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sábado, 19 de setembro de 2026

1 em cada 3 psiquiatras brasileiros já teve paciente pedindo ajuste de medicação com base em sugestão de IA, revela pesquisa da Doctoralia

Levantamento com 1.718 psicólogos e psiquiatras mostra a extensão do uso da tecnologia por pacientes antes da consulta, dias depois de a nova resolução do CFM sobre uso de inteligência artificial na medicina entrar em vigor no país

 


A
Doctoralia, maior plataforma de saúde do Brasil, acaba de realizar uma pesquisa inédita com mais de 1.700 psicólogos e psiquiatras de todas as regiões do país. O levantamento mostra que 37% dos psiquiatras já tiveram paciente pedindo ajuste de medicação com base em sugestão de inteligência artificial.

O dado chega poucos dias depois de a
Resolução CFM nº 2.454/2026, que regula o uso de inteligência artificial na medicina, ter entrado em vigor no Brasil. A norma estabelece que a decisão diagnóstica, terapêutica e prognóstica final é sempre do médico, veda que a IA comunique diagnósticos sozinha e garante ao paciente o direito de ser informado sempre que a ferramenta for usada em seu atendimento.

Segundo a pesquisa aplicada a profissionais disponíveis na plataforma, a nova regra do Conselho Federal de Medicina (CFM), está alinhada com o que as categorias defendem. Os dados do levantamento mostram que 58,9% dos psicólogos e 59,2% dos psiquiatras afirmaram que a inteligência artificial generativa em saúde mental deveria ser regulamentada por lei, com regras claras, e não por autorregulação do mercado.

Entre os psicólogos, 25,7% já identificaram pelo menos um paciente com sinais de dependência emocional de chatbot de IA, e 41,9% avaliam que o uso prévio da ferramenta pelo paciente prejudica o vínculo terapêutico. Entre os psiquiatras, 47,1% relatam pacientes chegando à consulta com uma hipótese diagnóstica sugerida por IA em parcela mensurável dos atendimentos dos últimos seis meses.

“A pesquisa mostra que a IA já está influenciando a forma como os pacientes chegam ao consultório, mais informados, com novas perguntas e, em alguns casos, com expectativas construídas a partir de orientações recebidas por essas ferramentas. Quando vemos pacientes pedindo ajustes de medicação com base nesse tipo de interação, fica claro que o impacto da IA já ultrapassou a busca por informação e começa a chegar à relação entre paciente e profissional de saúde. Entender essa mudança é essencial para que possamos promover um uso mais seguro e responsável da tecnologia ao longo da jornada do paciente”, afirma Flavia Soccol, Diretora Global de Patient Care da Doctoralia.

"Recebo paciente com relatório de IA sugerindo diagnóstico ou ajuste de medicação praticamente toda semana e sempre explico a importância do exame clínico inicial e do acompanhamento profissional. Não tem como negar que os pacientes conversem com a IA, mas sempre procuro lembrá-los da importância do acompanhamento profissional”, reforça
Dr. Felipe Andrade Aragão, psiquiatra disponível na plataforma Doctoralia.

A pesquisa da Doctoralia foi realizada com psicólogos e psiquiatras disponíveis na plataforma no Brasil e integra uma série de estudos que a empresa aplicou a pacientes sobre o mesmo tema. A companhia também ampliou recentemente o acesso a atendimento psicológico com o lançamento do
Doctoralia Terapia, serviço que conecta pacientes a psicólogos para sessões 100% online. Após o preenchimento de um breve questionário, a plataforma sugere o profissional mais adequado às necessidades e preferências de cada paciente, entre psicólogos certificados e especializados em diferentes áreas da psicologia. 


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