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sábado, 29 de agosto de 2026

O cigarro pode envelhecer o rosto mais rápido? Médica explica os efeitos do tabagismo na pele

No Dia Nacional de Combate ao Fumo, Dra. Fernanda Nichelle explica por que rugas, flacidez e pele opaca podem estar entre as marcas deixadas pelo cigarro 

 

Quando se fala nos efeitos do cigarro, é comum pensar primeiro nos problemas que ele pode causar aos pulmões e ao coração. Mas os prejuízos também podem aparecer no rosto. A pele de quem fuma pode perder qualidade, firmeza e elasticidade mais rapidamente, deixando alguns sinais de envelhecimento mais evidentes. 

Às vésperas do Dia Nacional de Combate ao Fumo, celebrado em 29 de agosto, a Dra. Fernanda Nichelle, médica especialista em estética, chama atenção para uma consequência que muitas vezes passa despercebida: o impacto do tabagismo na aparência e na qualidade da pele. 

A fumaça do cigarro contém substâncias que aumentam o estresse oxidativo no organismo e podem prejudicar processos importantes para a manutenção do colágeno e das fibras elásticas. A circulação também pode ser afetada, comprometendo a chegada de oxigênio e nutrientes aos tecidos. 

“O cigarro agride a pele de diferentes maneiras. Ele aumenta o estresse oxidativo, prejudica a circulação e favorece a degradação do colágeno e das fibras elásticas. Com o tempo, isso pode aparecer no rosto como uma pele mais opaca, com menos firmeza, menos elasticidade e rugas que surgem mais cedo”, explica Dra. Fernanda Nichelle. 

Um dos sinais que costuma chamar atenção são as linhas ao redor dos lábios. Além dos efeitos da própria fumaça sobre a pele, o movimento repetitivo feito ao fumar também pode contribuir para que essas marcas fiquem mais aparentes ao longo dos anos. 

“A região ao redor da boca acaba sendo bastante afetada. Existe a agressão contínua da fumaça e também a repetição dos movimentos dos lábios. É um conjunto de fatores que pode favorecer o aparecimento e a acentuação das linhas nessa região”, afirma a médica. 

A pele também pode apresentar alterações de textura e aparência, ficando mais opaca e com aspecto menos saudável. Para a especialista, esses sinais são um reflexo de um processo que vai muito além da estética. 

Quem fuma e procura procedimentos estéticos para melhorar a aparência da pele precisa entender que os tratamentos podem ajudar nos sinais já instalados, mas não conseguem compensar completamente uma agressão que continua acontecendo diariamente. “É possível tratar os sinais do envelhecimento e melhorar a qualidade da pele, mas existe um limite quando o organismo continua sendo exposto ao cigarro. O tratamento estético não consegue anular os efeitos de um hábito que agride a pele todos os dias”, ressalta Dra. Fernanda. 

A partir da interrupção do tabagismo, os cuidados podem ser definidos de acordo com as necessidades de cada pessoa. Hidratação, proteção solar, estímulo de colágeno e procedimentos estéticos podem fazer parte dessa estratégia, sempre após uma avaliação individualizada. “Parar de fumar também é uma forma de cuidar da aparência. Não estamos falando apenas de rugas, mas da qualidade dos tecidos, da cicatrização e da saúde da pele como um todo. Quanto antes o cigarro deixa de fazer parte da rotina, melhor”, finaliza a médica.


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