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| crédito. Kiko Ferrite |
Com direção de Kleber Montanheiro, a peça conta a história de um galã de novela que acha que sofre preconceito por ser bonito demais e decide ficar feio para ser levado a sério. A estreia é no dia 3 de outubro no Teatro YouTube
A jornada cômica de um ator “bonito
demais” para ser levado a sério é ponto de partida de Cansei de Ser Belo,
novo texto de Emílio Boechat, com direção de Kleber Montanheiro e
com os atores Fernando Pavão, Erica Montanheiro, Wilson
de Santos e Marcelo Goes no elenco. A comédia é produzida por
Boechat e Marilia Toledo.
O espetáculo tem sua temporada de
estreia de 3 de outubro a 22 de novembro, no Teatro YouTube (na
Galeria Magalu), com apresentações às sextas e aos sábados, às 20h, e aos
domingos, às 18h.
O autor Emílio Boechat conta que teve a
ideia para escrever o texto depois de assistir à leitura de uma peça que tinha
como protagonista um galã bem conhecido das novelas. “Pensei: por que esse homem
tão bonito e bem sucedido ainda se dá ao trabalho de fazer teatro? Foi então
que eu lembrei que, segundo o filósofo Henri Bergson, a vaidade é o ‘vício
cômico’ mais engraçado. A partir disso decidi escrever sobre a vaidade de uma
perspectiva diferente”, revela.
A trama acompanha a jornada de Rodrigo
Contreiras (Fernando Pavão), o homem que todo brasileiro conhece, o galã
absoluto das novelas, um rostinho que as marcas exploram para vender qualquer
tipo de produto. Mas, por trás do sorriso de porcelana, ferve uma crise
existencial: cansado de ser apenas um "corpo sarado com milhões de
seguidores", ele decide destruir sua imagem de perfeição para ser levado a
sério pela crítica especializada. Ele escolhe fazer uma peça de teatro por um
motivo prático: é mais rápido de produzir do que um filme ou uma série.
Sua jornada cômica, a busca obsessiva
pelo "prêmio de melhor ator", se converte em uma descida voluntária
ao que, para ele, é o submundo: o teatro alternativo e experimental.
Boechat esclarece que a peça não
diminui, de forma alguma, o teatro alternativo. “Nossa crítica é voltada às
pessoas que buscam o reconhecimento a qualquer preço, que têm uma visão
distorcida de quem são e tratam esse teatro experimental como algo menor, que
dá trabalho pra quem ‘não é bonito o suficiente pra fazer televisão’”,
comenta.
Para a atriz Erica Montanheiro, o humor
da peça surge em boa parte do flerte com o absurdo. “O texto cria situações
limítrofes nas quais, dificilmente, alguém iria se colocar. Essas situações
criam constrangimento e, ao mesmo tempo, um olhar debochado sobre o ‘ser
artista’. E é, através desse deboche, que as fragilidades do fazer artístico
são expostas. Em um país como o Brasil - que não valoriza os trabalhadores da
cultura - cada vez mais os próprios artistas são responsáveis por criar
situações para vender sua imagem”, diz.
Sobre seu personagem, o ator Fernando
Pavão acrescenta: “Acho que o texto acerta a mão em cheio ao espelhar esse
Rodrigo, um ator que precisa desesperadamente de visibilidade e reconhecimento
com o tempo em que vivemos hoje, em que muita gente busca isso via o mundo
fantástico das redes sociais. Uma comédia deliciosa onde o universo dos atores
e seus exageros é primorosamente retratado”.
Já a encenação, de acordo com o diretor
Kleber Montanheiro, tem como ponto de partida essa “ideia do jogo cênico da
comédia, que é muito característico do Emílio, e caminhar por um lugar um pouco
mais surrealista, no sentido do exagero, de criar um espelhamento da sociedade
através dessa amplitude”.
Por fim, sobre a cenografia e figurino,
Montanheiro diz que a ideia é trabalhar com a simplicidade. “Queremos que a
cenografia seja muito simples, mas muito mutante, que tenha elementos que se
transformam. Então, eles se transformam numa sala, num escritório, num camarim,
quase como um grande contêiner que vai abrindo e dando origem a diferentes
espaços físicos. E isso remete um pouco a essa velocidade das redes sociais,
quase como uma tela de celular”, comenta.
Ficha Técnica
Texto:
Emilio Boechat
Direção,
cenário e figurino: Kleber Montanheiro
Elenco:
Fernando Pavão, Erica Montanheiro, Wilson de Santos e Marcelo Goes
Direção
de Produção: Marilia Toledo e Emilio Boechat
Desenho
de luz: Gabrielle Souza
Trilha
Sonora: Emilio Boechat e Vinícius Loyola
Fotos:
Kiko Ferrite
Assessoria
de Imprensa: Pombo Correio
Sinopse
Rodrigo Contreiras é um ator que todo
brasileiro conhece, um galã absoluto das novelas, um rostinho que as marcas
exploram para vender qualquer tipo de produto. Mas, por trás do sorriso de
porcelana, ferve uma crise existencial: cansado de ser apenas um "corpo sarado
com milhões de seguidores", ele decide destruir sua imagem de perfeição
para ser levado a sério pela elite intelectual.
Serviço
Cansei de Ser Belo, de Emílio Boechat
Temporada: 3 de outubro a 22 de novembro de 2026
Sextas
e sábados, às 20h, e aos domingos, às 18h
Teatro
YouTube (Galeria Magalu - Conjunto Nacional) - Av. Paulista, 2073 - Bela Vista, São Paulo
Ingressos:
R$120,00 (inteira) e R$60,00
(meia-entrada)
Vendas
online:
https://www.eventim.com.br/event/cansei-de-ser-belo-teatro-youtube-22035387/
Classificação:
livre
Duração:
70 minutos
Acessibilidade: teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade
reduzida

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