indicado, ter acesso à adrenalina autoinjetável.

A identificação correta da substância responsável é especialmente importante para evitar novas exposições. Isso não significa, entretanto, que toda pessoa com alergia apresentará anafilaxia.
 

Reconhecer os sinais pode salvar vidas

A morte de Janaína Barbosa traz visibilidade a uma condição que muitas vezes é subestimada por quem nunca presenciou uma reação alérgica grave.

Para Jamar Tejada, que mantinha uma relação pessoal de amizade com a apresentadora, o episódio também representa uma oportunidade de conscientização sobre a importância de reconhecer os sinais de emergência e buscar socorro imediatamente. O farmacêutico reforça que conhecer os sintomas, informar profissionais de saúde sobre alergias conhecidas e não se automedicar diante de manifestações graves são medidas fundamentais de segurança.
 

Jamar Tejada - Farmacêutico graduado pela Faculdade de Farmácia e Bioquímica pela Universidade Luterana do Brasil, RS (ULBRA), Pós-Graduação em Gestão em Comunicação Estratégica Organizacional e Relações Públicas pela USP (Universidade de São Paulo), Pós-Graduação em Medicina Esportiva pela (FAPES), Pós-Graduação em Comunicação com o Mercado pela ESPM, Pós-Graduação em Formação para Dirigentes Industriais com Ênfase em Qualidade Total - Engenharia de Produção pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul-(UFRGS) e Pós-Graduação em Ciências Homeopáticas pelas Faculdades Associadas de Ciências da Saúde. Proprietário e Farmacêutico Responsável da ANJO DA GUARDA Farmácia de manipulação e homeopatia desde agosto 2008. tejard


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