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sexta-feira, 6 de novembro de 2026

Check up da fertilidade avalia saúde reprodutiva e auxilia no planejamento familia

Magnific
Mesmo que não haja intenção imediata de engravidar, recomenda-se que a mulher avalie fatores de risco que possam comprometer sua fertilidade, como o estoque de óvulos, para que consiga definir seus próximos passos com segurança e suporte médico adequado


A avaliação da fertilidade ainda costuma ocorrer apenas quando surgem dificuldades para engravidar. No entanto, a mulher deve se preocupar com a saúde reprodutiva independentemente de haver planos de ter filhos no curto prazo. A consulta médica especializada com exames periódicos é uma aliada indispensável, que permite monitorar as transformações do organismo ao longo dos anos, identificar alterações hormonais em fases iniciais e nortear cada etapa da vida fértil.

A mulher já nasce com todos os óvulos que terá ao longo da vida, ou seja, o estoque é finito e não se renova. Com o passar do tempo e o processo natural de envelhecimento, estas células reprodutivas diminuem progressivamente em número e qualidade, com uma queda mais acentuada a partir dos 35 anos.

“O recomendável é que a mulher faça uma investigação preventiva abaixo dessa idade, período em que os óvulos mantêm maior qualidade genética e a resposta a eventuais tratamentos é significativamente superior. Com o mapeamento da reserva ovariana, ela deixa de ser pega de surpresa e consegue definir seus próximos passos com tranquilidade e suporte médico adequado, desde a manutenção do monitoramento periódico e investigação de doenças associadas até o planejamento de uma gestação imediata ou o congelamento dos óvulos para preservar a fertilidade”, explica Dr. Oscar Duarte, diretor médico do Fertgroup, maior rede de clínicas de reprodução assistida do país. 

O acompanhamento com ginecologista ou especialista em medicina reprodutiva também auxilia no diagnóstico de doenças silenciosas que podem comprometer a reserva ovariana e a fertilidade como um todo, a exemplo da endometriose, da síndrome ovariana metabólica poliendócrina (antiga síndrome dos ovários policísticos) e da insuficiência ovariana prematura (conhecida como menopausa precoce).
 

Como funciona um check-up inicial de fertilidade

Durante a consulta médica, a paciente será questionada em detalhes sobre sua saúde, incluindo regularidade do ciclo menstrual, cirurgias prévias, histórico de doenças na família e estilo de vida.

“Estes dados são cruzados com avaliação clínica e os resultados de dois exames específicos para investigar a reserva ovariana: o ultrassom transvaginal para contagem dos folículos antrais e a dosagem do Hormônio Antimülleriano (AMH) no sangue. Os folículos são bolsas de líquido localizadas nos ovários que abrigam e nutrem os óvulos em desenvolvimento, sendo também os responsáveis por secretar o AMH. Os exames são complementares: enquanto o ultrassom transvaginal faz a contagem visual dos folículos, os níveis de AMH no sangue fornecem uma estimativa confiável de quantas destas pequenas estruturas restam nos ovários”, detalha Duarte.

Conforme a avaliação inicial e o perfil de cada paciente, o especialista pode solicitar exames adicionais para investigar outros fatores essenciais para a gestação, como a integridade do útero, a permeabilidade das tubas uterinas e a fertilidade do parceiro.


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