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sábado, 29 de agosto de 2026

Emagrecimento também pode provocar mudanças na região íntima feminina

Perda significativa de peso pode alterar volume e sustentação dos tecidos; especialista explica quando essas mudanças deixam de ser apenas estéticas e passam a causar desconforto 

 

O emagrecimento provoca mudanças visíveis em diferentes partes do corpo, principalmente quando há uma perda significativa de peso. Rosto, abdômen, braços e mamas costumam concentrar as atenções, mas existe uma região pouco mencionada nesse processo: a íntima.

A redução do tecido adiposo também pode modificar o aspecto da vulva. Em algumas mulheres, a perda de volume dos grandes lábios pode deixar os pequenos lábios mais evidentes ou acentuar características anatômicas que já existiam antes do emagrecimento.

Segundo a médica ginecologista e especialista em Medicina Estética, Mirelle Ossipi Ruivo, fundadora da Rede Mulherez, é importante diferenciar alterações estéticas de situações que efetivamente provocam incômodo.

“Cada mulher possui uma anatomia diferente e não existe um padrão que determine como deve ser a região íntima. A indicação de qualquer procedimento precisa partir de uma avaliação individualizada, principalmente quando existem queixas funcionais associadas”, explica.

Em determinados casos, a maior exposição ou o excesso de tecido dos pequenos lábios pode provocar atrito durante atividades físicas, desconforto com roupas mais justas, irritações recorrentes ou incômodo durante as relações sexuais.

Quando essas queixas estão presentes, uma das possibilidades avaliadas é a ninfoplastia, cirurgia destinada à redução ou remodelação dos pequenos lábios.

“O objetivo não deve ser criar uma anatomia considerada ideal. Quando há indicação, buscamos preservar a função e respeitar as características de cada paciente, tratando aquilo que efetivamente está causando desconforto”, afirma Mirelle.

A especialista ressalta ainda que emagrecer não significa necessariamente desenvolver flacidez ou precisar de uma cirurgia íntima. Fatores como genética, idade, características individuais dos tecidos, oscilações de peso, gestação e alterações hormonais também influenciam a anatomia da região.

Para Mirelle, o aumento da procura por procedimentos íntimos também exige informação para que mulheres não transformem variações anatômicas naturais em problemas.

“É preciso ouvir primeiro o que incomoda essa mulher, entender se existe uma questão funcional e avaliar todas as possibilidades. Nem toda alteração precisa ser corrigida e nem toda paciente tem indicação cirúrgica”, reforça.

Na Rede Mulherez, especializada em saúde e cuidados femininos, a avaliação considera o histórico da paciente, suas queixas e os impactos das alterações na rotina antes da indicação de qualquer procedimento. 


Mirelle Ossipi Ruivo
@mirelleossipiruivo
@mulherez.oficial


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