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sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Dia Nacional de Combate ao Fumo: três doenças mais comuns causadas pelo cigarro


No Brasil, o tabagismo é responsável por um custo anual na saúde R$ 153,5 bilhões, de acordo com o Ministério da Saúde. A cada R$ 1 real de lucro da indústria, o país gasta R$ 5 com doenças causadas pelos derivados do cigarro, evidenciando que o produto continua sendo uma das maiores causas de adoecimento evitável no país. Para o triênio de 2026 a 2028, as projeções oficiais do Instituto Nacional de Câncer (INCA) apontam que o câncer de traqueia, brônquio e pulmão figura na quarta posição entre os principais tipos câncer no país, e com uma estimativa de mais de 35 mil novos diagnósticos anuais, mais de 18 mil apenas entre os homens.

O Dr. Vitor Sardenberg, médico radiologista da clínica CDPI e do laboratório Bronstein, explica que a detecção precoce das alterações pulmonares é o pode contribuir para mudar o desfecho dessas estatísticas. É nessa janela de oportunidade que a tomografia de tórax se consolida como principal exame na medicina diagnóstica.

"A tomografia computadorizada consegue enxergar lesões milimétricas muito antes de o paciente manifestar qualquer sintoma clínico ou de a alteração aparecer em um raio-X simples. Para o fumante ou ex-fumante crônico, o rastreamento por tomografia pode ser determinante entre um tratamento curativo e um diagnóstico tardio", afirma Sardenberg.

O especialista lista as três doenças mais comuns causadas pelo hábito de fumar e como a tomografia atua diretamente em cada diagnóstico:


  1. Câncer de pulmão

É uma das neoplasias mais agressivas e diretamente ligada ao tabagismo. O grande desafio é que ela costuma ser silenciosa em estágios iniciais. O rastreamento com tomografia computadorizada de tórax com baixa dose de radiação permite identificar nódulos pulmonares malignos ainda em fases iniciais. Descobrir o tumor nesse estágio aumenta as chances de sucesso no tratamento.



2. Enfisema pulmonar e DPOC

A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) engloba também o diagnóstico de enfisema e bronquite crônica, caracterizando-se pela destruição progressiva dos alvéolos (as pequenas bolsas de ar do pulmão), o que causa falta de ar incapacitante. A tomografia ajuda a quantificar a extensão do enfisema, mapeia as áreas destruídas e auxilia a equipe médica a direcionar terapias de suporte respiratório ou intervenções cirúrgicas para melhorar a qualidade de vida do paciente.



3. Fibrose Pulmonar Idiopática e Doenças Intersticiais

O fumo atua como um gatilho para processos inflamatórios severos no tecido pulmonar, substituindo a estrutura saudável por cicatrizes rígidas (fibrose) que impedem o pulmão de se expandir.

O exame avalia o chamado "interstício" pulmonar. Padrões específicos de imagem na tomografia, como o aspecto de "vidro fosco" (inflamação ativa) ou "faveolamento" (fibrose estabelecida), guiam o diagnóstico preciso sem a necessidade imediata de biópsias invasivas." O tabagismo lesiona o pulmão de forma lenta e silenciosa. Quem fuma ou fumou por muitos anos deve conversar com seu médico assistente sobre a indicação de um protocolo de rastreamento por imagem", conclui o radiologista.


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