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quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Dia Nacional de Combate ao Fumo: SBD alerta para impactos do cigarro e dos vapes na saúde da pele

Tabagismo pode acelerar o envelhecimento da pele, favorecer alterações dermatológicas e comprometer a cicatrização; especialistas também alertam para os riscos dos cigarros eletrônicos
 

O Dia Nacional de Combate ao Fumo, celebrado em 29 de agosto, é uma oportunidade para reforçar os alertas sobre os danos provocados pelo tabaco à saúde. Embora os impactos respiratórios e cardiovasculares sejam amplamente conhecidos, o cigarro também afeta a pele, os cabelos e as unhas. A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) chama atenção ainda para os efeitos dos cigarros eletrônicos, os chamados vapes, que não devem ser considerados uma alternativa inofensiva ao cigarro convencional. 

“A redução da oxigenação dos tecidos, o estresse oxidativo e os efeitos sobre os vasos sanguíneos contribuem para um processo de envelhecimento cutâneo mais acelerado, além de prejudicarem a capacidade de cicatrização. Por isso, abandonar o cigarro é uma medida importante para a saúde do organismo como um todo, inclusive da pele”, afirma o Dr. João Renato Vianna Gontijo, coordenador do Departamento de Medicina Interna da SBD. 

Apesar de muitas pessoas ainda associarem os cigarros eletrônicos a uma opção “menos nociva” que o cigarro convencional, os dermatologistas alertam que os vapes também expõem o organismo a substâncias potencialmente prejudiciais e não são isentos de riscos. 

Os líquidos utilizados nos dispositivos podem conter nicotina e diferentes substâncias químicas. O uso desses produtos pode estar relacionado a irritações e alterações da pele, além de representar riscos à saúde sistêmica. Os efeitos são especialmente preocupantes entre adolescentes e jovens, público que pode ser particularmente vulnerável à dependência de nicotina. “É importante combater a percepção de que o cigarro eletrônico não traz consequências para a saúde”, destaca o Dr. João Renato Vianna Gontijo.
 

Envelhecimento precoce, manchas e cabelos mais frágeis 

A exposição contínua à fumaça do cigarro está associada a danos às fibras de colágeno e elastina, responsáveis pela firmeza e elasticidade da pele. Como consequência, podem surgir rugas mais acentuadas, especialmente ao redor da boca, perda de viço, alteração da coloração e aspecto mais envelhecido. 

O tabagismo também pode comprometer a circulação sanguínea da pele, prejudicando a oxigenação e a nutrição dos tecidos. 

“Esse processo pode acelerar o envelhecimento extrínseco, deixando a pele mais áspera e opaca. O tabagismo também está associado a alterações nos cabelos e nas unhas, que podem se tornar mais frágeis”, explica a Dra. Marcelle Nogueira, coordenadora do Departamento de Geriatria da SBD. 

Para quem busca preservar a saúde e a qualidade da pele ao longo do envelhecimento, a especialista recomenda abandonar o cigarro e os vaporizadores, manter uma alimentação equilibrada e rica em antioxidantes, utilizar protetor solar diariamente, hidratar a pele e evitar banhos muito quentes. A avaliação periódica com um dermatologista também é importante para a prevenção e o diagnóstico precoce de alterações cutâneas. 

Para saber mais sobre a saúde da pele, cabelos e unhas, acesse as redes sociais @dermatologiasbd e o site www.sbd.org.br. Informe-se e encontre um dermatologista associado à SBD em sua região.


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