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sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Setembro Vermelho: coração pode dar poucos sinais antes de um problema grave

Pressão alta, colesterol elevado e outras condições cardiovasculares podem evoluir de forma silenciosa; especialista reforça importância da prevenção e do acompanhamento
 


As doenças cardiovasculares continuam entre as principais causas de morte no Brasil e no mundo, mas nem sempre apresentam sintomas claros antes de uma complicação. Durante o Setembro Vermelho, movimento de conscientização sobre a saúde do coração que ganha força no mês do Dia Mundial do Coração, celebrado em 29 de setembro, especialistas chamam atenção para um desafio importante: não esperar o corpo “avisar” para começar a se cuidar.
 

Um dos exemplos é a hipertensão arterial. Dados reunidos pelo Ministério da Saúde apontam que cerca de 46% dos adultos com hipertensão não sabem que têm a doença. Sem diagnóstico e controle adequados, a pressão elevada aumenta o risco de problemas cardiovasculares, cerebrovasculares e renais. 

“Existe uma percepção de que uma doença cardíaca necessariamente vai provocar dor, falta de ar ou algum sinal evidente. Nem sempre é assim. Hipertensão e colesterol alto, por exemplo, podem permanecer silenciosos por muito tempo enquanto contribuem para alterações nos vasos sanguíneos e no coração”, explica o cirurgião cardiovascular Dr. Élcio Pires Junior. 

Tabagismo, sedentarismo, obesidade, diabetes, hipertensão e alimentação inadequada estão entre os fatores associados ao desenvolvimento das doenças cardiovasculares. Histórico familiar e idade também devem ser considerados na avaliação individual. 

Para Dr. Élcio, outro problema é procurar assistência apenas quando surgem sintomas mais importantes. “A prevenção cardiovascular começa muito antes de um infarto ou de uma indicação cirúrgica. Conhecer a pressão arterial, acompanhar colesterol e glicemia e avaliar os fatores de risco permite agir antes que a doença chegue a uma fase mais avançada”, afirma. 

O especialista ressalta que alguns sintomas nunca devem ser banalizados. Dor ou pressão no peito, falta de ar de início recente, palpitações associadas a mal-estar, desmaios e redução inexplicada da capacidade para realizar esforços são sinais que merecem avaliação. 

“Não significa que todo sintoma seja uma doença cardíaca, mas também não é adequado esperar que ele se torne intenso para procurar ajuda. Quando se trata do coração, reconhecer fatores de risco e sinais de alerta pode fazer diferença no diagnóstico e no tratamento”, completa. 

Neste Setembro Vermelho, o alerta, portanto, vai além de adotar hábitos saudáveis: cuidar do coração também significa investigar aquilo que ainda não provoca sintomas.

 

Fonte:

Dr. Élcio Pires Junior - coordenador da cirurgia cardiovascular nos hospitais São Luiz Osasco, Central Oeste (Carapicuíba) e Central Sul (São Paulo), da Rede Dor, coordenador da Cardiologia e Cirurgia Cardiovascular no Hospital Bom Clima de Guarulhos. Cirurgião Cardiovascular do Hospital Albert Sabin em São Paulo. Cirurgião Cardiovascular no Hospital Beneficência Portuguesa de Campinas. É membro especialista da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular e membro internacional da The Society of Thoracic Surgeons dos EUA. Especialista em cirurgia cardiovascular pela SBCCV/AMB e atua em Estimulação Cardíaca Eletrônica Implantável pela SBCCV/AMB. Pode contribuir em pautas sobre problemas cardiovasculares, explicando como funcionam os tratamentos e procedimentos, além de formas de prevenção e sinais das doenças.
Dr. Elcio Pires Junior (@drelciopiresjr) • Fotos e vídeos do Instagram



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