Data, celebrada em 29 de agosto, reforça a importância da prevenção e do abandono do tabagismo
O dia 29 de agosto marca o Dia Nacional de Combate ao
Fumo, data criada para conscientizar a população sobre os riscos do tabagismo.
Entre os principais problemas associados ao hábito está o aumento do risco de
infarto, além de outras doenças cardiovasculares.
Segundo o cardiologista Dr. Vagner Vinicius Ferreira, do Hospital Mantevida, as
substâncias presentes na fumaça do cigarro provocam alterações que afetam
diretamente o coração e os vasos sanguíneos. “O cigarro provoca uma série de
alterações no organismo que aumentam o risco cardiovascular. A nicotina eleva a
frequência cardíaca e a pressão arterial, enquanto outras substâncias presentes
na fumaça contribuem para a inflamação e para a lesão dos vasos sanguíneos”,
afirma.
O tabagismo também favorece a aterosclerose, caracterizada pelo acúmulo de
placas de gordura nas paredes das artérias. O processo pode dificultar a
circulação do sangue e aumentar a possibilidade de obstrução dos vasos que
levam sangue ao coração, uma das condições que podem resultar em um infarto.
“O risco não está relacionado apenas à quantidade de cigarros consumidos. Mesmo
pessoas que fumam pouco estão expostas aos efeitos nocivos do tabaco. Quanto
maior o tempo de exposição, maior tende a ser o impacto sobre o sistema
cardiovascular”, explica o cardiologista.
Além do cigarro convencional, os dispositivos eletrônicos para fumar também são
motivo de preocupação. Esses produtos podem conter nicotina e outras
substâncias que mantêm a exposição do organismo a componentes associados à
dependência e a possíveis danos cardiovasculares.
Abandonar o cigarro é uma das principais medidas para reduzir o risco de
doenças cardiovasculares. A interrupção do hábito traz benefícios à saúde em
qualquer idade e pode diminuir progressivamente o risco de complicações
relacionadas ao tabagismo.
“O abandono do cigarro traz benefícios em qualquer idade. Mesmo quem fuma há
muitos anos pode reduzir o risco de doenças cardiovasculares ao parar. O ideal
é buscar orientação profissional para aumentar as chances de conseguir
interromper o hábito de forma definitiva”, conclui Vagner Vinicius Ferreira.

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