Vídeo publicado nas redes sociais mostra exames usados para conhecer características individuais antes de definir ajustes na alimentação e na rotina
A influenciadora Viih Tube publicou em suas redes
sociais um vídeo em que mostra como são feitas as coletas de um teste genético
e de microbiota intestinal que integram seu acompanhamento de emagrecimento. Ao
explicar aos seus seguidores o procedimento e o que fazer com os resultados, a
influenciadora destacou uma abordagem que cruza informações do DNA, da saúde
intestinal e da rotina para entender fatores que podem interferir na resposta
individual à alimentação e à perda de peso, buscando analisar aspectos
biológicos antes de definir a estratégia de emagrecimento.
Segundo Viih Tube, os exames fazem parte do
acompanhamento realizado pela WeFit, uma healthtech brasileira especializada em saúde
personalizada e nutrição de precisão que atua com uma proposta de emagrecimento
metabólico e utiliza os exames como parte da avaliação nutricional. As amostras
são coletadas em casa, enviadas para análise e, depois, interpretadas por
profissionais antes da definição ou do ajuste da estratégia alimentar. A
proposta não é tratar genética ou microbiota como resposta isolada para o peso,
mas acrescentar essas informações ao histórico, aos hábitos e à evolução de
cada paciente.
No vídeo, Viih Tube mostra a coleta do material
genético feita com um swab passado na parte interna da boca. “É muito simples
fazer o teste genético”, afirma a influenciadora ao demonstrar o procedimento.
Depois da coleta, a amostra é enviada para análise. Segundo ela, uma das
principais dúvidas dos seguidores estava menos no procedimento e mais no que
acontece depois: “Você faz o teste genético e fica: o que eu faço com o
resultado?”.
Para Bruna Makluf, nutricionista especialista em emagrecimento e
diretora de Nutrição da WeFit, é justamente a interpretação que dá utilidade às
informações. “O exame não entrega uma dieta pronta. Ele ajuda a conhecer características
individuais que precisam ser analisadas junto com alimentação, rotina,
histórico e outros dados de saúde. A partir daí, conseguimos entender melhor
onde determinados ajustes podem fazer sentido”, explica.
Na nutrigenética, são avaliadas variantes
relacionadas a características como metabolismo de nutrientes, saciedade e
resposta individual a determinados componentes da alimentação. O resultado
aponta predisposições, mas não determina sozinho se alguém terá maior ou menor
facilidade para perder peso.
“Genética não é destino. Uma predisposição não
significa que aquilo obrigatoriamente vai acontecer. Ela é mais uma informação
para compreender o organismo e individualizar a estratégia”, ressalta Bruna.
Já o exame da microbiota, também mostrado pela
influenciadora, analisa microrganismos presentes no intestino. A composição
desse ecossistema pode variar de acordo com alimentação, medicamentos, estilo
de vida e outros fatores. Na avaliação nutricional, esses dados podem
complementar a investigação de sintomas e das respostas do organismo.
No vídeo, Viih Tube também comenta sobre como o
processo de acompanhamento vai além da realização dos exames e depende da
adaptação da rotina ao longo do tempo. Bruna reforça que os testes são apenas
uma das ferramentas dentro de um processo contínuo de avaliação e ajuste.
“Nenhum exame, sozinho, define o caminho. Ele precisa ser interpretado dentro
de um acompanhamento estruturado, que considera evolução, hábitos e
consistência”, afirma.
É essa combinação de informações que está por trás
do chamado emagrecimento metabólico: olhar além do número da balança e
considerar fatores que podem interferir no processo, como alimentação, saúde
intestinal, sono, atividade física e características individuais. “Ter mais
dados não significa, por si só, emagrecer melhor. O que faz diferença é
conseguir interpretar essas informações e transformá-las em mudanças possíveis
de manter na rotina”, conclui a nutricionista.
A busca por estratégias mais individualizadas ajuda
a deslocar o emagrecimento de uma lógica baseada apenas em restrição alimentar
e números na balança para uma leitura mais ampla do organismo. Nesse processo,
exames e dados podem funcionar como ferramentas complementares para orientar
escolhas, desde que sejam interpretados dentro do contexto de saúde, hábitos e
rotina de cada pessoa.
Bruna Makluf - nutricionista, diretora de Nutrição da WeFit e especialista em emagrecimento, saúde metabólica, composição corporal, saúde intestinal, doenças crônicas e longevidade. Graduada em Nutrição pela Universidade Federal de Alfenas (Unifal) em 2008, possui especializações em Nutrição Clínica, Fitoterapia e Nutrição Comportamental, formação em Saúde Intestinal e mestrado em Saúde pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Com mais de 15 anos de experiência, atuou por nove anos na saúde pública, onde participou da implantação de equipes e políticas públicas voltadas à assistência nutricional. Atualmente, lidera a área de Nutrição da WeFit, sendo responsável pelo desenvolvimento dos protocolos nutricionais personalizados da empresa. Sua atuação é baseada na individualização do cuidado, integrando evidências científicas, genética, saúde intestinal, exames laboratoriais e hábitos de vida para construir estratégias nutricionais adaptadas às necessidades de cada paciente. É fonte para temas relacionados ao emagrecimento, saúde intestinal, prevenção e tratamento de doenças cardiovasculares, saúde metabólica e longevidade.
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