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sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Setembro Amarelo: afastamentos de 60 dias ou mais respondem por 459 mil horas não produtivas por saúde mental

Dados inéditos da VR mostram que 8.198 atestados por transtornos mentais somaram 957.576 horas não trabalhadas; depressão sozinha acumula 258 mil horas


Dados inéditos da VR, empresa de soluções para trabalhadores e empregadores, apontam que a saúde mental pode tirar o trabalhador do posto por longos períodos. Para se ter uma ideia, os afastamentos de 60 dias ou mais representam apenas 8,3% dos atestados médicos, mas concentram 48% dos dias de ausência e 459.296 horas não produtivas, o maior impacto em produtividade do levantamento.

No consolidado de janeiro a julho de 2026, foram analisados 8.198 atestados por saúde mental, que somaram 957.576 horas não trabalhadas entre as mais de 75 mil empresas-clientes que usam os serviços de RH digital da companhia. Os casos com 30 dias ou mais representaram só 15,8% dos registros, mas responderam por 67% de todos os dias de ausência e 182.176 horas não produtivas, mostrando que uma parcela reduzida dos casos é responsável pela maior parte do absenteísmo.

Na tabela abaixo é possível conferir a comparação dos dados:

Faixa de afastamento

% dos atestados

% dos dias de ausência

Horas não produtivas

60 dias ou mais

 

8,3%

 

48%

 

459.296

 

30 dias ou mais

 

15,8%

 

67%

 

182.176

 


Ansiedade lidera em volume, enquanto depressão pesa em duração

A ansiedade segue como principal motivo de afastamento, com 67% dos atestados, mas concentra 43% dos dias de ausência, um total de 412.808 horas não trabalhadas. A depressão inverte o cenário: responde por 15% dos registros e acumula 27% dos dias, totalizando 258.248 horas não produtivas. Isso significa que a ansiedade afasta mais pessoas, já a depressão afasta por mais tempo.

“Uma parcela pequena dos casos, que são os afastamentos com 30 dias ou mais, responde por dois terços de todo o tempo fora do trabalho. Esse dado reforça que saúde mental não é mais questão de bem-estar, mas fator decisivo de sustentabilidade no negócio. Ignorar esse cenário é assumir riscos humanos, operacionais e financeiros cada vez maiores”, afirma Willian Gil, Diretor-Executivo de Jurídico, Relações Institucionais e Governança Corporativa da VR.


Minas e Rio têm afastamentos mais longos

São Paulo lidera em volume, com 34,7% dos atestados e 34,4% dos dias de ausência. Minas Gerais e Rio de Janeiro chamam atenção pela duração: os mineiros concentram 12,9% dos dias contra 11,4% dos registros, e os fluminenses, 5,3% dos dias contra 4,5% dos atestados — sinal de casos mais longos que a média.


NR-1 pressiona empresas a adotarem gestão ativa da saúde mental

Com a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), as empresas deixam modelos reativos para adotar gestões ativas e baseadas em riscos ocupacionais. “A NR-1 é o ponto de partida, e cabe às lideranças trazerem a saúde mental para o centro do ambiente de trabalho. Os dados são a base para planos mais assertivos, e o controle de jornada ajuda a identificar excessos, sobrecarga e riscos psicossociais”, observa Willian Gil. 



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