Cantora Giovanna Andreo, que perdeu a audição, explica como identificar se você está no piloto automático ou vivendo uma vida mais consciente e feliz
Em um mundo acelerado, marcado por excesso de
estímulos, compromissos e distrações digitais, muitas pessoas têm a sensação de
estar ocupadas, mas nem sempre presentes. A rotina segue em alta velocidade,
enquanto decisões importantes são tomadas quase no piloto automático.
No Dia Internacional da Felicidade,
celebrado nesta sexta-feira, 20 de março, a reflexão sobre como estamos
conduzindo a própria vida ganha ainda mais sentido. Afinal, a felicidade não
está apenas em grandes conquistas, mas também na forma como fazemos escolhas,
definimos prioridades e nos conectamos com o presente.
Essa é a proposta do livro "Propósito
enCANTA – Uma jornada de reconexão, intenção e resultado",
da musicista e palestrante Giovanna Andreo, publicado pela DVS Editora. Na
obra, a autora convida o leitor a desacelerar e repensar o que realmente
orienta suas decisões.
Cantora há mais de 20 anos, Giovanna teve relação
com a música profundamente transformada em 2014, após o diagnóstico de surdez
neurossensorial bilateral progressiva.
A condição, que trouxe limitações físicas e o
luto pela perda do controle sobre o amanhã, não a impediu de se adaptar e
retomar a confiança para se apresentar em grandes palcos, como o Rock in Rio,
em 2022 e 2024.
Mas como saber se estamos, de fato, vivendo com
intenção ou apenas reagindo ao que aparece no caminho? A seguir, Giovanna
Andreo aponta cinco sinais que indicam quando a vida deixa o piloto automático
e passa a ser conduzida com mais consciência e felicidade.
1. Você tem clareza do seu
“porquê”
Viver com intenção significa entender a razão real
por trás das escolhas que você faz todos os dias, inclusive aquelas
aparentemente simples, como acordar para mais uma semana de trabalho.
Quando existe clareza de propósito, as decisões
deixam de ser apenas reativas e passam a ter direção. O propósito, nesse caso,
não é algo utópico ou distante, mas um orientador concreto de como você
enfrenta desafios e reage às adversidades.
2. Você pratica a presença
genuína
Embora muitas pessoas se orgulhem de ser
multitarefa, a neurociência mostra que o cérebro humano não é capaz de manter
múltiplos focos simultaneamente com qualidade.
Viver de forma intencional significa escolher estar
inteiro nas experiências e relações. Isso envolve silenciar distrações
digitais, desacelerar o ritmo e realmente se conectar com as pessoas e os
momentos que importam.
3. Suas prioridades não têm
plural
A palavra prioridade vem da ideia de “aquilo que
vem antes”. Quando tudo se torna urgente ou importante, nada realmente ocupa o
primeiro lugar.
Uma vida mais intencional envolve identificar o que
é essencial e proteger essas escolhas com mais consciência.
Isso significa parar de adiar encontros, sonhos e
momentos significativos sob a justificativa constante da correria.
4. Você não espera o cenário
perfeito para ser feliz
Muitas pessoas condicionam a felicidade à resolução
completa de todos os problemas: quando o trabalho estabilizar, quando as contas
estiverem resolvidas, quando a agenda ficar menos cheia. O problema é que esse
momento raramente chega.
Viver com intenção significa permitir-se
experimentar alegria e gratidão mesmo durante o processo, equilibrando os
inevitáveis “pratinhos” da vida sem adiar o que faz sentido agora.
5. Você assume a responsabilidade
pelas próprias escolhas
Outro sinal importante de uma vida intencional é
abandonar a postura de vítima das circunstâncias. Quem vive com propósito
reconhece que nem sempre pode controlar os acontecimentos, mas pode escolher
como reagir a eles.
Essa consciência fortalece a autonomia, amplia a
sensação de direção e transforma desafios em oportunidades de aprendizado.
Giovanna Andreo - Musicista há mais de 20 anos. Graduada em Letras pela Unicamp, atua como palestrante e consultora organizacional com experiência em desenvolvimento humano e de equipes. Convivendo desde 2014 com um quadro progressivo de perda de audição, a autora compartilha uma história potente e provocante focada em propósito e ressignificação traçando paralelos da surdez com a música.
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