Composição corporal ajuda a identificar
mudanças na proporção de gordura e músculos que não aparecem nos quilos e pode
ser um indicador mais relevante da evolução física
A balança pode permanecer no mesmo
número enquanto o corpo passa por mudanças importantes. Isso acontece porque o
peso corporal reúne gordura, músculos,
água, ossos, órgãos e outros tecidos, e não revela quanto cada componente
representa. Uma pessoa que começa a treinar, por exemplo, pode reduzir gordura
e ganhar massa muscular sem apresentar uma queda significativa de peso. É o que
se chama de recomposição corporal, processo que ajuda a explicar por que
acompanhar apenas os quilos pode produzir uma visão incompleta dos resultados.
“O peso é apenas uma informação dentro
de um conjunto muito maior. Quando avaliamos a composição
corporal, conseguimos entender se houve redução de gordura, preservação
ou ganho de massa muscular e relacionar esses dados à evolução do
condicionamento e da força. É possível, portanto, manter o mesmo peso na balança
e estar evoluindo de forma bastante positiva”, explica Cacá Ferreira, gerente
técnico corporativo da Cia Athletica. Massa magra e massa muscular, por
exemplo, não são sinônimos: enquanto a primeira engloba tudo o que não é
gordura, como músculos, água, ossos e órgãos, a massa muscular corresponde
especificamente ao tecido ligado à contração e à produção de força.
Para acompanhar essas mudanças, métodos
como bioimpedância, adipometria, medidas de circunferência e registros
fotográficos podem ser utilizados em avaliações periódicas. A bioimpedância,
bastante comum nas academias, fornece estimativas da composição corporal e pode
sofrer interferências de fatores como hidratação, alimentação, horário da
avaliação e exercícios realizados anteriormente. Por isso, mais importante do
que comparar resultados isolados é observar a tendência ao longo do tempo,
preferencialmente realizando as avaliações em condições semelhantes. Mudanças
no caimento das roupas, aumento das cargas no treino e melhora do
condicionamento também ajudam a mostrar uma evolução que nem sempre aparece na
balança.
“Quando o objetivo é melhorar a
composição corporal, musculação e exercícios cardiovasculares têm papéis complementares.
O treinamento de força estimula e ajuda a preservar a massa muscular, enquanto
o cardio contribui para o gasto energético. Mas o resultado não depende de uma
avaliação isolada nem acontece de uma semana para outra: é preciso considerar
treino, alimentação, recuperação e consistência”, afirma Ferreira.
Na Cia Athletica, a avaliação física
inicial e o acompanhamento da evolução consideram composição corporal, força e
condicionamento para orientar o programa de treinamento de acordo com os objetivos,
a rotina e o histórico de cada aluno.
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