A Galileu Saúde, empresa de cuidado e prevenção em saúde, atua com acompanhamento contínuo por meio de soluções como o Vigilantes, plataforma que monitora indicadores relacionados a sono, emoções, ansiedade, sintomas depressivos e hábitos.
Dados da Galileu Saúde e do Vigilantes mostram como esses fatores podem estar relacionados. Em uma análise com 44.418 avaliações de trabalhadores de empresas brasileiras, pessoas com sintomas de insônia apresentaram quase três vezes mais sintomas sugestivos de depressão e quase duas vezes mais sintomas sugestivos de ansiedade. Entre quem apresentava insônia, a proporção de sintomas sugestivos de depressão chegou a 41,22%, ante 14,19% entre pessoas sem insônia. Na ansiedade, os índices foram de 70,43% e 38,01%, respectivamente.
“Em saúde mental, prevenção significa perceber mudanças antes que elas comprometam de forma mais profunda a qualidade de vida e a rotina. Quanto mais cedo esses sinais são identificados, maior a possibilidade de buscar orientação e adotar estratégias de cuidado”, afirma Márcio Alves, fundador e CEO da Galileu Saúde.
A
partir da experiência de acompanhamento desses indicadores, a Galileu Saúde
reuniu sete perguntas simples que podem ajudar a fazer um check-up da rotina.
7 perguntas para seu check-up:
1. Você tem dormido bem?
Dificuldade
para adormecer, acordar várias vezes durante a noite, dormir em horários muito
diferentes do habitual ou acordar sem se sentir descansado podem acompanhar
períodos de estresse e sofrimento emocional. Uma noite ruim é comum; o que
merece atenção é quando a mudança passa a fazer parte da rotina.
2. Você perdeu o interesse por coisas que gostava de fazer?
Atividades
de lazer, encontros com amigos, hobbies ou mesmo pequenos prazeres cotidianos
podem começar a perder o interesse. Quando essa mudança persiste, vale observar
o que está acontecendo.
3. Você está mais irritado, ansioso ou emocionalmente instável?
Sofrimento
emocional não aparece apenas como tristeza. Irritabilidade, preocupação
constante, dificuldade para relaxar e mudanças de humor também podem sinalizar
que algo saiu do padrão habitual.
4. Sua concentração ou produtividade caiu sem uma razão clara?
Esquecimentos,
dificuldade para tomar decisões ou para manter o foco podem surgir em períodos
de sobrecarga emocional. Uma queda de rendimento, portanto, nem sempre é
simplesmente uma questão de produtividade.
5. Você está evitando pessoas ou situações que faziam parte da sua
rotina?
Querer
passar algum tempo sozinho é natural. O que merece atenção é uma mudança
importante de comportamento, como evitar repetidamente amigos, familiares,
colegas ou atividades sociais que antes eram comuns.
6. Atividades simples estão exigindo muito mais esforço?
Levantar
da cama, trabalhar, estudar, cuidar da casa ou cumprir tarefas cotidianas podem
parecer muito mais difíceis em momentos de sofrimento emocional. Mais uma vez,
o principal ponto de comparação é a própria rotina da pessoa.
7. Essas mudanças estão persistindo ou ficando mais intensas?
Mudanças
pontuais fazem parte da vida. Mas quando alterações no sono, humor, disposição,
concentração ou comportamento permanecem por um período prolongado, acumulam-se
ou começam a comprometer a vida cotidiana, é importante buscar orientação
profissional.
Acompanhamento não é diagnóstico
Nenhuma
dessas perguntas, isoladamente, permite diagnosticar ansiedade, depressão ou
qualquer outro transtorno de saúde mental. Questionários, registros de rotina e
outras ferramentas de acompanhamento podem ajudar a identificar mudanças e
padrões, mas não substituem a avaliação de profissionais de saúde.

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