Cirurgião plástico
David Di Sessa explica sobre os cuidados que devem ser avaliados antes do
procedimento
Cirurgião plástico membro da Sociedade Brasileira
de Cirurgia Plástica, explica que as técnicas atuais permitem abordagens mais
individualizadas e que antes da decisão, é preciso entender essas
possibilidades para alinhar expectativas, segurança e objetivos.
“A blefaroplastia começa pela identificação da
queixa. Estruturas diferentes podem produzir um aspecto parecido, por isso nem
sempre a solução está apenas na retirada de pele. Quando avaliamos a anatomia
de forma completa, conseguimos escolher a técnica mais adequada e explicar ao
paciente, com clareza, quais mudanças podem ser esperadas com o procedimento”,
afirma David Di Sessa.
Confira abaixo os mitos e
verdades sobre o procedimento:
1. Blefaroplastia serve apenas
para retirar excesso de pele. Mito - A
blefaroplastia não é um procedimento simples, ela não se limita à retirada de
excesso de pele. O planejamento pode incluir gordura orbital, musculatura,
posição das pálpebras e a relação entre a região dos olhos e a bochecha. A
combinação dessas estruturas ajuda o cirurgião a entender o que realmente
provoca o aspecto de cansaço ou peso no olhar. A técnica, portanto, varia
conforme as características e necessidades de cada paciente.
2. Não existe idade certa para
fazer blefaroplastia. Verdade - A indicação da
blefaroplastia exige uma avaliação detalhada, não há uma faixa etária
específica para indicação. Algumas pessoas apresentam bolsas hereditárias,
flacidez ou excesso de pele mais cedo, enquanto outras chegam a idades mais
avançadas sem indicação cirúrgica. A decisão considera anatomia, sintomas,
incômodos apresentados e condições clínicas avaliadas durante a consulta. A
idade entra nessa análise, mas não funciona como um critério isolado para
recomendar o procedimento.
3. Toda gordura das bolsas
precisa ser retirada. Mito - Nem sempre retirar
toda a gordura das bolsas produz o resultado mais adequado. Em determinados
casos, parte desse tecido pode ser preservado ou reposicionado para suavizar
depressões abaixo dos olhos e melhorar a transição com a bochecha. Essa escolha
depende da distribuição do volume, da profundidade do sulco e da anatomia
local. Uma remoção excessiva pode acentuar áreas encovadas e comprometer a
naturalidade do contorno.
4. Olhos secos precisam ser
avaliados antes da cirurgia. Verdade - Todos os
sintomas relacionados a saúde ocular são importantes, e precisam ser relatados
antes da cirurgia. Ardência, sensação de areia, lacrimejamento frequente ou uso
recorrente de lágrimas artificiais podem indicar alterações da superfície
ocular que merecem atenção no planejamento. No pós-operatório, ressecamento e
desconforto podem aparecer temporariamente em alguns pacientes. A avaliação
prévia permite orientar cuidados específicos e acompanhar de perto quem já
apresenta maior sensibilidade na região.
5. A blefaroplastia inferior
sempre deixa cicatriz externa. Mito - A blefaroplastia
inferior nem sempre exige uma incisão externa na pele. Em alguns pacientes, o
acesso pode ser realizado pela parte interna da pálpebra, técnica conhecida
como via transconjuntival. Essa abordagem costuma ser considerada quando
existem bolsas de gordura sem excesso cutâneo importante. Quando há flacidez,
alterações musculares ou necessidade de tratar outras estruturas, o cirurgião
pode indicar um acesso diferente para alcançar o resultado planejado com
segurança.
6. Recursos regenerativos podem
complementar o rejuvenescimento dos olhos. Verdade - Com a indicação correta, os recursos e técnicas regenerativas podem
atuar como complemento no rejuvenescimento da região dos olhos. PRP, PRF,
nanofat e derivados da gordura autóloga são estudados por seus efeitos sobre
textura, qualidade da pele, estímulo reparador e reposição discreta de volume,
conforme a técnica utilizada. Os benefícios e o nível de evidência não são
iguais entre esses métodos. A escolha deve ser feita após avaliação individual
e indicação do médico responsável pelo procedimento.
“O melhor resultado não depende de retirar o máximo possível, mas de tratar cada estrutura na medida necessária. Preservar tecidos, respeitar a anatomia e entender as características individuais ajudam a manter equilíbrio na região dos olhos. Uma boa indicação também inclui orientar sobre recuperação, limites do procedimento e cuidados antes e depois da cirurgia”, conclui o cirurgião plástico.
David Di Sessa - CRM-SP 112566 - RQE 32162 -médico cirurgião plástico, graduado pela Faculdade de Medicina de Marília (FAMEMA), com residência em Cirurgia Plástica em Campinas e estágio de aperfeiçoamento na Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro, sob orientação do professor Ivo Pitanguy. Com mais de 15 anos de experiência e mais de 5 mil procedimentos realizados, atua com foco em resultados naturais e na melhora da qualidade de vida dos pacientes, realizando cirurgias plásticas faciais, corporais e das mamas. É membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), da American Society of Plastic Surgeons (ASPS), da Associação Paulista de Medicina (APM) e da Associação Médica Brasileira (AMB).
Instagram: @daviddisessa

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