A bromidrose, condição caracterizada pelo odor desagradável provocado pela ação de bactérias sobre o suor, pode ser tratada por diferentes abordagens. Entre elas, o cirurgião plástico Alexandre Kataoka vem utilizando há aproximadamente cinco anos uma estratégia que emprega laser de diodo em alta potência para atuar na região afetada, com resultados considerados animadores pelo especialista.
A técnica, segundo Kataoka, busca oferecer uma alternativa menos invasiva em comparação à exérese tradicional, procedimento que envolve a retirada de uma quantidade maior de tecido e pode deixar cicatrizes mais extensas. Com o uso do laser, a incisão é de aproximadamente um centímetro, e a recuperação tende a ser mais rápida. “É uma cirurgia que a gente faz na região da bromidrose e o paciente de 24 a 48 horas depois já pode até trabalhar”, explica o cirurgião.
O procedimento também utiliza uma câmera térmica para acompanhar a temperatura da região durante a aplicação do laser, com o objetivo de evitar danos à pele. A combinação entre a potência empregada e o controle térmico faz parte do protocolo utilizado pelo especialista, que relata bons índices de satisfação e remissão entre os pacientes tratados.
Os resultados da experiência estão reunidos em um trabalho que já foi aceito para publicação na revista da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e passa pelas últimas revisões antes da publicação. De acordo com Kataoka, os resultados obtidos apresentam taxas próximas às observadas com a exérese, contribuindo para a validação da abordagem.
Além da região das axilas, onde a bromidrose é mais frequentemente percebida, o laser de diodo também pode ser utilizado em casos que acometem a região da virilha. “Com o laser não. é uma cicatriz de 1 centímetro e o bom é que para pacientes que tem bromidrose na região da virilha a gente também pode fazer”, afirma.
Com a
experiência acumulada ao longo de cerca de cinco anos, a proposta não é
apresentada pelo médico como uma nova técnica, mas como uma adaptação de uma
estratégia já utilizada no tratamento da bromidrose, incorporando o laser de
diodo como recurso para reduzir o trauma cirúrgico e favorecer uma recuperação
mais rápida.
Fonte: Alexandre Kataoka - cirurgião plástico, perito
concursado da Secretaria da Justiça de São Paulo – Instituto de Medicina Social
e Criminologia do Estado de São Paulo, membro efetivo da Câmara Técnica em
Cirurgia Plástica do Conselho Federal de Medicina (CFM), conselheiro
responsável da Câmara Técnica do Conselho Regional de Medicina do Estado de São
Paulo (Cremesp) e coordenador da Comunicação do Cremesp.
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