Alta no número de casamentos transforma
o mês da chegada da primavera em uma das principais temporadas para os
casamentos e influencia também as escolhas de moda bridal
Durante anos, maio ocupou o posto simbólico de mês das noivas.
Agora, setembro começa a ganhar protagonismo no calendário dos casamentos e se
firma como uma das principais escolhas dos casais para subir ao altar. Segundo
dados do iCasei, o número de casamentos realizados em setembro cresceu 73,11%
entre 2021 e 2026, passando de 7.208 para 12.478 celebrações.
O favoritismo pelo mês acompanha uma mudança no comportamento dos
noivos, que têm buscado períodos com temperaturas mais agradáveis e maior
possibilidade de aproveitar espaços ao ar livre. A transformação também chega à
moda bridal. Para Camila Paludo, estilista e fundadora do Camila Paludo
Atelier, a escolha da época do ano pode influenciar o processo criativo, mas
deve funcionar como ponto de partida, e não como uma regra.
A partir da experiência no desenvolvimento de vestidos sob medida,
a estilista destaca algumas escolhas que vêm ganhando espaço entre as noivas
que optam pela primavera. Confira!
Tecidos
leves e movimento
A temperatura mais amena favorece materiais que proporcionam
fluidez e movimento ao vestido. Musseline de seda, crepe georgette ou chiffon e
rendas delicadas aparecem como alternativas para construções menos rígidas. A
organza, em especial, permite criar volume e estrutura sem deixar a produção
pesada, resultando em silhuetas leves e com movimento. Esses tecidos funcionam
especialmente bem em celebrações realizadas durante o dia ou em espaços
externos.
Silhuetas
mais fluidas
A primavera também abre espaço para modelagens que acompanham o
corpo sem necessariamente marcá-lo de maneira rígida. Saias amplas, cortes em
A, construções com camadas leves e vestidos com caimento mais solto são algumas
das possibilidades para quem busca uma estética menos estruturada.
Para Camila, a escolha da silhueta deve considerar também o local
da celebração. “A locação é um dos elementos que orientam a construção do
vestido. Dependendo do espaço escolhido, o formato, o volume e até a estrutura
da peça podem mudar. Um casamento ao ar livre, por exemplo, permite explorar uma
proposta mais fluida e com movimento, enquanto uma celebração em um ambiente
mais formal pode pedir uma construção mais estruturada”, explica.
Transparências estratégicas
As transparências seguem presentes na moda bridal, mas aparecem de
maneira mais pontual e sofisticada. Tules, mangas translúcidas, decotes com
efeito de segunda pele e recortes delicados podem trazer leveza à construção
sem necessariamente tornar o vestido excessivamente revelador.
“A transparência pode ser muito interessante quando usada para
criar uma sensação de leveza. Ela não precisa ser o elemento principal do
vestido; pode aparecer em pequenos detalhes, criando profundidade e diferentes
camadas na peça”, comenta a estilista.
Flores
que vão além do buquê
A primavera naturalmente aproxima o universo dos casamentos das
flores, mas a referência não precisa ficar restrita à decoração. Bordados
florais, aplicações tridimensionais e desenhos orgânicos podem aparecer no
próprio vestido, criando uma relação mais sutil com a estação.
“Gosto da ideia de trazer a primavera para o vestido sem
transformar a peça em uma representação literal da estação. Uma aplicação
floral localizada, um bordado com desenho orgânico ou uma textura que lembre pétalas
podem fazer essa conexão de uma maneira muito sofisticada”, explica Camila.
Mangas
removíveis e peças versáteis
Mangas removíveis, capas, sobressaias, luvas e outros complementos
permitem que a noiva tenha mais de uma leitura do mesmo look, adaptando a
produção para a cerimônia, recepção e festa. Para casamentos de primavera, a
proposta também funciona de maneira prática, já que a temperatura pode variar
ao longo do dia.
Menos
regras, mais personalidade
Apesar da influência da estação, Camila reforça que não existe uma
fórmula de vestido para quem escolhe setembro. A tendência mais importante,
segundo a estilista, é justamente a possibilidade de adaptar referências ao
estilo de cada mulher.
“Setembro pode trazer referências de leveza, natureza e movimento,
mas isso pode ser interpretado de inúmeras maneiras. Uma noiva minimalista, uma
romântica ou uma mulher que prefere um vestido mais arquitetônico podem todas
encontrar uma maneira de traduzir a primavera sem perder a própria identidade”,
diz a estilista.
A ascensão de setembro como período escolhido para os casamentos,
portanto, acompanha uma transformação maior no mercado bridal. Mais do que
substituir maio no imaginário das noivas, o mês representa uma mudança na forma
como os casais pensam a celebração: o calendário, o espaço, a estação e a
estética passam a ser escolhidos de maneira integrada, mas sempre a partir da
personalidade de quem está vivendo o momento.
Camila Paludo Atelier
Rua Júlio de Castilhos, 111, Centro, Garibaldi, RS
Site
www.camilapaludoatelier.com.br
Instagram: camilapaludoatelier
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