Pediatra explica como pequenas escolhas no dia a
dia podem impactar a saúde, o crescimento e a relação das crianças com a comida
ao longo da vida
A alimentação na infância é um dos pilares mais
importantes para o desenvolvimento físico, cognitivo e emocional. É nessa fase
que se formam hábitos que podem acompanhar a vida adulta, influenciando
diretamente a saúde e a prevenção de doenças.
Com a rotina cada vez mais acelerada das famílias e
a presença constante de alimentos ultraprocessados, especialistas alertam para
a importância de atenção redobrada ao que vai para o prato das crianças.
A alimentação na infância é um dos pilares mais importantes para o
desenvolvimento físico, cognitivo e emocional. Foto: Freepik
A Dra. Renata de Carvalho Kuntz, pediatra e docente
do curso de Medicina da Afya Centro Universitário de Pato Branco, explica que
não se trata de proibir alimentos, mas de construir uma relação equilibrada e
consciente com a comida desde cedo.
“A infância é o momento ideal para ensinar bons
hábitos alimentares. Quando a criança aprende a reconhecer alimentos naturais,
variados e nutritivos, ela tende a levar isso para a vida adulta. O mais
importante é o exemplo dentro de casa e a constância”, afirma a Dra. Renata.
1.
Priorize alimentos naturais no dia a dia
Frutas, legumes, verduras, grãos e alimentos
minimamente processados devem ser a base da alimentação infantil. Eles fornecem
vitaminas, minerais e fibras essenciais para o crescimento.
“Quanto mais natural for a alimentação, melhor.
Alimentos frescos ajudam no desenvolvimento, fortalecem a imunidade e
contribuem para o bom funcionamento do organismo”, explica Dra. Renata.
2. Evite o
excesso de ultraprocessados
Biscoitos recheados, refrigerantes, salgadinhos e
produtos industrializados em geral devem ser consumidos com moderação.
“Esses alimentos têm alto teor de açúcar, sódio e
gorduras ruins. O consumo frequente pode aumentar o risco de obesidade infantil
e outros problemas de saúde”, alerta a pediatra e docente.
3.
Estabeleça uma rotina alimentar
Manter horários regulares para as refeições ajuda a
criança a reconhecer sinais de fome e saciedade, além de evitar beliscos constantes
ao longo do dia.
“Ter uma rotina organizada contribui para o
equilíbrio alimentar e reduz a ansiedade em relação à comida”, destaca a Dra.
Renata.
4. Dê o
exemplo dentro de casa
As crianças aprendem muito mais pelo comportamento
dos adultos do que por orientações verbais. Por isso, o exemplo dos pais é
fundamental.
“Não adianta pedir que a criança coma frutas se ela
não vê isso no dia a dia da família. O comportamento dos pais é determinante na
formação dos hábitos alimentares”, reforça a médica pediatra e docente da Afya
de Pato Branco.
5.
Respeite o tempo da criança com a comida
Forçar a criança a comer ou impor restrições
rígidas pode gerar uma relação negativa com a alimentação. O ideal é
incentivar, mas sem pressão.
“Cada criança tem seu ritmo e suas preferências. O
papel dos pais é oferecer alimentos saudáveis e variados, sem transformar a
refeição em um momento de conflito”, orienta a Dra. Renata.
Alimentação
saudável é construção, não imposição
Mais do que seguir regras rígidas, a alimentação
infantil deve ser vista como um processo de aprendizado contínuo. Pequenas
mudanças no dia a dia podem ter grande impacto a longo prazo.
“Não existe perfeição, existe equilíbrio. O
importante é construir uma base saudável, com afeto, paciência e consistência”,
conclui a Dra. Renata, médica pediatra e docente do curso de Medicina da Afya
Centro Universitário de Pato Branco.
Criar bons hábitos alimentares na infância é um
investimento na saúde futura. Com informação, exemplo e equilíbrio, é possível
formar crianças mais saudáveis e conscientes sobre suas escolhas alimentares.
Afya
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