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| Helen Caroline Fotografia |
A fama de temperamental não é exagero: a produção
dos macarons exige um rigor quase científico. Fatores como a umidade do ar, o
tempo exato de descanso da massa antes do forno e até o calor das mãos de quem
manipula o doce podem desestabilizar a estrutura e arruinar a receita. É a
crosta seca antes do assamento que garante a subida correta da massa e a
formação do famoso ’pezinho rendado’ na base. Além disso, a etapa da macaronage,
incorporação da farinha de amêndoas ao merengue, exige precisão milimétrica: um
movimento a mais deixa a massa líquida e, com um a menos, o macaron
racha.
O processo não termina no forno: o doce exige um
período indispensável de maturação sob refrigeração após recheado, permitindo
que a umidade interna migre para a casquinha na medida certa. Na Le Petit
Macarons, primeira rede brasileira especializada no doce
francês, a busca por essa alquimia perfeita é o que garante a textura clássica,
uma casquinha crocante por fora e o interior macio. "A receita não tolera
improvisos. Trabalhamos com farinha de amêndoas puríssima, controle rígido de
temperatura e um processo de maturação pós-recheio que é indispensável para
criar o equilíbrio exato de sabor e textura", explica Valquíria de Marco,
sócia-fundadora e diretora operacional da marca, que testou a receita por mais
de um ano, até alcançar a perfeição para empreender no segmento. “A receita é
fácil de encontrar na internet, o difícil é aceitar o preparo; só com muita
prática é possível executar com perfeição”, finaliza a empresária.
Le Petit
Macarons

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